Fotógrafo de São José cria câmera feita de barro e quer reproduzir o trabalho dos oleiros em imagens

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Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

Caroline Stinghen/Hora de Sta. Catarina

Marcos Campos pretende fotografar os trabalhadores de olarias da cidade da Grande Florianópolis como forma de homenagear os profissionais

Usando argila e moldando com as mãos, como os tradicionais oleiros fazem para criar sua arte, o fotógrafo Marcos Campos, 36 anos, de São José, desenvolveu uma máquina fotográfica artesanal de barro. Usando a técnica pinhole – que nada mais é do que um furinho de agulha no lugar da lente para deixar a luz entrar na câmara escura, formando assim a imagem – ele pretende fotografar justamente os trabalhadores de olarias da cidade da Grande Florianópolis, como forma de homenagear os profissionais.

Desde criança, Marcos gostava de montar e desmontar seus próprios brinquedos. O apreço por criar se fortaleceu ainda mais na vida adulta, junto com a paixão pela fotografia. O profissional confeccionou e tem mais de dez máquinas fotográficas artesanais, feitas com os objetos mais curiosos. Todas criadas para a técnica pinhole. Uma das mais funcionais é a máquina da lata de sardinha.

— Descobri que cabia certinho um rolo de filme na lata. Fiz o furo com agulha e realizamos até uma exposição com as imagens que saíram desta câmera — contou.

Numa volta na Feira da Freguesia, Marcos conheceu de perto o trabalho de oleiros. E daí já pintou a ideia: por que não uma máquina de argila? Ele até tentou convencer uma oleira a fazer para ele, mas resolveu levar a ideia para frente com as próprias mãos. Um pouco rudimentar, do barro, nasceu o equipamento. E o melhor: funciona que é uma belezinha.

— O que eu mais gosto do pinhole é que cada foto é uma surpresa. Como é uma técnica sem lente, às vezes a imagem fica sem foco, até um pouco tremida. É uma forma de arte — explica o fotógrafo.

A primeira foto que ele fez com a câmera de barro foi da fachada da Olaria Beiramar de São José. Como a técnica depende totalmente da luz, foi preciso ficar um minuto e meio com o “obturador” (este, feito de papelão) aberto para a imagem se concretizar. Num dia escuro, se quiser uma imagem totalmente clara, ele não descarta ter de deixar até 20 minutos em exposição para fazer com que algo apareça no filme fotográfico.

— Para este projeto, quero um desafio maior. Quero retratar pessoas com a máquina de argila. Não quero só fotografar as peças de olaria, mas sim o oleiro, o trabalhador. E para isso, vou ter que usar filme de raio-x para não precisar usar tanto tempo de exposição e a pessoa não precisar ficar parada por tanto tempo. No máximo, cinco segundos — contou o profissional.

A foto “acontece” com a entrada de luz em um buraquinho de agulha que refletirá no material de raio-x. Esse raio-x será revelado como uma foto normal, daquelas que a gente não vê mais: de papel, como era nos tempos das máquinas analógicas.

Primeira imagem feita com a câmera artesanal

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Primeira imagem feita com a câmera artesanal
Foto: Marcos Campos / Arquivo Pessoal

Torcida para uma exposição

Os testes já foram feitos, agora, Marcos espera um parecer positivo da Fundação Cultural de São José para dar início ao projeto e futuramente – quem sabe para o Dia Municipal do Oleiro, comemorado em 19 de setembro – realizar a exposição com as fotos artesanais dos oleiros, justamente para valorizar os trabalhadores que ainda lutam por esta forma de arte.

— São José foi a cidade que me acolheu e gostaria de fazer algo para valorizar a cidade e suas tradições. Já admirava o trabalho dos oleiros e vi aí uma grande oportunidade de lembra-los em forma de imagem — disse Marcos.

Quer conhecer mais sobre o trabalho do fotógrafo? Então dá uma clicadinha no site do profissional: http://marcoscampos.com.br/

Fonte: https://goo.gl/7y2gme

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