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TUDO
SOBRE BATERIAS RECARREGÁVEIS
Organização: Enio Leite

Introdução
Este manual tem o
objetivo de divulgar informações técnicas sobre
baterias, e suas aplicações tanto nas aulas práticas de
fotografia digital, fotografia convencional ou
analógica. técnicas de flash, video, notebooks e
laptop, telefonia celular e outros.
Apresentamos
informações sobre as baterias mais utilizadas por todos
nós :
·
Baterias
NiCd (Níquel Cádmio)
·
Baterias
NiMh (Níquel Metal
Hidreto)
·
Baterias
Li-Ion (Lithium
Ion)
·
Baterias
Li-Ion
Polymer (Lithium
Ion)
·
Baterias
Seladas Chumbo-Ácido
·
Baterias
Não Recarregáveis
Introduzimos também
capítulo especialmente dedicado aos
carregadores de baterias.
Há várias aplicações
para baterias. Neste estudo trataremos apenas das
baterias de pequeno porte usadas em aparelhos portáteis
ou de pequenas dimensões e peso. Cada aplicação tem suas
exigências específicas. Comece verificando qual o tipo
de bateria utilizado por sua camera e flash.
Por exemplo, uma
bateria recarregável para telefone sem fio não precisa
ter uma autonomia muito grande, uma vez que ela só é
utilizada enquanto falamos ao telefone e logo em seguida
é colocada em carga.
Já uma bateria
utilizada em um equipamento médico usado para reanimar
pacientes com parada cardíaca, deve ter uma autonomia
considerável, não pode falhar e tem de ser capaz de
fornecer grandes correntes em pequenos intervalos de
tempo. O mesmo se aplica aos equipamentos digitais.
Assim, os usuários de
baterias têm que saber as características de cada tipo
para que possam escolher a bateria que melhor
se adapta para sua aplicação.
Quando fazemos referência neste
manual à capacidade e a corrente das baterias, usamos a
letra “C”. Uma bateria sendo carregada com uma corrente
de
1C
significa que está sendo carregada com a corrente
nominal. Uma bateria sendo descarregada com uma corrente
de
0,5C
significa que está sendo descarregada com metade
corrente nominal.
Assim, com esse
manual, esperamos estar fornecendo aos nossos alunos as
informações técnicas necessárias para que possam fazer a
melhor escolha e usufruam melhor seus equipamentos.
Composição Química das Baterias – Vantagens e
Desvantagens
Vamos examinar as
vantagens e limitações das baterias mais utilizadas hoje
em dia.
NiCd
– A bateria de níquel cádmio é a bateria com mais tempo
de uso no mercado. Assim é uma tecnologia já
desenvolvida e madura. Porém a sua densidade de energia
não é muito grande. A bateria de
NiCd é utilizada quando se quer longa vida, alta
corrente de descarga e preço baixo. As principais
aplicações são telefones sem fio, walkie-talkie,
equipamentos médicos, câmeras de vídeo profissionais e
ferramentas elétricas. As baterias
NiCd contêm material tóxico e não podem ser
descartadas no meio ambiente. Precisam ser recicladas. A
S.T.A. tem capacidade de receber baterias
NiCd em fim de vida útil e
providenciar sua adequada reciclagem.
NiMH
– A bateria de níquel metal hidreto
tem uma alta densidade de energia se comparada com as
baterias NiCd. Porém seu
ciclo de vida é ligeiramente inferior ao das baterias
NiCd. As aplicações
principais dessas baterias são telefones celulares,
câmeras digitais e notebooks.
Chumbo-Ácido
– É a bateria mais econômica quando o problema do peso
pode ser desprezado. É bastante usada em equipamentos
hospitalares, cadeira de rodas elétricas, luz de
emergência e no-breaks.
Lítio-Íon
– É a tecnologia mais recente e está tendo um rápido
crescimento. A bateria Li-íon
é usada quando se deseja alta densidade de energia e
peso leve. Essas baterias são mais caras que as outras e
precisam ser utilizadas dentro de padrões rígidos de
segurança. Aplicações incluem
notebooks, telefones celulares.
Lítio-Íon
Polímero
– É uma versão mais barata da
Lítio-Íon. Essa química é similar à de Lítio-Íon
em termos de densidade de energia. Pode ser fabricada
com uma geometria muito fina e permite uma embalagem
simplificada. As aplicações principais são telefones
celulares.
A tabela abaixo ilustra
dados comparativos entre as baterias mais utilizadas.
|
|
NiCd
|
NiMh
|
Li-Ion
|
Li-Íon Polímero |
Chumbo-Ácido |
|
Densidade de Energia
(Wh/kg) |
45-80 |
60-120 |
110-160 |
100-130 |
30-50 |
|
Resistência Interna
(miliOhm) |
100-200
Pack 6V
*(1) |
200-300
Pack 6V
*(1) |
150-250
Pack 7,2V
*(1) |
200-300
Pack 7,2V
*(1) |
<100
Pack 12 V
*(1) |
|
Ciclo de Vida
(80% da capacidade inicial) |
1500
*(2) |
500-1000
*(2)(3) |
500-1000
*(3) |
300-500 |
200-300
*(2) |
|
Tempo para Carga Rápida |
1 hora |
2 a 4
hs |
2 a 4
hs |
2 a 4
hs |
8 a 16 hs |
|
Tolerância para Sobrecarga |
Moderada |
Baixa |
Muito Baixa |
Baixa |
Alta |
|
Auto-Descarga Mensal
(na temperatura ambiente) |
20%
*(4) |
30%
*(4) |
10%
*(5) |
10%
*(5) |
5% |
|
Tensão da Célula |
1,25V
*(6) |
1,25V
*(6) |
3,6V |
3,6V |
2V |
|
Corrente de Carga
-Pico
- Melhor Resultado |
20C
1C |
5C
0,5C |
>2C
1C |
>2C
1C |
5C - *(7)
0.2C |
|
Temperatura de operação
(somente descarga)
*(8) |
-40 a 60 0C |
-20 a 60 0C |
-20 a 60 0C |
0 a 60 0C |
-20 a 60 0C |
|
Manutenção |
30 a 60 dias |
60 a 90 dias |
Não é
necessário |
Não é necessário |
3 a 6 meses
*(9) |
|
Comparação de Custo
Pack 7,2V – U.S.A.
