FORMULÁRIO FOTOGRÁFICO: FOTOQUÍMICOS EM PRETO E BRANCO

O PROCESSO FOTOGRÁFICO

       O filme fotográfico consiste, normalmente, de uma base ou Suporte mecânico, a base de triacetato de poliester, no qual é depositada  minúsculos cristais , denominados por halogenetos de prata, geralmente sais de brometo, cloreto, iodeto, ou de uma combinação destes.

      Estes sais de prata estão suspensos em uma gelatina ou em uma camada da mesma. Quando o material é exposto a luz, na câmera, ou mesmo em condições apropriadas dentro do laboratório fotográfico, não ha qualquer efeito visível. Há, entretanto, uma alteração fotoquimica, a qual se denomina por IMAGEM LATENTE.

      As imagens latentes das emulsões são bastante estáveis as temperaturas normais, e se conservam inalterados por 72 horas. Quando armazenados em níveis bem baixos de temperatura, como na câmera fria ou geladeira, a imagem pode permanecer revelável durante vários anos. Entretanto, a elevada temperatura, umidade, ou o fato de estar exposta a emanações químicas, pode acelerar o processo de oxido-redução e completar a perda da imagem latente em poucos dias. por isso, aconselha-se revelarmos as emulsões (tanto o filme como o papel), o mais rápido possível, depois de expostos.

      Quando o material sensível já exposto a luz é submetido a ação química reveladora, o revelador reage com os cristais de halogeneto de prata, reduzindo e oxidando-os, acabando por transformá-los em minúsculos grãos de prata metálica. Os cristais não expostos sofrem também, a ação do revelador, mas de forma muito mais lenta. Apenas uma quantidade muito pequena de prata e revelada, formando o VÉU DE BASE OU DENSIDADE DE VELATURA.

      Depois de revelada a imagem latente até a densidade desejada, necessitamos neutralizar o efeito da solução reveladora. Para isto, utilizamos uma solução levemente ácida, denominada INTERRUPTOR. 

      Contudo, os cristais de halogenetos de prata não revelados ainda permanecem na emulsão, precisam ser removidos, caso contrário serão sensibilizados pela luz, comprometendo a estabilidade e permanência da imagem. Este processo é conhecido por fixagem. O FIXADOR é geralmente composto de Tiossulfato de Amônia ou de Sódio, denominado comercialmente por HIPOSSULFITO.

      A solução fixadora forma um composto solúvel com os cristais de prata não revelados e os dissolve. No entanto, após fixada, a emulsão continua saturada com os produtos químicos do fixador e sais de prata dissolvidos. A permanência desses elementos provocara a lenta decomposição da imagem fotográfica, com manchas e desaparecimento gradual. Afim de obtermos negativos e copias estáveis, é necessário que sejam muito bem lavados em água corrente.

             


 

              COMPOSIÇÃO DA SOLUÇÃO REVELADORA

 

 

      Cada uma das fórmulas de revelador contém componentes imprescindíveis para a formação da imagem. Estes são os seguintes:

   

           AGENTE REVELADOR - Sua função é de reduzir quimicamente o halogeneto de prata exposto a luz, para  formar uma imagem de PRATA METÁLICA. Os mais utilizados são: METOL, FENIDONA e HIDROQUINONA.

 

           AGENTE ACELERADOR - Só reage corretamente em presença de um alcali ou base. São os aceleradores do processo de revelação, cuja função básica é de expandir a emulsão para que o processo de oxido redução ocorra mais rapidamente. Cada base selecionada, conforme seu grau de alcalinidade produz maior ou menor grau de atividade da solução reveladora. Os alcalis normalmente utilizados são: Tetraborato de Sódio ou BÓRAX, Metaborato de Sódio, ou KODALK, Carbonato de Sódio, e por fim, Hidróxido de Sódio (SODA CÁUSTICA).

 

           AGENTE CONSERVADOR - Quando os agentes reveladores são dissolvidos em água e a solução é exposta ao ar, o oxigênio reage com eles, formando produtos de oxidação. Essa reação ocorre, por exemplo, quando o revelador é colocado em banheiras. por outro lado, o próprio oxigênio da água reage com as substâncias reveladoras, decompondo-as. O preservador normalmente utilizado para retardar essa decomposição é o SULFITO DE SÓDIO. A presença de alcalis muito fortes também oxidam os agentes reveladores. por isso, dependendo do tipo de base utilizada em cada formula, a porcentagem de sulfito varia proporcionalmente.

 

           AGENTE LIMITADOR OU RETARDADOR - A ação dos agentes reveladores sobre as áreas da emulsão não expostas a luz precisa ser controlada, afim de que não haja produção de véu alem do normal (Véu de Base ou Densidade de VELATURA) e para que a transparência do negativo seja aceitável. O BROMETO DE POTÁSSIO é normalmente utilizável para essa função.

 

             

              FATORES DETERMINANTES DA DENSIDADE DA IMAGEM

 

      São, basicamente o tempo de exposição da emulsão (aquela que consideramos correta) e a extensão do revelador. A extensão do revelador é uma função conjugada, resultante da condição da solução reveladora, que poderá ser utilizada concentrada ou diluída, temperatura do revelador, do critério de agitação e da própria vida útil do revelador. A atividade do revelador, e consequentemente a sua reprodução das escalas tonais (densidade) é determinada por sua composição química, temperatura, agitação, concentração e pelo grau de fatiga da solução.

 

              TEMPO DE REVELAÇÃO

 

      O material sensível, depois de exposto a luz, quando colocado no revelador, sofre uma reação química (oxido redução) - a solução reveladora penetra na emulsão e começa a reduzir os cristais de prata que receberam luz, transformando-os em prata metálica. Temos assim o processo de oxido redução. A diferença de densidade entre as áreas de altas luzes (mais claras) e de sombras vai aumentando, porque o grau de revelação, dentro de um certo tempo, é proporcional ao volume de exposição recebido. A revelação deverá ser INTERROMPIDA, assim que o grau de densidade e contraste desejado tiver sido atingido.

