CONHEÇA MELHOR SUAS LENTES

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Há uma grande diversidade de objetivas intercambiáveis para todos os tipos de câmeras no mercado.

Há uma grande diversidade de objetivas intercambiáveis para todos os tipos de câmeras no mercado. Entretanto, somente os tipos DSLR, oferecem a mais vasta  opção. Desde a Super-olho de peixe, (objetiva grande angular, ângulo visual 220 graus),  zooms compactas, (que vão de angular á  meia tele,) até a teleobjetiva 2..000 mm, de espelho, são apenas uma amostra do que a indústria fotográfica pode nos oferecer.

Entretanto, nenhum fotógrafo pode usar toda essa linha. A maioria dos profissionais optam por 3 ou 4 objetivas fixas, normalmente uma angular de 28 mm, uma normal de 50, e uma tele de 105 ou 200mm, ou ainda, por duas zooms, uma de 24/ 135 e outra de 100/400 mm, para reduzir o peso do equipamento, e terem maior mobilidade,embora sejam menos luminosas.

Mas, como é  mesmo que ocorre a formação óptica da imagem ?

A formação da imagem em uma objetiva deve-se ao seu índice de refração e a curvatura de sua superfície. Os raios luminosos ao atravessarem o elemento óptico (lente) ou o conjunto de elementos, perdem velocidade, e a menos que incidam de forma perpendicular a sua  superfície, sofrem uma mudança de direção. A objetiva tem por função apurar e concentrar ao máximo as luzes refletidas pelo objeto fotografado. Quanto mais obliquamente incidir um raio em sua superfície, tanto maior será o seu desvio ou refração, até chegar a um ponto crítico no qual o raio incidente é refletido.

O olho humano é uma lente convexa (ou seja, mais espessa no centro que nas bordas) – ,conhecido por cristalino, através da pupila recebe raios quase paralelos e os concentra em um ponto da retina,- e assim está formada a imagem da cena ou objeto.

Toda lente convexa apresenta uma superfície empenada e é mais grossa no centro que nas extremidades, afim de concentrar os raios que recebe e é denominada por convergente positiva, ao contrário das lentes côncavas, cujo um dos lados pelo menos é identificado por uma superfície cavada, sendo mais  delgada no centro que nas extremidades. Tende a separar os raios que recebe, e é denominada por divergente negativa.

 As lentes tem por principio desviar os raios de luz que incidem em sua superfície de uma ou outra forma; se a espessura da lente aumenta para o centro, esta concentra  os raios que recebe, ( o ponto em que se reúnem os raios paralelos chama-se foco),se a lente é côncava, os raios divergem.

A matéria prima utilizada na fabricação das lentes, deve ser de perfeição especial, absolutamente homogêneo, sem as mínimas impurezas,incolor e absolutamente claro e transparente. A objetiva é a “alma” da câmera. Sua qualidade depende do tipo de matéria prima utilizada, do número de lentes  e do sistema de agrupamento.

 Na fabricação de lentes para fins  fotográficos, diversos fatores  entram em questão dentre os quais a reflexão, a refração e a dispersão  característica dos elementos cujo incide de refração varia com a longitude de onda, dispersando as cores como um espectro contínuo, e, em lugar de levar os raios a um ponto de foco nítido, os estende, formando um espectro em miniatura. Na composição de vidros das lentes, entram areias de alta qualidade e pureza, que se mesclam  com óxidos metálicos em uma ou mais variedades, para dar  ao vidro uma distinta capacidade de refração e dispersão, a fim de corrigir cromaticamente a luz,corrigindo este defeito ou aberração.

 Cada um dos elementos óticos é fabricado com a função de realizar um trabalho especial e a luz que incide sobre eles deve seguir um caminho pré determinado. Devido a isto, as lentes devem ter as superfícies polidas com curvatura determinada e seu vidro deve ter uma composição tal que permita o desvio correto quando for atingida por elas. O índice de refração, que determina o desvio da luz, varia conforme a composição do vidro.