*(10) |
$ 50 |
$60 |
$100 |
$100 |
$25 |
|
Custo por ciclos
*(11) |
$0,04 |
$0,12 |
$0,14 |
$0,29 |
$0,10 |
|
Usada comercialmente desde |
1950 |
1990 |
1991 |
1999 |
1970 |
·
OBS.:
1-A resistência interna
de uma bateria varia com a capacidade da célula, tipo de
proteção e numero de células. Os circuitos de proteção
para Li-Íon e
Li-Íon polímero adicionam 100
mili Ohms de resistência.
2-O ciclo de vida é
baseado no fato que a bateria recebe o ciclo adequado de
manutenção. A falha na aplicação de ciclos profundos de
descarga pode reduzir a vida útil por três vezes.
3-O ciclo de vida útil
é baseado na profundeza da descarga. Descargas curtas
permitem ciclos de vida mais longos.
4-A descarga é maior
imediatamente após a carga, A bateria
NiCd descarrega
aproximadamente 10% nas primeiras 24 horas e após
descarrega 10% cada 30 dias. A
autodescarga aumenta com a elevação da
temperatura.
5-Circuitos internos de
proteção tipicamente consomem 3% da energia armazenada
por mês.
6-1,25V é a tensão de
célula sem carga. 1,2V é a tensão mais comum
7-Capaz de altas
correntes pulsadas
8-Aplicado apenas à
descarga; a temperatura de carga é mais restrita.
9-A manutenção pode ser
na forma de carga de equalização ou de pico.
10-Custo das baterias
para aplicações portáteis.
11-Derivado do preço da
bateria dividido pelo numero de ciclos. Não inclui o
custo da eletricidade e dos carregadores.
Vantagens e Limitações
das Baterias de Níquel Cádmio – NiCd
São usadas
comercialmente desde 1950.
As baterias de
NiCd preferem carga rápida ao
invés de carga lenta e carga pulsada ao invés de carga
contínua. Todas as outras baterias preferem carga e
descarga moderadas.
De fato a bateria de
NiCd é a única que tem uma
ótima performance sob rigorosas condições de trabalho. A
bateria de NiCd não gosta de
ficar em carregadores por vários dias e ser usada
somente ocasionalmente por períodos breves. Uma descarga
completa é tão importante que, se omitida, poderão ser
formados grandes cristais nas placas das células (é o
chamado efeito memória) e a bateria irá gradualmente
perder sua capacidade.
Entre as baterias
recarregáveis, as de NiCd
permanecem a escolha mais popular para aplicações tais
como walkie-talkie, equipamentos de emergência médica,
câmeras de vídeo profissionais e ferramentas elétricas.
Mais de 50% de todas as
baterias recarregáveis para equipamentos portáteis são
de NiCd. Entretanto a
introdução de novas baterias com densidade de energia
maior e metais menos tóxicos está causando a migração do
NiCd para tecnologias mais
recentes, principalmente NiMh
e Li-íon.
Vantagens
Carga rápida e simples
mesmo após armazenagem prolongada.
Alto número de ciclos
de carga e descarga. Se mantida adequadamente, a bateria
NiCd pode chegar a 1000
ciclos de carga e descarga.
Boa performance de
carga. As baterias de NiCd
permitem recargas em baixas temperaturas.
Longa vida na condição
de armazenagem, em qualquer estado de carga.
Armazenagem e
transporte simples. A maioria das empresas aéreas aceita
as baterias NiCd sem
condições especiais.
Bom desempenho em baixa
temperatura.
Bom desempenho mesmo se
sobrecarregada.
Preço baixo em
comparação com outras baterias. A bateria
NiCd é a que tem menor custo
por ciclo.
Disponível em larga
escala de tamanho e opções de desempenho.
Limitações
Baixa densidade de
energia, comparado com baterias mais modernas.
Efeito memória.
A
NiCd contém metais tóxicos que não podem ser
jogados no meio ambiente. Alguns países estão limitando
o uso de baterias de NiCd.
Tem uma alta taxa de
autodescarga precisando ser
carregada periodicamente quando armazenada.
Vantagens e
Limitações das Baterias de Níquel Metal
Hidreto –
NiMH
O sucesso das baterias
NiMH tem sido dirigido por
sua alta densidade de energia e pelo uso de metais não
tóxicos. As modernas baterias de
NiMH oferecem até 100% a mais de densidade de
energia em comparação com as baterias de
NiCd.
Tanto as baterias
NiCd como as baterias
NiMH têm uma alta taxa de
autodescarga.
A bateria de
NiCd perde aproximadamente
10% de sua capacidade dentro das primeiras 24 horas,
após o que a autodescarga é
de 10% ao mês.
A
autodescarga das baterias de
NiMH é 1,5 a 2 vezes a
autodescarga das baterias
NiCd.
As baterias de
NiMH têm substituído as
baterias de NiCd nos
mercados de comunicações sem fio e computação móvel. Em
muitas partes do mundo o consumidor é encorajado a usar
baterias NiMH ao invés de
baterias NiCd. Isto se deve
a preocupações ambientais com o descarte das baterias em
fim de vida útil.
Inicialmente mais caras
que as baterias NiCd,
atualmente as baterias NiMH
têm preço bem próximo ao das baterias
NiCd.
Devido aos problemas
ambientais, o consumo e a produção de baterias
NiCd têm diminuído, o que
provavelmente fará seu preço crescer.
Vantagens
50 a 100% maior
capacidade que as baterias NiCd.
Menor efeito memória.
Armazenagem e
transporte simples. – o transporte não está sujeito a
condições especiais.
Não tóxica e não causa
dano ao meio ambiente.
Limitações
Repetidos ciclos de
carga e descarga profunda reduzem a vida útil da
bateria. Seu desempenho se deteriora após 200 a 300
ciclos. Descargas parciais ao invés de descarga profunda
são preferidas pelas baterias NiMH.
Corrente limitada de
descarga. Embora as baterias NiMH
possam fornecer altas correntes de descarga, repetidas
descargas com altas correntes de carga podem reduzir a
vida útil da bateria. Melhores resultados são
conseguidos com correntes de descarga da 0,2 C a 0,5 C
(20 a 50 % da corrente nominal).
Processo de carga mais
complexo. As baterias NiMH
geram mais calor durante o processo de carga e requerem
um maior tempo de carga que a NiCd.
Atualmente, com os carregadores de baterias inteligentes
esse problema foi resolvido.