 

              TEMPERATURA DA SOLUÇÃO E TEMPO DE REVELAÇÃO

 

      O tempo de revelação é afetado pela temperatura do revelador. Aumentando-se a temperatura, a velocidade da reação do revelador aumenta. Assim, o contrário também e válido. Quando a temperatura do revelador diminui, a reação do revelador é mais lenta. O tempo de revelação recomendado, produziria neste caso, uma revelação insuficiente. A temperatura ideal, recomendada por todos os fabricantes é de 20 graus C. Abaixo de 18 C., os agentes reveladores perdem seu poder de ação. Acima de 24 C., a ação do revelador é muito rápida, que já não temos mais condições de controla-la. A temperatura ideal de 20 C. pode ser obtida por meio de "banho - Maria", com água fria ou quente, dependendo do caso. Pode-se também elaborar tabelas de tempo de revelação, para as faixas de temperatura entre 18 a 24 C., embora não seja recomendada por alguns fabricantes. O critério é muito simples: conhecido o tempo necessário para a revelação de determinada emulsão a 20 C. (temperatura ideal), elabora-se tabelas com a aplicação de regra de três inversa, pois quanto maior a temperatura, menor será o tempo de revelação, para assim obtermos o tempo de revelação mais próximo possível em outras temperaturas.

EXEMPLO; Revelador D76 diluído 1:1, filme Ilford FP4 PLUS ISO 125/22.TEMPO DE REVELAÇÃO A 20 C.: 8 1/2 Minutos. Temperatura do Revelador hoje: 18 C. Como a temperatura está mais baixa, o tempo de revelação será maior. Dessa forma, multiplicamos o tempo de revelação dado (8.5 min) pela temperatura dada (20 C), e dividimos pela temperatura atual. Assim, 8.5 x 20 = 170 : 18 = 9 minutos de revelação.

 

              A AGITAÇÃO DO REVELADOR

 

      Se as emulsões forem mergulhadas no revelador e ai permanecerem, sem nenhuma agitação, a reação química será iniciada mas logo se retardará, pois haverá uma exaustão dos agentes reveladores. Se o material for agitado, novas proporções de revelador ativo virão tomar o lugar daquelas já gastas e a atividade da revelação permanecera constante. As tabelas com os tipos de reveladores e tempos de revelação indicados pelos fabricantes, normalmente são acompanhadas das seguintes instruções:

 

           REVELAÇÃO EM BANHEIRAS - (PARA PAPEIS OU CHAPAS DE GRANDE FORMATO) - Agite Constantemente.

 

           EM CUBAS OU TANQUE GRANDE: Agite uma vez por minuto, ou seja, agite constantemente durante os dez primeiros minutos da revelação, em seguida, deixe descansar por 50 segundos, agite novamente durante 10 segundos, descanse os próximos 50 segundos, e mantenha esse padrão até o final da revelação.

 

           TANQUE PEQUENO: Agite uma vez a cada 30 segundos, ou seja, agite constantemente os primeiros 5 segundos, deixe descansar por 25 segundos, agite novamente por 5 segundos, descanse os próximos 25, e mantenha esse padrão até o final da revelação.

 

           AGITAÇÃO por INVERSÃO: Alguns fabricantes, entretanto, recomendam a agitação por inversão. Este método consiste em agitar o tanque constantemente durante o primeiro minuto de revelação, e em seguida desvirando o tanque, sem nenhuma agitação adicional, de cabeça para cima e depois de cabeça para baixo, em intervalos de 30 segundos.

 

           IMPORTANTE: Cada método de agitação produz resultados diferentes, pois interferem diretamente na atividade do revelador. Portanto, antes de revelar o filme, consulte na tabela de revelação da sua bula, qual o tipo de revelador recomendado, tempo de revelação, e padrão de agitação. Lembre-se de ter sempre a bula a mão, tanto para fotografar, como para processar seu filme. Estes procedimentos são imprescindíveis para a obtenção de bons resultados.

            

              A  DILUIÇÃO DO REVELADOR

 

      Todas as fórmulas aqui apresentadas são para solução tipo "estoque", ou solução concentrada. Podem ser utilizadas "pura" ou diluída, conforme as especificações de cada tipo ou sensibilidade de filme.

      A solução concentrada, produz maior contraste, com poucos intervalos de cinza. A medida em que a solução reveladora é diluída, normalmente nas proporções 1:1, 1:2, ou 1:3, teremos como resultado um negativo mais suave, com maior escala de cinza.

      Como regra geral, podemos adotar o seguinte critério: Para papeis tipo fibra, o contraste de negativo recomendado, é aquele produzido com revelador concentrado ou 1:1. Para papéis resinados, recomenda-se diluir o revelador 1:2 ou ainda 1:3.

 

              A AGITAÇÃO DO INTERRUPTOR E FIXADOR

 

      A agitação do interruptor, salvo recomendações específicas do fabricante deverá ser constante. O tempo de interrupção normalmente utilizado para filmes e papeis de fibra, é normalmente entre 30 segundos a 1 minuto, e para papeis resinados, de 10 segundos.

      Para o fixador, entretanto, devemos obedecer o mesmo critério de agitação adotado na revelação. O tempo de fixação, varia em função da sensibilidade e da indicação de cada fabricante. O processo de fixagem pode ser inspecionado a luz ambiente 3 minutos depois de estar submerso na solução fixadora. Neste caso, devemos observar quanto tempo o negativo consome para ficar totalmente transparente. Determinado este tempo, devemos dobrá-lo, afim de obtermos uma fixagem perfeita.

 

CONDIÇÕES PARA O PREPARO E UTILIZAÇÃO DAS SOLUÇÕES FOTOGRÁFICAS.

 

      A primeira condição básica para a instalação de um laboratório fotográfico, é de que o local escolhido seja seco, bem arejado e com boa ventilação. A umidade é prejudicial não só aos produtos químicos e papeis fotográficos, como também aos demais equipamentos e acessórios ali encontrados, como ampliadores, objetivas, chassis, timers e outros. por outro lado, é necessário manter o máximo de asseio em nosso local de trabalho. A poeira poderá trazer uma serie de conseqüências aos nossos negativos, as objetivas do ampliador e o resto de produtos químicos espalhados, e além de serem prejudiciais a nossa saúde, poderá contaminar outros banhos. Tanto os produtos químicos, como as soluções fotográficas, deverão ser armazenadas em vidros escuros, devidamente rotulados. Não se recomenda guardar as soluções e os sais no mesmo lugar. As soluções já prontas devem ser removidas para outro local, e suas tampas deverão ser de vidro, ou plástico, na medida exata. A entrada de ar nos frascos, tanto nas soluções, como nos produtos químicos, prejudica-os sensivelmente. Não devemos esquecer que alguns produtos químicos são venenosos e crianças deverão permanecer longe do laboratório fotográfico.

