|
FORMULÁRIO FOTOGRÁFICO: FOTOQUÍMICOS EM PRETO E BRANCO
O PROCESSO FOTOGRÁFICO
O filme fotográfico consiste, normalmente, de uma
base ou Suporte mecânico, a base de triacetato de
poliester, no qual é depositada minúsculos cristais ,
denominados por halogenetos de prata, geralmente sais de
brometo, cloreto, iodeto, ou de uma combinação destes.
Estes sais de prata estão suspensos em uma
gelatina ou em uma camada da mesma. Quando o material é
exposto a luz, na câmera, ou mesmo em condições
apropriadas dentro do laboratório fotográfico, não ha
qualquer efeito visível. Há, entretanto, uma alteração
fotoquimica, a qual se denomina por IMAGEM LATENTE.
As imagens latentes das emulsões são bastante
estáveis as temperaturas normais, e se conservam
inalterados por 72 horas. Quando armazenados em níveis
bem baixos de temperatura, como na câmera fria ou
geladeira, a imagem pode permanecer revelável durante
vários anos. Entretanto, a elevada temperatura, umidade,
ou o fato de estar exposta a emanações químicas, pode
acelerar o processo de oxido-redução e completar a perda
da imagem latente em poucos dias. por isso, aconselha-se
revelarmos as emulsões (tanto o filme como o papel), o
mais rápido possível, depois de expostos.
Quando o material sensível já exposto a luz é
submetido a ação química reveladora, o revelador reage
com os cristais de halogeneto de prata, reduzindo e
oxidando-os, acabando por transformá-los em minúsculos
grãos de prata metálica. Os cristais não expostos sofrem
também, a ação do revelador, mas de forma muito mais
lenta. Apenas uma quantidade muito pequena de prata e
revelada, formando o VÉU DE BASE OU DENSIDADE DE
VELATURA.
Depois de revelada a imagem latente até a
densidade desejada, necessitamos neutralizar o efeito da
solução reveladora. Para isto, utilizamos uma solução
levemente ácida, denominada INTERRUPTOR.
Contudo, os cristais de halogenetos de prata não
revelados ainda permanecem na emulsão, precisam ser
removidos, caso contrário serão sensibilizados pela luz,
comprometendo a estabilidade e permanência da imagem.
Este processo é conhecido por fixagem. O FIXADOR é
geralmente composto de Tiossulfato de Amônia ou de
Sódio, denominado comercialmente por HIPOSSULFITO.
A solução fixadora forma um composto solúvel com
os cristais de prata não revelados e os dissolve. No
entanto, após fixada, a emulsão continua saturada com os
produtos químicos do fixador e sais de prata
dissolvidos. A permanência desses elementos provocara a
lenta decomposição da imagem fotográfica, com manchas e
desaparecimento gradual. Afim de obtermos negativos e
copias estáveis, é necessário que sejam muito bem
lavados em água corrente.
COMPOSIÇÃO DA SOLUÇÃO REVELADORA
Cada uma das fórmulas de revelador contém
componentes imprescindíveis para a formação da imagem.
Estes são os seguintes:
AGENTE REVELADOR
- Sua função é de reduzir quimicamente o halogeneto de
prata exposto a luz, para formar uma imagem de PRATA
METÁLICA. Os mais utilizados são: METOL, FENIDONA e
HIDROQUINONA.
AGENTE ACELERADOR
- Só reage corretamente em presença de um alcali ou
base. São os aceleradores do processo de revelação, cuja
função básica é de expandir a emulsão para que o
processo de oxido redução ocorra mais rapidamente. Cada
base selecionada, conforme seu grau de alcalinidade
produz maior ou menor grau de atividade da solução
reveladora. Os alcalis normalmente utilizados são:
Tetraborato de Sódio ou BÓRAX, Metaborato de Sódio, ou
KODALK, Carbonato de Sódio, e por fim, Hidróxido de
Sódio (SODA CÁUSTICA).
AGENTE CONSERVADOR
- Quando os agentes reveladores são dissolvidos em água
e a solução é exposta ao ar, o oxigênio reage com eles,
formando produtos de oxidação. Essa reação ocorre, por
exemplo, quando o revelador é colocado em banheiras. por
outro lado, o próprio oxigênio da água reage com as
substâncias reveladoras, decompondo-as. O preservador
normalmente utilizado para retardar essa decomposição é
o SULFITO DE SÓDIO. A presença de alcalis muito fortes
também oxidam os agentes reveladores. por isso,
dependendo do tipo de base utilizada em cada formula, a
porcentagem de sulfito varia proporcionalmente.
AGENTE LIMITADOR OU RETARDADOR
- A ação dos agentes reveladores sobre as áreas da
emulsão não expostas a luz precisa ser controlada, afim
de que não haja produção de véu alem do normal (Véu de
Base ou Densidade de VELATURA) e para que a
transparência do negativo seja aceitável. O BROMETO DE
POTÁSSIO é normalmente utilizável para essa função.
FATORES DETERMINANTES DA DENSIDADE DA
IMAGEM
São, basicamente o tempo de exposição da emulsão
(aquela que consideramos correta) e a extensão do
revelador. A extensão do revelador é uma função
conjugada, resultante da condição da solução reveladora,
que poderá ser utilizada concentrada ou diluída,
temperatura do revelador, do critério de agitação e da
própria vida útil do revelador. A atividade do
revelador, e consequentemente a sua reprodução das
escalas tonais (densidade) é determinada por sua
composição química, temperatura, agitação, concentração
e pelo grau de fatiga da solução.
TEMPO DE REVELAÇÃO
O material sensível, depois de exposto a luz,
quando colocado no revelador, sofre uma reação química
(oxido redução) - a solução reveladora penetra na
emulsão e começa a reduzir os cristais de prata que
receberam luz, transformando-os em prata metálica. Temos
assim o processo de oxido redução. A diferença de
densidade entre as áreas de altas luzes (mais claras) e
de sombras vai aumentando, porque o grau de revelação,
dentro de um certo tempo, é proporcional ao volume de
exposição recebido. A revelação deverá ser INTERROMPIDA,
assim que o grau de densidade e contraste desejado tiver
sido atingido.
