O ENSAIO FOTOGRÁFICO

em Artigos e Entrevistas.

Eugene Smith “Country Dr” – 1948

Uma vez que as fotografias jornalísticas começaram a estar disponíveis em quantidade que aconteceu por causa da ascensão das agências de fotografia, os diretores de arte começaram a pensar em ilustrar matérias com mais de uma fotografia.

Desse modo, eles poderiam atingir
objetivos editoriais com uma seleção em particular. Os primeiros arranjos e
esquecimentos de fotografias na virada para o século XX foram simples e
normalmente em ordem cronológica, mas o processo havia começado. Eles evoluíram,
com editores escolhendo temas e fazendo “declarações” por meio de uma seleção
de imagens até atingir a maturidade completa na revista Life.

Outro ponto muitas vezes
menosprezado ao vermos fotografias editoriais é que de certa forma as fotografias
são mais sutis do que as palavras, quer dizer, mesmo definitivas, mais
ambíguas, menos fáceis de responsabilizar.

Selecionar e arranjar fotos de
certa maneira permitiu que os editores e diretores de arte criassem uma
impressão, enquanto apenas com palavras precisariam ser mais definidos e
declarar o que está senso proposto.

Considerando um exemplo extremo,
você pode fazer muitas coisas para incomodar ou perturbar ou deturpar pessoas
com uma fotografia “verdadeira”, não manipulada delas, mas a definição é bem
mais difícil de provar se não estiver acompanhada por palavras (a maioria dos
casos de definição envolvem declarações por escrito). Essa habilidade de criar
uma impressão sem necessidade colocar tudo às claras teve apelo considerável e
acabou permitindo que o ensaio fotográfico se transformasse em seu próprio
trabalho criativo.

A revista Life levou o ensaio
fotográfico a novos patamares, deliberadamente e com grande atenção aos
detalhes. Do final dos anos 1940 até os 1960, os clássicos ensaios fotográficos
da Life foram brilhantemente concebidos e obras-primas da narrativa visual.
Muito, pouco era deixado ao acaso.

Muita pesquisa era feita durante
o planejamento e execução, fotógrafos eram escolhidos de acordo com a matéria e
recursos estavam disponíveis para fazer o que fosse preciso. O homem amplamente
creditado como pioneiro e mestre do ensaio fotográfico foi W. Eugene Smith,
trabalhando para a revista, particularmente entre 1948 e 1954.

Uma das primeiras reportagens
fotográficas clássicas foi “Country Doctor”, onde Eugene Smith fotografou sob
encomenda para revista Life em 1948.

Levou quatro semanas, mais do que
os editores previam, como era de costume com esse fotógrafo.

Esse trabalho é considerado como
o primeiro ensaio fotográfico moderno e, de fato, muitos consideraram que Smith
aperfeiçoou o formato. Uma preparação considerável foi feita para a matéria,
começando por encontrar duas coisas que a revista achava bem importantes: uma
ambientação com ar cinematográfico e uma pessoa de boa aparência.

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Sobre o autor

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