      Os instrumentos utilizados no preparo das soluções devem ser também mantidos em asseio absoluto, pois qualquer negligência, por mínima que seja, poderá contaminar as soluções e neutralizar suas funções químicas. Antes e depois do processamento, ou mesmo da manipulação de formulas, é conveniente lavar em água corrente todos os apetrechos utilizados.    

              PREPARO DAS SOLUÇÕES:

 

           1) Recomendamos  o  máximo cuidado ao preparar e armazenar soluções, lavando sempre em água corrente os elementos utilizados na preparação entre uma e outra solução, pois a contaminação inevitavelmente afetará a qualidade das mesmas, prejudicando o resultado final.

                         2) É indispensável usar água destilada, ou na falta da mesma,  filtrada, aditivada com 0.5 g/litro de  EDTA Bissódico(pH 8.10) ou Tetrasódico (ph 11.8) (Tritriplex III)* para o preparo das soluções. O EDTA atua como desmineralizador, pois dissolve os sais minerais,e óxidos metálicos, tornando-os inertes nas soluções fotográficas.Dissolva primeiramente o EDTA antes de manipular qualquer tipo de fórmula.

           3) Salvo recomendação especial, os produtos químicos devem ser dissolvidos na ordem em que estiverem descritos na fórmula.

           4) Para bom desempenho dos produtos é imprescindível o uso de material de fácil limpeza, e inertes as soluções químicas, como aço inoxidável, cristal, vidro e, em ultimo caso plástico (devido a sua superfície porosa, pois com o uso acumula resíduos químicos). O uso de madeiras, metais, ou mesmo ferro no preparo ou armazenamento das soluções irão reagir com os compostos químicos, oxidando e acelerando sua deterioração, não sendo portanto, recomendados.

           5) As  soluções preparadas e bem dissolvidas devem ser filtradas (utilize o próprio funil com um pouco de algodão preso no fundo, ou filtro de papel) e ficarão transparentes. A tonalidade leitosa indica má dissolução, ou filtragem inadequada.

           6) O armazenamento  deverá ser feito em recipiente de cristal, vidro ou, em ultimo caso, plástico de côr escura (âmbar), etiquetados como corresponde cada solução, com tampas ou rolhas bem vedadas, para impedir contato com o ar, e isentos de contaminação.

           7) Durante a dissolução, devemos aguardar um intervalo de 2 minutos, antes de agregar o produto seguinte. A dissolução ocorre mais ou menos rapidamente, conforme a propriedade do produto, e é sempre indicado apressá-la mediante a agitação regular e uniforme com um bastão de cristal, vidro ou plástico. A agitação deve ser de modo a não ocasionar excesso de bolhas de ar, que causariam a oxidação excessiva da solução e favorecem a oxidação rápida do banho.

* Obs. O EDTA Tetrasódico deverá ser utilizado com água de poço artesinano, quando esta for muito ácida.

 

           8) A filtragem das soluções é necessária, pois embora a água possa ser limpa, os produtos químicos nem sempre o são. De modo que é muito comum a permanência de impurezas na solução. Após o uso dos banhos podemos detectar

algodão preso no fundo, ou filtro de papel) e ficarão transparentes. A tonalidade leitosa indica má dissolução, ou filtragem inadequada.

           9) Para melhores resultados, recomenda-se utilizar as soluções 24 horas depois de preparadas.


 

              OS REVELADORES

 

      Os reveladores estão classificados em três grandes grupos específicos segundo a qualidade de imagem, densidade e granulação que produzem :

 

           O primeiro grupo e denominado REVELADORES UNIVERSAIS, empregados para todos os tipos de processamento, tendo como única função, revelar a imagem. Destinados tanto para o filme, quanto para a revelação do papel, apresentam índice de contraste extremamente alto e ação relativamente rápida, pois revelam a emulsão até a sua densidade máxima em um prazo bem curto de tempo. Produzem negativos duros, muito densos, mas de granulação grossa. São geralmente utilizados onde o fator tempo antecede ao de qualidade, como nos jornais e imprensa em geral. 

 

           1) REVELADOR KODAK D 72 - Recomendado por Kodak para papeis fibra, tipo tom frio e para papéis resinados. Pode ser utilizado puro, para a obtenção de contrastes máximos - tempo de revelação a 20 C, de 45 seg. a 1.5 min. Pode-se também diluir 1:1 - Tempo de revelação a 20 C, de 1 a 2 min. DILUIÇÃO PADRÃO 1:2 - Tempo de revelação a 20 C, de 1.5 a 3 minutos. Diluído 1:3, produz excelente graduação de cinzas - Tempo de Revelação, a 20 C, de 2 a 3 minutos. Substituindo o METOL por FENIDONA (0.5 g / litro), teremos o revelador DEKTOL. No entanto, quando utilizado para a REVELAÇÃO DE NEGATIVOS, sua ação é relativamente rápida, produzindo negativos muito densos e granulação sofrível. TEMPO DE REVELAÇÃO PARA FILMES A 20 C : Puro, 1.5 min. Diluído 1:1, 2 min. 1:3, 3.5 min. e 1:4, 7 min.

 

           2) REVELADOR ILFORD ID 20 - Recomendado por Ilford para todos os tipos de papeis. Diluições e tempos de revelação: VIDE REVELADOR KODAK D 72. Substituindo o METOL por FENIDONA, teremos o revelador ILFORD BROMOPHEN.

 

           3) REVELADOR KODAK D 52 - Revelador para papéis de tom quente. Produz pretos castanhos agradáveis. Pode ser utilizado puro, diluído 1:1, ou ainda 1:2. Tempos de revelação: VIDE REVELADOR KODAK D 72. Substituindo o METOL por FENIDONA (0.3 g / litro), teremos o KODAK SELECTOL.

 

     Para os reveladores de papeis a base de Fenidona/hidroquinona, tipo Bromophen ou Dektol,fórmula original norte  americana, recomenda-se acrescentar uma grama de hidróxido de sodio P.A para cada litro de revelador diluido. A soda caustica (NaOH)tem por finalidade elevar o pH da solução, produzindo brancos mais puros e melhor distribuição da escala de cinzas.

Atenção: Não aplique este método para reveladores de filmes, pois acarretará em um grande aumento da granulação !

 

           4) REVELADOR BEERS EM DUAS SOLUÇÕES - Revelador de contraste variável, apresentando sete escalas distintas de contraste, dependendo das proporções empregadas das soluções A (Suave) e B (Duro). A fôrmula que apresentamos foi adaptada e amplamente testada por ANSEL ADAMS.