  Primeiramente é necessário uma matéria prima apropriada – o vidro ótico – devendo sua composição ser controlada cuidadosamente – objetivando textura uniforme. As matérias primas, que geralmente são uma composição de sílica, carbonato de sódio e carbonato de cálcio, são aquecidas eletricamente em recipientes revestidos de platina e em seguida agitadas, pois a composição precisa ser uniforme em sua  massa, é submetido em processo de temperatura, para evitar pressões no resfriamento . Ha várias maneiras de manipular o vidro fundido, para fabricar pequenas placas das quais, por polimento, se obtém as lentes.

Nos métodos mais modernos sai continuamente do recipiente um jato viscoso que é cortado automaticamente em peças de peso determinado. Estes pedaços quentes de vidro caem em moldes situados na mesa giratória, os quais são comprimidos por um martelete dando-lhe o aspecto apropriado da lente.

Estas lentes, com forma quase acabada são conhecidas com o nome de blocos. O defeito é corrigido, temperando-se o bloco em um forno. Em seguida deixa-se esfriar  muito lentamente para que não apareçam tensões. Após esta etapa, os blocos são polidos para que se tomem a forma de lente. Para isto, é necessário precisão extraordinária já que as lentes devem estar corretamente polidas, com o erro de um milionésimo de milímetro. Este polimento é feito em várias fases, controlado por computadores.

Uma vez conseguida a matéria prima, ou seja, distintos tipos de vidros óticos com variados índices de refração e diversas curvaturas, montam-se um ou mais componentes, conforme o projeto óptico dado, levando-se em conta os cálculos matemáticos e logarítmicos bastante complexos que atualmente são obtidos pelos computadores de última geração . Montados os elementos óticos, ajustados ao desenho, teremos ainda dois problemas  a resolver – o sincronismo dos elementos  e o tratamento dos mesmos, operação esta que determina uma diferença das objetivas em brancas e azuis. O sincronismo incorreto acarretará em uma série de defeitos na imagem (aberrações) os quais  veremos mais tarde.

Para preservar este sincronismo, devemos tomar uma série de cuidados, com relação a queda, movimentos bruscos, ou mesmo trepidações durante o seu transporte. Qualquer imprudência,  acarretará na perda do sincronismo e alteração na imagem final.

Quanto ao tratamento das lentes, geralmente apresentam uma coloração azul, azul-violeta, magenta ou âmbar. Este tratamento evita reflexões internas dos raios que incidem nas superfícies das lentes, evitando “fantasmas”, halos, dispersões e corrigindo a naturalidade e saturação das cores. É uma espécie de catalisador, que absorve os raios incidentes das lentes, impedindo a reflexão de raio e aproveitando ao mesmo tempo, o máximo de sua potencialidade.  As objetivas que sofreram este tratamento de fluoreto (“Coated”) transmitem mais de 90% da luz incidente, ao contrário de uma objetiva sem tratamento, permitem  uma passagem de menos de 60% dos raios luminosos.

As lentes mais econômicas, geralmente não submetidas a um rigoroso processo de fabricação e tratamento apresentam uma série de defeitos, dos quais citaremos apenas os mais importantes:

1. ABERRAÇÃO CROMÁTICA – defeito fundamental que interfere não só no rendimento, como também no funcionamento dos elementos óticos. Se a luz fosse de um só tipo cromático (de uma cor simples), não se produziria a aberração. Mas como toda lente é  um prisma, e, portanto desvia as cores segundo a longitude de onda (ou seja, um espectro, como um arco Íris). Assim, teremos, com exemplo, os raios azuis serão mais fortemente refratados que os de cor vermelha, enfocando-se em planos diferentes, respectivos ao eixo da objetiva. Isto se deve ao fato de que a refração é  causada pela diminuição da velocidade da luz ao entrar no vidro, e que depende por sua vez do comprimento de onda da luz. A luz vermelha é  de maior comprimento de onda, e se desvia menos que a de qualquer outra cor. Os raios vermelhos que passam através de uma lente  convergente simples são focalizados ligeiramente afastados que os raios violetas paralelos anteriores. Este fenômeno é  conhecido por aberração cromática lateral, e em outras palavras isto acontece devido a distância focal  e o tamanho da  imagem variar segundo a longitude da onda, pois as imagens que formam raios de  cores não são do mesmo tamanho, fazendo com que as fotografias em cores  tenham listras coloridas, e que as fotos preto e branco fiquem com falta de nitidez e sobreposição de imagem, principalmente nas bordas.

