FOTOGRAFIA ANALÓGICA: O QUE TÁ ACONTECENDO COM O FILME?

em Notícias.

Uma rejeição possivelmente advinda da supremacia tecnológica na fotografia da Era Digital talvez explique o HYPE do filme fotográfico

Sua atual fama com buscas do nome na internet, o aumento
das vendas de câmeras analógicas e um novo tipo de fotografia (que já existia,
#filmphotography) é grandemente derivado das suas associações e exposições nas
redes sociais e o ressurgimento da experiência tátil com material fotográfico
fotossensível.

Frederico Reis/Resumo Fotográfico

O filme, num certame comercial, não agrada a todos –
principalmente os grandes nomes do mundo digital em um certo senso -, mas à
empresa Kodak muito contenta essa nova “era analógica” da fotografia.

Eu gosto, muitos de nós fotógrafos gostamos, mas outros
muitos nem sequer sabem como proceder com um rolo de filme. E como pode um
processo nos dividir tanto e deixar tantas dúvidas a ponto de hoje nichos reais
e cibernéticos cada vez mais fortes se formarem e fortalecerem a partir disso?
Entram aí as mídias digitais, as redes e os produtores de conteúdo – os maiores
colaboradores dos grandes produtores de filme, ou a Kodak, ou Fuji, entre
outras.

São muitos os que fotografam no mundo e os números aumentam tão
exponencialmente quanto crescem também (ao menos por agora,) os que fotografam
com filme. Qual, então, o motivo pelo qual, num mundo crescentemente digital,
fica tão popular a fotografia analógica?

O filme parece mesmo estar em alta, mas na verdade não
acredito nem que tenha deixado evidentemente de existir. Acontece desde a sua
criação e subsequentemente em números apenas variados. O que se sucede é que
mesmo com a internet nem tudo chega na hora 
e pra todo mundo.

As imagens constituídas a partir das mídias sociais fazem a gente querer entender, olhar, experimentar, mas todos os processos analógicos são bem mais trabalhosos e demorados do que permite o timing do processo digital.

A beleza, a paciência, o toque do processo indubitavelmente é o que traz pessoas mais próximas da produção fotográfica com sentido conceitual, sentimento e pessoas mais autênticas na fotografia em seu sentido prático-criativo, muito pelo trabalho técnico exigido. Entendo, ainda, esse HYPE do filme.

Há alguns anos dificilmente compraríamos uma câmera
analógica; as pessoas estavam tentando se livrar delas. Algumas sortudas
encontraram e encontram com parentes, amigos ou mesmo em lojas. E, de repente,
altas nas vendas com relatos de preços mais altos devida à necessidade que superou
o número de produtos que havia disponível . Ainda não entendo por completo, mas
há pessoas vendendo câmeras analógicas e câmeras e filmes com preços em muitos
contrastes.

Um novo mercado (ainda) tá aí: Câmeras analógicas antigas,
renovadas, restauradas, gente que gosta e que sabe fazer isto e filmes sejam
eles vencidos ou não. Inclusive o Youtube (plataforma com o maior número de
canais, vídeos e qualquer coisa relacionada a fotografia analógica sob uma
perspectiva audiovisual) cresce cada vez mais nesse sentido, com informações
sobre filmes e câmeras, passeios e compras por thrift stores, lojas de
antiguidades, experiências com e sobre filme, além de processos em c-41, preto
e branco e até médios e grandes formatos. Inclusive, alguns dos canais que tratavam
apenas da fotografia digital estão tentando espaço com a grande valorização do
filme.

Ainda assim, tem gente querendo mais filme e mais câmeras.
As gerações mais jovens, por exemplo, não tiveram essa oportuna experiência com
o filme e parecem ser curiosas quanto ao processo. O que se torna uma boa mesmo
pras empresa que começaram o desenvolvimento das câmeras digitais mas se
perderam em nichos até não propriamente fotográficos não sendo capazes de se
sustentar completamente com o filme.

A Kodak está produzindo agora mais do que 50% do que tinha
como resultado cinco anos atrás com filmes fotográficos. A Fuji foi
recentemente premiada por suas vendas com as câmeras e filmes instantâneos. Aos
que gostam a notícia é contente e estes terão de agradecer às empresas
produtoras de filme, que seguem produzindo mesmo em escalas reduzidas.

Os filmes são caros, lentos no sentido matemático do
obturador, mas parecemos gostar, apesar da sustentabilidade não ser o ponto
alto do filme. Será que ele continuará presente daqui há alguns anos?
Precisariam as empresas continuar se readaptando? Vamos mesmo debater esse
ponto? Não seria mais interessante a fotografia per se?

Mesmo dentro de uma significação geral da imagem, a
fotografia e seu sentido mais íntimo, o da contemplação do tempo, da memória
ultrapassa qualquer processo ou discussão sobre manipulação.

Em um mundo onde tudo parece passar tão mais rápido, o filme
nos lembra de ir mais devagar, aproveitar os momentos e se for registrá-los,
fazer isso um frame por vez.

E você, como vê o filme?

Fonte: https://bit.ly/2NODslo

Aproveite para conferir outras notícias no blog da Escola
Focus.