TEMPERATURA DA SOLUÇÃO E TEMPO DE
REVELAÇÃO
O tempo de revelação é afetado pela temperatura do
revelador. Aumentando-se a temperatura, a velocidade da
reação do revelador aumenta. Assim, o contrário também e
válido. Quando a temperatura do revelador diminui, a
reação do revelador é mais lenta. O tempo de revelação
recomendado, produziria neste caso, uma revelação
insuficiente. A temperatura ideal, recomendada por todos
os fabricantes é de 20 graus C. Abaixo de 18 C., os
agentes reveladores perdem seu poder de ação. Acima de
24 C., a ação do revelador é muito rápida, que já não
temos mais condições de controla-la. A temperatura ideal
de 20 C. pode ser obtida por meio de "banho - Maria",
com água fria ou quente, dependendo do caso. Pode-se
também elaborar tabelas de tempo de revelação, para as
faixas de temperatura entre 18 a 24 C., embora não seja
recomendada por alguns fabricantes. O critério é muito
simples: conhecido o tempo necessário para a revelação
de determinada emulsão a 20 C. (temperatura ideal),
elabora-se tabelas com a aplicação de regra de três
inversa, pois quanto maior a temperatura, menor será o
tempo de revelação, para assim obtermos o tempo de
revelação mais próximo possível em outras temperaturas.
EXEMPLO; Revelador D76 diluído 1:1, filme Ilford FP4
PLUS ISO 125/22.TEMPO DE REVELAÇÃO A 20 C.: 8 1/2
Minutos. Temperatura do Revelador hoje: 18 C. Como a
temperatura está mais baixa, o tempo de revelação será
maior. Dessa forma, multiplicamos o tempo de revelação
dado (8.5 min) pela temperatura dada (20 C), e dividimos
pela temperatura atual. Assim, 8.5 x 20 = 170 : 18 = 9
minutos de revelação.
A AGITAÇÃO DO REVELADOR
Se as emulsões forem mergulhadas no revelador e ai
permanecerem, sem nenhuma agitação, a reação química
será iniciada mas logo se retardará, pois haverá uma
exaustão dos agentes reveladores. Se o material for
agitado, novas proporções de revelador ativo virão tomar
o lugar daquelas já gastas e a atividade da revelação
permanecera constante. As tabelas com os tipos de
reveladores e tempos de revelação indicados pelos
fabricantes, normalmente são acompanhadas das seguintes
instruções:
REVELAÇÃO EM BANHEIRAS - (PARA PAPEIS
OU CHAPAS DE GRANDE FORMATO) - Agite Constantemente.
EM CUBAS OU TANQUE GRANDE: Agite uma
vez por minuto, ou seja, agite constantemente durante os
dez primeiros minutos da revelação, em seguida, deixe
descansar por 50 segundos, agite novamente durante 10
segundos, descanse os próximos 50 segundos, e mantenha
esse padrão até o final da revelação.
TANQUE PEQUENO: Agite uma vez a cada
30 segundos, ou seja, agite constantemente os primeiros
5 segundos, deixe descansar por 25 segundos, agite
novamente por 5 segundos, descanse os próximos 25, e
mantenha esse padrão até o final da revelação.
AGITAÇÃO por INVERSÃO: Alguns
fabricantes, entretanto, recomendam a agitação por
inversão. Este método consiste em agitar o tanque
constantemente durante o primeiro minuto de revelação, e
em seguida desvirando o tanque, sem nenhuma agitação
adicional, de cabeça para cima e depois de cabeça para
baixo, em intervalos de 30 segundos.
IMPORTANTE:
Cada método de agitação produz resultados diferentes,
pois interferem diretamente na atividade do revelador.
Portanto, antes de revelar o filme, consulte na tabela
de revelação da sua bula, qual o tipo de revelador
recomendado, tempo de revelação, e padrão de agitação.
Lembre-se de ter sempre a bula a mão, tanto para
fotografar, como para processar seu filme. Estes
procedimentos são imprescindíveis para a obtenção de
bons resultados.
A DILUIÇÃO DO REVELADOR
Todas as fórmulas aqui apresentadas são para
solução tipo "estoque", ou solução concentrada. Podem
ser utilizadas "pura" ou diluída, conforme as
especificações de cada tipo ou sensibilidade de filme.
A solução concentrada, produz maior contraste, com
poucos intervalos de cinza. A medida em que a solução
reveladora é diluída, normalmente nas proporções 1:1,
1:2, ou 1:3, teremos como resultado um negativo mais
suave, com maior escala de cinza.
Como regra geral, podemos adotar o seguinte
critério: Para papeis tipo fibra, o contraste de
negativo recomendado, é aquele produzido com revelador
concentrado ou 1:1. Para papéis resinados, recomenda-se
diluir o revelador 1:2 ou ainda 1:3.
A AGITAÇÃO DO INTERRUPTOR E FIXADOR
A agitação do interruptor, salvo recomendações
específicas do fabricante deverá ser constante. O tempo
de interrupção normalmente utilizado para filmes e
papeis de fibra, é normalmente entre 30 segundos a 1
minuto, e para papeis resinados, de 10 segundos.
Para o fixador, entretanto, devemos obedecer o
mesmo critério de agitação adotado na revelação. O tempo
de fixação, varia em função da sensibilidade e da
indicação de cada fabricante. O processo de fixagem pode
ser inspecionado a luz ambiente 3 minutos depois de
estar submerso na solução fixadora. Neste caso, devemos
observar quanto tempo o negativo consome para ficar
totalmente transparente. Determinado este tempo, devemos
dobrá-lo, afim de obtermos uma fixagem perfeita.
CONDIÇÕES PARA O PREPARO E UTILIZAÇÃO DAS SOLUÇÕES
FOTOGRÁFICAS.
A primeira condição básica para a instalação de um
laboratório fotográfico, é de que o local escolhido seja
seco, bem arejado e com boa ventilação. A umidade é
prejudicial não só aos produtos químicos e papeis
fotográficos, como também aos demais equipamentos e
acessórios ali encontrados, como ampliadores, objetivas,
chassis, timers e outros. por outro lado, é necessário
manter o máximo de asseio em nosso local de trabalho. A
poeira poderá trazer uma serie de conseqüências aos
nossos negativos, as objetivas do ampliador e o resto de
produtos químicos espalhados, e além de serem
prejudiciais a nossa saúde, poderá contaminar outros
banhos. Tanto os produtos químicos, como as soluções
fotográficas, deverão ser armazenadas em vidros escuros,
devidamente rotulados. Não se recomenda guardar as
soluções e os sais no mesmo lugar. As soluções já
prontas devem ser removidas para outro local, e suas
tampas deverão ser de vidro, ou plástico, na medida
exata. A entrada de ar nos frascos, tanto nas soluções,
como nos produtos químicos, prejudica-os sensivelmente.