 

Utiliza-se o Beers em dois Reveladores: Revelador A (Suave) e Revelador B (Duro). Para tanto, Dilui-se a solução A 1:2,  e a solução B 1:1, acrescentando 50 ml de A . O tempo total nos dois reveladores é de 3 minutos, podendo ser divididos entre os mesmos, dependendo do contraste que se queira atingir. Sempre inicie o processo do A para o B, e não ao contrário.

 

FÓRMULAS: REVELADORES  D 72   ID20   D 52   BEERS A  BEERS B

QUANTIDADE EM GRAMAS

ÁGUA ml (50 C)          700    700    700      700       700

METOL                   3      3      1.5      8          -

SULFITO DE SÓDIO        45     50     22.5     23        23

HIDROQUINONA            12     12     6        -         8

CARBONATO DE SÓDIO      80     60     17       20        27

BROMETO DE POTÁSSIO     2      4      1.5      2.        4.

COMPLETAR COM ÁGUA

ATÉ                    1 L.   1 L.   1 L.     1 L.      1 L.

 

           REVELADOR KODAK D 64 B

 

      Revelador recomendado por KODAK, para obtenção de contrastes enérgicos. Pode ser utilizado em substituição ao BEERS B, gerando pretos mais profundos.  Diluir 1:1, e acrescentar 50 ml de Beers A.  Revelar de 1 a 2 minutos em cada banho, em função do resultado desejado.

 

ÁGUA NÃO ACIMA DE 50 C.........................700 ml.

SULFITO DE SÓDIO ANIDRO.........................33.8 g.

HIDROQUINONA...................................19.2 g.

CARBONATO DE SÓDIO ANIDRO......................26.9 g.

BROMETO DE POTÁSSIO............................ 2.4 g.

ÁGUA, q.s.p.................................... 1.0 litro.               

 

           REVELADORES GRÃO FINO

 

      O segundo grupo engloba os REVELADORES GRÃO FINO, destinados unicamente para o processamento de filmes. De alto poder resolutivo e boa definição, sua ação é um tanto retardada, o que eqüivale dizer que um bom número de camadas da emulsão são reveladas. Tem por função principal respeitar a estrutura original do filme, não afinam, nem diminuem a granulação, de forma que a emulsão deverá ser de natureza fina.

      Não devemos contudo, esquecer que outros fatores como temperatura elevada, falta de agitação e revelação forçada contribuem diretamente para o aumento da granulação, de forma que o revelador grão fino só surte efeitos desejados quando forem respeitadas todas as condições indispensáveis para uma boa revelação.


 

 

           REVELADOR KODAK D 76 - Revelador Grão Fino Clássico (sua fórmula original data de 1927, quando foi apresentada sob o nome de ID11, nos formulários ILFORD, Inglaterra). O ALCALI empregado é o BÓRAX (Tetraborato de Sódio), que sendo menos enérgico em relação ao Carbonato de Sódio, conserva muito melhor o grão fino do material. É um revelador de boa conservação, produz negativos brilhantes, de alta definição e bom poder resolutivo de imagem. Devido a sua excelente latitude de revelação e pouca produção de véu de base, pode-se prolongar ou reduzir o tempo de processamento, afim de obter negativos mais suaves ou contrastados, sem contudo alterar a estrutura original da emulsão. Substituindo o METOL por FENIDONA (0.3g/litro), teremos o revelador ILFORD ID11 PLUS.

 

           REVELADOR ILFORD MICROPHEN - Revelador grão fino,

de contraste alto, especialmente indicado para filmes puxados ou para cenas de baixo contraste. Nessas condições produz resultados superiores em relação ao D 76 e outros reveladores da sua categoria, sem contudo distorcer a densidade ou aumentar a granulação da emulsão. A formula que apresentamos foi publicada nos anuários do BRITISH JOURNAL OF PHOTOGRAPHY.

 

           REVELADOR KODAK D 23 - Devido a sua composição simples e rápido preparo esse revelador é muito popular entre os profissionais avançados, tendo sido muito usado pelo próprio ANSEL ADAMS., devido a sua granulação fina e contraste suave. O tempo de revelação varia bastante em função da marca e da sensibilidade da emulsão. Para os primeiros testes, entretanto, recomenda-se 10 minutos a 20C. Pode-se também utilizar a tabela de tempos e temperatura do REVELADOR KODAK MICRODOL, aumentando-se os tempos de revelação entre 10 a 20%, já que as características químicas são parecidas.

 

FORMULAS:  REVELADORES    D 76       MICROPHEN          D 23

QUANTIDADE EM GRAMAS

ÁGUA ml (50C)             700         700                700

METOL                     2           -                  7.5

SULFITO DE SÓDIO          100         85                 100

FENIDONA                  -           0.13                -

HIDROQUINONA              5           5                   -

BÓRAX                     2           7                   -

ÁCIDO BÓRICO              -           2                   -

BROMETO DE POTÁSSIO       -           1                   -

ÁGUA ATÉ                1 L.        1 L.                1 L.


 

           REVELADOR KODAK DK 50

 

      Revelador especialmente recomendado para uso comercial e para portraits. Apresenta como diferença negativos mais densos e contrastados em relação ao D 76. Pode ser utilizado tanto puro, quanto diluído 1:1. Especialmente recomendado para filmes KODAK TRI X.

Água, não acima de 50 C............ 700 ml

METOL.............................. 2.5 g

Sulfito de Sódio Anidro............ 30  g

Hidroquinona....................... 2.5 g

Kodalk (Metaborato de Sódio)....... 10  g

Brometo de Potássio Anidro......... 0.5 g

Água q.s.p......................... 1.0 litro.

 

 

              REVELADORES SUPER GRÃO FINO

 

      O terceiro principal grupo pertence aos REVELADORES SUPER GRÃO FINO, que tem por pressuposto não produzir grão, o que é indispensável para grandes ampliações. Necessitam, portanto, de um tempo relativamente longo para produzirem bons contrastes e máxima definição. Já que uma revelação muito prolongada (revelação forçada), novamente causaria granulação, temos que alterar a sensibilidade original do filme durante a exposição, afim de manter estável o tempo de revelação. O critério de alteração de sensibilidade varia de acordo com o tipo e a ação do revelador. Alguns não exigem mais de 50% de perda da sensibilidade original, produzindo grão extremamente finos, mas de contraste suave. Outros requerem um aumento de 100%, por serem mais ativos, proporcionando granulação mínima  e contrastes acentuados. Os mais indicados atualmente são os REVELADORES DA LINHA FX.