2. ABERRAÇÃO ESFÉRICA – a imagem projetada pelos raios que atravessam a parte central de uma lente convergente não se encontra na mesma distância  em relação aos  raios que atravessam as partes externas. Esta é  a causa da aberração denominada esférica, que é identificada por uma falta de limpeza de imagem. Os raios exteriores são  desviados e formam um foco perto do elemento ótico, enquanto os raios interiores se cruzam um pouco mais longe. Teremos como resultado uma fotografia em foco em toda a região central e fora de foco em suas extremidades.

Nas objetivas de muitos elementos consegue-se uma correção bastante apreciável deste defeito, fazendo com que os raios que atravessam a lente por outras partes de sua superfície, cruzem o eixo em setores apenas diferentes que aqueles de onde os raios corrigidos e o estreito facho central de raios formam o foco, denominando-se os mesmos erros resíduos como aberração esférica de zona. Mas a melhor maneira de se corrigir, porém, é  por meio de um sistema de lentes, das quais uma convergente e a outra divergente. Os sistemas que atenuam são conhecidos por sistema aplanéticos. A aberração esférica aumenta com a espessura da lente. Para as lentes muito corrigidas, o rendimento do centro dependerá da magnitude das mesmas, que se fará mais apreciável em consonância com a maior abertura (luminosidade) da objetiva. Pelo distinto tipo de componentes e corretores que regem às aberrações cromáticas laterais e esféricas, a zona próxima ao eixo da lente deve sacrificar-se para compensar a objetiva a toda abertura, reaparecendo com diafragmas muito fechados. Um exemplo é  o fato de lentes mais  luminosas, como f/ 1.2 ou f/1.4 raramente terem f: 22.

  3. ASTIGMATISMO – pode influir tanto na nitidez da imagem como em sua forma, enquanto que a distorção só influi na forma. Em outras palavras, é o tipo de aberração mais conhecido por todos nós, já que é  um dos principais defeitos encontrados na vista humana. Em princípio, é  uma aberração ótica que afeta a nitidez da imagem entrando em consonância com as aberrações, o qual consiste em uma diferença de foco entre as linhas horizontais e verticais de um objeto; enquanto as linhas horizontais acusam nitidez, as verticais ressentem de falta de foco, aparecendo borradas ou vice-versa. Conclui-se, então  que é  praticamente impossível obter um foco simultâneo, afetando a definição dos pontos separados do eixo ótico,  particularmente. Uma lente com que se pode corrigir o astigmatismo mas poderá, no entanto, sofrer de outras aberrações.

Provavelmente a razão deste erro se deve ao fato de que na luta contra as aberrações esta foi a última a ser vencida, coisa que se sucedeu ao se descobrir o vidro de Jena, na Alemanha, por volta de 1800. A correção se efetua com elementos de distintos índices de refração e superfície esféricas concorrentemente harmônicos, recebendo as objetivas corrigidas de astigmatismo o nome de anastigmaticas. Esta aberração se corrige dentro de um certo campo, devendo-se utilizar as lentes de acordo com esse calculo, aumentando muito rapidamente o astigmatismo em zonas maiores que a corrigida; assim mesmo continuará tendo uma incorreção residual chamada astigmatismo de zona.

 Concluímos então, que não é  a quantidade de elementos de um sistema ótico (objetiva), o responsável pelo índice definitivo e pelo poder  resolutivo de imagem, mas sim a qualidade de seus elementos. A abertura do diafragma também assume papel fundamental na luta contra as aberrações.  A colocação do diafragma tanto nas lentes simples como nas objetivas muito mais elaboradas implicam na diminuição dos defeitos intrínsecos e imperceptíveis das lentes. A melhor posição do diafragma depende do tipo da objetiva e, sobretudo do seu desenho. A máxima abertura  de uma objetiva vem corrigida de astigmatismo, e a aberração esférica (central) se modifica diafragmando. Quanto mais fechado estiver o  diafragma, menores serão as aberrações produzidas.

O projeto óptico de cada objetiva depende da combinação de suas respectivas lentes isoladas. Esta combinação é denominada “blocos” e pode ser realizada de modos diferentes. Podem ser colocadas duas ou três lentes, dentro do tubo da objetiva, havendo certa distancias entre elas, estabelecidas por fórmulas ópticas minuciosamente calculadas.Pode-se, contudo, juntar-se também duas ou tres lentes, unidas umas às outras, mediante uma cola especial de resina, “Bálsamo do Canadá “. Obtém-se assim, unidades ópticas dos mais diversos tipos de combinações em uma única peça, sempre com o intuito de se conseguir a melhor imagem.