Não devemos esquecer que alguns produtos químicos são
venenosos e crianças deverão permanecer longe do
laboratório fotográfico.
Os instrumentos utilizados no preparo das soluções
devem ser também mantidos em asseio absoluto, pois
qualquer negligência, por mínima que seja, poderá
contaminar as soluções e neutralizar suas funções
químicas. Antes e depois do processamento, ou mesmo da
manipulação de formulas, é conveniente lavar em água
corrente todos os apetrechos utilizados.
PREPARO DAS SOLUÇÕES:
1) Recomendamos o máximo cuidado ao
preparar e armazenar soluções, lavando sempre em água
corrente os elementos utilizados na preparação entre uma
e outra solução, pois a contaminação inevitavelmente
afetará a qualidade das mesmas, prejudicando o resultado
final.
2) É indispensável usar água
destilada, ou na falta da mesma, filtrada, aditivada
com 0.5 g/litro de EDTA Bissódico(pH 8.10) ou
Tetrasódico (ph 11.8) (Tritriplex III)* para o preparo
das soluções. O EDTA atua como desmineralizador,
pois dissolve os sais minerais,e óxidos metálicos,
tornando-os inertes nas soluções fotográficas.Dissolva
primeiramente o EDTA antes de manipular qualquer tipo de
fórmula.
3) Salvo recomendação especial, os produtos
químicos devem ser dissolvidos na ordem em que estiverem
descritos na fórmula.
4) Para bom desempenho dos produtos é
imprescindível o uso de material de fácil limpeza, e
inertes as soluções químicas, como aço inoxidável,
cristal, vidro e, em ultimo caso plástico (devido a sua
superfície porosa, pois com o uso acumula resíduos
químicos). O uso de madeiras, metais, ou mesmo ferro no
preparo ou armazenamento das soluções irão reagir com os
compostos químicos, oxidando e acelerando sua
deterioração, não sendo portanto, recomendados.
5) As soluções preparadas e bem dissolvidas
devem ser filtradas (utilize o próprio funil com um
pouco de algodão preso no fundo, ou filtro de papel) e
ficarão transparentes. A tonalidade leitosa indica má
dissolução, ou filtragem inadequada.
6) O armazenamento deverá ser feito em
recipiente de cristal, vidro ou, em ultimo caso,
plástico de côr escura (âmbar), etiquetados como
corresponde cada solução, com tampas ou rolhas bem
vedadas, para impedir contato com o ar, e isentos de
contaminação.
7) Durante a dissolução, devemos aguardar um
intervalo de 2 minutos, antes de agregar o produto
seguinte. A dissolução ocorre mais ou menos rapidamente,
conforme a propriedade do produto, e é sempre indicado
apressá-la mediante a agitação regular e uniforme com um
bastão de cristal, vidro ou plástico. A agitação deve
ser de modo a não ocasionar excesso de bolhas de ar, que
causariam a oxidação excessiva da solução e favorecem a
oxidação rápida do banho.
*
Obs. O EDTA Tetrasódico deverá ser utilizado com água de
poço artesinano, quando esta for muito ácida.
8) A filtragem das soluções é necessária,
pois embora a água possa ser limpa, os produtos químicos
nem sempre o são. De modo que é muito comum a
permanência de impurezas na solução. Após o uso dos
banhos podemos detectar
algodão preso no fundo, ou filtro de papel) e ficarão
transparentes. A tonalidade leitosa indica má
dissolução, ou filtragem inadequada.
9) Para melhores resultados, recomenda-se
utilizar as soluções 24 horas depois de preparadas.
OS REVELADORES
Os reveladores estão classificados em três grandes
grupos específicos segundo a qualidade de imagem,
densidade e granulação que produzem :
O primeiro grupo e denominado REVELADORES
UNIVERSAIS, empregados para todos os tipos de
processamento, tendo como única função, revelar a
imagem. Destinados tanto para o filme, quanto para a
revelação do papel, apresentam índice de contraste
extremamente alto e ação relativamente rápida, pois
revelam a emulsão até a sua densidade máxima em um prazo
bem curto de tempo. Produzem negativos duros, muito
densos, mas de granulação grossa. São geralmente
utilizados onde o fator tempo antecede ao de qualidade,
como nos jornais e imprensa em geral.
1) REVELADOR KODAK D 72
- Recomendado por Kodak para papeis fibra, tipo tom frio
e para papéis resinados. Pode ser utilizado puro, para a
obtenção de contrastes máximos - tempo de revelação a 20
C, de 45 seg. a 1.5 min. Pode-se também diluir 1:1 -
Tempo de revelação a 20 C, de 1 a 2 min. DILUIÇÃO PADRÃO
1:2 - Tempo de revelação a 20 C, de 1.5 a 3 minutos.
Diluído 1:3, produz excelente graduação de cinzas -
Tempo de Revelação, a 20 C, de 2 a 3 minutos.
Substituindo o METOL por FENIDONA (0.5 g / litro),
teremos o revelador DEKTOL. No entanto, quando utilizado
para a REVELAÇÃO DE NEGATIVOS, sua ação é relativamente
rápida, produzindo negativos muito densos e granulação
sofrível. TEMPO DE REVELAÇÃO PARA FILMES A 20 C : Puro,
1.5 min. Diluído 1:1, 2 min. 1:3, 3.5 min. e 1:4, 7 min.
2) REVELADOR ILFORD ID 20
- Recomendado por Ilford para todos os tipos de papeis.
Diluições e tempos de revelação: VIDE REVELADOR KODAK D
72. Substituindo o METOL por FENIDONA, teremos o
revelador ILFORD BROMOPHEN.
3) REVELADOR KODAK D 52
- Revelador para papéis de tom quente. Produz pretos
castanhos agradáveis. Pode ser utilizado puro, diluído
1:1, ou ainda 1:2. Tempos de revelação: VIDE REVELADOR
KODAK D 72. Substituindo o METOL por FENIDONA (0.3 g /
litro), teremos o KODAK SELECTOL.
Para os reveladores de papeis a base de
Fenidona/hidroquinona, tipo Bromophen ou
Dektol,fórmula original norte americana, recomenda-se
acrescentar uma grama de hidróxido de sodio P.A
para cada litro de revelador diluido. A soda caustica
(NaOH)tem por finalidade elevar o pH da solução,
produzindo brancos mais puros e melhor distribuição da
escala de cinzas.
Atenção:
Não aplique este método para reveladores de filmes, pois
acarretará em um grande aumento da granulação !
