COM FOCO NOS ESPORTES!

em Artigos e Entrevistas.

ANTES DE MAIS NADA, É PRECISO DOMÍNIO TÉCNICO E BOM EQUIPAMENTO

O básico do fotojornalismo esportivo é produzir fotos que congelem os movimentos rápidos dos atletas em ação, qualquer que seja a modalidade.

Mas, para ir além do feijão com arroz, é preciso captar também o ambiente, o público e suas reações – e ousar com velocidades mais baixas de obturação para ressaltar o movimento e usar, além das cruciais teleobjetivas, outras lentes com distâncias focais menores e ângulo de visão mais aberto, como a normal (50 mm) e a grande angular.

Fotografia de exportes é um segmento apaixonante e também muito exigente. Impõe ao fotojornalistas um domínio de técnica fotográfica associado a um equipamento adequado e eficiente.

Para aproveitar bem essas virtudes, ainda ter um amplo conhecimento do esporte a ser fotografado é uma vantagem preciosa que ajuda profissional, a saber, onde se posicionar e permite antecipar melhor ação e os movimentos dos esportistas.

O equipamento ideal é uma câmera (DSLR ou mirrorless) com autofoco preciso e rápido que dispare na ordem de pelo menos 5 imagens por segundo. E claro, uma teleobjetiva de 200 mm para cima, de grande abertura (f/2.8 ou f/4 é fundamental para o fotojornalista de esportes).

A maioria dos profissionais leva um kit de lentes com zoom e fixas bem luminosas: 16-35 mm f/2.8, 50 mm f/1.8 (ou f/1.4), 70-200 mm f/2.8 e 300 mm f/2.8 (ou 400 mm f/2.8).

Uma boa gestão do ruído em sensibilidade alta também é uma vantagem, principalmente em ambientes internos, em que a luz é baixa, ou à noite. É comum o ajuste de ISOs elevados, de 2.500 a 3.200, para esportes de quadra coberta (indoor). Por isso, câmeras com sensor de quadro cheio (full frame) são mais recomendáveis do que o sensor APS_C.

Por outro lado, esse sensor menor, que gera fator de corte (crop) de 1,5x ou 1,6 x, pode ser vantajoso em disputas esportivas à luz do dia, como surfe, maratona aquática, remo, hipismo, futebol, entre outras, pois as teles têm o ângulo de visão “potencializando” pelo fator de corte.

Ou seja, uma 300 mm f/2.8 passa a enquadrar como uma 450 mm com crop de 1,5 x e sem perda de luminosidade.

Cada esporte tem sua potencialidade, como hipismo o tênis o fotojornalista precisa ternoção dos momentos mais importantes para registrar. Conhecer bem o esporte é crucial na hora de escolher os ângulos para captar imagens.

Aproveite para rever mais dicas sobre fotografia de esportes nas suas apostilas, bibliografias e vídeos das aulas de fotografia dos cursos profissionalizante da Escola Focus.

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