CARTIER-BRESSON E A LENTE NORMAL 50MM

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Henri Cartier-Bresson, sua Leica e a inseparável lente 50 mm                 

Durante mais da metade do século 20, a fotografia documental foi basicamente feita com câmeras que utilizavam apenas objetivas de 50mm.

Um dos nomes mais venerados da história fotográfica, Henri Cartier-Bresson, considerado o pai do fotojornalismo moderno, construiu praticamente toda sua carreira utilizando esse tipo de objetiva. E não foi o único. Tivemos Robert Doisneau, Alfred Eisenstaedt, Joe Rosenthal, Robert Capa e inúmeros outros grandes mestres  internacionais da fotografia.

Até a década de 80 predominavam as lentes Prime e a maioria das câmeras vinham com uma objetiva que possuía a distância focal de 50mm.

Com o tempo esse tipo de objetiva acabou sendo definido como o padrão normal, servindo de referencia para a classificação das objetivas nos grupos de grande angular, tele ou padrão, pois seu ângulo visual é de 46 graus, similar ao olho humano, sendo referência da “objetiva normal” (nem grande-angular, nem tele).

Com o advento das novas câmeras digitais DSLR, a objetiva prime 50 mm, foi substituída pela zoom 18-55mm f/3.5-5.6. Apesar de pouco luminosa em relação a 50 mm, a versatilidade da variação da distância focal em uma única lente sempre seduziu os fotógrafos iniciantes.

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Comentários

  1. Eduardo Luderer -

    lembrando que a relacao que todos os fotografos citados é de um kit 50mm no filme 35mm, o que hoje seria uma 50mm numa camera de sensor full frame. nao adianta a 50mm no sensor crop pq o quadro é outro!

  2. Enio Leite -

    Eduardo, grato pela sua participação. Em uma câmera com sensor cropado, a 50 mm seria uma meia tele de 85 mm. Uma lente 35 mm é o que estaria mais perto, por outro lado o preço de uma 35 mm luminosa é meio salgado. Mesmo assim, nossos alunos tem gostado da 50 mm, mesmo com o fator crop.

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