      Esta linha foi desenvolvida pelo inglês G. W. Crawley, grande pesquisador dos processos de revelação, cujas conquistas são veiculadas no anuário do BRITISH JOURNAL OF PHOTOGRAPHY. São, ao todo, 19 fórmulas, específicas para cada caso. Delas, destacaremos apenas as três principais, imprescindíveis para a obtenção de negativos com a máxima qualidade.

      COMO PREPARAR OS REVELADORES: Nas fórmulas FX 5 e FX 5b, dissolva primeiramente um pouco de sulfito, em seguida o metol, e por fim o resto de sulfito. Na fórmula FX 11, sempre dissolva a hidroquinona antes ou junto com a fenidona, para evitar a oxidação da solução.

 

      O REVELADOR FX 5 foi desenvolvido especialmente para os filmes da linha KODAK. Produz granulação extremamente fina, contraste suave com ligeira perda de sensibilidade (-30%). Sua fórmula é a evolução do REVELADOR KODAK MICRODOL, podendo ser utilizada sua tabela de temperatura, diluição e tempos de revelação.


 

      O REVELADOR FX 5b, embora apresente as mesmas características do FX 5, foi especialmente desenvolvido para os filmes da linha ILFORD. Sua fórmula é a evolução do REVELADOR ILFORD PERCEPTOL, onde podemos empregar a sua tabela de temperatura, diluição, e tempos de revelação.

 

      O REVELADOR FX 11, é mais enérgico, requerendo um aumento de sensibilidade de 100%, sendo especifico para filmes puxados. Sua fórmula é a evolução do REVELADOR ILFORD MICROPHEN, cuja tabela de temperatura, diluição e tempos de revelação são perfeitamente compatíveis, e com resultados superiores.

 

 

FORMULAS:    REVELADORES      FX 5        FX 5b        FX 11

ÁGUA ml      (50 C)           700         700          700

QUANTIDADE EM GRAMAS

METOL                         5           4.5           -

FENIDONA                      -            -           0.25

HIDROQUINONA                  -            -           5

GLICINA                       -            -           1.5

SULFITO DE SÓDIO              125         125          125

BÓRAX                         3            -           2.5

METABORATO DE SÓDIO

(KODALK)                      -           2.25          -

BISSULFITO DE SÓDIO           -           1             -

ÁCIDO BÓRICO                  1.5         -             -

BROMETO DE POTÁSSIO           0.5         0.5          0.5

                   COMPLETAR COM ÁGUA ATE 1.0 LITRO

        OBSERVAÇÃO: A GLICINA TAMBÉM É DENOMINADA por GLICOCOLA OU ÁCIDO AMINOACETICO.

 

              INTERRUPTORES

 

      Os banhos interruptores são em geral uma solução ácida, tendo como única finalidade neutralizar imediatamente a ação do revelador alcalino. Assim, todo o material revelado, tanto o negativo como o positivo passam para o fixador totalmente livres do banho anterior, prolongando a vida útil do mesmo. Muitas vezes é importante fazer com que a revelação se interrompa em dado momento com a exatidão de segundos, como é o caso por exemplo, do emprego de reveladores muito rápidos, onde alguns segundos já fazem acentuada diferença na densidade do negativo. A solução interruptora por sua vez também atua como alvejante, reduzindo sensivelmente o véu de base, propiciando melhor separação tonal. por outro lado, a substituição do banho interruptor por lavagem em água corrente, alem de não ser recomendada, sobrecarregara a função química do fixador, pois este terá que atuar ao mesmo tempo como interruptor e fixador, reduzindo assim a sua vida útil.

      Enfim, o banho interruptor tem a vantagem de estancar imediatamente o processo de revelação, fazendo com que os materiais a ele submetidos adquiram a transparência e brancura que caracterizam os trabalhos de alta qualidade. Vejamos logo abaixo as fórmulas mais utilizadas:

 

           1) INTERRUPTOR A BASE DE ÁCIDO ACÉTICO - são os mais difundidos entre a maioria dos fotógrafos. Porém, o mais correto é utilizar duas fórmulas específicas, uma para filmes, e outra para papéis, já que os reveladores empregados nesses dois tipos de processamento são distintos e possuem diferentes graus de alcalinidade.

PARA FILMES:   Ácido Acético Glacial    15 cc

               Água até.............    1  litro.

Tempo de interrupção: de 30 seg. a 1 minuto a 20 C.

 

PARA PAPEIS:   Ácido Acético Glacial    25 cc

               Água até.............    1  litro.

Tempo de interrupção: para papéis tipo RC (Resinado) 10 seg.

Para papéis tipo Fibra: 1 minuto a 20 C.

 

          2) INTERRUPTOR A BASE DE ÁCIDO CÍTRICO. Destinados a aqueles que possuam problemas respiratórios, ou mesmo indisposição ao ácido acético.

               Ácido Cítrico Puro       20 cc

               Água até..........       l  litro. 

  

           3) INTERRUPTOR A BASE DE BISSULFITO DE SÓDIO - Apesar do odor do ácido forte, este tipo de interruptor é recomendado após o uso de reveladores muito alcalinos ou em caso de revelação forçada (puxada), já que o BISSULFITO é um agente alvejante (Clareador) mais enérgico, contribuindo para a eliminação do véu de base.

              BISSULFITO de Sódio       20 g

              Água até  ..........       1 litro.

Observação: Pode-se empregar o Metabissulfito de Potássio em iguais proporções.

 

INTERRUPTOR ENDURECEDOR

 

      Em regiões tropicais, onde a temperatura ambiente é muito elevada, torna-se difícil manter o processamento em temperatura adequada. O fato de resfriar o revelador não é suficiente, pois estando os outros banhos em  temperatura mais alta, o choque térmico seria inevitável, reticulando a emulsão, podendo até desprendê-la. Para que possamos processar nossos materiais nessas condições, temos que empregar o INTERRUPTOR ENDURECEDOR.                                                      

              Alúmen de Cromo ou

              Potássio..........   15 g

              Metabissulfito  de

              Potássio..........   15 g

              Água até..........   1  litro. 

Observação: Nessa  formula, não podemos substituir o Metabissulfito pelo BISSULFITO, pois o mesmo irá precipitar o Alúmen.

