O estudo do foco

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A Tessar, uma das melhores lentes de todos os tempos foi criada em 1902. Batizada na época, de "o olho de águia de sua câmera". Utiliza técnica óptica de dubleto, dois elementos coladas entre si, presente ainda hoje nas câmeras Sony. Sua simplicicade foi resultado de projeto óptico em 25 volumes, desenvolvido pela indústria alemã Carl Zeiss

Conceitos básicos

Foco é uma palavra com que você já deve estar familiarizado em outras circunstâncias, como “focalizar sua atenção”, por exemplo, e muitas outras expressões semelhantes. Focalizar a atenção significa concentrar-se em alguma coisa, seja um objeto visível ou uma ideia abstrata. Focalizar uma lente significa concentrar os raios de luz em uma superfície em particular; no caso das câmeras fotográficas, essa superfície é a superfície do sensor. Seria interessante acrescentar que focus (foco) é uma palavra latina que significa fogo ou lareira. Talvez ela tenha sido adotada metaforicamente, como o caso das lentes, porque numa sala escura a lareira é o ponto no qual a nossa atenção visual quase sempre estará focalizada. O ponto de focalização da atenção visual é chamado ponto focal.

Podemos usar uma lente de aumento comum para fazer experiências com o foco. As lentes de aumento, que são lentes simples, têm que ser movimentadas alternadamente mais para perto e mais para longe do objeto que estiver sendo examinado, com relação aos olhos do observador, até que se descubra a distância correta em que o objeto pode ser visto com mais clareza.  As distâncias menores ou maiores, o objeto aparecerá com suas formas difusas, quando então se diz que ele está “fora de foco”. À distância em que ele pode ser visto com mais clareza, diz-se que o objeto está “focalizado” ou “em foco”.

O uso da lente de aumento para queimar papel também demonstra a diferença entre “fora de foco” e “focalizado”. Interponha uma lente de aumento entre o Sol e um pedaço de papel. Repare  a imagem do Sol formada sobre o papel será a princípio um círculo difuso que se torna cada vez menor à medida que a distância é reduzida, atingindo-se depois um ponto em que novas reduções da distância fazem com que o círculo vá aumentando de diâmetro pouco a pouco.

 Um ponto de luz totalmente desfocado na fotografia, irá formar um círculo, circulo de confusão e é a partir do diâmetro deste circulo que se define qual  a sua qualidade óptica.

Na distância correta, que equivale ao ponto em que círculo é menor, os raios do Sol estão concentrados, ou seja, convergem sobre uma área muito pequena. Nessa distância precisa entre a lente e o papel, os raios do Sol estão, também, “focalizados”. A qualquer outra distância, maior ou menor, os raios estarão “fora de foco”. Quando focalizados, a sua convergência sobre o pequeno círculo será tão intensa que, a princípio, o papel poderá soltar fumaça para logo depois pegar fogo.

As primeiras lentes surgem na China, no século X exatamente com esta função, denominadas por lentes queimadoras. Sabiam como moldar lentes de aumento, lentes convergentes e também lentes redutoras ou divergentes. Mas nunca a utilizaram em instrumentos ópticos, como telescópios ou lunetas. Na Europa, estas lentes iriam aparecer três séculos depois.

A focalização da lente das câmeras fotográficas obedece mais ou menos ao mesmo esquema geral. É preciso que se estabeleça  certa distância entre a lente e o sensor com a qual os raios de luz provenientes do tema que se deseja fotografar sejam tornados convergentes sobre a superfície do filme. Ao contrário da lente de aumento, que forma a imagem de uma única fonte de luz, o Sol, criando um sol em miniatura sobre a superfície do papel, a lente da câmera produz imagens miniaturizadas de todos os inúmeros raios de luz refletidos por todos os objetos e superfícies que compõem a cena à sua frente.

A superfície ou plano em que os raios de luz, atravessando a lente, convergem para formar uma imagem clara, é chamado de plano focal. Na câmera fotográfica, o plano focal é a superfície do sensor digital. É nesse plano que os raios de sol terão que convergir para que se obtenha uma fotografia nítida. O obturador de plano focal ,conforme já vimos neste blog,tem seu nome derivado do simples fato de que seu mecanismo de cortinas fica muito próximo ao plano focal, ou seja, à superfície do CCD ou CMOS.

A lente da sua câmara é muitíssimo mais complexa do que uma simples lente de aumento. Ela se compõe de várias lentes separadas de formatos diferentes, cada uma das quais exercendo uma função imprescindível ao bom desempenho da “lente” da câmera. Cada uma dessas lentes menores é chamada de “elemento”.

Mesmo antes do advento da fotografia, as primeiras câmaras escuras renascentistas já utilizavam pequenas lentes, “para dar mais força a imagem “.  Estas lentes apresentavam grande aberração cromática (separação das cores, como um arco íris) e distorções. Em 1830,  Charles Chevalier, físico francês, introduziu a técnica de dubleto, duas lentes coladas entre si, que reduzia estas aberrações. Louis Daguerre adotou este modelo óptico na construção de lentes par suas câmeras. A partir desta época, outros projetos passam a ser desenvolvidos, utilizando-se novas composições de vidro óptico, novas combinações de elementos, até chegarmos aos dias de hoje, com lentes sintéticas de alta qualidade.

A superfície externa  em amos os lados da sua lente tem que ficar protegida por uma tampa de plástico. Retire-a sempre com cuidado, nunca, nunca mesmo, encostando-se à superfície do vidro da lente nem permitindo que se toque nela.  Recomendamos que utilize filtro UV para protege-la. Olhando através do visor de uma câmera DSLR, você estará começando a ver o mundo através dos “olhos da câmara fotográfica”. 

Sobre o autor

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