EXPERIÊNCIAS MAIS COMPARTILHADAS

em Notícias.

Curador do Diário Contemporâneo fala sobre a 11ª edição

Entrevista comedida para Debb Cabral

Três prêmios de residência artística e uma mostra coletiva com a curadoria convidada de Rosely Nakagawa.

É assim que o Prêmio Diário Contemporâneo de
Fotografia inicia a convocatória para a sua 11ª edição. Depois de completada
uma década de atuação, o projeto decidiu propor experiências do pensar e do
fazer artístico mais compartilhadas. As inscrições estão na reta final e seguem
abertas só até o dia 29 de março, realizadas pelo site www.diariocontemporaneo.com.br.

O tema deste ano vem buscar a provocação para o
artista na literatura. “Vastas emoções e pensamentos imperfeitos” é uma
referência direta ao título do romance de Rubem Fonseca.

Um livro que, nas palavras de Mariano Klautau
Filho, curador do projeto, “fala essencialmente das fronteiras da ficção, em
que a narrativa é constantemente atravessada pela presença do cinema na vida
mental do protagonista e, portanto, tornando-se uma ferramenta de deslocamento
poético para a vida real”.

Literatura e cinema atravessam a fotografia e a
levam para as possibilidades do contemporâneo em uma fluidez de linguagens e
significações.

Confira a entrevista com o curador:

P: O livro de Rubem Fonseca é mencionado
por muitos leitores como uma história frenética. Como você vê isso relacionado
com a contemporaneidade, a arte e a comunicação imediatista dos dias atuais?

R: O livro e, especialmente o seu título, é
uma provocação ao artista. Não é preciso ler o romance ou investigar
profundamente seus significados. Se o artista puder fazer isso, ótimo. Se não,
ele poderá ficar com o efeito imaginativo e plástico que o título pode evocar,
pois ele é bastante intenso.

O romance tem uma narrativa de certa forma
veloz, mas não é isso que importa muito e sim, o fato de que o protagonista é
um cineasta que está o tempo todo vivendo imaginativamente no limite entre
imagem e texto, roteiro cinematográfico e realidade, ou seja, alguém imerso na
experiência da ficção. 

P: O que seriam estas vastas emoções?

R: Prefiro que o artista reflita sobre e
faça do seu trabalho uma experiência emocional intensa. Não sei o que significa
exatamente “Vastas Emoções” mas a expressão me sugere intensidade,
paixão ou até uma certa grandeza do sentimento humano.

Cada artista pode interpretar do seu jeito,
assim como a ideia de um pensamento imperfeito é muito sedutora no sentido de
que faz parte da humanidade pensar, refletir, errar, acertar, pensar, debater,
refletir infinitamente como um exercício contínuo. 

P: O protagonista sonha sem imagens. Hoje
o nosso mundo é extremamente visual. Seria essa uma forma de neutralizar o que
está ao redor e se concentrar nas imagens que estão dentro de nós apenas
esperando para se materializar?

R: Essa é uma boa ideia. Pensar um mundo sem
imagens, mas como pensá-lo sendo um artista visual? Por outro lado, o
personagem imagina muitas coisas e foge de uma série de eventos em que a
realidade se mistura com suas imaginações. Enfim, a provocação é bem aberta, é
uma experiência com o caráter visual da palavra e das expressões.

P: Ano passado, o projeto completou uma
década de atuação. Foram realizadas diversas experiências e formatos ao longo
destes 10 anos. O que traz, então, este novo ciclo?

R: Traz basicamente uma curadoria convidada (Rosely Nakagawa) que irá assumir a construção e a narrativa da grande mostra. Traz também os prêmios dedicados exclusivamente às residências artísticas porque queremos centrar o foco na formação do artista sem precisar exigir dele um resultado, mas propor um processo.

E mais: uma comissão científica para pensar de
modo organizado o conceito da programação de palestras, oficinas e encontros
com pesquisadores, levantando alguns temas da arte em diálogo com outros
campos.

P: O projeto está propondo experiências
mais compartilhadas. Fale um pouco sobre as residências neste sentido.
 

R: Como falei anteriormente, é o sentido
processual e de formação que nos interessa quando propomos as residências.

A conversa que os artistas residentes terão com
o público ou todo o tipo de trabalho em processo que poderá ser gerado nos
coloca em contato com a arte como pesquisa e conhecimento. É isso que queremos
estimular no artista, que pense em seu processo, que pense sobre o que quer
dizer no seu trabalho, que não só limite sua participação à exibição de
trabalhos.

SERVIÇO:  O 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inscreve só até o dia 29 de março. Informações: Rua Gaspar Viana, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310, 98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

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Sobre o autor

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