      Primeiramente, temos que manter a temperatura do revelador, interruptor e fixador em iguais condições, ou seja, a 20 C. O emprego de fixador endurecedor é necessário, para que a emulsão não se desprenda. Após fixado, utiliza-se uma solução de auxiliar de lavagem para abreviar a lavagem final, que poderá ser feita em temperatura ambiente.

 

              HYPO CLEANNING  KODAK HE - 2

              Sulfito de Sódio           25 g

              BISSULFITO de Sódio       130 g

              Hexametafosfato de Sódio   5  g

              Água até                   1  litro.

 

Para uso, diluir uma parte do HE - 2 em duas partes de água.

Indicado para regiões de água pesada, rica em minérios.

      Pode-se também utilizar uma fórmula mais simples, a base de SULFITO DE SÓDIO. Este sal além de ser menos agressivo a emulsão tem a propriedade de transformar os resíduos do fixador (ácido sulfídico) em  sulfato de sódio, que se diluem e são eliminados em água corrente com maior facilidade.

             SULFITO DE SÓDIO  100 G         

             ÁGUA   ATÉ          1 litro.

 

      PARA USO, DILUIR 1:4. Após fixados, efetua-se uma pré lavagem de 2 minutos,  mergulha-se o material em uma dessas duas soluções, sob agitação constante, durante 2 minutos. Em seguida, lava-se em água corrente por 15 minutos.

 

FIXADORES

 

      O fixador tem por função principal dissolver os halogenetos de prata não reduzidos pela solução reveladora, tornando negativos e copias estáveis com a ação do tempo. A medida que ocorre essa dissolução, o negativo torna-se transparente e perde sua turvação leitosa. O papel, por outro lado, vai perdendo sua tonalidade amarelada, ficando cada vez mais branco e com sua escala tonal mais definida. Como regra geral, o negativo deve permanecer no fixador o dobro do tempo necessário para torná-lo transparente. O banho fresco levará aproximadamente de 5 a 10 minutos para obter este efeito. O mesmo ocorrera com a tonalidade amarelada do papel fotográfico. As exceções, ocorrem com os papeis tipo RC (resinados). Para estes materiais, o tempo de fixação é de dois minutos que não deve ser excedido, pois poderá ocorrer penetração de resíduos químicos nas laterais do papel (Edge Penetration).

      Durante o preparo do fixador deve-se acrescentar vagarosamente o sal a água, e não o contrario, para que não se forme uma massa insolúvel. Não é necessário usar água quente, de forma que em poucos minutos pode-se manipular vários litros de fixador.

      Fixador esgotado produz negativos leitosos e copias amareladas, que em contato com a luz esmaecem rapidamente. Para maior segurança, a capacidade de uso de 1 litro de fixador é para l5 filmes tamanho 120, ou 15 filmes 135 mm/36 poses, ou ainda para 20 folhas tamanho 18 x 24.

      Para melhores resultados, recomenda-se o uso de dois banhos fixadores durante o processamento. Este método é normalmente utilizado quando se processa ao mesmo tempo grande número de negativos ou copias. Vejamos o seu mecanismo logo em seguida:

 

           NEGATIVOS: Fixar por cinco minutos em cada banho, intercalando uma breve lavagem em água corrente entre o primeiro e o segundo fixador. Caso utilizar apenas um fixador, deve-se efetuar um teste de ponta. Pega-se uma ponta velada do mesmo filme, não revelado, e coloca-se no fixador. Observa-se quanto tempo esta ponta leva para ficar totalmente transparência. Dobrando este tempo, teremos o tempo real de fixação.

 

           PAPEIS TIPO FIBRA:  Fixar por quatro minutos em cada banho, intercalando uma drenagem eficiente entre o primeiro e o segundo fixador.

  

           PAPEIS TIPO RC (RESINADOS): Fixe por 3/4 a um minuto em cada banho, drenando por 5 segundos entre o primeiro e o segundo fixador.

 

      Para todos os casos, recomenda-se manter o mesmo critério de agitação adotado na revelação. Durante a fixação de papeis, a agitação devera ser constante. Descarte a solução do primeiro banho depois de processar aproximadamente 90 folhas 18 x 24 cm, ou 90 filmes 120 (equivalente a 90 filmes 135/36 poses), por litro e substitua o primeiro fixador pelo segundo. Prepare uma nova solução para o segundo banho. Repita este procedimento até que o primeiro banho tenha sido reposto quatro vezes. Descarte as duas soluções e recomece com dois fixadores novos. E importante salientar que a solução fixadora, uma vez em uso, independente do numero de cópias processadas, a sua durabilidade é de quatro semanas.

      Temos um bom método para verificar a exaustão da solução fixadora. Separa-se em um copo graduado transparente uma pequena quantidade da solução a ser examinada. Em seguida, acrescenta-se algumas gotas de IODETO DE POTÁSSIO A 10% e agita-se a solução. Caso a turvação leitosa formada desapareça, o fixador ainda pode ser usado. Subsistindo a turvação, o fixador está esgotado, devendo portanto ser substituído.

      O HIPOSSULFITO DE SÓDIO, apesar de ser o agente fixador não deve ser empregado isoladamente, devido ao fato de não se conservar por muito tempo. Neste caso, emprega-se o uso de agentes conservantes que dependendo da fórmula poderá ser o Sulfito de Sódio, BISSULFITO de Sódio, ou ainda o Metabissulfito de Potássio, que além de conservar, tornam a solução ácida, neutralizando eventuais resíduos de revelador e agindo ao mesmo tempo como agente alvejante. Para endurecer a emulsão, algumas fórmulas empregam ainda  Alúmen de Cromo ou Potássio. O Alúmen de Cromo, entretanto, não é tão durável quanto o de Potássio e seu uso não é recomendado para papéis, pois a sua coloração azul-esverdeada pode causar manchas.

      por fim, recomenda-se não deixar a solução fixadora exposta ao ar por muito tempo. A sua evaporação tende a carregar o ácido sulfídico - obtido a partir da diluição do HIPOSSULFITO em água, que pode contaminar todo o ambiente do laboratório, como também o próprio equipamento, como ampliador, timers, objetivas, sais,  etc.

 

COMENTÁRIOS E FORMULAS

 

           FIXADORES 1 E 2 - Fórmulas universais AGFA e GEVAERT. Ambos são ácidos devido a presença do BISSULFITO e Metabissulfito.

 

           FIXADOR 3 - Fixador com ácido acético.

