O Prazer de Fotografar é aprender a ver, a pensar e reagir

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O mundo da fotografia é um mundo pessoal. Tiramos fotos para exprimir nossos sentimentos sobre as pessoas, a natureza e o mundo que nos cerca.

Como em qualquer forma de expressão, seja na literatura, na música ou nas artes plásticas, sentimos imenso prazer quando conseguimos com nosso trabalho comunicar o que queremos. O que é uma boa fotografia? As opiniões divergem, mas para a maioria dos fotógrafos profissionais o valor de uma foto pode ser medido pela reação que ela provoca. Irving Penn, fotógrafo consagrado e conhecido por seus retratos comerciais, diz que a gente “arregala os olhos” diante de uma boa fotografia. Minor White, um indiscutível mestre da fotografia artística, simplesmente se pergunta diante de uma foto: “Ela toca seu coração?”.

Uma boa fotografia certamente refletirá de algum modo a visão que o fotógrafo tem do mundo. Mas como traduzir essa visão do mundo em algo tão tangível como a fotografia? O que faz uma fotografia ter sucesso? Se você acha que suas fotografias ficam muito além de suas expectativas, talvez não tenha tido ideia suficientemente clara para começar: ou, caso tenha, não consigo captá-la no sensor. Como toda arte, a fotografia requer prática , tanto de ver quanto de fazer. Ver boas fotografias é o primeiro passo para fazer melhores fotografias.

Para tirar boas fotografias, você precisa treinar o olho a ver o mundo como a câmera. Quando observa uma cena, por exemplo, você vê seletivamente: os fundos e primeiros planos confusos praticamente desaparecem. A câmera, no entanto, não tem esse discernimento. Da mesma forma, enquanto você é capaz de perceber a tridimensionalidade de um objeto, a câmera só pode registrá-lo como uma imagem plana, bidimensional. E, embora seus olhos tenham capacidade de adaptar-se a variações de intensidade de luz, uma câmera só pode compensar essas diferenças de forma limitada.

Esta parte do livro destina-se a ajudá-lo a ver fotograficamente. O primeiro passo é identificar os elementos básicos que caracterizam a imagem fotográfica: forma, linha, padrão e textura – e analisar o modo pelo qual cada uma afeta a percepção de uma fotografia. Depois, acrescentando ideias sobre composição, equilíbrio, enquadramento e ponto de vista, percebemos como esses elementos podem combinar-se para expressar convincentemente o que você deseja. Finalmente, já que em fotografia a fonte de imagem é a luz, consideraremos vários fatores – origem, intensidade, direção, difusão e variações da luz conforme o dia e a estação – que afetam decisivamente o aspecto tanto da fotografia em preto e branco quanto da colorida. Na formação de um fotógrafo, é mais  importante aprender a ver fotograficamente do que adquirir exaustivos conhecimentos técnicos. Os conhecimentos básicos da técnica fotográfica são relativamente simples, fáceis de aprender e, com a prática, tornam-se automáticos.

Embora boa parte deste livro seja dedicada a noções técnica é indiscutivelmente importante -, “ver” com imaginação é sem dúvida o que diferencia o bom fotógrafo daquele apenas competente. A chave da boa fotografia é captar no filme os aspectos da cena que mais lhe chamam a atenção. Se você não sabe o que fotografar, olhe o mundo ao seu redor. Quais as coisas que prendem seu olhar ou chamam sua atenção? Pode ser a expressão de uma fisionomia, uma alameda arborizada no inverno ou as linhas cintilantes de um automóvel que passa. Para conseguir boas fotografias você não precisa ir a lugares exóticos. Algumas das mais famosas fotografias do mundo foram feitas perto de casa. Edward Steichen, um dos baluartes da fotografia, fez centenas de fotos de uma árvore perto de sua casa em Connecticut durante um período de quinze anos. “Cada vez que olho para essas fotos”, diz ele, “descubro alguma coisa nova. Cada vez me aproximo mais do que quero dizer sobre árvores” .

Os principiantes precisam lembrar-se especialmente de que motivos aparentemente insignificantes podem resultar em fotografias extraordinárias. O fundamental é simplesmente estar atento para reagir a pessoas e fatos como o fez Erich Salomon em sua famosa foto “Surpresa de Bryan”. Se você se der liberdade para descobrir novas perspectivas, os resultados serão surpreendentes. Quanto mais você fotografar, mais irá adquirindo um estilo pessoal. Possivelmente, irá descobrindo uma preferência por determinados motivos ou técnicas. Até que, finalmente, suas fotos se tornem inconfundivelmente suas.

Krementz – que se  um repórter fotográfica tanto quanto uma retratista – é famosa por suas reveladoras e descontraídas fotos de escritores. Ela costuma fotografar as pessoas em suas casas ou outros ambientes em que se sintam á vontade – daí o caráter  direto e informal das fotos que faz. Na foto do dramaturgo Tennesse Willians, tirada na casa dele em Key West, Flórida, sua postura e sua gargalhada criam um retrato vivo e eloquente.  A Foto de Janet Flanner, correspondente em Paris do The New Yorker´s tem uma atmosfera diferente. Feito poucos anos antes de sua morte, o retrato é solene e compenetrado. O close de Krementz e a fumaça do cigarro da modelo contribuem para o clima místico. Esses dois retratos são excelentes exemplos do estilo fotográfico de Krementz e de sua visão – retratos evocativos que captam a essência de seus modelos.

Criar um estilo pessoal é aprender a acreditar em seus instintos, é experimentar novas técnicas e perspectivas incomuns. Quando tudo isso se junta – quando você faz o click e sabe que está Tudo certo – isso é o prazer de fotografar.

Capte o momento decisivo

O tempo não para jamais. O mundo está continuamente mudando – as pessoas se movimentam, as estações passam, o sol nasce e se põe. Entretanto, você eterniza um momento ao apertar o botão de sua câmera. Toda foto que você tira diz algo de sua atitude em relação ao momento, graças  à capacidade única da câmera de captar frações de segundos.

Em fotografia, há  várias maneiras de agir criativamente sobre o tempo. Uma das mais comuns é a de captar o momento decisivo – a fração de segundo na qual todos os elementos da cena se inter-relacionam de tal forma que expressam o evento da melhor maneira possível. O maior defensor dessa abordagem é o famoso fotojornalista francês Henri Cartier – Bresson. Tais expressões ou cenas não se repetem jamais. Para deter um momento fugaz ou um movimento inesperado, você precisa estar paradoxalmente, sempre á espera do inesperado.

Outra maneira de registrar o tempo, muito usada atualmente em fotojornalismo, é a de mostrar um pedaço da vida, uma amostra fugaz de nosso cotidiano.

 

Sobre o autor

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