MAN RAY EM PARIS!

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Em 1921 Man Ray deixou Nova York e instalou-se em Paris. Foto: exemplo de raygrama, experimento de Man Ray em laboratório P&B

Alinhou com o dadaísmo e surrealismo e participou em diversas exposições e publicações.

Para poder manter-se começou a aceitar contratos comerciais, tornando-se um retratista de êxito e muito bem remunerado, e fez também algum trabalho no setor da moda. Vários fotógrafos que depois se celebrizaram, trabalharam como assistentes de Man Ray, incluindo Berenice Abbot, Bill Brandt e Lee Miller.

Os seus modelos provinham especialmente do mundo da arte, e entre eles, pintores e escultores como Picasso, Léger, Branque, Derain, Matisse, Gris, Brancusi e Giacometi; e escritores e poetas como Virginia Woolf, T.S. Eliot, Joyce e Hemingway.

Apesar de Man Ray habitualmente controlar e planificar a composição dos seus retratos de acordo com a visão que tinha dificuldade em comunicar com os seus modelos. Um destes casos foi uma sessão com a Marquesa Casati, uma terrível poetisa aristocrática.

Chamado ao hotel onde ela se hospedava, Man Ray preparou o equipamento, e logo se fundiram todos os fusíveis. Como tinha que trabalhar coma reduzida luz ambiente, pediu à marquesa que se imobilizasse uns momentos para as longas exposições necessárias, o que não conseguiu. Os retratos que para Man Ray foram um fracasso, ficaram tremidos.

A marquesa pediu para vê-los e declarou que uma das fotografias em que aparecia com três pares de olhos, era um retrato da sua alma e encomendou dezenas de cópias.

Em 1921 Man Ray fez uma descoberta frutífera. Quando revelava fotografias de moda par o estilista Paul Poiret, por distração colocou no revelador uma folha de papel sem ter sido exposta. Passaram alguns minutos e não apareceu qualquer imagem; Man Ray pôs sobre o papel um funil, um copo graduado e um termômetro, e acedeu a luz.

Contra o fundo escuro, apareceu uma imagem das silhuetas dos objetos, um pouco distorcida devido aos diferentes graus da difusão da luz através de cada um deles. Man Ray deu-lhes dimensões e tonalidades com exposições múltiplas, e variando a distância entre o objeto e o papel.

Entusiasmado com as potencialidades da descoberta, Man Ray começou a criar rayogramas, como passou a chamar-lhes, utilizando os mais diversos objetos. Recortes de papel, unhas, uma pistola, giroscópios, partes do corpo humano – todas as coisas serviam de tema; e como ele próprio dizia: a luz tudo transforma. É um instrumento tão sutil como o pincel.

Os surrealistas ficaram também entusiasmados com os rayogramas e surgiu a publicação de alguns num álbum, o que aconteceu com Les Champs Délicieux.

Outro acidente de laboratório levou Man Ray a utilizar o efeito Sabatier, ou pseudo-solarização, que se obtêm voltando a expor um negativo ou um positivo em papel durante a revelação.

A segunda exposição inverte os tons claros e escuros à volta do objeto. Man Ray usou esta técnica com habilidade, mas com moderação, em retratos, nus e estudos de naturezas mortas, produzindo variações sutis das tonalidades.

Man Ray abandonou Paris em 1940, dirigiu-se para Hollywood, na Califórnia, onde permaneceu até 1951. Regressou então novamente a Paris, onde viveu até sua morte, em 1976.

A técnica interessava pouco a Man Ray; o que para ele contava era o resultado final. Toda a sua obra se caracteriza por uma sensação de jogo, de magia e encantamento pela percepção visual.

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