4) REVELADOR BEERS EM DUAS SOLUÇÕES -
Revelador de contraste variável, apresentando sete
escalas distintas de contraste, dependendo das
proporções empregadas das soluções A (Suave) e B (Duro).
A fôrmula que apresentamos foi adaptada e amplamente
testada por ANSEL ADAMS.
Utiliza-se o Beers em dois Reveladores: Revelador A
(Suave) e Revelador B (Duro). Para tanto, Dilui-se a
solução A 1:2, e a solução B 1:1, acrescentando 50 ml
de A . O tempo total nos dois reveladores é de 3
minutos, podendo ser divididos entre os mesmos,
dependendo do contraste que se queira atingir. Sempre
inicie o processo do A para o B, e não ao contrário.
FÓRMULAS: REVELADORES D 72 ID20 D 52 BEERS A
BEERS B
QUANTIDADE EM GRAMAS
ÁGUA ml (50 C) 700 700 700 700
700
METOL 3 3 1.5
8 -
SULFITO DE SÓDIO 45 50 22.5 23
23
HIDROQUINONA 12 12 6 -
8
CARBONATO DE SÓDIO 80 60 17 20
27
BROMETO DE POTÁSSIO 2 4 1.5 2.
4.
COMPLETAR COM ÁGUA
ATÉ 1 L. 1 L. 1 L. 1 L.
1 L.
REVELADOR KODAK D 64 B
Revelador recomendado por KODAK, para obtenção de
contrastes enérgicos. Pode ser utilizado em substituição
ao BEERS B, gerando pretos mais profundos. Diluir 1:1,
e acrescentar 50 ml de Beers A. Revelar de 1 a 2
minutos em cada banho, em função do resultado desejado.
ÁGUA NÃO ACIMA DE 50 C.........................700 ml.
SULFITO DE SÓDIO ANIDRO.........................33.8 g.
HIDROQUINONA...................................19.2 g.
CARBONATO DE SÓDIO ANIDRO......................26.9 g.
BROMETO DE POTÁSSIO............................ 2.4 g.
ÁGUA, q.s.p.................................... 1.0
litro.
REVELADORES GRÃO FINO
O segundo grupo engloba os REVELADORES GRÃO FINO,
destinados unicamente para o processamento de filmes. De
alto poder resolutivo e boa definição, sua ação é um
tanto retardada, o que eqüivale dizer que um bom número
de camadas da emulsão são reveladas. Tem por função
principal respeitar a estrutura original do filme, não
afinam, nem diminuem a granulação, de forma que a
emulsão deverá ser de natureza fina.
Não devemos contudo, esquecer que outros fatores
como temperatura elevada, falta de agitação e revelação
forçada contribuem diretamente para o aumento da
granulação, de forma que o revelador grão fino só surte
efeitos desejados quando forem respeitadas todas as
condições indispensáveis para uma boa revelação.
REVELADOR KODAK D 76
- Revelador Grão Fino Clássico (sua fórmula original
data de 1927, quando foi apresentada sob o nome de ID11,
nos formulários ILFORD, Inglaterra). O ALCALI empregado
é o BÓRAX (Tetraborato de Sódio), que sendo menos
enérgico em relação ao Carbonato de Sódio, conserva
muito melhor o grão fino do material. É um revelador de
boa conservação, produz negativos brilhantes, de alta
definição e bom poder resolutivo de imagem. Devido a sua
excelente latitude de revelação e pouca produção de véu
de base, pode-se prolongar ou reduzir o tempo de
processamento, afim de obter negativos mais suaves ou
contrastados, sem contudo alterar a estrutura original
da emulsão. Substituindo o METOL por FENIDONA
(0.3g/litro), teremos o revelador ILFORD ID11 PLUS.
REVELADOR ILFORD MICROPHEN
- Revelador grão fino,
de
contraste alto, especialmente indicado para filmes
puxados ou para cenas de baixo contraste. Nessas
condições produz resultados superiores em relação ao D
76 e outros reveladores da sua categoria, sem contudo
distorcer a densidade ou aumentar a granulação da
emulsão. A formula que apresentamos foi publicada nos
anuários do BRITISH JOURNAL OF PHOTOGRAPHY.
REVELADOR KODAK D 23
- Devido a sua composição simples e rápido preparo esse
revelador é muito popular entre os profissionais
avançados, tendo sido muito usado pelo próprio ANSEL
ADAMS., devido a sua granulação fina e contraste suave.
O tempo de revelação varia bastante em função da marca e
da sensibilidade da emulsão. Para os primeiros testes,
entretanto, recomenda-se 10 minutos a 20C. Pode-se
também utilizar a tabela de tempos e temperatura do
REVELADOR KODAK MICRODOL, aumentando-se os tempos de
revelação entre 10 a 20%, já que as características
químicas são parecidas.
FORMULAS: REVELADORES D 76 MICROPHEN
D 23
QUANTIDADE EM GRAMAS
ÁGUA ml (50C) 700 700
700
METOL 2 -
7.5
SULFITO DE SÓDIO 100 85
100
FENIDONA - 0.13
-
HIDROQUINONA 5
5 -
BÓRAX 2
7 -
ÁCIDO BÓRICO -
2 -
BROMETO DE POTÁSSIO -
1 -
ÁGUA ATÉ 1 L. 1 L.
1 L.
REVELADOR KODAK DK 50
Revelador especialmente recomendado para uso
comercial e para portraits. Apresenta como diferença
negativos mais densos e contrastados em relação ao D 76.
Pode ser utilizado tanto puro, quanto diluído 1:1.
Especialmente recomendado para filmes KODAK TRI X.
Água, não acima de 50 C............ 700 ml
METOL.............................. 2.5 g
Sulfito de Sódio Anidro............ 30 g
Hidroquinona....................... 2.5 g
Kodalk (Metaborato de Sódio)....... 10 g
Brometo de Potássio Anidro......... 0.5 g
Água q.s.p......................... 1.0 litro.
REVELADORES SUPER GRÃO FINO
O terceiro principal grupo pertence aos
REVELADORES SUPER GRÃO FINO, que tem por pressuposto não
produzir grão, o que é indispensável para grandes
ampliações. Necessitam, portanto, de um tempo
relativamente longo para produzirem bons contrastes e
máxima definição. Já que uma revelação muito prolongada
(revelação forçada), novamente causaria granulação,
temos que alterar a sensibilidade original do filme
durante a exposição, afim de manter estável o tempo de
revelação. O critério de alteração de sensibilidade
varia de acordo com o tipo e a ação do revelador. Alguns
não exigem mais de 50% de perda da sensibilidade
original, produzindo grão extremamente finos, mas de
contraste suave. Outros requerem um aumento de 100%, por
serem mais ativos, proporcionando granulação mínima e
contrastes acentuados. Os mais indicados atualmente são
os REVELADORES DA LINHA FX.