Cada fabricante tem suas fórmulas especiais de reunir lentes, separadas ou coladas em blocos,  que caracterizam o seu tipo e qualidade, com custo compatível. E por fim, o coated, camada metálica utilizada para revestir as lentes, conforme já vimos, cuja função básica é otimizar ao máximo a transmissão da luz.

Entretanto, os fabricantes não param de pesquisar.  Temos, no mercado, objetivas zooms apocromáticas (totalmente corrigidas de aberração cromática), e “Asphericals”, (ou aplanáticas, corrigidas para aberração esférica). São muito menores, mais luminosas e mais leves em relação às tradicionais, apresentam alto índice de definição e poder resolutivo. Por outro lado, a maioria é feita de material sintético, que reduz bastante seu custo de fabricação ,e consequentemente, a sua durabilidade.

OBJETIVAS NORMAIS, GRANDES/ANGULARES E TELEOBJETIVAS.

As diferenças existentes entre uma objetiva simples – constituída apenas de um elemento e as objetivas compostas – constituídas por um conjunto de lentes, variando de dois a mais elementos – estão em função de seus respectivos índices definitivos e poder resolutivo da imagem. A objetiva  composta atua da mesma maneira que as objetivas simples,pelo fato de ambas terem a mesma distância focal bem definida, e que esta distância e o comprimento determinado entre a objetiva e a posição da imagem, desde que os raios de luz que atinjam a objetiva sejam paralelos.

 Algumas câmeras podem ser ajustadas com objetivas de várias distâncias focais, as quais aumentam ou diminuem as proporções da imagem, sem que o tamanho do negativo seja afetado. Estas objetivas, de um modo geral, podem ser subdivididas em três grupos diferentes – NORMAIS, GRANDE ANGULARES e   TELEOBJETIVAS, OU  ZOOMS  conforme o tamanho da imagem que produzirem (ESCALA DE REPRODUÇÃO DO OBJETO) , e seu ângulo de visão.

OBJETIVAS NORMAIS:

Objetivas normais são aquelas que usualmente acompanham a maioria das câmeras  fotográficas. A sua distância focal é  fixa e calculada a partir da diagonal do negativo de um determinado tipo de câmera. Isto significa que  em uma máquina 35 mm, por exemplo, que proporciona negativos com diagonal aproximada de 50 mm, terá sua objetiva normal também de 50 mm., equivalente ao do olho humano. Generalizando, podemos então dizer que a relação é valida para qualquer negativo, não importando suas dimensões (de onde conclui-se que a objetiva normal de uma determinada máquina, poderá ser uma grande angular em outra, ou ainda teleobjetiva).

Estas objetivas são consideradas normais, pois seu ângulo visual corresponde aproximadamente ao do olho humano (por volta dos 46 graus),sendo o pontobásico para poder determinarmos suas respectivas grande-angulares e teleobjetivas. Encontram aplicação prática para trabalhos a média distância e  grandes planos conjuntos como paisagens, edifícios,espetáculos esportivos e outras cenas múltiplas, não sendo aconselhado para uso muito próximo ao objeto (principalmente retratos) devido ao fato de produzirem distorções  na perspectiva, produzindo efeitos desagradáveis. Possuem ótima luminosidade,  em geral f/1.4 e f/1.2, permitindo fotos mais dinâmicas em locais escuros – e controle satisfatório da profundidade de campo.

GRANDE ANGULARES:

 São aquelas cuja distância focal é  bem menor que as objetivas normais – variando de 8 a 35 mm, ou seja, de Super Olho de Peixe a Angular Standart -, encontram aplicação prática em trabalho a curta distância. Possuem grande ângulo visual – de 220 a 62 graus. Tem por função principal acentuar bastante as perspectivas fazendo com que os primeiros planos fiquem relativamente maiores do que os planos posteriores. São muito úteis para a fotografia arquitetônica de interiores, onde o espaço útil para fotografar é  muito reduzido.