Alta taxa de
autodescarga. As baterias de
NiMH se
autodescarregam em torno de 50 % mais rápido que
as baterias NiCd.
O desempenho da bateria
se deteriora se armazenada em elevadas temperaturas. As
baterias NiMH devem ser
armazenadas num local fresco e a um estado de carga de
aproximadamente 40%.
Alta manutenção – as
baterias requerem descargas completas regularmente, para
evitar a formação de cristais.
São mais caras que as
baterias NiCd. As baterias
NiMH projetadas para alta
corrente são ainda mais caras.
Vantagens e Limitações das Baterias Chumbo-Ácido
Inventadas em 1859 pelo
físico francês Gaston
Planté, as baterias de
chumbo-ácido foram as
primeiras baterias para uso comercial. Atualmente as
baterias de chumbo-ácido são usadas em automóveis,
empilhadeiras e grandes sistemas de fornecimento de
energia elétrica ininterrupta (no-breaks).
Durante a metade dos
anos 70, os pesquisadores desenvolveram
uma bateria chumbo-ácido livre de
manutenção, que pode operar em qualquer posição.
O eletrólito líquido foi transformado em separadores
umedecidos e o invólucro foi selado. Válvulas de
segurança foram adicionadas para permitir a liberação do
gás durante a carga e descarga.
Direcionada a várias
aplicações, duas designações dessas baterias emergiram.
São elas: SLA (sealed lead
acid – bateria selada
chumbo-ácido), também conhecida com o nome comercial de
Gelcell e as baterias VRLA (valve
regulated lead
acid – bateria chumbo-ácido
regulada por válvula).
Tecnicamente ambas as
baterias são as mesmas.
Não há uma definição
clara de quando uma bateria deixa de ser SLA e passa a
ser VLRA. Engenheiros podem argumentar que a palavra
“bateria selada” é um engano já que nenhuma bateria pode
ser totalmente selada. Em geral, todas são reguladas com
válvulas.
A bateria SLA tem uma
faixa típica de capacidade que vai de 0,2 Ah até 30 Ah.
Os usos típicos são
no-breaks para computadores,
pequenas unidades de iluminação de emergência,
ventiladores para cuidar da saúde dos pacientes e
cadeiras de rodas elétricas. Por causa do baixo custo e
da pequena manutenção, as baterias seladas são a melhor
escolha para instrumentos biomédicos e de cuidados com a
saúde em hospitais e casas de repouso.
As baterias VRLA são
usadas em aplicações estacionárias. Sua capacidade vai
de 30 Ah até vários milhares de Ah e são encontradas em
no-breaks de grande porte,
para reserva de energia. Usos típicos são em repetidoras
telefônicas, centros de distribuição de energia,
hospitais, bancos aeroportos e instalações militares.
Ao contrário das
baterias de chumbo-ácido com eletrólito líquido, ambas
as baterias SLA e VRLA são projetadas para uma baixa
sobre-tensão, de forma a evitar a formação de gases
durante a carga. Carga em excesso pode causar
aparecimento de gás e depleção de água.
Conseqüentemente, as baterias SLA e VRLA não podem nunca
ser recarregadas em todo seu
potencial.
Entre as baterias
recarregáveis modernas, a família das baterias de
chumbo-ácido tem a menor densidade de energia. Como
estamos nos focando em aplicações portáteis vamos tratar
daqui para diante exclusivamente das baterias SLA.
As baterias SLA não
estão sujeitas ao efeito memória. Deixar a bateria em
carga flutuante por um período de tempo prolongado não
causa nenhum dano. A retenção de carga é a melhor entre
todas as baterias recarregáveis. Enquanto que as
baterias NiCd se
autodescarregam
aproximadamente 40 % da sua energia armazenada em três
meses, a bateria SLA se
autodescarrega na mesma quantidade no período de
01 ano. A bateria SLA é relativamente barata de se
comprar, mas os custos operacionais podem ser maiores
que os das baterias NiCd se
ciclos a plena carga forem exigidos repetitivamente.
As baterias SLA devem
sempre ser armazenadas
carregadas. Deixar a bateria descarregada causa
sulfação, uma condição que
torna difícil, se não impossível, de se recarregar as
baterias.
Diferente das baterias
de NiCd, as baterias SLA não
gostam de ciclos profundos. Uma descarga completa causa
uma tensão extra e cada ciclo de carga/descarga rouba
uma pequena quantidade da capacidade da bateria. Essa
perda é muito pequena enquanto a bateria está em boa
condição de operação, mas se torna mais aguda uma vez
que a performance cai abaixo de 80% da sua capacidade
nominal. Esta característica de redução também se aplica
para outras químicas de baterias em graus variantes.
Para prevenir a bateria de estar “estressada” através de
descarga profunda repetitiva, uma bateria maior de SLA é
recomendada.
Dependendo da
profundidade de descarga e temperatura de operação, a
SLA fornece 200 a 300 ciclos de carga/descarga. A
primeira razão para seu ciclo de vida relativamente
curto é corrosão da grade do eletrodo positivo, depleção
do material ativo e expansão das placas positivas. Essas
mudanças são predominantes em temperaturas de operação
mais altas. Aplicar ciclos de
carga/descarga não previnem ou invertem essa
tendência.
Existem alguns métodos
que melhoram a performance e prolongam a vida da SLA. A
temperatura de operação otimizada para uma bateria VRLA
é de 25°C (77°F). Em geral, cada 8°C (15°F) de aumento
de temperatura irá cortar a vida da bateria pela metade.
VRLA que deveria durar 10 anos a 25°C estaria boa para
apenas 5 anos se operada a
33°C (95°F). A mesma bateria agüentaria pouco mais de um
ano a uma temperatura de 42°C (107°F).
|
|
|
Vantagens e limitações de baterias
chumbo-ácido
|
|
|
|
Vantagens
|
Barata e
simples de se fabricar -- em termos de custo
por watt horas, o SLA é o mais barato.
Tecnologia
madura, confiável e bem-compreendida
-- quando usada corretamente, a SLA é
durável e fornece serviço seguro.
Baixa
Auto-descarga
-- a auto-descarga está entre as mais baixas
em sistemas de baterias recarregáveis.
Exigências
de manutenção baixas – sem memória; nenhum
eletrólito para encher.
