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O LADO NEGRO
DOS MEGAPIXELS
Por Alexandre Barbosa, Fonte: Hardware,
Tecnologia.
Durante a PMA 2007, evento de fotografia digital e
impressão que acontece em Las Vegas, nos EUA (mais
aqui), todos os fabricantes de câmeras digitais
trouxeram inúmeros lançamentos, elevando continuamente o
patamar da resolução das câmeras em Megapixels.
E isso é ótimo, porque sensores mais parrudos vão gerar
imagens menores, certo? Aí é que mora o problema. Isso
nem sempre é verdade. Para entender isso, imagine que o
sensor CCD ou CMOS (as duas principais tecnologias de
sensores) são como um tabuleiro de xadrez onde cada
quadro representa um pixel na hora de formar a imagem
final de um arquivo de imagem. Agora imagine que os
fabricantes lançam câmeras com mais Megapixels.
Ora, já que as câmeras não aumentam de tamanho, isso
significa que os "quadros" do sensor das câmeras vão
ficando cada vez menores e, portanto, vão captar menos
luz. Resumindo, mais Megapixels não é sinônimo de uma
imagem mais precisa em uma câmera digital. Câmeras com
sensores muito poderosos podem gerar distorções em cor
e, assim como modelos menos potentes, terem dificuldades
em condições desfavoráveis de luminosidade.
E como o consumidor fica nessa? Meio refém no final das
contas. Como acontece em outras áreas da tecnologia, a
indústria de componentes vive do ciclo
obsolescência-substituição e precisa lançar sempre novos
e mais potentes componentes, alimentando daí os
fabricantes de câmeras, que competem entre si pela
preferência do consumidor.
O que fazer então na hora de comprar uma câmera?
Considere vários aspectos na hora da compra. Câmeras
compactas (as fininhas) e cujas lentes ficam compactas
no corpo do aparelho, tem capacidade menor que a de
câmeras mais volumosas, mas que trazem conjuntos óticos
mais versáteis na hora de conduzir a luz das imagens até
o sensor das câmeras. Ao utilizar câmeras potentes,
avalie as possibilidades de ajuste. Câmeras de 10 ou
mais Megapixels podem ser usadas em resoluções
equivalentes às de câmeras de 6 ou 5 Megapixels, por
vezes com resultados aparentemente melhores em termos de
definição e fidelidade de cor.
Outra coisa que está acontecendo é que câmeras na faixa
de 5 Megapixels estão se tornando o padrão para o
mercado de entrada em vários mercados. Isso faz com que
estes produtos tendam a perder a qualidade na comparação
com os modelos mais avançados em termos de recursos e
acabamento. A razão é simples: custos.
Se esta faixa de preço é a mais competitiva, as margens
de lucro de quem faz e quem vende os produto ficam
estreitas, levando os fabricantes a sacrificar parte da
qualidade no material usado no corpo do aparelho, na
qualidade e velocidade de componentes internos.
E na faixa acima de 7 Megapixels, os fabricantes começam
a embutir um leque diversificado de recursos de software
que permitem às câmeras apresentarem recursos básicos de
edição, ajustes automáticos ou manuais para capturar
fotos em várias condições de luminosidade.
*O blogueiro viajou a Las Vegas a convite da HP Brasil
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