Esta linha foi desenvolvida pelo inglês G. W.
Crawley, grande pesquisador dos processos de revelação,
cujas conquistas são veiculadas no anuário do BRITISH
JOURNAL OF PHOTOGRAPHY. São, ao todo, 19 fórmulas,
específicas para cada caso. Delas, destacaremos apenas
as três principais, imprescindíveis para a obtenção de
negativos com a máxima qualidade.
COMO PREPARAR OS REVELADORES: Nas fórmulas
FX 5 e FX 5b, dissolva primeiramente um pouco de
sulfito, em seguida o metol, e por fim o resto de
sulfito. Na fórmula FX 11, sempre dissolva a
hidroquinona antes ou junto com a fenidona, para evitar
a oxidação da solução.
O REVELADOR FX 5 foi desenvolvido
especialmente para os filmes da linha KODAK. Produz
granulação extremamente fina, contraste suave com
ligeira perda de sensibilidade (-30%). Sua fórmula é a
evolução do REVELADOR KODAK MICRODOL, podendo ser
utilizada sua tabela de temperatura, diluição e tempos
de revelação.
O
REVELADOR FX 5b, embora apresente as mesmas
características do FX 5, foi especialmente desenvolvido
para os filmes da linha ILFORD. Sua fórmula é a evolução
do REVELADOR ILFORD PERCEPTOL, onde podemos empregar a
sua tabela de temperatura, diluição, e tempos de
revelação.
O REVELADOR FX 11, é mais enérgico,
requerendo um aumento de sensibilidade de 100%, sendo
especifico para filmes puxados. Sua fórmula é a evolução
do REVELADOR ILFORD MICROPHEN, cuja tabela de
temperatura, diluição e tempos de revelação são
perfeitamente compatíveis, e com resultados superiores.
FORMULAS: REVELADORES FX 5 FX 5b
FX 11
ÁGUA ml (50 C) 700 700
700
QUANTIDADE EM GRAMAS
METOL 5 4.5
-
FENIDONA - -
0.25
HIDROQUINONA - - 5
GLICINA - -
1.5
SULFITO DE SÓDIO 125 125
125
BÓRAX 3 -
2.5
METABORATO DE SÓDIO
(KODALK) - 2.25
-
BISSULFITO DE SÓDIO - 1
-
ÁCIDO BÓRICO 1.5 -
-
BROMETO DE POTÁSSIO 0.5 0.5
0.5
COMPLETAR COM ÁGUA ATE 1.0 LITRO
OBSERVAÇÃO: A GLICINA TAMBÉM É DENOMINADA por
GLICOCOLA OU ÁCIDO AMINOACETICO.
INTERRUPTORES
Os banhos interruptores são em geral uma solução
ácida, tendo como única finalidade neutralizar
imediatamente a ação do revelador alcalino. Assim, todo
o material revelado, tanto o negativo como o positivo
passam para o fixador totalmente livres do banho
anterior, prolongando a vida útil do mesmo. Muitas vezes
é importante fazer com que a revelação se interrompa em
dado momento com a exatidão de segundos, como é o caso
por exemplo, do emprego de reveladores muito rápidos,
onde alguns segundos já fazem acentuada diferença na
densidade do negativo. A solução interruptora por sua
vez também atua como alvejante, reduzindo sensivelmente
o véu de base, propiciando melhor separação tonal. por
outro lado, a substituição do banho interruptor por
lavagem em água corrente, alem de não ser recomendada,
sobrecarregara a função química do fixador, pois este
terá que atuar ao mesmo tempo como interruptor e
fixador, reduzindo assim a sua vida útil.
Enfim, o banho interruptor tem a vantagem de
estancar imediatamente o processo de revelação, fazendo
com que os materiais a ele submetidos adquiram a
transparência e brancura que caracterizam os trabalhos
de alta qualidade. Vejamos logo abaixo as fórmulas mais
utilizadas:
1) INTERRUPTOR A BASE DE ÁCIDO ACÉTICO
- são os mais difundidos entre a maioria dos fotógrafos.
Porém, o mais correto é utilizar duas fórmulas
específicas, uma para filmes, e outra para papéis, já
que os reveladores empregados nesses dois tipos de
processamento são distintos e possuem diferentes graus
de alcalinidade.
PARA FILMES:
Ácido Acético Glacial 15 cc
Água até............. 1 litro.
Tempo de interrupção: de 30 seg. a 1 minuto a 20 C.
PARA PAPEIS:
Ácido Acético Glacial 25 cc
Água até............. 1 litro.
Tempo de interrupção: para papéis tipo RC (Resinado) 10
seg.
Para papéis tipo Fibra: 1 minuto a 20 C.
2) INTERRUPTOR A BASE DE ÁCIDO CÍTRICO.
Destinados a aqueles que possuam problemas
respiratórios, ou mesmo indisposição ao ácido acético.
Ácido Cítrico Puro 20 cc
Água até.......... l litro.
3) INTERRUPTOR A BASE DE BISSULFITO DE SÓDIO
- Apesar do odor do ácido forte, este tipo de
interruptor é recomendado após o uso de reveladores
muito alcalinos ou em caso de revelação forçada
(puxada), já que o BISSULFITO é um agente alvejante
(Clareador) mais enérgico, contribuindo para a
eliminação do véu de base.
BISSULFITO de Sódio 20 g
Água até .......... 1 litro.
Observação: Pode-se empregar o Metabissulfito de
Potássio em iguais proporções.
INTERRUPTOR ENDURECEDOR
Em regiões tropicais, onde a temperatura ambiente
é muito elevada, torna-se difícil manter o processamento
em temperatura adequada. O fato de resfriar o revelador
não é suficiente, pois estando os outros banhos em
temperatura mais alta, o choque térmico seria
inevitável, reticulando a emulsão, podendo até
desprendê-la. Para que possamos processar nossos
materiais nessas condições, temos que empregar o
INTERRUPTOR
ENDURECEDOR.
Alúmen de Cromo ou
Potássio.......... 15 g
Metabissulfito de
Potássio.......... 15 g
Água até.......... 1 litro.
Observação: Nessa formula, não podemos substituir o
Metabissulfito pelo BISSULFITO, pois o mesmo irá
precipitar o Alúmen.
