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CD e DVD NÃO
SÃO MÍDIAS ESTÁVEIS
Pesquisa revela: gravações em CD podem perder-se em dois
anos
A pesquisa publicada na revista holandesa PC-Active tem
a intenção de alertar as pessoas para o fato de que as
informações gravadas em CD podem não estar tão seguras
como se imagina.
Imagens fotográficas, filmes e outras informações
estocadas digitalmente em compact discs podem não estar
tão seguros como os consumidores acreditam, de acordo
com a PC-Active, revista holandesa sobre computadores. É
claro que os fabricantes asseguram que um CD durará no
mínimo 10 anos ou mais, se mantido sob condições
normais. Mas, segundo a pesquisa publicada na edição de
setembro da revista, três de 31 marcas de CDs testadas
na Holanda, ou quase 10%, apresentavam erros sérios
menos de dois anos depois de serem gravados.
Um disco deteriorou-se tão seriamente que ficou
virtualmente ilegível, de acordo com os testes da
PC-Active, a terceira maior revista sobre computadores
da Holanda, com uma circulação de 60.000 exemplares.
Segundo o editor da revista, Wammes Witkop, os CDs foram
gravados em novembro de 2001, como parte de um teste
anterior de qualidade dos discos mais disponíveis no
mercado holandês. Eles foram testados depois de gravados
e cuidadosamente guardados em arquivos, numa sala à
temperatura ambiente, durante 20 meses, até que foram
retestados no mês passado.
Wiktop diz que é impossível determinar o que causou a
deterioração dos discos, comprados de vários varejistas
holandeses. Eles foram submetidos a testes rigorosos que
mostraram resultados consistentes, assegura.
No disco mais danificado, comprado na rede de drugstores
Kruidvat, os erros foram encontrados sobre a superfície,
em padrão idêntico ao rótulo impresso, sinalizando um
possível problema com a tinta ou cola utilizada.
A porta-voz da Kruidvat diz que a empresa confirmou que
alguns dos discos vendidos em 2001 tinham problemas e
encorajara os cliente a pedir reembolso ou ajuda para
reaver as informações perdidas.
“Parece que alguma informação pode ser recuperada
usando-se equipamento profissional”, diz Marielle van
der Harst. Ela afirma que os discos vendidos agora pela
rede não têm problemas.
Outra marca que deu maus resultados foi a Mmore, que
domina cerca de 20% do mercado holandês. A Mmore, que
vende compact discs em 20 países, afirma que os
resultados dos testes estão errados e ainda garante seus
CDs por 70 anos.
“Nós vendemos 600 milhões de CDs e nunca houve uma única
reclamação sobre eles”, diz o executivo-chefe, Gerben
Borsje, numa entrevista. “Algumas vezes pessoas têm
problemas com o calor, ou com o software ou com as
instruções. Mas nunca um problema com a qualidade.”
Embora haja centenas de marcas de CDs, quase todas são
fabricadas por uma dúzia de empresas, lembra Borsje. Os
CDs Mmore são produzidos pela Moserbaer, com sede na
Índia, cujos engenheiros estão agora revisando vários
outros CDs Mmore encontrados com defeitos pela PC-Active.
Os resultados devem sair a semana que vem.
Ewald Kowen, porta-voz da Comissão de Proteção ao
Consumidor da Holanda, diz que tem havido poucas
reclamações sobre CDs, embora tenham amplo uso doméstico
e comercial.
O Centro Médico Amsterdã, o maior hospital holandês, usa
CDs em seu departamento de cardiologia há cerca de dois
anos para guardar resultados de testes. Seu porta-voz
diz que não se notou nenhum problema com eles até agora.
Segundo ele, o hospital usa apenas CDs de alta qualidade
e “os problemas surgem apenas nos mais baratos”.
Steven Gilheany, engenheiro da ArchiveBuilders.com, uma
empresa californiana especializada em arquivamento de
informações, acha que “a existência de CDs com problema
no mercado é coisa muito séria”, mas não está prevendo
perda de informação em seu serviço.
Prof. Enio Leite
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