Full Frame e Sensor cropado: qual é a diferença?

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A imagem de uma full frame é do mesmo tamanho que fotografias feitas em filme. O recorte em vermelho indica a área captada por uma câmera de sensor cropado. Imagem: Ken Rockwell

Caroline Hecke

Se você já pesquisou sobre as DSLRs (câmeras digitais reflex), deve ter percebido que existem dois tipos principais de câmeras: as full frame e as de sensor cropado (APS-C). Mas nem todo mundo sabe, na prática, o que isso significa.

Para que você saiba qual é a melhor opção na hora de adquirir uma câmera profissional ou semiprofissional, vamos discutir o que cada uma traz de vantagens e desvantagens. Mas, antes de tudo, você precisa entender o conceito de fator de corte.

O que é o fator de corte

Você já deve saber que, nas câmeras digitais, um sensor faz o trabalho que é atribuído ao filme na câmera fotográfica analógica. O sensor é o componente da câmera responsável por captar as imagens às quais o equipamento é exposto quando o botão de disparo é acionado.

A expressão fator de corte é relacionada ao tamanho desse sensor e, automaticamente, ao formato e tamanho das imagens captadas. O tamanho do sensor varia conforme o modelo do aparelho, por isso conhecer o sensor existente no equipamento é primordial para fazer uma boa compra.

O corte feito pelo sensor diferencia na forma como a imagem final é apresentada.  Em qualquer câmera, a lente vai enviar uma imagem circular para dentro do equipamento. O tamanho do sensor é o que define o quanto dessa imagem será captada.

A diferença entre full frame e sensor cropado

Sabendo disso tudo, entender a diferença entre os dois tipos de câmera é muito simples: em uma câmera full frame, o sensor tem 35 mm, o mesmo tamanho dos mais tradicionais filmes analógicos (aqueles com furinhos nas bordas).

Ainda comparando duas câmeras de 14 MP, com sensores de tamanhos diferentes: no sensor menor, os megapixels devem ser menores, o que acaba causando ruído na imagem com a diminuição da capacidade de absorver a luz.

Como calcular o fator de corte – e para que ele serve

O fator de corte é utilizado para saber qual será o corte de uma imagem em uma câmera com determinadas lentes. No dia a dia, é mais fácil visualizar isso intuitivamente, mas existe um cálculo que pode ser feito para ajudar na hora de comprar lentes para a sua câmera.

Com um sensor menor, a distância focal entre as lentes fica maior e é com base nessa mudança de distância focal que chegamos ao fator de corte. Por exemplo: um sensor APS-C de 22 x 15 mm faz com que uma lente 31 mm tenha o mesmo efeito que uma lente de 50mm em uma câmera full frame. Basta dividir 50 por 31 para chegar ao fator de corte da câmera, que é 1,6.

Na prática, o cálculo é feito no caminho inverso, com a multiplicação: uma lente de 31 mm vai mostrar o resultado de uma lente 50 mm quando usada em uma câmera com fator de corte de 1,6 (31 x 1,6). Uma lente de 50 mm vai mostrar o equivalente a uma de 80 mm e assim o cálculo segue.

É bom lembrar que isso não interfere no funcionamento da lente, ou seja, o fator de corte não vai mudar o aspecto da imagem feita com aquela lente. No entanto, é importante ter em mente que em uma APS-C as imagens serão mais “fechadas”.

Mas, afinal: qual tipo de sensor devo escolher?

Se a sua necessidade é produzir imagens maiores e com uma qualidade superior, a full frame pode ser a melhor opção. Ela também é a escolha ideal para quem quer usar lentes grande angulares e fisheye, aproveitando ao máximo o ângulo delas.

Agora, se você procura uma câmera de valor mais acessível e não precisa de imagens com qualidade altíssima, escolha as cropadas. Esse tipo de câmera também é uma boa pedida para quem quer ampliar a capacidade de aproximação de uma lente.

Lembrando ainda que esses não são os dois únicos formatos de sensor encontrados no mercado, porém são os mais comuns nas câmeras profissionais e semiprofissionais.

Fonte: http://goo.gl/tlcUCF

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