Capaz de
taxas elevadas de descarga. |
|
Limitações
|
Não pode
ser armazenada em uma condição descarregada
– a tensão da célula não pode cair abaixo de
2,10 Volts
Baixa
densidade de energia
Permite
somente um número limitado de ciclos
completos de descarga --
bem adequado para aplicações de espera que
requerem somente descargas profundas
ocasionais.
Meio hostil
- o eletrólito e o conteúdo da carga podem
causar danos ambientais.
Limitações
do transporte em baterias de chumbo-ácido
inundado – existem interesses ambientais a
respeito do derramamento no caso de um
acidente.
Fuga
térmica pode ocorrer com carregamento
impróprio. |
|
|
A SLA tem uma
densidade de energia relativamente baixa comparada com
outras baterias recarregáveis, tornando-a inadequada
para dispositivos de mão que exigem um tamanho compacto.
Além disso, a performance em baixas temperaturas é
amplamente reduzida.
A SLA é taxada em 0,2 C
ou 5 horas de descarga. Algumas baterias são até taxadas
a uma baixa descarga de 20 horas. Tempos de descarga
maiores produzem leituras de capacidade maiores. A SLA
funciona bem em altos pulsos de corrente.
Em termos de
descarte, a SLA é menos prejudicial do que a bateria de
NiCd mas o alto conteúdo de
carga torna a SLA inimiga do ambiente. 90% das baterias
de chumbo-ácido estão sendo recicladas.
Vantagens e Limitações
das Baterias de Lítio-Íon
O Lítio é o mais leve
de todos os metais usados em baterias, tem o maior
potencial eletroquímico e fornece a maior densidade de
energia por peso. Baterias recarregáveis que usam anodos
de metal de lítio (eletrodos negativos) são capazes de
fornecer tanto alta tensão quanto excelente capacidade,
resultando em uma extraordinária densidade de energia
alta.
Depois de muita
pesquisa em baterias recarregáveis de lítio durante os
anos 80, foi descoberto que o ciclo de carga/descarga
causa mudanças no eletrodo de lítio. Essas
transformações reduzem a estabilidade térmica, causando
potenciais condições de fuga térmica. Quando isso
ocorre, a temperatura da célula rapidamente se aproxima
do ponto de derretimento de lítio, resultando em uma
violenta reação chamada “abertura com chama”. Uma grande
quantidade de baterias de lítio recarregáveis enviadas
ao Japão teve que regressar em 1991 depois de uma
bateria em um telefone celular liberar gases inflamáveis
e causar danos no rosto da pessoa.
Por causa da
instabilidade inerente do metal de lítio, especialmente
durante o carregamento, pesquisas conduziram para uma
bateria de lítio não-metálica que usa íons de lítio.
Embora superficialmente menor em densidade de energia do
que a de metal de lítio, a de Lítio-Íon é segura,
tomadas certas precauções quando carregando e
descarregando. Em 1991 a SONY comercializou a primeira
bateria de Lítio-Íon. Outros fabricantes também se
adaptaram à tecnologia. Hoje, a Lítio-Íon é a bateria
que mais está crescendo e é a química de bateria mais
promissora.
A densidade de
energia da bateria de Lítio-Íon é tipicamente o dobro
das de NiCd padrão. Melhorias
nos materiais de eletrodo ativo têm o potencial de
aumentar a densidade de energia perto de três vezes em
relação às de NiCd. Além da
alta capacidade, as características de carga são
razoavelmente boas e se comportam como as de
NiCd em termos de
características de descarga (forma similar do perfil de
descarga, mas de tensão diferente). A curva de descarga
plana oferece utilização eficiente da energia armazenada
em um espectro de tensão desejável.
A Lítio-Íon é uma
bateria de baixa manutenção, uma vantagem que a maioria
das outras químicas não têm. Não existe memória e nenhum
ciclo programado é exigido para prolongar a vida da
bateria. Além disso, a auto-descarga
é menor que a metade comparado com as de
NiCd e
NiMH.
A alta tensão da célula
de Lítio-Íon permite a fabricação de conjuntos de
baterias que consistem em apenas uma célula. Muitos dos
telefones móveis de hoje funcionam com uma célula
simples, uma vantagem que simplifica o projeto da
bateria. As tensões de alimentação de aplicações
eletrônicas têm caído, o que requer poucas células por
conjunto de baterias. Para manter a mesma energia,
contudo, são necessárias maiores correntes. Isto
enfatiza a importância de uma resistência muito baixa da
célula para permitir irrestrito fluxo de corrente.
Células de Lítio-Íon
causam menos dano quando descartadas do que as de
Chumbo-Ácido ou baterias à base de Cádmio. Entre a
família de Lítio-Íon, o manganês é o mais amigável em
termos de descarte.
Apesar de suas
vantagens totais, as de Lítio-Íon também têm as suas
inconveniências. Ela é frágil e requer um circuito de
proteção para manter uma operação segura. Embutido
dentro de cada conjunto, o circuito de proteção limita a
tensão de pico de cada célula durante a carga e previne
que a tensão da célula caia muito
durante a descarga.
Além disso, a máxima
corrente de carga e descarga é limitada e a temperatura
da célula é monitorada para prevenir temperaturas
extremas.
Envelhecimento é uma
preocupação com a maioria das baterias. Por razões
desconhecidas, fabricantes de baterias são silenciosos
sobre essa questão. Alguma deterioração da capacidade é
perceptível após 1 ano, se a
bateria estiver em uso ou não. Acima de
2 ou talvez 3 anos, a bateria
freqüentemente falha. Deve-se mencionar que outras
químicas também têm efeitos degenerativos relacionados à
idade. Isso é especialmente verdadeiro para as baterias
de NiMH se expostas a altas
temperaturas ambientes.
Armazenar a bateria
em um lugar fresco desacelera o processo de
envelhecimento da bateria de Lítio-Íon (e outras
químicas). Fornecedores recomendam armazenar a 15°C
(59°F). Além disso, a bateria apenas deve ser
parcialmente carregada quando armazenada.
Armazenamento
prolongado não é recomendado para baterias de Lítio-Íon.
O comprador deve estar ciente da data de fabricação
quando comprar baterias de reposição de Lítio-Íon.
Infelizmente, essa informação é freqüentemente
codificada em um número de série
criptografado e está disponível apenas para o
fabricante.
