Mestres da Fotografia: Joel Meyerovitz

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“O que mais me agrada é quando uma fotografia permite entrarmos no seu interior, de forma imparcial, em que o tempo passa apenas a olhar.” Nova York, 1968.

No início de sua carreira, em 1962, a velocidade foi um fator determinante na abordagem de Joel Meyerovitz à fotografia. Depois de estar uma tarde a observar com emoção como trabalhava no seu estúdio nova-iorquino o fotógrafo suíço Robert Frank, numa semana Meyerovitz abandonou o trabalho como diretor artístico de uma empresa publicitária, adquiriu uma câmera manual de 35mm e começou a percorrer as ruas de Nova Iorque a fotografar tudo o que se movia. As primeiras imagens foram realizadas a cores, mas cedo as substituiu pelo preto e branco.

Nascido em 1938 na zona do Bronx de Nova Iorque, a fotografia de rua era o caminho mais natural para Meyerovitz. Bom conhecedor da sua rua desde muito novo, o pai ensinou-o não só a defender-se fisicamente mas também a interpretar os sinais de agressão de um presumível atacante, para evitar ou recusar um confronto. Como fotógrafo, esse reflexo intuitivo permitia-lhe interpretar as situações antes de se manifestarem, pelo que as fotografias ocasionais que obteve, com velocidades da ordem de um milésimo de segundo captam não só os momentos sensacionais na altura exata, mas também produzem imagens compostas e controladas.

Em 1968 Meyerovitz começara a ser considerado uma figura proeminente no ambiente fotográfico norte-americano, a seguir uma exposição individual no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, que intitulou “A Minha Viagem pela Europa: Fotografias a Partir de um Automóvel em Movimento”. Mas, ao lado da crescente perícia no campo da fotografia de alta velocidade sentiu-se frustrado perante as limitações de sua postura estética.

Apesar de os dois mentores de suas primeiras épocas, Robert Frank e Henri Cartier-Bresson, ainda exercerem alguma influência na sua obra atual, foi o trabalho do cineasta Federico Fellini que instigou uma mudança fundamental de atitude, o que gradualmente revolucionou a forma de Meyerovitz tratar a fotografia. Ele observou como Fellini deixava vaguear pela tela imagens diversas, sem qualquer intenção de as impor ao espectador, estimulando-o assim a aproximar-se das imagens e a explorá-las num estilo impreciso. Na verdade, isto era o contrário do que Meyerovitz fazia, ao exigir a atenção do observador com uma imagem altamente objetiva e com o máximo de relevo e vigor.

Nos fins dos anos sessenta, Meyerovitz seguia outro rumo. Em 1970 dos seus ensaios com a cor surgiu uma coleção de imagens a cores e a preto e branco, num trabalho ainda não publicado, Going Places, com uma seleção destas fotografias apresentadas na “Expo 70”, no Japão. Em 1971ª cor estava já a desempenhar um papel importante na obra de Meyerovitz, o qual começara a dar aulas sobre fotografia a cores na Cooper Union de Nova Iorque. Em 1973 fotografava e imprimia positivos quase exclusivamente a cores e, à medida que aperfeiçoava o seu controle deste meio, começou a afastar-se da fotografia incidental, concentrando-se na fotografia de campo global. Isto originou uma nova percepção dos papéis da luz e da forma – a última, especialmente, em relação à arquitetura.

Esta revolução completou o ciclo quando, em 1976, Meyerovitz adquiriu uma máquina de grande formato, Deardorff de 20 x 25cm. Este instrumento, de difícil manejo, fabricado em 1938, com o peso de 20,5kg, apresenta a perturbadora complicação de mostrar a imagem ao mesmo tempo invertida de cabeça para baixo e para trás; Meyerovitz superou este inconveniente utilizando o horizonte como sua “vertical local”. Pensa que o uso da Deardoff com a objetiva Ektar de 250mm pode obter resultados puros porque o aparelho não altera de modo apreciável o que seus olhos vêem, e não lhe aumenta nem reduz o campo visual; consegue assim um registro nítido das suas próprias sensações. A incômoda Deardoff, com a sua quadrícula retilínea e o tripé fixo, exige certa formalidade para efetuar uma fotografia, o que, combinado com a austeridade na maneira de tratar o tema por Meyerovitz, produz imagens serenas, com tonalidades e formas sutis.

Em 1976 Meyereovitz principiou a trabalhar num projeto na zona do Cabo Cod, perto de Boston (Massachussets), cujos resultados foram publicados na forma de livro em 1979, com o título de Cape Light. O livro demonstra inequivocamente a exploração de Meyerovitz de uma nova orientação estética. É um trabalho impressionante que revela plenamente a sua capacidade de utilizar a cor com grande sensibilidade e gosto.

Em 1977 o Museu de Arte de St. Louis (Missouri) encarregou-o de fotografar o monumento Gateway Arch de Eero Saarinem. O tema destas imagens é a força penetrante do Arco e, até quando aparece como um reflexo ou uma impressão, as imagens produzem um efeito que é, ao mesmo tempo, perturbador e um pouco claustrofóbico.

Em 1978, como consequência do trabalho sobre o Arco de St. Louis, Meyerovitz regressou à sua Nova Iorque natal para trabalhar em outro projeto arquitetônico: fotografar o Empire State Building. Nesse mesmo ano participou também em “Mirrors and Windows: American Photography since 1960”, exposição realizada no Museu de Arte Moderna; e em 1979 foram apresentadas pela primeira vez as imagens de Cape Light no Museu de Belas Artes de Boston. Durante este período Meyerovitz regressava aos seus interesses primitivos e juntou-se a Colin Westerbeck para escrever um livro sobre a fotografia de rua. Voltou a trabalhar de novo nas ruas, com uma câmera de 35mm, mas agora com película a cores. Seguiu-se uma viagem à China, sendo o primeiro fotógrafo norte-americano a aventurar-se pelo Yang Tsé acima.

Ao fim de duas dezenas de anos Meyerovitz conquistou uma merecida reputação em áreas  tão divergentes como a fotografia incidental e a de campo, demonstrando a maior capacidade para dominar grande diversidade de técnicas fotográficas. É na atualidade uma das mais versáteis e estimulantes promessas.

Sobre o autor

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