FÓRMULA        NUMERO  1    2    3    4    5    6    7    8

QUANTIDADES EM GRAMAS:

Água, em cc           700  700  700  700  700  700  700  700

HIPOSSULFITO de Sódio 250  250  240  250  300  240  240  400

Sulfito de Sódio      -    -    20   40   -    15   15  6.25

BISSULFITO de Sódio   25   -    -    -    -    -    -    -

Metabissulfito de

Potássio              -    25   -    -    -    -    -   12.5

Ac. Acético Glacial   -    -    15cc -    -    13cc 14cc -

Formalina             -    -    -   120   -    -    -    -

Acetato de Sódio      -    -    -    -    70   -    -    -

Alúmen de Cromo       -    -    -    -    95   -    -   12.5

Alúmen de Potássio    -    -    -    -    -    l5   15   -

Ácido Bórico          -    -    -    -    -   7.5   -    -

Metaborato de Sódio

(KODALK)              -    -    -    -   -     -    15   -

                       COMPLETAR C/ ÁGUA ATÉ 1,0  LITRO.      

 

           FIXADOR 4 - Fixador tropical a base de FORMALINA. Recomendado para regiões tropicais, pois endurece a gelatina enquanto fixa.

 

           FIXADOR 5 - Fixador de ACETATO DE SÓDIO, de ação muito rápida, e que permite temperaturas até 50 C.

 

           FIXADOR 6 - Fixador KODAK F 5. Muito popular entre os fotógrafos avançados e laboratoristas, pois além de fixar a imagem, ainda tem a propriedade de endurecer a gelatina, evitando danos durante a manipulação do negativo. TEMPOS DE FIXAÇÃO A 20 C: FILMES LENTOS: de 2 a 4 minutos. FILMES MÉDIOS: de 5 a 10 minutos. FILMES RÁPIDOS: de 10 a 20 minutos.

           FIXADOR 7 - Fixador KODAK F 6, especialmente indicado por KODAK para locais quentes e inadequadamente ventilados, pois o cheiro do DIÓXIDO DE SULFETO desprendido pelo F 5 pode prejudicar a saúde. Elimina-se isso quase por completo, substituindo o ACIDO BÓRICO  por KODALK ,conforme podemos avaliar na fórmula descrita acima. Este banho apresenta vantagens para fixar papeis fotográficos, pois a lavagem final em água corrente é mais rápida em relação aos outros fixadores que possuam ação endurecedora mais forte. Aconselha-se o uso de um banho interruptor para obter a sua duração máxima. Durante o preparo do F 6 poderá ocorrer precipitação do KODALK. Neste caso, aconselha-se a acrescentar lentamente alguns ml. de ÁCIDO ACÉTICO GLACIAL até a solução atingir a sua transparência original.

 

           FIXADOR 8 - Fixador ILFORD IF 9 - Recomendado por ILFORD para climas tropicais. Não deve ser utilizado em papéis, pois  o ALÚMEN DE CROMO poderá ocasionar manchas. INSTRUÇÕES PARA O PREPARO: Dissolva primeiramente o ALÚMEN DE CROMO, em seguida o METABISSULFITO e depois o SULFITO em 750 cc de água não acima de 30 C. por fim, adicione e dissolva o HIPOSSULFITO e complete a solução até 1 litro. Observe com atenção esta seqüência para não precipitar a solução.

           FIXADOR RÁPIDO ENDURECEDOR - Este fixador, ao contrário das demais fórmulas aqui apresentadas, possui como agente fixador o TIOSSULFATO DE AMONEA, cujo poder de concentração de Tiossulfato é muito maior em relação ao tradicional HIPOSSULFITO DE SÓDIO, fixando negativos e copias em um prazo bem reduzido.

 

              Tiossulfato de Amônia............ 200g

              Sulfito de Sódio, Anidro.........  15g

              Ácido Acético Glacial............  21ml

              Ácido Bórico Cristalizado........ 7.5g

              Alumem de Potássio...............  25g

              Água até......................... 1.0 litro.

 

      Note que a quantidade de Ácido Acético foi aumentada para manter o mesmo nível de acidez da solução. Aumentou-se também a quantidade do agente endurecedor (Alumem) para que este possa manter o mesmo efeito de endurecimento em um tempo de fixação mais curto. Caso a solução se precipite, aumente gradativamente a quantidade de Ácido Acético Glacial (use uma seringa plástica, por exemplo), até que o fixador volte a ficar transparente.

      Tempos de Fixação a 20 C.

      Para negativos:  1 minuto para todos os filmes, com exceção para os filmes Kodak Tri X e Linha Kodak T Max. Para estes, o tempo se estenderá para 1 1/2 minutos.

 

      Para papéis resinados: 30 segundos.

      Para papéis fibra a base de Brometo e para papéis fibra a base de Clorobrometo: 1 minuto.

 

      O HIPOSSULFITO de Sódio poderá ser substituído por Tiossulfato de Amônia, nas fórmulas de fixador ácido, nas seguintes proporções: 240g de HIPOSSULFITO de Sódio, por 160g de Tiossulfato de Amônia.

      Entretanto, o Tiossulfato em forma de sal, apresenta um custo muito elevado no mercado. Recomendamos, portanto, o uso desse produto em solução, pois além de ter um custo muito mais competitivo, já vem diluído, facilitando o preparo do fixador. A maioria das soluções de Tiossulfato de Amônia comercializadas no mercado tem um índice de concentração de 58 a 60 %. Neste caso, podemos substituir o peso do HIPOSSULFITO de Sódio (240g) pelo mesmo volume de Tiossulfato de Amônia (240 cc).

 

FIXADOR RÁPIDO ALTERNATIVO - FOCUS FIX

 

      Fixador rápido, desenvolvido pela FOCUS - ESCOLA DE FOTOGRAFIA, onde o TIOSSULFATO DE AMONEA, é obtido a partir do AMONÍACO e do HIPOSSULFITO DE SÓDIO.

              Água................................. 500 ml

              Amoníaco farmacêutico 25%............ 100 ml

              Ácido Acético Glacial................  65 ml

              BISSULFITO de Sódio..................  30 g

              Sulfito de Sódio Anidro..............  10 g

              HIPOSSULFITO de Sódio................ 250 g

            Água q.s.p. .........................   1 litro.