A mais econômica
bateria à base de Lítio em termos da relação de custo
por energia é um conjunto de baterias que usa a célula
cilíndrica 18650. Essa bateria é um
tanto volumosa, mas adequada para aplicações
portáteis tais como computação móvel. Se um conjunto de
baterias mais fino for requerido (mais fino que 18 mm),
a célula prismática de
Lítio-Íon é a melhor escolha. Existe um pequeno ou
nenhum ganho em densidade de energia por peso e tamanho
sobre a 18650, contudo o
custo é maior que o dobro.
Se uma geometria
ultra-fina é necessária
(menor que 4 mm), a melhor escolha é a Lítio-Íon
Polímero. Essa é a opção mais cara em termos de custo de
energia. A de Lítio-Íon Polímero não oferece ganhos de
energia apreciáveis sobre os sistemas de Lítio-Íon
convencionais, nem combina a durabilidade da célula
18650.
A tabela a seguir
mostra as vantagens e limitações das baterias de
Lítio-Íon:
|
|
|
Vantagens e
limitações de baterias de Lítio-Íon
|
|
|
|
Vantagens |
Densidade
da energia elevada - potencial para
capacidades ainda maiores.
Auto-descarga
relativamente baixa - a auto-descarga é
menor do que a metade da
NiCd e
NiMH.
Manutenção
Baixa - nenhuma
descarga periódica é necessária; sem
memória. |
|
Limitações |
Requer
circuito de proteção - o circuito da
proteção limita a tensão e a corrente. A
bateria é segura se não sobrecarregada.
Sujeita ao
envelhecimento, mesmo se não estiver em uso
- armazenar a
bateria em um lugar fresco e a 40 por cento
de estado de carga reduz o efeito do
envelhecimento.
Moderada
corrente de descarga.
Sujeito aos
regulamentos do transporte - o embarque de
quantidades maiores de baterias de Lítio-Íon
pode estar sujeito ao controle regulador.
Esta restrição não se aplica ao carregamento
pessoal de baterias.
Caro de se
fabricar - aproximadamente 40 por cento
maior no custo do que a de
NiCd. Melhores
técnicas de fabricação e recolocação de
metais raros com alternativas de custo mais
baixo, provavelmente reduzirão o preço.
Não
inteiramente maduro - as mudanças em
combinações do metal e da química afetam
resultados de teste da bateria,
especialmente com alguns métodos de testes
rápidos. |
Cuidado: As baterias do
Li-íon têm uma alta
densidade de energia. Não faça curto-circuito, não
sobrecarregue, não esmague, não bata, não mutile, não
penetre, não aplique polaridade reversa, não exponha à
alta temperatura e não desmonte. Use somente a bateria
do Li-íon com o designado
circuito de proteção. A alta temperatura da cápsula
resultante do abuso da célula poderia causar dano
físico. O eletrólito é altamente inflamável. A ruptura
pode causar a abertura com chama.
Vantagens e Limitações
das Baterias de Lítio-Íon Polímero
A bateria de
Lítio-Polímero se diferencia dos outros sistemas de
baterias no tipo de eletrólito usado. O projeto inicial,
anterior aos anos 70, usa somente um eletrólito seco de
polímero sólido. Esse eletrólito se assemelha a um filme
tipo plástico que não conduz eletricidade, mas permite
uma troca de íons (átomos eletricamente carregados ou
grupos de átomos). O eletrólito de polímero substitui
o separador poroso tradicional, que
é embebido com eletrólito.
O projeto de polímero
seco oferece simplificações no que diz respeito à
fabricação, rugosidade, segurança e geometria de perfil
fino. Não há perigo de inflamação porque nenhum
eletrólito líquido ou de gel está sendo usado.
Com uma espessura de
célula medindo tão pouco quanto um
milímetro (0,039 polegadas), projetistas de equipamentos
são deixados à sua própria imaginação em termos de
modelo, forma e tamanho.
Para fazer uma pequena
bateria de Lítio-Polímero condutora, um pouco de
eletrólito com gel foi adicionado. A maioria das
baterias comerciais de Lítio-Polímero usadas hoje para
telefones celulares é híbrida e contém eletrólito com
gel. O correto termo para esse sistema é
“Lítio-Íon-Polímero”.
Com eletrólito com gel
adicionado, qual é então a diferença entre Lítio-Íon e
Lítio-íon-polímero? Embora as características e
desempenho dos dois sistemas sejam muito similares, a de
Lítio-Íon-Polímero é única que usa um eletrólito sólido,
substituindo o separador poroso. O
eletrólito com gel é simplesmente adicionado para
aumentar a condutividade de íon.
Uma das vantagens da
bateria de Lítio-Íon-Polímero, contudo, é a
embalagem mais simples porque os eletrodos podem
facilmente ser empilhados. Empacotamento laminado
(folheado) similar ao usado em indústrias alimentícias
está sendo usado.
|
|
Vantagens e limitações de baterias de
Lítio-Íon-Polímero
|
|
|
|
Vantagens |
Perfil
muito baixo - as baterias que se assemelham
ao perfil de um cartão de crédito são
praticáveis.
Fator
flexível do modelo - os fabricantes não são
limitados por formatos padrão da célula. Com
volume elevado, qualquer tamanho razoável
pode ser produzido economicamente.
Peso Leve -
Gel é preferido do que os eletrólitos
líquidos permitem empacotamento
simplificado, em alguns casos eliminando a
casca do metal.
Segurança
melhorada - mais resistente à sobrecarga;
menos possibilidade de vazamento de
eletrólito. |
|
Limitações |
Densidade
de energia mais baixa e contagem de ciclo
diminuída comparada à bateria de Lítio-Íon -
potencial para melhorias existem.
Caro para
manufaturar - uma vez produzida em grande
escala, o polímero de Lítio-Íon tem o
potencial para um custo mais baixo. O
circuito de controle reduzido implica em
maiores custos de fabricação. |
Formatos de baterias
A bateria cilíndrica
A bateria cilíndrica
continua a ser o estilo de revestimento mais usado. As
vantagens são facilidade de fabricação e boa
estabilidade mecânica. O cilindro tem a habilidade de
resistir altas pressões internas. Quando carregando, a
pressão da bateria de uma NiCd
pode alcançar 1379 kilopascal
(kPa) ou 200 libras por
polegada quadrada (psi). Um sistema de abertura é
adicionado em uma das pontas do cilindro. A abertura
ocorre se a pressão da bateria alcançar entre 150 e 200
psi. A figura a seguir mostra uma bateria convencional
de NiCd.
