EQUILIBRANDO LUZ NATURAL E ARTIFICIAL

em Artigos e Entrevistas, Dicas & Tutoriais.

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Se você não aceitar o ponto de vista Zen, a natureza é perfeita, tudo está em seu devido lugar

Embora ocasionalmente os
fotógrafos abracem esta filosofia, nem sempre estão satisfeitos com a luz em
seu devido lugar. Frequentemente precisamos complementar a luz natural com
nossas próprias ferramentas de iluminação artificial.

Aprender a equilibrar esses dois
tipos na mesma cena, de modo que o efeito fique natural e convincente, é o que
prega o Zen.

Tipicamente, a necessidade pela
luz artificial surge quando a natural não ilumina completamente o modelo, ou
quando a composição desejada é incompatível com a direção da iluminação
existente. Talvez a natural crie sombras profundas que peçam um pouco de
preenchimento. Como na maioria das coisas na vida, a chave está no equilíbrio.

Quando o objetivo é apoiar a luz
natural, mantendo a atmosfera e a qualidade, então a iluminação artificial
adicionada deve ser produzida com cuidado para complementá-la de forma
imperceptível, sem sobrepujá-la.

As câmeras DSLR modernas e seus
sistemas de flash embutidos fornecem um equilíbrio preciso automatizado – para
que o usuário raramente precise pensar sobre como utilizá-lo para preencher a
luz natural.

Na verdade, é realmente bastante
difícil fazer uma exposição ruim quando ambos estão no modo automático. Podemos
debater se a exposição é criativa ou está aprimorando artisticamente a
atmosfera da imagem, porém, tecnicamente, são boas exposições.

Chegará o dia, felizmente, em que
o fotógrafo precisará pensar por si mesmo e descobrir manualmente como
equilibrar o flash e a iluminação existente.

A luz é aditiva. Por exemplo,
imagine que um lado do rosto esteja recebendo a luz direcional do sol e indique
f/5.6. Adicionamos o flash da câmera, que ilumina tudo que ela enxerga – também
para f/5/6. O lado previamente iluminado da face agora estará recebendo f/5.6
do sol e f/5.6 do flash – totalizando uma luz em f/8. Dobramos a luz naquele
lado, o que equivale a uma mudança de 1 f-stop na exposição. A nova luz
somou-se à existente.

Se o lado sombreado do rosto
estivesse quase na escuridão antes, agora ele recebe f/5.6 nas sombras,
resultando em taxa de iluminação de 2:1. Se, por acaso, eu tivesse adicionado
um flash com potência de f/4, isso me daria f/5.6.5* no lado iluminado (f/4 é
metade da luz de f/5.6) e f/4 nas sombras – uma diferença de 1.5 f-stops e uma
taxa de 3.1. Está confuso, não se preocupe, explicarei as taxas de iluminação
com um pouco mais de profundidade mais tarde, neste capítulo.

Também precisamos lembrar que
preenchemos as sombras corretamente, mas levamos o lado iluminado do rosto em 1
f-stop, algo que precisamos considerar na exposição geral.

É muito útil entender que para se
alterar em um f-stop necessário dobrar (ou cortar pela metade) a quantidade de
luz.

Na prática, isto significa que
precisa de muito mais intensidade luminosa para ir de f/11 para f/16 do que de
f/2.8 para f/4.mesmo a mudança em ambas seja de essencialmente, 1 f-stop. Como?
Passar de f/2.8 para f/4 exige apenas 1 unidade de luz, enquanto para ir de
f/11 para f/16 são necessárias 16 unidades.

Aproveite para rever mais dicas sobre luz natural e
artificial nas suas apostilas, bibliografias e vídeos das aulas de fotografia
dos cursos profissionalizante da Escola Focus.

CONFIRA TCC DE ALUNOS DA ESCOLA FOCUS!  https://focusfoto.com.br/tag/tcc/

Opinião de Ex- Alunos que estudaram na FOCUS! https://goo.gl/C235XR
Blog de Fotografia:  https://focusfoto.com.br/blogs/

Flickr – Foto Galeria dos Alunos da Escola Focus
https://www.flickr.com/photos/focus_escola_de_fotografia/

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