CUIDADOS PARA O PREPARO:  Primeiramente, dilui-se o amoníaco. Em seguida introduz vagarosamente o ácido acético. Convém usar luvas de borracha e mascara, pois o acético em contato com o amoníaco tende a ferver e esfumaçar. Desta reação, teremos, de um lado, ions de amônia, e do outro, ions de acetato, agente endurecedor para a gelatina da emulsão. Em seguida, dissolve-se o BISSULFITO de Sódio, para acidular e alvejar a emulsão. Depois, o Sulfito, agente conservante e redutor de halogeneos de prata. E, por ultimo, o HIPOSSULFITO de Sódio, que uma vez diluído, divide-se em ions de Tiossulfato, de um lado, e Sódio do outro lado. Obteremos assim, o Tiossulfato de Amônia, que  juntamente com o acetato, produzira um FIXADOR RÁPIDO ENDURECEDOR. Os resultados são exatamente iguais aos fixadores a base de TIOSSULFATO DE AMONEA. O amoníaco, é conhecido quimicamente como Hidróxido de Amônia. Neste caso, o ácido acético é usado para neutralizar a sua alcalinidade.

 

 


 

                      

REVELAÇÃO por INVERSÃO   (SLIDE PRETO E BRANCO)

 

      Quase todos os fabricantes produzem filmes reversíveis, ou seja, emulsões que produzem diretamente a imagem positiva, sem serem submetidas ao clássico processo de positivação por meio de negativo. Os materiais destinados para este fim diferem-se dos demais nos seguintes aspectos:       1) Todo o filme direto (para slides) necessitam de um suporte mais grosso e resistente a sucessivas manipulações.          2) Apresentam também um grau de contraste mais alto, já que a sua emulsão é a própria imagem final positivada.

      Entretanto, estes filmes não são encontrados no mercado interno, obrigando-nos a procurar outras saídas.

      O processo que apresentamos é obtido a partir do filme KODAK T MAX  com bons resultados. A própria KODAK Norte Americana fabrica um kit semelhante para obter slides em preto e branco a partir do T MAX 100 ou 400.

      O processamento consiste, primeiramente em "superevelar" a emulsão com um revelador enérgico. Em seguida, a imagem é "branqueada", ou seja, a imagem negativa é removida, restando na emulsão apenas as reservas da imagem positiva, cujos sais de prata ainda não foram positivados. Em seguida, o filme é re-exposto a luz e novamente revelado com outro revelador enérgico. por fim, assim que a imagem positiva está totalmente revelada, é feita a fixação e lavagem final.

 

 

PROCESSAMENTO: FILME RECOMENDADO: ILFORD DELTA 100, DEVIDO A SUA CARACTERÍSTICA DE VARIAÇÃO DE CONTRASTE.

EXPOSTO EM (E.I) ISO 80 (CONTRASTE SUAVE)/(E.I) ISO 100 (CONTRASTE MÉDIO) e  (E.I)ISO 125 (CONTRASTE ALTO).

 

TEMPERATURA 21 / 24 C.

 

1 - REVELADOR DEKTOL ou D 72.

Diluir o revelador 1:1, imediatamente antes de usar. TEMPO DE REVELAÇÃO: 12 MINUTOS/ 21 / 24  C.

 

2 - LAVAGEM EM ÁGUA CORRENTE - tempo, 3 minutos. ATENÇÃO: NÃO UTILIZAR INTERRUPTOR.

 

3 -  BRANQUEADOR

ÁGUA.............................. 700 cc.

BICROMATO DE POTÁSSIO............. 9.5 g.

ÁCIDO SULFURICO PURO..............  12 cc

ÁGUA q.s.p........................   1 litro.

 

TEMPO DE BRANQUEAMENTO: 4 MINUTOS/21/24 C.

 

4 - LAVAGEM EM ÁGUA CORRENTE - 5 MINUTOS.

 

5 - CLAREADOR

ÁGUA............................. 700 cc.

SULFITO DE SÓDIO ANIDRO..........  50 g.

HIDRÓXIDO DE SÓDIO...............   1 g.

ÁGUA q.s.p.......................   1 litro.

 

TEMPO DE CLAREAMENTO: 4 MINUTOS/21/24 C.

 

6 - LAVAGEM EM ÁGUA CORRENTE - 2 MINUTOS.

 

7 - RE-EXPOSICAO - 1 MINUTO DE CADA LADO DA ESPIRAL, LÂMPADA PHOTOFLOOD BRANCA OU AZUL, HALOGENA 500 OU 1000 WATTS, OU AINDA SOB LUZ SOLAR.

 

8 - SEGUNDA REVELAÇÃO - Utilizar o primeiro revelador, diluído 1:1. TEMPO DE REVELAÇÃO: 1 MINUTOS/21/24 C.

 

9 -  INTERRUPTOR - TEMPO: 30 SEGUNDOS.

                  

10 - FIXADOR - procure utilizar fixador endurecedor ácido, para preservar a integridade da emulsão, que se encontra bem castigada nesta altura do processo. TEMPO DE FIXAÇÃO -

4 MINUTOS / 21 - 24 C. FIXADOR RÁPIDO - 1 MINUTO /21-24 C.

 

11 - LAVAGEM FINAL, SOLUÇÃO PHOTOFLO E SECAGEM - VIDE PROCESSO DE INVERSÃO ANTERIOR.

 

LAVAGEM

 

      A lavagem de negativos e cópias tem importância fundamental para a durabilidade das imagens. Todos os vestígios de HIPOSSULFITO devem ser eliminados da emulsão para que a imagem tenha uma vida prolongada. Todos os processos posterior a lavagem, como viragem, intensificação, rebaixamento e outros, exigem que a emulsão esteja complemente livre de HIPOSSULFITO. Consegue-se isto pela lavagem de negativos e positivos em água corrente durante 45 a 60 minutos, com exceção dos papeis fotográficos resinados, e técnicas de processamento especificas para climas tropicais.

      Distinguem-se dois métodos de lavagem: em água renovada e em água corrente. No primeiro caso, enche-se uma banheira suficientemente grande com água e nela se colocam as copias, com a emulsão virada para baixo,  ficando ali durante 5 minutos, no máximo. Depois troca-se a água complemente, repetindo esse procedimento de 10 a 12 vezes.

      É um erro bastante comum pensar que a lavagem em água corrente, deixando as copias na banheira, sob o jato de torneira aberta, seja o mais eficiente método de trocas. Essa forma de lavagem, muito pelo contrario, quase não tem efeito, se não for executada com um cuidado especial. O HIPOSSULFITO DE SÓDIO, mais pesado do que a água, deposita-se no fundo da banheira e não é atingido pela água corrente, pois esta transborda imediatamente, sem causar efeito algum aos resídu