PIONEIRISMO E INOVAÇÃO:
FOCUS Escola de Fotografia – Desde
1975:  
https://focusfoto.com.br    

CONFIRA TCC DE ALUNOS DA ESCOLA FOCUS!  https://focusfoto.com.br/tag/tcc/

BOLSA DE EMPREGOS PARA ALUNOS DA FOCUS
https://focusfoto.com.br/categoria/empregos/

Opinião de Ex- Alunos que
estudaram na FOCUS!
https://goo.gl/C235XR
Blog de Fotografia:  https://focusfoto.com.br/blogs/

Flickr – Foto Galeria dos Alunos da Escola Focus
https://www.flickr.com/photos/focus_escola_de_fotografia/

#filme   #noticias #dicas_fotografia  #escola_focus #focus   focus_escola_de_fotografia  #focusfoto  #focus_fotografia #alunos_fotografia #cursos_fotografia  #escolas_de_fotografia    #aulas_fotografia  #enio_leite    #cursosdefotografia

Sobre o autor

ATENÇÃO: OS TEXTOS, MATÉRIAS TÉCNICAS, APRESENTADAS NESSE BLOG SÃO PESQUISADAS, SELECIONADAS E PRODUZIDAS PELOS ALUNOS, PROFESSORES E COLABORADORES DA FOCUS PARA USO MERAMENTE DIDÁTICO E COMPLEMENTAR ÁS AULAS DE FOTOGRAFIA NAS MODALIDADES DE CURSOS PRESENCIAIS OU A DISTÂNCIA EAD, MANTIDOS PELA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA, SEM QUALQUER OUTRO TIPO DE PROPÓSITO, RELEVÂNCIA OU CONOTAÇÃO. PARA MAIORES INFORMAÇÕES CONSULTE https://focusfoto.com.br A Focus é a única escola de fotografia no Brasil, que oferece ao aluno o direito de obter seu REGISTRO LEGALIZADO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL, emitido pelo Ministério do Trabalho, por meio de cursos com carga horária total de 350 horas, incluindo períodos de estágio, preparo e defesa de TCC OS CURSOS DA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA SÃO RECONHECIDOS PELA LEI N. 9.394, ARTIGO 44, INCISO 1 (LEI DE EDUCAÇÃO) O REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL é unificado, sendo o mesmo obtido pelas melhores Universidades Públicas do Estado de São Paulo. E você poderá obtê-lo EM QUALQUER MODALIDADE DE CURSOS DA FOCUS, presenciais ou a distância EAD em menos de 6 meses de curso. O aluno obterá seu REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL diretamente nas agências regionais do Ministério do Trabalho e Emprego. Este registro é fundamental para o exercício legal da profissão, constituição de seu próprio negócio, ingressos em concursos públicos e processos admissionários em empresas de fotografia, públicas ou particulares, bancos de imagens, agências de notícias, jornalismo e consularização de seu registro de fotógrafo, caso queira trabalhar em outros países ou Ongs. Internacionais, como "FOTÓGRAFOS SEM FRONTEIRAS" entre outras modalidades. SEJA FOTÓGRAFO DEVIDAMENTE REGULAMENTADO. QUALIDADE E EXCELÊNCIA EM EDUCAÇÃO FOTOGRÁFICA É NOSSO DIFERENCIAL HÁ MAIS DE QUATRO DÉCADAS. Os alunos recém-formados pela Focus competem em nível de igualdade com fotógrafos profissionais que estão no mercado há mais de 30 anos. Na FOCUS, o aluno entra no mercado de trabalho pela porta da frente! Os alunos, após formados, são encaminhados para o mercado de trabalho. Cursos 100% práticos, apostilados e com plantão de dúvidas. Faça bem feito, faça Focus! Há mais de 44 anos formando novos profissionais. AUTOR DO PROJETO e MEDIADOR DESSE BLOG: Prof. Dr. Enio Leite Alves, Professor Titular aposentado da Universidade de São Paulo, nascido em São Paulo, SP, 1953. PROF. DR. ENIO LEITE: Área de atuação: Fotografia educacional, fotografia autoral, fotojornalismo, moda, propaganda e publicidade. Pesquisador iconográfico. Sociólogo, jornalista, físico, fotoquímico, inventor e docente universitário. Fotografo de imprensa desde 1967, prestando serviços para os Diários Associados e professor do Sesc e do Curso de Artes Fotográficas Senac Dr. Vila Nova, São Paulo. Fotografo do Jornal da Tarde em 1972 -1973. Em 1975, funda a FOCUS – ESCOLA DE FOTOGRAFIA, primeira instituição de ensino técnico e tecnológico da AMÉRICA LATINA. No mesmo ano, suas fotos são premiadas na 13ª Bienal Internacional de São Paulo, quando a fotografia passa a reconhecida pela primeira vez como obra de valor artístico. Enio Leite, fundador do MOVIMENTO PHOTOUSP no início dos anos 70, com Raul Garcez e Sergio Burgi, entre outros, no centro acadêmico da Escola Politécnica, na Cidade Universitária, São Paulo-SP. Professor de fotografia publicitária da Escola Superior de Propaganda e Marketing, (ESPM), 1982 a 1984. Mestre em Ciências da Comunicação em 1990, pela Escola de Comunicação e Artes, USP. Doutor em História da Fotografia, Fotoquímica, Óptica fotográfica e Fotografia Publicitária Digital, em 1993, pela UNIZH, Suíça. No ano de 1997 obteve Livre Docência na Universitá Degli Studi di Roma Tre. Professor convidado pela Miami Dade University, Flórida, 1995. Pesquisador e escritor, publicou o primeiro livro didático em língua portuguesa sobre fotografia digital, Editora Viena, São Paulo, maio 2011, já na quarta edição e presente nas principais universidades brasileiras portuguesas. Colabora com artigos, ensaios, pesquisas e títulos sobre fotoquímica, radioquímica, técnica fotográfica, tecnologia digital da imagem, semiótica e filosofia da imagem para publicações especializadas nacionais e internacionais. (Fonte: Agência Estado - 12/03/2019)

Deixe seu comentário

  • (não será mostrado)