Primeiramente, temos que manter a temperatura do
revelador, interruptor e fixador em iguais condições, ou
seja, a 20 C. O emprego de fixador endurecedor é
necessário, para que a emulsão não se desprenda. Após
fixado, utiliza-se uma solução de auxiliar de lavagem
para abreviar a lavagem final, que poderá ser feita em
temperatura ambiente.
HYPO CLEANNING KODAK HE - 2
Sulfito de Sódio 25 g
BISSULFITO de Sódio 130 g
Hexametafosfato de Sódio 5 g
Água até 1 litro.
Para uso, diluir uma parte do HE - 2 em duas partes de
água.
Indicado para regiões de água pesada, rica em minérios.
Pode-se também utilizar uma fórmula mais simples,
a base de SULFITO DE SÓDIO. Este sal além de ser menos
agressivo a emulsão tem a propriedade de transformar os
resíduos do fixador (ácido sulfídico) em sulfato de
sódio, que se diluem e são eliminados em água corrente
com maior facilidade.
SULFITO DE SÓDIO 100 G
ÁGUA ATÉ 1 litro.
PARA USO, DILUIR 1:4. Após fixados, efetua-se uma
pré lavagem de 2 minutos, mergulha-se o material em uma
dessas duas soluções, sob agitação constante, durante 2
minutos. Em seguida, lava-se em água corrente por 15
minutos.
FIXADORES
O fixador tem por função principal dissolver os
halogenetos de prata não reduzidos pela solução
reveladora, tornando negativos e copias estáveis com a
ação do tempo. A medida que ocorre essa dissolução, o
negativo torna-se transparente e perde sua turvação
leitosa. O papel, por outro lado, vai perdendo sua
tonalidade amarelada, ficando cada vez mais branco e com
sua escala tonal mais definida. Como regra geral, o
negativo deve permanecer no fixador o dobro do tempo
necessário para torná-lo transparente. O banho fresco
levará aproximadamente de 5 a 10 minutos para obter este
efeito. O mesmo ocorrera com a tonalidade amarelada do
papel fotográfico. As exceções, ocorrem com os papeis
tipo RC (resinados). Para estes materiais, o tempo de
fixação é de dois minutos que não deve ser excedido,
pois poderá ocorrer penetração de resíduos químicos nas
laterais do papel (Edge Penetration).
Durante o preparo do fixador deve-se acrescentar
vagarosamente o sal a água, e não o contrario, para que
não se forme uma massa insolúvel. Não é necessário usar
água quente, de forma que em poucos minutos pode-se
manipular vários litros de fixador.
Fixador esgotado produz negativos leitosos e
copias amareladas, que em contato com a luz esmaecem
rapidamente. Para maior segurança, a capacidade de uso
de 1 litro de fixador é para l5 filmes tamanho 120, ou
15 filmes 135 mm/36 poses, ou ainda para 20 folhas
tamanho 18 x 24.
Para melhores resultados, recomenda-se o uso de
dois banhos fixadores durante o processamento. Este
método é normalmente utilizado quando se processa ao
mesmo tempo grande número de negativos ou copias.
Vejamos o seu mecanismo logo em seguida:
NEGATIVOS:
Fixar por cinco minutos em cada banho, intercalando uma
breve lavagem em água corrente entre o primeiro e o
segundo fixador. Caso utilizar apenas um fixador,
deve-se efetuar um teste de ponta. Pega-se uma ponta
velada do mesmo filme, não revelado, e coloca-se no
fixador. Observa-se quanto tempo esta ponta leva para
ficar totalmente transparência. Dobrando este tempo,
teremos o tempo real de fixação.
PAPEIS TIPO FIBRA:
Fixar por quatro minutos em cada banho, intercalando uma
drenagem eficiente entre o primeiro e o segundo fixador.
PAPEIS TIPO RC (RESINADOS):
Fixe por 3/4 a um minuto em cada banho, drenando por 5
segundos entre o primeiro e o segundo fixador.
Para todos os casos, recomenda-se manter o mesmo
critério de agitação adotado na revelação. Durante a
fixação de papeis, a agitação devera ser constante.
Descarte a solução do primeiro banho depois de processar
aproximadamente 90 folhas 18 x 24 cm, ou 90 filmes 120
(equivalente a 90 filmes 135/36 poses), por litro e
substitua o primeiro fixador pelo segundo. Prepare uma
nova solução para o segundo banho. Repita este
procedimento até que o primeiro banho tenha sido reposto
quatro vezes. Descarte as duas soluções e recomece com
dois fixadores novos. E importante salientar que a
solução fixadora, uma vez em uso, independente do numero
de cópias processadas, a sua durabilidade é de quatro
semanas.
Temos um bom método para verificar a exaustão da
solução fixadora. Separa-se em um copo graduado
transparente uma pequena quantidade da solução a ser
examinada. Em seguida, acrescenta-se algumas gotas de
IODETO DE POTÁSSIO A 10% e agita-se a solução. Caso a
turvação leitosa formada desapareça, o fixador ainda
pode ser usado. Subsistindo a turvação, o fixador está
esgotado, devendo portanto ser substituído.
O HIPOSSULFITO DE SÓDIO, apesar de ser o agente
fixador não deve ser empregado isoladamente, devido ao
fato de não se conservar por muito tempo. Neste caso,
emprega-se o uso de agentes conservantes que dependendo
da fórmula poderá ser o Sulfito de Sódio, BISSULFITO de
Sódio, ou ainda o Metabissulfito de Potássio, que além
de conservar, tornam a solução ácida, neutralizando
eventuais resíduos de revelador e agindo ao mesmo tempo
como agente alvejante. Para endurecer a emulsão, algumas
fórmulas empregam ainda Alúmen de Cromo ou Potássio. O
Alúmen de Cromo, entretanto, não é tão durável quanto o
de Potássio e seu uso não é recomendado para papéis,
pois a sua coloração azul-esverdeada pode causar
manchas.
por fim, recomenda-se não deixar a solução
fixadora exposta ao ar por muito tempo. A sua evaporação
tende a carregar o ácido sulfídico - obtido a partir da
diluição do HIPOSSULFITO em água, que pode contaminar
todo o ambiente do laboratório, como também o próprio
equipamento, como ampliador, timers, objetivas, sais,
etc.
COMENTÁRIOS E FORMULAS
FIXADORES 1 E 2 -
Fórmulas universais AGFA e GEVAERT. Ambos são ácidos
devido a presença do BISSULFITO e Metabissulfito.
FIXADOR 3 -
Fixador com ácido acético.