Sua luminosidade, de um modo geral é  bem menor do que as objetivas normais e, sua profundidade de campo muito ampla,  não permitindo, a não ser em casos muitos especiais, o foco seletivo. Sua definição, no entanto, é muito maior em comparação com as outras objetivas, pois diminuem a escala de reprodução (proporção dos objetos).

TELEOBJETIVAS:

 São aquelas cuja distância focal está acima das objetivas normais. Devido ao fato de possuírem um ângulo visual muito reduzido, possibilitam fotografar objetos distantes sem que as perspectivas e os traços originais dos mesmos sejam deformados, pois aumentam a escala de reprodução. Muito práticas para fotografia  de rosto, paisagens, esportes, jornalismo e outras formas de telefotografias. Apresentam luminosidade inferiores a objetivas normais e profundidade de campo bastante limitada. A definição de imagem, por outro lado, é muito mais baixa que as objetivas normais e grande angulares.

 Vejamos agora como são construídas as objetivas de grande distância  focal. Sabemos que a lente ou  elemento  óptico de uma câmera é convexa,- ou seja, mais grossa no centro que nas bordas -, é  com ela  que se obtém uma imagem real  e invertida sobre a emulsão fotográfica. Se o objeto que se deseja fotografar está a certa distância da câmera, os raios de luz dele procedentes chegam à câmera e formam uma imagem definida muito próxima ao plano focal de lente. É  evidente que o sensor deve estar situado nesse plano. O tamanho da imagem do negativo depende da distância  focal da objetiva e da distância do objetivo à câmera. Quanto mais afastado se encontrar o objeto , menor será a imagem formada no sensor. Evidentemente, é possível obter cópias de tamanho maior que o negativo, mas existe um limite prático para ampliação, definido pela qualidade do sistema ótico da objetiva, e pelo tipo de material sensível usado. Se tentarmos ultrapassar este limite, a imagem será  diluída em sua unidade. Se a ampliação normal de um arquivo não apresentar detalhes suficientes do objeto, o único meio para atingi-los, será o de usar uma objetiva de maior distância  focal.

As câmeras digitais reflex, são equipadas com objetivas cuja distância focal de 18-55 mm. Estas lentes, quando ajustadas para a distancia focal de 50 mm, um objeto de 2 metros de altura, situado de 200 metros da câmera, dá lugar, a uma imagem, que no negativo corresponderia a 0,5 mm de altura.

 Mas se usarmos uma objetiva de distância focal duas vezes maior (100 mm, por exemplo), o tamanho da imagem, consequentemente se duplicará, pois duplica a sua escala de reprodução.

Podemos concluir que não há limite teórico para este recurso de aumento de imagem. Assim, uma objetiva com distância  focal de 500 mm, produzirá uma imagem de 5 mm de altura, e outra de 2000 mm, formaria uma imagem de 20 mm. Mas uma câmera de 35 mm, provida de uma lente convexa simples, equipada com uma lente convexa de 2000 mm, causaria certas dificuldades sem seu manejo, havendo, portanto a necessidade de introduzir alguns acessórios adicionais (dois tripés), um para a máquina e outro para a tele, propulsores, etc.).

A questão do tamanho da câmera pode ser solucionada, com o emprego da teleobjetiva, ao invés de uma lente convexa de grande distância focal.

 A teleobjetiva é, em essência, uma combinação de lentes que apresentam distância focal efetiva. Esta pode chegar até três vezes a distância focal da combinação ao plano em que formará a imagem.

Assim, a distância  focal é, portanto o tamanho da imagem formada no negativo aparecerá aumentado, não sendo necessário ampliar as dimensões da câmera.

 O princípio básico de  um  teleobjetiva é uma lente convexa e outra côncava, e estas lentes estão separadas  uma das outras por um espaço  entre  as distancias  focais de ambas. Quando os raios paralelos procedentes do objeto chegam a lente convexa situada diante da côncava, curvam-se em direção ao eixo principal do sistema ótico, mas antes que atinjam o plano focal da lente convexa encontram-se com a côncava, que os desvia, separando-os do eixo, para formar uma imagem de maior tamanho e a maior distância da lente convexa. Prolongando estes raios imaginários parece que a imagem se forma por meio de uma só lente convexa, situada diante e a certa distância  da combinação de lentes. A introdução da lente côncava no sistema da objetiva proporciona a esta uma grande distância focal. Na combinação de lentes da tele, a distância entre a côncava e a convexa é fixa.