A bateria cilíndrica
tem um preço moderadamente melhor e oferece alta
densidade de energia. Aplicações típicas são:
comunicação, computação móvel, instrumentos biomédicos,
ferramentas elétricas e outros usos que não exigem
tamanho ultrapequeno.
NiCd oferece a maior seleção de baterias
cilíndricas. Uma boa variedade é também disponível na
família de NiMh,
especialmente nos formatos menores de baterias.
As baterias de
Lítio-Íon estão apenas disponíveis em tamanhos
limitados, sendo a mais popular a 18650. “18”
indica o diâmetro em milímetros e “650” indica o
comprimento (65 milímetros). Ela tem a capacidade de
1800 a 2000mAh. A bateria 26650 tem diâmetro de 26
milímetros e fornece 3200mAh. Por causa da geometria
plana do polímero de Lítio-Íon, essa química de bateria
não está disponível no formato cilíndrico.
A maioria das
baterias seladas de Chumbo-Ácido é construída em um
formato prismático, deste
modo criando uma caixa retangular que é comumente feita
de materiais plásticos. Existem baterias seladas de
Chumbo-Ácido, contudo, que levam vantagem do modelo
cilíndrico usando uma técnica de enrolamento que é
similar à bateria convencional.
Diz-se que a bateria
selada de Chumbo-Ácido cilíndrica
Hawker Cyclone
oferece melhor estabilidade da bateria, e que fornece
maiores correntes de descarga e tem melhor estabilidade
de temperatura do que o modelo
prismático convencional.
O inconveniente da
bateria cilíndrica é que o máximo uso do espaço não é
conseguido. Quando as baterias são empilhadas, cavidades
de ar são formadas. Por causa do tamanho fixo da
bateria, o conjunto deve ser projetado em torno do
tamanho disponível da bateria.
Quase todas as
baterias cilíndricas são equipadas com um mecanismo de
abertura para expelir excesso de gases em uma maneira
ordenada. Muitas Baterias de Lítio-Íon cilíndricas
contêm um lacre de membrana que se rompe se a pressão
exceder a 3448kPa (500 psi). Existe usualmente um sério
aumento do volume da bateria antes do lacre se romper. A
abertura apenas ocorre sob condições extremas.
A
bateria botão
A bateria botão foi
desenvolvida para “miniaturizar”
conjuntos de baterias e resolver problemas de
empilhamento. Hoje, essa arquitetura é limitada a um
pequeno nicho de mercado. Versões não-recarregáveis da
bateria botão continuam a ser
populares e podem ser encontradas em relógios,
aparelhos auditivos e memória de “backup” (cópia de
segurança).
As principais
aplicações da bateria botão são (ou foram): velhos
telefones sem fio, dispositivos biomédicos e
instrumentos industriais. Embora pequeno no projeto e
barato de se fabricar, a principal inconveniência é o
aumento do tamanho, se carregada muito rapidamente.
Baterias botão não têm abertura de segurança e apenas
podem ser carregadas a uma taxa de carga de 10 a 16
horas. Novos modelos reivindicam rápida capacidade de
carga.
A figura a seguir
mostra a bateria botão:
A
bateria Prismática
A bateria
prismática foi desenvolvida
em resposta à exigência do consumidor por tamanhos de
conjuntos mais estreitos. Introduzida nos recentes anos
90, a bateria prismática faz
quase o máximo uso do espaço quando empilhada. Baterias
prismáticas são usadas
predominantemente em aplicações de telefonia celular. A
figura a seguir mostra a bateria
prismática.
As baterias
prismáticas são as mais
comuns da família de baterias de Lítio. A bateria de
Lítio-Íon-Polímero é exclusivamente
prismática. Um fabricante principal pode
apresentar um ou mais tamanhos que se ajustam em um
certo dispositivo portátil, tal como o telefone celular.
Enquanto essas baterias
são produzidas em grande escala, outros fabricantes de
baterias seguem a adequação e oferecem uma bateria
idêntica a um preço competitivo. Baterias
prismáticas que têm ganhado
aceitação são: 340648 e a 340848. Medida em milímetros,
“34” indica a largura, “06” ou “08” indica a espessura e
“48” indica o comprimento da bateria.
Algumas baterias
prismáticas são similares no
tamanho, mas se distinguem por apenas uma pequena
fração. Tal é o caso da bateria da Panasonic que mede 34
mm por 50 mm e tem a espessura de 6,5 mm. Se alguns
milímetros cúbicos puderem ser adicionados a uma dada
aplicação, o fabricante fará isso para obter maiores
capacidades.
A desvantagem da
bateria prismática são
densidades de energia superficialmente mais baixas,
comparado a bateria cilíndrica equivalente. Além disso,
a bateria prismática é mais
cara de se fabricar e não fornece a mesma estabilidade
mecânica apreciada pela bateria cilíndrica.
A bateria
prismática é oferecida em
limites e químicas limitados e funciona aproximadamente
de 400mAh a 2000mAh. Por causa da grande quantidade
exigida para telefones celulares, baterias
prismáticas especiais são
feitas para se adequarem a certos modelos. A maioria das
células prismáticas não tem
um sistema de abertura. No caso de aumento de pressão, a
célula começa a se inchar. Quando corretamente
usada e adequadamente carregada,
nenhum aumento deve ocorrer.
