O ESSENCIAL DA FOTOGRAFIA: APRENDA A COMPOR BOAS IMAGENS

em Artigos e Entrevistas, Composição Fotográfica.

comosição fotográfica, focus escola de fotografia, enio leite
Vertical ou Horizontal? Eis a questão!

Ao falar de
fotografia, geralmente o foco são as câmeras, as técnicas, as lentes e, até
mesmo, as possibilidades de tratamento em aplicativos de pós-produção.

Caroline Hecke/Canaltech

Com isso, a parte mais
importante da arte acaba sendo deixada de lado: a composição.

Uma foto feita com um
equipamento simples que seja bem composta ainda é uma imagem muito mais
relevante do que uma captura feita com equipamento de ponta, mas sem nenhuma
preocupação com sua estética.

Engana-se quem acredita
que, para fotografar bem, basta comprar uma câmera “grande” e entender de
Photoshop. Uma boa composição não pode ser feita com programas de edição e pode
depender, no máximo, do tipo de lente utilizada.

As “regras” de composição
da fotografia são muito mais antigas que a própria criação do filme: elas
derivam de elementos estéticos na pintura e no desenho. Por isso, é importante
ter em mente algumas orientações bastante básicas na hora de fotografar – algo
que não deve ser exatamente uma novidade se você é designer ou entusiasta das
artes visuais.

Regra do terço

A regra do terço (ou
regra dos terços) é possivelmente o primeiro pensamento que chega à mente
quando se fala em composição fotográfica. Ela é uma das primeiras coisas que
aprendemos ao entrar em uma sala de aula de fotografia.

Nem sempre uma boa foto é
aquela que mantém o assunto centralizado na imagem. Isso não é necessariamente
errado, mas pode não ser a melhor forma de retratar um acontecimento, um
cenário ou um objeto.

A regra do terço funciona
assim: antes de fazer um clique, imagine a área a ser fotografada com uma
divisão de três terços verticais e horizontais, como na figura acima. No
cruzamento das linhas verticais e horizontais surgem quatro pontos.

Esses quatro pontos são
bons locais para se colocar o objeto que deve receber destaque na imagem,
criando um caminho visual que deixa a foto mais agradável esteticamente. No
caso de fotos de paisagens, é possível usar as linhas imaginárias verticais
para alinhar o horizonte. Não centralize o horizonte. Prefira manter as linhas
(do mar, da terra etc) na base ou topo da imagem.

Simetria

A simetria pode ser uma
ótima forma de retratar uma imagem. Ela passa a sensação de equilíbrio e sempre
aumenta a tensão no centro da imagem, ou pode dar destaque para a igualdade em
dois lados de um mesmo ambiente. Nesse caso, esqueça um pouco a regra do terço
e coloque o objeto principal no meio do visor, ou foque em mostrar a semelhança
de elementos nas laterais da foto.

Profundidade de campo

Sabe aquelas imagens que
dão destaque a um elemento e mantém o fundo desfocado? Para criá-las o
fotógrafo diminuiu a profundidade de campo, transformando tudo o que estava ao
fundo em um borrão colorido, muitas vezes, apenas com algumas formas definidas.

Há algumas formas de controlar a profundidade de campo, mas a mais comum delas é com o aumento da abertura do diafragma. Quanto mais aberto o diafragma está, mais o fundo de sua imagem ficará desfocado. Outra forma de fazer isso é aproximando a câmera do objeto de interesse.

A profundidade de campo
(DOF, de “depth of field” em inglês) definirá o quanto objetos ao redor do seu
assunto principal receberão foco. Isso influencia muito no resultado da imagem,
podendo transformar uma imagem “sem sal” em algo muito mais atraente
visualmente.

A baixa profundidade de
campo serve para realçar o objeto em destaque, mas você pode utilizar a técnica
ao inverso, aumentando a profundidade e deixando objetos próximos fora de foco.
É bastante divertido brincar com a abertura do diafragma, por isso, se você tem
uma lente com uma boa abertura, abuse dela! Lentes com abertura inferior a
f/2.8 já são capazes de criar distorções bem interessantes.

Foto horizontal ou
vertical?

Essa é uma dúvida que
deixa muita gente de cabelos em pé. Algumas pessoas acreditam que fotos
verticais não são interessantes, mas isso não passa de lenda. É preciso apenas
saber qual é a melhor opção para enquadrar determinada cena ou objeto.