FÓRMULA NUMERO 1 2 3 4 5 6
7 8
QUANTIDADES EM GRAMAS:
Água, em cc 700 700 700 700 700 700 700
700
HIPOSSULFITO de Sódio 250 250 240 250 300 240 240
400
Sulfito de Sódio - - 20 40 - 15 15
6.25
BISSULFITO de Sódio 25 - - - - - -
-
Metabissulfito de
Potássio - 25 - - - - -
12.5
Ac. Acético Glacial - - 15cc - - 13cc 14cc
-
Formalina - - - 120 - - -
-
Acetato de Sódio - - - - 70 - -
-
Alúmen de Cromo - - - - 95 - -
12.5
Alúmen de Potássio - - - - - l5 15
-
Ácido Bórico - - - - - 7.5 -
-
Metaborato de Sódio
(KODALK) - - - - - - 15
-
COMPLETAR C/ ÁGUA ATÉ 1,0
LITRO.
FIXADOR 4 -
Fixador tropical a base de FORMALINA. Recomendado para
regiões tropicais, pois endurece a gelatina enquanto
fixa.
FIXADOR 5 -
Fixador de ACETATO DE SÓDIO, de ação muito rápida, e que
permite temperaturas até 50 C.
FIXADOR 6 -
Fixador KODAK F 5. Muito popular entre os fotógrafos
avançados e laboratoristas, pois além de fixar a imagem,
ainda tem a propriedade de endurecer a gelatina,
evitando danos durante a manipulação do negativo. TEMPOS
DE FIXAÇÃO A 20 C: FILMES LENTOS: de 2 a 4 minutos.
FILMES MÉDIOS: de 5 a 10 minutos. FILMES RÁPIDOS: de 10
a 20 minutos.
FIXADOR 7 -
Fixador KODAK F 6, especialmente indicado por KODAK para
locais quentes e inadequadamente ventilados, pois o
cheiro do DIÓXIDO DE SULFETO desprendido pelo F 5 pode
prejudicar a saúde. Elimina-se isso quase por completo,
substituindo o ACIDO BÓRICO por KODALK ,conforme
podemos avaliar na fórmula descrita acima. Este banho
apresenta vantagens para fixar papeis fotográficos, pois
a lavagem final em água corrente é mais rápida em
relação aos outros fixadores que possuam ação
endurecedora mais forte. Aconselha-se o uso de um banho
interruptor para obter a sua duração máxima. Durante o
preparo do F 6 poderá ocorrer precipitação do KODALK.
Neste caso, aconselha-se a acrescentar lentamente alguns
ml. de ÁCIDO ACÉTICO GLACIAL até a solução atingir a sua
transparência original.
FIXADOR 8 - Fixador ILFORD IF 9 -
Recomendado por ILFORD para climas tropicais. Não deve
ser utilizado em papéis, pois o ALÚMEN DE CROMO poderá
ocasionar manchas. INSTRUÇÕES PARA O PREPARO: Dissolva
primeiramente o ALÚMEN DE CROMO, em seguida o
METABISSULFITO e depois o SULFITO em 750 cc de água não
acima de 30 C. por fim, adicione e dissolva o
HIPOSSULFITO e complete a solução até 1 litro. Observe
com atenção esta seqüência para não precipitar a
solução.
FIXADOR RÁPIDO ENDURECEDOR
- Este fixador, ao contrário das demais fórmulas aqui
apresentadas, possui como agente fixador o TIOSSULFATO
DE AMONEA, cujo poder de concentração de Tiossulfato é
muito maior em relação ao tradicional HIPOSSULFITO DE
SÓDIO, fixando negativos e copias em um prazo bem
reduzido.
Tiossulfato de Amônia............ 200g
Sulfito de Sódio, Anidro......... 15g
Ácido Acético Glacial............ 21ml
Ácido Bórico Cristalizado........ 7.5g
Alumem de Potássio............... 25g
Água até......................... 1.0
litro.
Note que a quantidade de Ácido Acético foi
aumentada para manter o mesmo nível de acidez da
solução. Aumentou-se também a quantidade do agente
endurecedor (Alumem) para que este possa manter o mesmo
efeito de endurecimento em um tempo de fixação mais
curto. Caso a solução se precipite, aumente
gradativamente a quantidade de Ácido Acético Glacial
(use uma seringa plástica, por exemplo), até que o
fixador volte a ficar transparente.
Tempos de Fixação a 20 C.
Para negativos: 1 minuto para todos os filmes,
com exceção para os filmes Kodak Tri X e Linha Kodak T
Max. Para estes, o tempo se estenderá para 1 1/2
minutos.
Para papéis resinados: 30 segundos.
Para papéis fibra a base de Brometo e para papéis
fibra a base de Clorobrometo: 1 minuto.
O HIPOSSULFITO de Sódio poderá ser substituído por
Tiossulfato de Amônia, nas fórmulas de fixador ácido,
nas seguintes proporções: 240g de HIPOSSULFITO de Sódio,
por 160g de Tiossulfato de Amônia.
Entretanto, o Tiossulfato em forma de sal,
apresenta um custo muito elevado no mercado.
Recomendamos, portanto, o uso desse produto em solução,
pois além de ter um custo muito mais competitivo, já vem
diluído, facilitando o preparo do fixador. A maioria das
soluções de Tiossulfato de Amônia comercializadas no
mercado tem um índice de concentração de 58 a 60 %.
Neste caso, podemos substituir o peso do HIPOSSULFITO de
Sódio (240g) pelo mesmo volume de Tiossulfato de Amônia
(240 cc).
FIXADOR RÁPIDO ALTERNATIVO - FOCUS FIX
Fixador rápido, desenvolvido pela FOCUS - ESCOLA
DE FOTOGRAFIA, onde o TIOSSULFATO DE AMONEA, é obtido a
partir do AMONÍACO e do HIPOSSULFITO DE SÓDIO.
Água................................. 500
ml
Amoníaco farmacêutico 25%............ 100
ml
Ácido Acético Glacial................ 65
ml
BISSULFITO de Sódio.................. 30
g
Sulfito de Sódio Anidro.............. 10
g
HIPOSSULFITO de Sódio................ 250
g
Água q.s.p. ......................... 1
litro.
CUIDADOS PARA O PREPARO:
Primeiramente, dilui-se o amoníaco. Em seguida introduz
vagarosamente o ácido acético. Convém usar luvas de
borracha e mascara, pois o acético em contato com o
amoníaco tende a ferver e esfumaçar. Desta reação,
teremos, de um lado, ions de amônia, e do outro, ions de
acetato, agente endurecedor para a gelatina da emulsão.
