Diane Arbus: a fotógrafa que capturou em PB o inverso do sonho americano

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Foot: Garçonete de Clube de Nudismo

Texto: Andréa Eichenberge

 Durante os anos 1950 e 1960, a fotógrafa nova-iorquina Diane Arbus captou em preto e branco o inverso do sonho americano, desconstruindo as representações que seu país fazia de si mesmo. A exploração que fez das margens, o valor que deu à diferença e à fragilidade humana a tornaram um dos grandes nomes da história da fotografia.

Seu trabalho pessoal teve como fundamento um sofisticado entendimento da relação entre fotógrafo e sujeito, que definiu o ato fotográfico como um encontro colaborativo. Ao contrário da maior parte da produção fotográfica documental da época, suas imagens dependiam da participação ativa do fotografado, ou seja, eram fruto da interação entre ela e aqueles que se dispunham a posar diante de suas lentes.

 O que mais lhe interessava eram as especificidades de cada ser humano, ou seja, aquilo que constituía as particularidades de cada indivíduo. “Toda diferença é também semelhança”, escreveu Arbus em seu projeto The quiet minorities. Seus sujeitos eram muitas vezes escolhidos pelo estranhamento que causavam, pelas singularidades que os destacavam do todo. Senão, eram sujeitos comuns que passavam por seu filtro e por seu talento de tornar estranho aquilo que normalmente é considerado familiar e de tornar familiar aquilo que é considerado estranho. Foi, no entanto, o seu intenso interesse pelos outros – que permitia que Diane Arbus minimizasse a distância entre ela, fotógrafa, e os sujeitos fotografados – bem como sua preocupação pela forma como eles mesmos se viam, que a diferenciou de outros fotógrafos contemporâneos a ela.

 A proximidade sempre fez parte de seu trabalho, inclusive no que concerne à localização geográfica. À parte um grande projeto realizado entre 1963 e 1966 em diferentes cidades americanas, Nova York e seus arredores era onde desenvolvia seus projetos pessoais. Em raras ocasiões, tomou um ônibus para ir a um campo de nudismo em Nova Jersey, ou para fotografar um hermafrodita em Maryland. O Central Park e os locais sombrios de Nova York eram suas áreas de predileção. Quando um rosto lhe chamava a atenção, ela abordava o sujeito: “Como seu rosto é magnífico! Posso fazer um retrato seu?” e pedia para fotografá-lo em sua casa. Em 1968, ela contava, em quatro tomadas, a história da metamorfose de Catherine Bruce em Bruce Catherine. Na primeira imagem, uma mulher bem arrumada se encontrava na rua, sentada em um banco. Em seguida, ela aparecia em casa, somente com as roupas íntimas. Uma vez retirada a peruca, revelava ser um homem, que terminava posando com roupas masculinas e cabelos curtos, irreconhecível quando comparado com a primeira tomada.

Fonte: http://goo.gl/ASZkk
Veja mais fotos de Diane Arbus no Google Images: http://goo.gl/CF8Tp

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