Nas fotografias
horizontais, a distribuição lateral dos objetos é realçada pela linha do
horizonte. Quem olha para a foto percorre de lado a lado a imagem, o que
geralmente dá a sensação de espaço amplo e aberto. Já as fotos verticais passam
a sensação de profundidade. O espectador tende a visualizar a fotografia
passando do primeiro plano para os objetos do fundo.

Foco no interesse da
foto

A primeira coisa a
definir na hora de fazer uma imagem é o elemento central da cena. Como você já
viu na regra do terço, ele não é necessariamente o objeto a ser centralizado no
visor da câmera, mas sim o assunto principal da imagem a ser identificado por
qualquer pessoa que veja a foto.

Não disperse a atenção

Quando você definir o
assunto da imagem, tente preencher a foto com esse elemento o máximo que puder.
É claro que existem diversas exceções, mas, para um principiante, é importante
ter em mente que ao colocar muitos elementos em uma só imagem, o seu objeto de
interesse perde a força. Prefira fazer uma série de fotos para mostrar os
detalhes daquela cena do que criar apenas uma fotografia que mostre dezenas de
elementos ao mesmo tempo.

Espaço negativo

Se você não quer
preencher a imagem com seu objeto de foco, mas também já sabe que não é uma boa
opção preencher o cenário com muitos elementos, você pode se tornar um adepto
do espaço negativo.

Ele é um grande espaço
vazio, normalmente de uma cor sólida, sempre voltado para uma das bordas da
imagem. A intenção geralmente é isolar o elemento central da imagem e poder
passar a sensação de isolamento e calma.

Trabalhe com três
elementos

Ao mostrar uma série de
objetos, alinhados ou não, alguns fotógrafos preferem retratar objetos em
grupos de três. Enquanto um elemento único pode dar a sensação de solidão, dois
objetos podem dar à imagem uma simetria não desejada. Quatro ou mais objetos
podem distrair a atenção do expectador, por isso se chega ao número três, que
pode representar bem a existência do todo, sem deixar os detalhes de lado. Se
você estiver em dúvida na hora de compor a imagem, opte por focar em apenas
três elementos.

Dirija o olhar

Você pode criar um
caminho visual em suas fotos, dirigindo o olhar de quem está observando a
imagem a um determinado ponto. Para isso, você pode se apoiar em linhas
existentes no objeto ou no ambiente, uma técnica muito utilizada para retratar
a arquitetura.

Esse fluxo ajuda a criar
a sensação de movimento na imagem. Linhas diagonais são mais dinâmicas,
enquanto linhas verticais e horizontais parecem mais estáticas.

Liberte seu pensamento
e quebre regras

Aprender as “regras”
básicas da fotografia não faz de alguém um bom fotógrafo. Para fotografar bem é
preciso praticar muito, treinar o olhar e inovar sempre, sem medo de errar.

Assim como em toda arte,
não existem definições rígidas sobre o certo e o errado na fotografia. Muito
além de apenas registrar um momento, essa é uma forma de demonstrar sentimentos
e mostrar a forma como você vê o mundo.

Depois que aprender e
absorver todas as regras é hora de quebrá-las. Mas faça isso com consciência e
lembre-se: é preciso ter um bom motivo para fazer isso. As regras não são
descartáveis, mas subvertê-las pode ser sempre uma boa opção para compor imagens
criativas.

Fonte: https://bit.ly/2RCPYoU

Aproveite para conferir mais
dicas no blog da Escola Focus.

#aplicativos #lançamentos #fotografia_notícias
#blog_escola_focus  #focus
#focus_escola_de_fotografia  #focusfoto
#focus_fotografia #alunos_fotografia #cursos_fotografia
#escolas_de_fotografia   #aulas_fotografia  #enio_leite  #cursosdefotografia