Tamanhos de
Baterias NiCd
|
TAMANHO |
DIAMETRO
(mm) |
ALTURA (mm) |
PESO(g) |
|
1/3AAA |
10,5 |
16 |
5 |
|
2/3AAA |
10,5 |
28,5 |
8 |
|
AAA |
10,5 |
44 |
12 |
|
1/3AA |
14,5 |
17 |
8 |
|
2/3AA |
14,5 |
29 |
14 |
|
4/5AA |
14,5 |
43 |
20 |
|
AA |
14,5 |
50 |
23 |
|
7/5AA |
14,5 |
65,5 |
33 |
|
2/3A |
17 |
28,5 |
21 |
|
4/5A |
17 |
43 |
30 |
|
A |
17 |
50 |
31 |
|
4/3A |
17 |
67 |
52 |
|
1/2SC |
23 |
26 |
26 |
|
4/5SC |
23 |
34 |
35 |
|
SC |
23 |
43 |
45 |
|
C |
26 |
50 |
70 |
|
1/2D |
33 |
37 |
72 |
|
D |
33 |
61 |
123 |
Tamanhos de
Baterias NiMh
|
TAMANHO |
DIAMETRO
(mm) |
ALTURA (mm) |
PESO(g) |
|
2/3AAAA |
8,7 |
29 |
5 |
|
4/5AAAA |
8,7 |
40 |
7 |
|
AAAA |
8,7 |
52 |
10 |
|
LAAAA |
8,7 |
55 |
11 |
|
XLAAAA |
8,7 |
67 |
13 |
|
1/4AAA |
10,5 |
11 |
2,4 |
|
1/3AAA |
10,5 |
15 |
4 |
|
2/5AAA |
10,5 |
20 |
5 |
|
2/3AAA |
10,5 |
28,5 |
7 |
|
SAAA |
10,5 |
36 |
9 |
|
4/5AAA |
10,5 |
38 |
10 |
|
AAA |
10,5 |
44 |
12 |
|
LAAA |
10,5 |
50 |
14 |
|
XLAAA |
10,5 |
67 |
18 |
|
1/3AA |
14,5 |
17 |
8 |
|
2/3AA |
14,5 |
29 |
14 |
|
AA |
14,5 |
50 |
26 |
|
5/4AA |
14,5 |
65 |
32 |
|
2/3A |
17 |
28,5 |
21 |
|
4/5A |
17 |
43 |
33 |
|
A |
17 |
50 |
38 |
|
4/3 |
17 |
67 |
52 |
|
4/5SC |
23 |
34 |
48 |
|
SC |
23 |
43 |
56 |
|
C |
26 |
50 |
80 |
|
1/2D |
33 |
37 |
95 |
|
D |
33 |
61 |
160 |
Ligação
série e paralelo de baterias
Na maioria dos
casos, uma única célula não fornece uma alta tensão
suficiente e uma conexão em série é necessária. Baterias
à base de Níquel fornecem uma tensão de bateria de
1,25 Volts. Uma bateria de
Chumbo-Ácido fornece 2 Volts
e a maioria das baterias de Lítio-Íon são taxadas em 3,6
Volts. Os sistemas de manganês e Lítio-Íon-Polímero às
vezes usam 3,7 Volts como a designada tensão da bateria.
Essa é a razão para freqüentes tensões pouco familiares,
tal como 11,1 Volts para um conjunto de
3 pilhas com química de
manganês.
Baterias à base de
Níquel são freqüentemente fixadas em
1,2 Volts. Não há diferença entre uma bateria
entre 1,2 e 1,25 Volts; é simplesmente a preferência do
fabricante de fixar. Ao passo que baterias comerciais
tendem a serem identificadas com 1,2
Volts por célula, baterias industriais, militares
e de aviação ainda estão marcadas com a original
indicação de 1,25 Volts por célula.
Um conjunto de
5 baterias à base de Níquel
fornece 6V (6,25 Volts com uma identificação de 1,25
Volts por célula) e um conjunto de 6 baterias fornece
7,2 Volts (7,5 Volts com uma identificação de 1,25 Volts
por célula). A Chumbo-Ácido portátil vem em formato de
3 células (6 Volts) e em 6
células (12 Volts). A família de Lítio-Íon tem 3,6 Volts
para um conjunto de 1 célula,
7,2 Volts para um conjunto de 2 células e 10,8 Volts
para um conjunto de 3 células. As baterias de 3,6 Volts
e 7,2 Volts são comumente usadas em telefones celulares;
laptops usam os maiores conjuntos de 10,8 Volts.
Tem sido uma tendência
diminuir a tensão das baterias para leves dispositivos
portáteis, tal como telefones celulares. Isso foi
possível graças aos avanços na microeletrônica. Para
alcançar a mesma energia com tensões menores, maiores
correntes são necessárias. Com maiores correntes, uma
baixa resistência interna da bateria é crítica. Isso
apresenta um desafio se dispositivos de proteção são
usados.
Conjuntos com menos
células em série geralmente funcionam melhor que aqueles
com 12 baterias ou mais. Similar a uma corrente, quanto
mais elos ela tiver, maior será a probabilidade de uma
se romper. Em baterias de tensões mais elevadas,
combinações precisas de células tornam-se muito
importantes, especialmente se altas correntes de carga
são puxadas ou se o conjunto é operado em temperaturas
frias.
Conexões em paralelo
são usadas para a obtenção de altas taxas Ah (ampére
hora). Quando possível, projetistas de conjuntos de
baterias preferem usar baterias maiores. Isso não pode
ser sempre praticado porque novas químicas de baterias
vêm em tamanhos limitados.
Freqüentemente, uma
conexão paralela é a única opção de aumentar a taxa da
bateria. Também é necessária a utilização em paralelo se
as dimensões do conjunto restringirem o uso de baterias
maiores. Entre as químicas de baterias, a de Lítio-Íon é
a que melhor se permite conexão paralela.
Circuitos de
proteção
A maioria dos
conjuntos de baterias inclui algum tipo de proteção para
proteger a bateria e o equipamento, no caso da
ocorrência de mau funcionamento.
A proteção mais básica
é um fusível que se abre caso uma excessiva alta
corrente for tirada. Alguns fusíveis se abrem
permanentemente e tornam a bateria inútil uma vez que o
filamento é quebrado; outros fusíveis são baseados em um
PolyswitchTM, que
se assemelha a um fusível reajustável. Em corrente
excessiva, o PolyswitchTM
cria uma alta resistência, inibindo o fluxo de corrente.
Quando a condição se normaliza, a resistência do
comutador reverte para a baixa posição “ON”, permitindo
retomar a operação normal. Comutadores de estado sólido
também são utilizados para romper a corrente. Ambos
comutadores de estado sólido e a
PolyswitchTM têm uma resistência
residual para a posição “ON” durante operação normal,
causando um superficial aumento na resistência interna
da bateria.
Um circuito de
proteção mais completo é encontrado em baterias
intrinsecamente seguras. Essas baterias são usadas em
rádios de duas vias, detectores de gases e outros
instrumentos eletrônicos que operam em uma área perigosa
tal como refinarias de óleo e elevadores de grãos.
O circuito de proteção
previne correntes excessivas, que pode conduzir
a um alto aquecimento e faísca
elétrica.
Existem vários níveis
de segurança intrínseca, cada um servindo um específico
nível de perigo. A exigência para segurança intrínseca
varia de país para país. O custo de compra de uma
bateria intrinsecamente segura é de
2 ou 3 vezes o de uma bateria normal.