Portanto é também fixa a distância focal da teleobjetiva. No entanto, a distância focal das lentes ZOOM pode ser  variada com certas limitações até 10 vezes mais a redução máxima  produzida pela menor  distância  focal. Esta combinação de lentes opera o princípio descrito, e a variação da distância focal consegue-se simplesmente, variando a distância focal que separa a lente côncava da convexa, não havendo mais necessidade do fotógrafo carregar uma série de objetivas, de distancias  focais diferentes, para executar seu trabalho. Apesar de serem mais práticas e versáteis, as objetivas zoom são geralmente menos luminosas, e não apresentam a mesma qualidade de definição em relação ás teles, de distância focal fixa.

COMENTÁRIOS SOBRE AS OBJETIVAS:

1)  OLHO DE PEIXE I – 12 mm f/4  228 gramas. Ângulo aproximado de 220 graus.

2)  OLHO DE PEIXE II – 17 mm f/4, 228 gramas. Ângulo visual aproximado de 180 graus. Obtém panoramas  e focalização por meio do visor, sem a necessidade de levantar o espelho.

3) GRANDE ANGULAR – 24 mm – f/3.5  247 gramas. Ângulo visual de 84 graus. Permite a obtenção de fotos de grande efeito dramático. Oferece panoramas.

4) GRANDE ANGULAR – 28 MM – f/3.5 218 gramas.  Ângulo visual de 75 graus, desenhada para satisfazer as necessidade de profissionais.

5) GRANDE  ANGULAR – 35 MM – f/2.8  242 gramas. Grande profundidade de campo, grande ângulo visual. Ótima para fotografia  a curtas distâncias .  ÂNGULO VISUAL 62 Graus.

6) OBJETIVA NORMAL DE 50 MM –  f/1.4 230 gramas. É a lente considerada normal por atingir uma profundidade grande. Ângulo visual 46 graus, similar ao do olho humano.

7)  TELE OLHO DE LINCE 85 MM -f/l.9 350 gramas. Perfeita para retratos e fotografias em luz ambiente. Ângulo visual 28 graus.

8)  TELE 100 MM – f/4 139 gramas. Muito prática  para primeiros planos a certa distância do original. Ângulo visual 24 graus.

9)  TELE 105 MM – F/2.8 290 gramas. Recomendada para paisagens, retratos, jornalismo e outras formas moderadas de telefotografias. Ângulo visual 23 graus.

10)  TELE 135 MM -f/3.5 343 gramas.  Ângulo visual 18 graus. Práticas para retratos, books e para  fotografia de objetos distantes.

11)  TELE 150 MM – f/4, 324 gramas. Ângulo visual 16 graus. Idem , prática para instantâneos e fotografias a distância.

12)  ZOOM 28 a 200 MM – f/4.5 325 gramas.  Ângulo visual 75 a 12.5 graus. Tem provado ser a melhor objetiva ZOOM para  câmeras reflex  digitais full frame

13)  TELE 200 MM – f/4 .Boa para fotografar a distância, campo focal pequeno, ângulo visual bom para “CLOSE UP” (12,5 graus).

14)  TELE 300 MM  – f/4 946 gramas . Ângulo visual 8 graus .Corrige distorções ao máximo.

15)  TELE 400 MM – f/5.6 1300 gramas .Ângulo visual 6 graus. Boa para fotografias a distância  relativamente longa. Luminosidade difícil para certas  condições de luz

16)  TELE 500 MM – f/4.5 3500 gramas. Ângulo Visual 5 graus. Luminosidade ainda mais difícil. Para fotografias a distância.

17)  SUPER TELE 1000 MM -f/8 – 5.500 gramas Ângulo visual 2,5 graus .Alcance  além do olho humano, para fotografia a longa distância. Luminosidade problemática em dias escuros com  filmes pouco sensíveis.

QUE ABERTURA USAR PARA OBTER MAIOR NITIDEZ ?

Sabemos teoricamente, que quanto mais fechado estiver o diafragma, maior será a profundidade de campo produzida a conseqüentemente a definição aumentará. Pôr outro lado, muitos profissionais já constataram praticamente que quando se trabalha com abertura médias,os resultados são melhores.