Sobre o autor

ATENÇÃO: OS TEXTOS, MATÉRIAS TÉCNICAS, APRESENTADAS NESSE BLOG SÃO PESQUISADAS, SELECIONADAS E PRODUZIDAS PELOS ALUNOS, PROFESSORES E COLABORADORES DA FOCUS PARA USO MERAMENTE DIDÁTICO E COMPLEMENTAR ÁS AULAS DE FOTOGRAFIA NAS MODALIDADES DE CURSOS PRESENCIAIS OU A DISTÂNCIA EAD, MANTIDOS PELA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA, SEM QUALQUER OUTRO TIPO DE PROPÓSITO, RELEVÂNCIA OU CONOTAÇÃO. PARA MAIORES INFORMAÇÕES CONSULTE https://focusfoto.com.br A Focus é a única escola de fotografia no Brasil, que oferece ao aluno o direito de obter seu REGISTRO LEGALIZADO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL, emitido pelo Ministério do Trabalho, por meio de cursos com carga horária total de 350 horas, incluindo períodos de estágio, preparo e defesa de TCC OS CURSOS DA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA SÃO RECONHECIDOS PELA LEI N. 9.394, ARTIGO 44, INCISO 1 (LEI DE EDUCAÇÃO) O REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL é unificado, sendo o mesmo obtido pelas melhores Universidades Públicas do Estado de São Paulo. E você poderá obtê-lo EM QUALQUER MODALIDADE DE CURSOS DA FOCUS, presenciais ou a distância EAD em menos de 6 meses de curso. O aluno obterá seu REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL diretamente nas agências regionais do Ministério do Trabalho e Emprego. Este registro é fundamental para o exercício legal da profissão, constituição de seu próprio negócio, ingressos em concursos públicos e processos admissionários em empresas de fotografia, públicas ou particulares, bancos de imagens, agências de notícias, jornalismo e consularização de seu registro de fotógrafo, caso queira trabalhar em outros países ou Ongs. Internacionais, como "FOTÓGRAFOS SEM FRONTEIRAS" entre outras modalidades. SEJA FOTÓGRAFO DEVIDAMENTE REGULAMENTADO. QUALIDADE E EXCELÊNCIA EM EDUCAÇÃO FOTOGRÁFICA É NOSSO DIFERENCIAL HÁ MAIS DE QUATRO DÉCADAS. Os alunos recém-formados pela Focus competem em nível de igualdade com fotógrafos profissionais que estão no mercado há mais de 30 anos. Na FOCUS, o aluno entra no mercado de trabalho pela porta da frente! Os alunos, após formados, são encaminhados para o mercado de trabalho. Cursos 100% práticos, apostilados e com plantão de dúvidas. Faça bem feito, faça Focus! Há mais de 44 anos formando novos profissionais. AUTOR DO PROJETO e MEDIADOR DESSE BLOG: Prof. Dr. Enio Leite Alves, Professor Titular aposentado da Universidade de São Paulo, nascido em São Paulo, SP, 1953. PROF. DR. ENIO LEITE: Área de atuação: Fotografia educacional, fotografia autoral, fotojornalismo, moda, propaganda e publicidade. Pesquisador iconográfico. Sociólogo, jornalista, físico, fotoquímico, inventor e docente universitário. Fotografo de imprensa desde 1967, prestando serviços para os Diários Associados e professor do Sesc e do Curso de Artes Fotográficas Senac Dr. Vila Nova, São Paulo. Fotografo do Jornal da Tarde em 1972 -1973. Em 1975, funda a FOCUS – ESCOLA DE FOTOGRAFIA, primeira instituição de ensino técnico e tecnológico da AMÉRICA LATINA. No mesmo ano, suas fotos são premiadas na 13ª Bienal Internacional de São Paulo, quando a fotografia passa a reconhecida pela primeira vez como obra de valor artístico. Enio Leite, fundador do MOVIMENTO PHOTOUSP no início dos anos 70, com Raul Garcez e Sergio Burgi, entre outros, no centro acadêmico da Escola Politécnica, na Cidade Universitária, São Paulo-SP. Professor de fotografia publicitária da Escola Superior de Propaganda e Marketing, (ESPM), 1982 a 1984. Mestre em Ciências da Comunicação em 1990, pela Escola de Comunicação e Artes, USP. Doutor em História da Fotografia, Fotoquímica, Óptica fotográfica e Fotografia Publicitária Digital, em 1993, pela UNIZH, Suíça. No ano de 1997 obteve Livre Docência na Universitá Degli Studi di Roma Tre. Professor convidado pela Miami Dade University, Flórida, 1995. Pesquisador e escritor, publicou o primeiro livro didático em língua portuguesa sobre fotografia digital, Editora Viena, São Paulo, maio 2011, já na quarta edição e presente nas principais universidades brasileiras portuguesas. Colabora com artigos, ensaios, pesquisas e títulos sobre fotoquímica, radioquímica, técnica fotográfica, tecnologia digital da imagem, semiótica e filosofia da imagem para publicações especializadas nacionais e internacionais. (Fonte: Agência Estado - 12/03/2019)

Deixe seu comentário

  • (não será mostrado)