Fotografia: conduzindo o olhar

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Olhar compositivo, sem clichês

Enquanto decisões sobre equilíbrio e harmonia precisam ser tomadas em todas as composições deliberadas, com muito menos frequência tenta-se usar a composição para influenciar o modo como o espectador olha para a imagem.

 Isso, essencialmente, significa persuadir o espectador a olhar a imagem em uma determinada ordem, vendo primeiro uma coisa depois passando a outra. De fato, o problema específico é dirigir o olhar a uma conclusão dentro da imagem que é importante, mas que inicialmente não é evidente.

Uma razão para isso não ser tão comum na fotografia – muito menos que na pintura clássica – é que este é um processo muito deliberado, e grande parte da fotografia acontece muito rápido para dar lugar a isso. Também porque a maioria dos fotógrafos provavelmente preferem a experimentação, e uma reação mais visceral com a cena diante deles. É claro, como em muitas técnicas fotográficas, não ter muito tempo não o proíbe, destacando a habilidade extra de talentosos e experientes fotógrafos que conseguem tratar dela rápido, mas fazer um uso racional da condução do olhar é mais fácil em alguns tipos de fotografia do que em outros. Fotografia de paisagem, arquitetura e estúdio, todas normalmente permitem que se pense e componha com muito mais tempo do que, digamos, a fotografia de reportagem.

Outra razão para que não se tente controlar o olhar do espectador é que este é um processo muito incerto. Não é possível forçar alguém a olhar para uma imagem de um modo particular, a não ser que seja filmando a imagem e movendo o espectador sobre ela em close-up. Se soubéssemos mais sobre como e por que as pessoas reagem a imagens, seria realmente útil, mas surpreendentemente pouca pesquisa foi feita a respeito de como as pessoas olham fotografias, sem falar em por quê. O rastreamento ocular, pelo qual o olhar pode ser medido por meio do acompanhamento da rotação do globo ocular, é a técnica usada para registrar a sequencia em que as pessoas olham para as coisas. Isso tem uma longa, ainda que esporádica, história e está novamente em voga por causa das telas de computador e da Internet. Ainda assim, pouco trabalho foi realizado sobre imagens normais. O trabalho de Alfred Yarbus nos anos 1950 continua sendo a publicação mais citada no assunto, mas o rastreamento ocular dedicou-se desde então mais a como as pessoas olham páginas da web do que a como elas olham fotografias, por razões econômicas óbvias.

Entre as observações de Yarbus em seu livro de 1967, Eye Movements and Vision, vale ter em mente as seguintes regras: Primeira, “Registros de movimentos dos olhos mostram que a atenção do observador normalmente é mantida por apenas certos elementos da figura”, então os elementos principais em uma imagem têm uma força de atração exagerada da atenção. Segunda, “A atenção do observador frequentemente é atraída por elementos que não dão informações importantes, mas os quais, em sua opinião, podem dar. Muitas vezes um observador irá focar sua atenção em elementos que são incomuns naquela circunstância particular, que não são familiares, que são incompreensíveis e assim por diante”. Isso quer dizer que as pessoas olham para o que lhes interessa individualmente, não para o que o fotógrafo possa achar que seja importante. Yarbus continua, observando que “…ao mudar seus pontos de fixação, os olhos do observador repetidamente retornam aos mesmos elementos da figura. O tempo extra gasto com a percepção não é usado para examinar os elementos secundários, mas para reexaminar os elementos mais importantes”. Portanto o olho é arrastado de volta aos elementos principais para entendê-los melhor em vez de, como você poderia achar, aproveitar a oportunidade para explorar o resto da imagem. E finalmente, algo que conta a favor de uma abordagem mais refletida da feitura de imagens, “O movimento dos olhos reflete os processos de pensamento humanos; portanto, o pensamento do observador pode ser seguido em certa medida a partir de registros do movimento dos olhos.”

Apesar das dificuldades, há momentos em que esse é um conjunto de técnicas inegavelmente útil ao qual recorrer. Conduzir o olhar de uma parte do quadro para outra tem dois usos particulares. Um é atrair a atenção para uma característica específica. Como a atenção será forçada nesta direção, você tem a oportunidade de manter pequeno o tamanho dessa característica. O outro uso é a criação de um vetor – um movimento através do quadro que inevitavelmente ajuda a tornar a vista coerente. Quando se consegue fazer isso funcionar, ele acrescenta um novo nível de interesse, até mesmo complexidade, a uma imagem. E como a ideia de condução do olhar envolve algum tipo de sequência, começar aqui e terminar lá, ela leva a dimensão extra do tempo para uma imagem parada.

Sobre o autor

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