 Suponhamos que as aberturas de sua objetiva vá de  f/2.8 a f/22. A abertura média, nesse caso seria de f/5.6. Com essa abertura a área ótica da curvatura das lentes  seria totalmente aproveitada. Tal fato não  aconteceria com o diafragma totalmente aberto, pois além de ser o ponto crítico de refração e dispersão da imagem, as pequenas imperfeições da objetiva (índice de curvatura não muito correto, bolhas de ar, etc.) afetariam bastante no resultado final. Um diafragma totalmente fechado, “achataria” os planos, prejudicando a sensação de profundidade, produzindo uma definição não muito razoável, pois nessas condições somente uma pequena parte da curvatura das lentes seria utilizada,contribuindo assim para o baixo índice de resolução da imagem.

CONCLUSÃO:

A maioria dos livros sobre objetivas fotográficas ressaltam suas características de construção e de utilização, mas poucas vezes se destaca a melhor qualidade entre tipos aparentemente semelhantes.    A evolução da fotografia já foi tema de inúmeras brilhantes obras técnicas. O trinomio – Óptica -PRECISÃO MECÂNICA – ELETRÔNICA  e a CAPTURA DA IMAGEM  são  indissociáveis. Um avanço em um dos setores provoca a necessidade de novos desenvolvimentos nas demais e assim continuamente surgem INOVAÇÕES e APERFEIÇOAMENTOS. Um bom exemplo disso são os próprios fabricantes de sensores digitais, que estão constantemente evoluindo seus produtos.

As objetivas em construção, tem sido  projetadas calculadas e projetadas por  computadores, otimizando o trabalho  de pesquisa das equipes de engenheiros.

O vidro óptico ( a base de acrílico, vidro ou cristal óptico, dependendo do projeto do fabricante) para a fabricação das lentes que vão compor o sistema óptico e finalmente a objetiva tem sua composição rigorosamente avaliada para que não surjam alterações cromáticas. Muito desses materiais são levemente radioativos, contendo Tório e Lantanio.

A tecnologia da ÓPTICA moderna faz com que não só estas objetivas sejam resistentes a fungos, impedindo a sua proliferação, como também a aplicação de metais em suas  múltiplas camadas anti-reflex , a entrada de luzes, parasitas e  outros indesejáveis,proporcionando ótimos resultados fotográficos.

Uma pequena idéia da sofisticação da fabricação de objetivas está no interesse de intercâmbio de informações técnicas e de métodos de trabalho, que é um segredo  industrial pertencente a poucas industrias alemãs e japonesas. Os elementos metálicos que vão formar as camadas  anti-reflex (COATED) em cada elemento da objetiva são pesados individualmente em balanças eletrônicas, antes de serem colocadas em cúpulas estanque, com temperaturas variáveis predeterminadas e cuja perfeição de acabamento é aferida por aplicativos específicos de ultima geração.

Texto extraído da obra:
PRIMEIRO LIVRO DIDÁTICO SOBRE FOTOGRAFIA DIGITAL – 3. Edição
“FOTOGRAFIA DIGITAL – APRENDENDO A FOTOGRAFAR COM QUALIDADE”
Autor: Prof. Dr. Enio Leite, Editora Viena, São Paulo, Brasil,  2015
16 cm x 23 cm, 432 paginas.
Fonte: http://focusfoto.com.br/?p=16423

