Carl Zeiss revela tecnologia por trás da câmera de 41MP

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Hubert Nasse: foco em criar tecnologias consideradas impossíveis

Durante o último grande evento de produtos mobile, em Barcelona, a Nokia concentrou atenções ao exibir um smartphone (Nokia 808) com câmera embutida de incríveis 41 MP, desenvolvida pela Carl Zeiss.

Com resolução de 7.728 por 5.354 pixels, as imagens captadas pelo Nokia 808 são feitas por um sensor cinco vezes maior que o usado em smartphones com câmera de 8 MP. Para entender como funciona esta tecnologia, INFO conversou com Oliver Schindelbeck, diretor da divisão de lentes da Carl Zeiss e com o Hubert Nasse, cientista responsável pelo laboratório de pesquisas e desenvolvimento da empresa.

Como é o processo de desenvolvimento da Carl Zeiss?
Oliver:  Estamos numa empresa com 160 anos de história e longa tradição de inovação. Nas últimas décadas, anotamos as mais importantes invenções de toda a indústria óptica, como o desenvolvimento de novos revestimentos e design mais eficiente. Não há em nosso segmento outra empresa que seja ativa em tantos campos, desde microscópios até cinema, passando por ótica de litografia e fabricação de semicondutores.

Em alguns campos, aprendemos a mover átomos de uma lente para melhorar seu sistema óptico. A experiência que ganhamos em um campo pode ser aplicada em outro. Provavelmente, uma tecnologia que desenvolvemos hoje para lentes cinematográficas, pode ser incluída em um smartphone da Nokia amanhã.

Por que criar uma câmera de 41 MP para um celular?
Hubert Nasse: Nós notamos que os usuários têm um grande desejo de obter zoom em suas câmeras compactas. O zoom óptico tradicional requer espaço para as lentes e, com as limitações de dimensão de um smartphone, concluímos que precisaríamos buscar outra solução, como recorrer ao zoom digital.

O zoom digital tradicional, com pequenos sensores, sempre resulta em uma perda de qualidade, pois o zoom tem de “adivinhar” pixels da imagem. A tecnologia PureView, criada para o Nokia 808, elimina essas desvantagens, tanto no aspecto óptico como de zoom digital. Tudo isso somado a um sensor de 41 MP permite que o usuário tenha um zoom de boa qualidade em seu smartphone.

A pequena distância entre a lente e o sensor, limitação comum em dispositivos compactos, não prejudica a qualidade de fotos feitas com o PureView? Qual a distância ideal entre sensor e lente? Hubert Nasse: A distância entre o último elemento da lente e o sensor tipicamente equivale a um terço do tamanho diagonal da imagem. Portanto, o tamanho de um módulo de câmera é determinado pelo tamanho do sensor. Para um determinado número de pixels, o tamanho do sensor varia conforme o número de pixels. Chegamos a uma equação muito boa no Nokia 808 que, auxiliada pela tecnologia PureView, permite obter imagens ótimas, mesmo em situações em que há pouca luz no ambiente.

Por qual razão vocês usam lentes de plástico nos smartphones e não de vidro, como ocorre em máquinas fotográficas?
 Oliver Schindelbeck: O principal benefício do plástico nas lentes para celulares é a possibilidade de manufaturar lentes extremamente esféricas em massa por um preço reduzido. Essas esferas permitem a construção de lentes com a maior possibilidade de correção das aberrações ópticas. Elas funcionam muito bem.

Qual o maior desafio para o laboratório da Carl Zeiss para o futuro?
Oliver Schindelbeck: O maior desafio provavelmente é identificar tecnologias interessantes em um estágio onde muitas pessoas ainda as considerem impossíveis. Quem poderia imaginar que uma câmera como a do Nokia 808 cinco anos atrás? Pode apostar que estamos trabalhando em novas tecnologias, aguarde um pouco e você as verá.

Fonte: http://goo.gl/9dVo7

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