Em seguida, dissolve-se o BISSULFITO de Sódio, para
acidular e alvejar a emulsão. Depois, o Sulfito, agente
conservante e redutor de halogeneos de prata. E, por
ultimo, o HIPOSSULFITO de Sódio, que uma vez diluído,
divide-se em ions de Tiossulfato, de um lado, e Sódio do
outro lado. Obteremos assim, o Tiossulfato de Amônia,
que juntamente com o acetato, produzira um FIXADOR
RÁPIDO ENDURECEDOR. Os resultados são exatamente iguais
aos fixadores a base de TIOSSULFATO DE AMONEA. O
amoníaco, é conhecido quimicamente como Hidróxido de
Amônia. Neste caso, o ácido acético é usado para
neutralizar a sua alcalinidade.
REVELAÇÃO por INVERSÃO (SLIDE PRETO E BRANCO)
Quase todos os fabricantes produzem filmes
reversíveis, ou seja, emulsões que produzem diretamente
a imagem positiva, sem serem submetidas ao clássico
processo de positivação por meio de negativo. Os
materiais destinados para este fim diferem-se dos demais
nos seguintes aspectos: 1) Todo o filme direto
(para slides) necessitam de um suporte mais grosso e
resistente a sucessivas manipulações. 2)
Apresentam também um grau de contraste mais alto, já que
a sua emulsão é a própria imagem final positivada.
Entretanto, estes filmes não são encontrados no
mercado interno, obrigando-nos a procurar outras saídas.
O processo que apresentamos é obtido a partir do
filme KODAK T MAX com bons resultados. A própria KODAK
Norte Americana fabrica um kit semelhante para obter
slides em preto e branco a partir do T MAX 100 ou 400.
O processamento consiste, primeiramente em
"superevelar" a emulsão com um revelador enérgico. Em
seguida, a imagem é "branqueada", ou seja, a imagem
negativa é removida, restando na emulsão apenas as
reservas da imagem positiva, cujos sais de prata ainda
não foram positivados. Em seguida, o filme é re-exposto
a luz e novamente revelado com outro revelador enérgico.
por fim, assim que a imagem positiva está totalmente
revelada, é feita a fixação e lavagem final.
PROCESSAMENTO: FILME RECOMENDADO: ILFORD DELTA 100,
DEVIDO A SUA CARACTERÍSTICA DE VARIAÇÃO DE CONTRASTE.
EXPOSTO EM (E.I) ISO 80 (CONTRASTE SUAVE)/(E.I) ISO 100
(CONTRASTE MÉDIO) e (E.I)ISO 125 (CONTRASTE ALTO).
TEMPERATURA 21 / 24 C.
1
- REVELADOR DEKTOL ou D 72.
Diluir o revelador 1:1, imediatamente antes de usar.
TEMPO DE REVELAÇÃO: 12 MINUTOS/ 21 / 24 C.
2
- LAVAGEM EM ÁGUA CORRENTE
- tempo, 3 minutos. ATENÇÃO: NÃO UTILIZAR INTERRUPTOR.
3
- BRANQUEADOR
ÁGUA.............................. 700 cc.
BICROMATO DE POTÁSSIO............. 9.5 g.
ÁCIDO SULFURICO PURO.............. 12 cc
ÁGUA q.s.p........................ 1 litro.
TEMPO DE BRANQUEAMENTO: 4 MINUTOS/21/24 C.
4
- LAVAGEM EM ÁGUA CORRENTE
- 5 MINUTOS.
5
- CLAREADOR
ÁGUA............................. 700 cc.
SULFITO DE SÓDIO ANIDRO.......... 50 g.
HIDRÓXIDO DE SÓDIO............... 1 g.
ÁGUA q.s.p....................... 1 litro.
TEMPO DE CLAREAMENTO: 4 MINUTOS/21/24 C.
6
- LAVAGEM EM ÁGUA CORRENTE
- 2 MINUTOS.
7
- RE-EXPOSICAO
- 1 MINUTO DE CADA LADO DA ESPIRAL, LÂMPADA PHOTOFLOOD
BRANCA OU AZUL, HALOGENA 500 OU 1000 WATTS, OU AINDA SOB
LUZ SOLAR.
8
- SEGUNDA REVELAÇÃO
- Utilizar o primeiro revelador, diluído 1:1. TEMPO DE
REVELAÇÃO: 1 MINUTOS/21/24 C.
9
- INTERRUPTOR
- TEMPO: 30 SEGUNDOS.
10
- FIXADOR
- procure utilizar fixador endurecedor ácido, para
preservar a integridade da emulsão, que se encontra bem
castigada nesta altura do processo. TEMPO DE FIXAÇÃO -
4
MINUTOS / 21 - 24 C. FIXADOR RÁPIDO - 1 MINUTO /21-24 C.
11
- LAVAGEM FINAL,
SOLUÇÃO PHOTOFLO E SECAGEM - VIDE PROCESSO DE INVERSÃO
ANTERIOR.
LAVAGEM
A lavagem de negativos e cópias tem importância
fundamental para a durabilidade das imagens. Todos os
vestígios de HIPOSSULFITO devem ser eliminados da
emulsão para que a imagem tenha uma vida prolongada.
Todos os processos posterior a lavagem, como viragem,
intensificação, rebaixamento e outros, exigem que a
emulsão esteja complemente livre de HIPOSSULFITO.
Consegue-se isto pela lavagem de negativos e positivos
em água corrente durante 45 a 60 minutos, com exceção
dos papeis fotográficos resinados, e técnicas de
processamento especificas para climas tropicais.
Distinguem-se dois métodos de lavagem: em água
renovada e em água corrente. No primeiro caso, enche-se
uma banheira suficientemente grande com água e nela se
colocam as copias, com a emulsão virada para baixo,
ficando ali durante 5 minutos, no máximo. Depois
troca-se a água complemente, repetindo esse procedimento
de 10 a 12 vezes.
É um erro bastante comum pensar que a lavagem em
água corrente, deixando as copias na banheira, sob o
jato de torneira aberta, seja o mais eficiente método de
trocas. Essa forma de lavagem, muito pelo contrario,
quase não tem efeito, se não for executada com um
cuidado especial. O HIPOSSULFITO DE SÓDIO, mais pesado
do que a água, deposita-se no fundo da banheira e não é
atingido pela água corrente, pois esta transborda
imediatamente, sem causar efeito algum aos resídu |