Sobre o autor

ATENÇÃO: OS TEXTOS, MATÉRIAS TÉCNICAS, APRESENTADAS NESSE BLOG SÃO PESQUISADAS, SELECIONADAS E PRODUZIDAS PELOS ALUNOS, PROFESSORES E COLABORADORES DA FOCUS PARA USO MERAMENTE DIDÁTICO E COMPLEMENTAR ÁS AULAS DE FOTOGRAFIA NAS MODALIDADES DE CURSOS PRESENCIAIS OU A DISTÂNCIA EAD, MANTIDOS PELA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA, SEM QUALQUER OUTRO TIPO DE PROPÓSITO, RELEVÂNCIA OU CONOTAÇÃO. PARA MAIORES INFORMAÇÕES CONSULTE https://focusfoto.com.br A Focus é a única escola de fotografia no Brasil, que oferece ao aluno o direito de obter seu REGISTRO LEGALIZADO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL, emitido pelo Ministério do Trabalho, por meio de cursos com carga horária total de 350 horas, incluindo períodos de estágio, preparo e defesa de TCC OS CURSOS DA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA SÃO RECONHECIDOS PELA LEI N. 9.394, ARTIGO 44, INCISO 1 (LEI DE EDUCAÇÃO) O REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL é unificado, sendo o mesmo obtido pelas melhores Universidades Públicas do Estado de São Paulo. E você poderá obtê-lo EM QUALQUER MODALIDADE DE CURSOS DA FOCUS, presenciais ou a distância EAD em menos de 6 meses de curso. O aluno obterá seu REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL diretamente nas agências regionais do Ministério do Trabalho e Emprego. Este registro é fundamental para o exercício legal da profissão, constituição de seu próprio negócio, ingressos em concursos públicos e processos admissionários em empresas de fotografia, públicas ou particulares, bancos de imagens, agências de notícias, jornalismo e consularização de seu registro de fotógrafo, caso queira trabalhar em outros países ou Ongs. Internacionais, como "FOTÓGRAFOS SEM FRONTEIRAS" entre outras modalidades. SEJA FOTÓGRAFO DEVIDAMENTE REGULAMENTADO. QUALIDADE E EXCELÊNCIA EM EDUCAÇÃO FOTOGRÁFICA É NOSSO DIFERENCIAL HÁ MAIS DE QUATRO DÉCADAS. Os alunos recém-formados pela Focus competem em nível de igualdade com fotógrafos profissionais que estão no mercado há mais de 30 anos. Na FOCUS, o aluno entra no mercado de trabalho pela porta da frente! Os alunos, após formados, são encaminhados para o mercado de trabalho. Cursos 100% práticos, apostilados e com plantão de dúvidas. Faça bem feito, faça Focus! Há mais de 44 anos formando novos profissionais. AUTOR DO PROJETO e MEDIADOR DESSE BLOG: Prof. Dr. Enio Leite Alves, Professor Titular aposentado da Universidade de São Paulo, nascido em São Paulo, SP, 1953. PROF. DR. ENIO LEITE: Área de atuação: Fotografia educacional, fotografia autoral, fotojornalismo, moda, propaganda e publicidade. Pesquisador iconográfico. Sociólogo, jornalista, físico, fotoquímico, inventor e docente universitário. Fotografo de imprensa desde 1967, prestando serviços para os Diários Associados e professor do Sesc e do Curso de Artes Fotográficas Senac Dr. Vila Nova, São Paulo. Fotografo do Jornal da Tarde em 1972 -1973. Em 1975, funda a FOCUS – ESCOLA DE FOTOGRAFIA, primeira instituição de ensino técnico e tecnológico da AMÉRICA LATINA. No mesmo ano, suas fotos são premiadas na 13ª Bienal Internacional de São Paulo, quando a fotografia passa a reconhecida pela primeira vez como obra de valor artístico. Enio Leite, fundador do MOVIMENTO PHOTOUSP no início dos anos 70, com Raul Garcez e Sergio Burgi, entre outros, no centro acadêmico da Escola Politécnica, na Cidade Universitária, São Paulo-SP. Professor de fotografia publicitária da Escola Superior de Propaganda e Marketing, (ESPM), 1982 a 1984. Mestre em Ciências da Comunicação em 1990, pela Escola de Comunicação e Artes, USP. Doutor em História da Fotografia, Fotoquímica, Óptica fotográfica e Fotografia Publicitária Digital, em 1993, pela UNIZH, Suíça. No ano de 1997 obteve Livre Docência na Universitá Degli Studi di Roma Tre. Professor convidado pela Miami Dade University, Flórida, 1995. Pesquisador e escritor, publicou o primeiro livro didático em língua portuguesa sobre fotografia digital, Editora Viena, São Paulo, maio 2011, já na quarta edição e presente nas principais universidades brasileiras portuguesas. Colabora com artigos, ensaios, pesquisas e títulos sobre fotoquímica, radioquímica, técnica fotográfica, tecnologia digital da imagem, semiótica e filosofia da imagem para publicações especializadas nacionais e internacionais. (Fonte: Agência Estado - 12/03/2019)

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