A NATUREZA TRANSFORMADORA DA FOTOGRAFIAS DE DIANE ARBUS

em Mestres da Fotografia.

Diane Arbus, mestres da fotografia, natureza transformadora, vida á fotografia, carreira, preservação, escolas dee fotografia, amazon, Focus escola de fotografia, aulas de fotografia, cursos de fotografia sp, escolas de fotografia EAD, escola focus, cursos de fotografia presencial SP, Enio Leite, curso de fotografia profissional online, atletas nuas, aula de fotografia, fotografia profissional, São Paulo, SP,

Diane Arbus em um seminário da Escola de Design de Rhode Island em 1970 (Foto: Stephen A. Frank)

Gabriela Brina/Resumo Fotográfico

John P. Jacob viu pela primeira vez o trabalho de Diane Arbus em 1980, enquanto fazia uma aula de fotografia na faculdade para ajudá-lo em sua carreira de preservação arquitetônica.

O efeito de suas imagens era tão poderoso que ele sonhou com elas durante todas as noites da semana seguinte. Ele então decidiu dedicar sua vida à fotografia, tornando-se curador de fotografia no Smithsonian American Art Museum.

 Neil Selkirk era um jovem fotógrafo ajudando Richard Avedon em uma sessão de fotos da Anjelica Huston, quando ele encontrou pela primeira vez uma das imagens de Arbus na parede. Ele não tinha conhecimento dela na época, em 1969, mas ele estava “completamente devastado” pela imagem de três pessoas nuas e gordas em um campo.

As imagens da fotógrafa reuniram Jacob e Selkirk na produção de “Diane Arbus: A Box of Ten Photographs”, publicada recentemente pela Aperture e pelo Smithsonian American Art Museum para acompanhar uma exposição no museu. Jacob escreveu o ensaio para o livro e fez a curadoria da exposição, que vai até janeiro de 2019. Selkirk, que é a única pessoa a ter impresso os negativos de Arbus desde a sua morte em 1971, foi uma fonte para Jacob.

Alojados em um recipiente transparente de acrílico, os portfólios originais incluíam impressões em preto e branco de 16×20 polegadas, separadas por folhas de pergaminho com as descrições manuscritas da fotógrafa sobre suas obras.

As fotos incluíam algumas de suas imagens mais conhecidas, como as gêmeas idênticas, o judeu gigante e um jovem em bobes. O portfólio era uma edição limitada de 50, mas ela havia publicado apenas oito e vendeu quatro antes de morrer. Selkirk imprimiu as edições restantes.

Embora Arbus esteja entre as fotógrafas mais famosas do século 20 e muitas de suas imagens sejam familiares, Jacob conta que seu trabalho ainda era difícil de encontrar. Não é porque suas temáticas incluíam pessoas nas margens da sociedade, mas porque nos aproximamos de suas obras sobrecarregados pelos detalhes de sua vida conturbada e pelo suicídio aos 48 anos de idade.

Em maio de 1971, ela se tornou a primeira fotógrafa a participar da prestigiosa revista “Art Forum”. Philip Leider, editor da revista, não sabia se a fotografia merecia cobertura, mas quando viu o portfólio, decidiu publicá-lo e colocou a foto de Arbus em um chapéu de palha em um desfile pró-guerra na capa. Ela morreu dois meses depois.

“É difícil ver realmente o trabalho de Diane Arbus por causa de toda a bagagem que carregamos com ele. O projeto é sobre realmente olhar e reviver as imagens que conhecemos tão bem, mas que não conhecemos de alguma forma.”

Em 1972, seu trabalho foi apresentado na Bienal de Veneza e marcou Diane como a primeira fotógrafa americana a ter uma exibição no local. Isso levou Hilton Kramer a escrever no The New York Times que, dos seis americanos expostos, “é a falecida Diane Arbus, uma fotógrafa, que causou o maior impacto”.

Ele continuou: “Suas extraordinárias imagens de esquisitices humanas, em sua combinação inesperada de franqueza, precisão e simpatia é ao mesmo tempo altamente dramática e fortemente tocante, e nada mais no cenário americano pode competir com elas.”

Para Jacob, a experiência de trabalhar com essa edição do portfólio de Arbus foi “como voltar para casa para algo que eu conhecia muito bem” e uma oportunidade para contar uma nova história sobre o portfólio.

“As fotografias não são menos impressionantes, emocionantes e chocantes do que a primeira vez que as vi. As fotografias ainda são documentos incrivelmente poderosos de um momento.”

Selkirk conheceu Arbus quando se mudou para Nova York para ajudar o fotógrafo Hiro. Ele estudou com Arbus e deu-lhe conselhos técnicos. Quando ela morreu, ele se ofereceu para ajudar sua família e foi contratado para imprimir os portfólios restantes, assim como a monografia póstuma do “Aperture” e sua retrospectiva no Museu de Arte Moderna em 1972, que consolidaram sua reputação.

Ela teve uma independência impressionante de todas as convenções e ignorava tudo o que a grande maioria dos fotógrafos considerava natural”, explicou ele.

Ao usar o contraste, ela “alegremente” suprimiu detalhes em fotos que a maioria dos fotógrafos se esforçou para mostrar, acrescentou.

Em mais de quatro décadas desde que Selkirk encontrou pela primeira vez o trabalho de Arbus, ele se tornou intimamente familiarizado com as imagens que forçaram as fronteiras da convenção social e forjaram um lugar para ela no mundo da arte.

“A coisa toda era sobre ela querer que você visse, para compartilhar sua experiência do momento e do significado do que ela testemunhou, e essa foi uma abordagem completamente diferente de qualquer outro fotógrafo que eu já conheci. Eles estão tentando fazer uma foto. Ela não dava a mínima para isso como ideia motivadora. Sua motivação era apresentar um documento de algo que ela tinha experimentado.”

Fonte: https://goo.gl/QeVvSw

 Aproveite para rever mais dicas sobre os mestres da fotografia suas apostilas, bibliografias e vídeos das aulas de fotografia dos cursos profissionalizante da Escola Focus.

Sobre o autor

ATENÇÃO: OS TEXTOS, MATÉRIAS TÉCNICAS, APRESENTADAS NESSE BLOG SÃO PESQUISADAS, SELECIONADAS E PRODUZIDAS PELOS ALUNOS, PROFESSORES E COLABORADORES DA FOCUS PARA USO MERAMENTE DIDÁTICO E COMPLEMENTAR ÁS AULAS DE FOTOGRAFIA NAS MODALIDADES DE CURSOS PRESENCIAIS OU A DISTÂNCIA EAD, MANTIDOS PELA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA, SEM QUALQUER OUTRO TIPO DE PROPÓSITO, RELEVÂNCIA OU CONOTAÇÃO. PARA MAIORES INFORMAÇÕES CONSULTE https://focusfoto.com.br A Focus é a única escola de fotografia no Brasil, que oferece ao aluno o direito de obter seu REGISTRO LEGALIZADO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL, emitido pelo Ministério do Trabalho, por meio de cursos com carga horária total de 350 horas, incluindo períodos de estágio, preparo e defesa de TCC OS CURSOS DA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA SÃO RECONHECIDOS PELA LEI N. 9.394, ARTIGO 44, INCISO 1 (LEI DE EDUCAÇÃO) O REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL é unificado, sendo o mesmo obtido pelas melhores Universidades Públicas do Estado de São Paulo. E você poderá obtê-lo EM QUALQUER MODALIDADE DE CURSOS DA FOCUS, presenciais ou a distância EAD em menos de 6 meses de curso. O aluno obterá seu REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL diretamente nas agências regionais do Ministério do Trabalho e Emprego. Este registro é fundamental para o exercício legal da profissão, constituição de seu próprio negócio, ingressos em concursos públicos e processos admissionários em empresas de fotografia, públicas ou particulares, bancos de imagens, agências de notícias, jornalismo e consularização de seu registro de fotógrafo, caso queira trabalhar em outros países ou Ongs. Internacionais, como "FOTÓGRAFOS SEM FRONTEIRAS" entre outras modalidades. SEJA FOTÓGRAFO DEVIDAMENTE REGULAMENTADO. QUALIDADE E EXCELÊNCIA EM EDUCAÇÃO FOTOGRÁFICA É NOSSO DIFERENCIAL HÁ MAIS DE QUATRO DÉCADAS. Os alunos recém-formados pela Focus competem em nível de igualdade com fotógrafos profissionais que estão no mercado há mais de 30 anos. Na FOCUS, o aluno entra no mercado de trabalho pela porta da frente! Os alunos, após formados, são encaminhados para o mercado de trabalho. Cursos 100% práticos, apostilados e com plantão de dúvidas. Faça bem feito, faça Focus! Há mais de 44 anos formando novos profissionais. AUTOR DO PROJETO e MEDIADOR DESSE BLOG: Prof. Dr. Enio Leite Alves, Professor Titular aposentado da Universidade de São Paulo, nascido em São Paulo, SP, 1953. PROF. DR. ENIO LEITE: Área de atuação: Fotografia educacional, fotografia autoral, fotojornalismo, moda, propaganda e publicidade. Pesquisador iconográfico. Sociólogo, jornalista, físico, fotoquímico, inventor e docente universitário. Fotografo de imprensa desde 1967, prestando serviços para os Diários Associados e professor do Sesc e do Curso de Artes Fotográficas Senac Dr. Vila Nova, São Paulo. Fotografo do Jornal da Tarde em 1972 -1973. Em 1975, funda a FOCUS – ESCOLA DE FOTOGRAFIA, primeira instituição de ensino técnico e tecnológico da AMÉRICA LATINA. No mesmo ano, suas fotos são premiadas na 13ª Bienal Internacional de São Paulo, quando a fotografia passa a reconhecida pela primeira vez como obra de valor artístico. Enio Leite, fundador do MOVIMENTO PHOTOUSP no início dos anos 70, com Raul Garcez e Sergio Burgi, entre outros, no centro acadêmico da Escola Politécnica, na Cidade Universitária, São Paulo-SP. Professor de fotografia publicitária da Escola Superior de Propaganda e Marketing, (ESPM), 1982 a 1984. Mestre em Ciências da Comunicação em 1990, pela Escola de Comunicação e Artes, USP. Doutor em História da Fotografia, Fotoquímica, Óptica fotográfica e Fotografia Publicitária Digital, em 1993, pela UNIZH, Suíça. No ano de 1997 obteve Livre Docência na Universitá Degli Studi di Roma Tre. Professor convidado pela Miami Dade University, Flórida, 1995. Pesquisador e escritor, publicou o primeiro livro didático em língua portuguesa sobre fotografia digital, Editora Viena, São Paulo, maio 2011, já na quarta edição e presente nas principais universidades brasileiras portuguesas. Colabora com artigos, ensaios, pesquisas e títulos sobre fotoquímica, radioquímica, técnica fotográfica, tecnologia digital da imagem, semiótica e filosofia da imagem para publicações especializadas nacionais e internacionais. (Fonte: Agência Estado - 12/03/2019)

Deixe seu comentário

  • (não será mostrado)