Conjuntos de Lítio-Íon
comerciais contêm um dos mais exatos circuitos de
proteção na indústria de bateria. Esses circuitos
garantem segurança sob todas as circunstâncias quando
nas mãos do público. Tipicamente, um Transistor de
Efeito de Campo(FET) se abre
se a tensão de carga de qualquer célula alcançar 4,30
Volts e um fusível ativar se a temperatura da célula se
aproximar de 90°C(194°F).
A bateria de Lítio-Íon
é tipicamente descarregada para 3 Volts por célula.
Durante armazenagem prolongada, contudo, uma descarga
abaixo do nível de corte é possível. Nem todos os
carregadores são projetados para aplicar uma carga uma
vez que a bateria de Lítio-Íon tenha caído para menos de
2,5 Volts por célula. Quanto mais células conectadas em
série, mais complexo o circuito de proteção se torna.
Quatro células é o limite prático para aplicações
comerciais. O circuito de proteção interno de um
telefone celular quando na posição “ON” tem uma
resistência de 50 a 100 mΩ. O circuito normalmente
consiste em dois comutadores ligados em série. Um é
responsável pelo corte em sobrecarga e o outro pelo
corte em subtensão. A
resistência combinada desses dois dispositivos
virtualmente dobra a resistência interna do conjunto de
baterias, especialmente se apenas uma célula é usada.
Alguns pequenos
conjuntos de baterias de Lítio-Íon com química de
manganês, contendo uma ou duas células, podem não
incluir um circuito de proteção eletrônico. O manganês é
mais tolerante que os outros sistemas, se
sobrecarregado. A ausência de um circuito de proteção
economiza dinheiro, mas um novo problema surge. Eis o
que pode ocorrer:
Usuários de
telefones celulares têm acesso a carregadores que podem
não ser aprovados pelo
fabricante da bateria. Disponível a um baixo custo para
carro e viagem, esses carregadores podem depender de um
circuito de proteção de bateria para terminar à carga
completa. Sem o circuito de proteção, a tensão da célula
da bateria aumenta demais e sobrecarrega a bateria.
Aparentemente ainda segura, um irreversível dano na
bateria freqüentemente ocorre. Aumento do aquecimento e
“inchaço” da bateria são comuns sob essas
circunstâncias. Tais situações devem ser evitadas a toda
hora. Os fabricantes estão freqüentemente perdendo
dinheiro quando precisam trocar essas baterias sob
garantia.
Baterias de
Lítio-Íon com eletrodos de cobalto, por exemplo,
requerem proteção completamente segura. Um interesse
principal surge se eletricidade estática ou um
carregador danificado tiver destruído o circuito de
proteção da bateria. Tal dano freqüentemente faz com que
o estado sólido comute para o fusível em uma permanente
posição “ON” sem conhecimento do usuário. Uma bateria
com um circuito de proteção defeituoso pode funcionar
normalmente, mas não fornece a segurança exigida. Se
carregada além dos limites seguros de tensão com um
carregador acessório mal projetado, a bateria pode se
aquecer, então se expandir e em alguns casos abrir com
chama. Dar curto em tal bateria pode também ser
perigoso.
Fabricantes de
baterias de Lítio-Íon se privam de mencionar explosão.
“Abertura com chama” é a terminologia aceita. Embora
mais lenta na reação do que na explosão,
a abertura com chama pode ser muito
violenta. Isso pode danificar o equipamento onde
a bateria estava conectada. A maioria dos fabricantes
não vende as células de Lítio-Íon soltas, mas as
disponibilizam em um conjunto de bateria, completa com
circuito de proteção. Essa precaução é compreensível
quando se considera o perigo de explosão e fogo se a
bateria é carregada e descarregada além dos seus limites
de segurança. A maioria das casas montadoras de baterias
devem certificar a montagem do conjunto e do circuito de
proteção pretendidos a serem usados com o fabricante
antes desses itens serem aprovados para venda.
Carregadores de baterias
Existem duas variedades
distintas de carregadores: os carregadores pessoais e os
carregadores industriais.
O carregador pessoal é
vendido em embalagem atrativa e é oferecido com produtos
tais como telefones celulares, laptops e câmeras de
vídeo. Estes carregadores são baratos de serem comprados
e funcionam bem quando usados para a aplicação
pretendida. O carregador pessoal oferece razoável tempo
de carga.
Em comparação, o
carregador industrial é projetado para uso fabril. Esses
carregadores são feitos para uso repetitivo. Disponível
em configurações simples ou
multi-compartimento, os carregadores industriais
são oferecidos pelo fabricante do equipamento original.
Em alguns casos, os carregadores podem também
ser obtidos de fabricantes
terceirizados. Enquanto os fabricantes de equipamento
original oferecem condições básicas, os fabricantes
terceirizados freqüentemente incluem características
especiais, tais como carregamento a pulso negativo,
função de descarga para condicionamento da bateria, e
indicação de estado de carga e estado de “saúde”. Muitos
fabricantes terceirizados estão preparados para
construírem baixas quantidades de carregadores
personalizados. Outros benefícios que fornecedores
terceirizados podem oferecer incluem preços atrativos e
performance superior.
Nem todos os
fabricantes terceirizados de carregadores possuem um
padrão de qualidade que a indústria exige. O comprador
precisa estar ciente de possíveis compromissos de
qualidade e performance quando estiver comprando esses
carregadores a preços de desconto. Algumas unidades
podem não resistir ao uso repetitivo; outras podem
desenvolver problemas de manutenção tais como contatos
de baterias queimados ou quebrados.
A sobrecarga
incontrolada é outro problema em muitos carregadores,
especialmente os que carregam pilhas à base de Níquel.
Altas temperaturas durante carga e espera, estragam
pilhas. A sobrecarga ocorre quando o carregador mantém a
pilha a uma temperatura que é quente para se tocar
(temperatura do corpo), quando em condições aptas.
Algumas elevações de
temperatura não podem ser evitadas quando baterias à
base de Níquel estiverem sendo carregadas. Um pico de
temperatura é alcançado quando a bateria se aproxima da
carga completa. A temperatura deve estar razoável quando
a luz indicadora de fim de carga
aparecer e a bateria tiver mudado para carga
pulsante. A bateria deve eventualmente esfriar-se para a
temperatura ambiente.
Se a temperatura não
cair e permanecer acima da temperatura ambiente, o
carregador está operando incorretamente. Em tal caso, a
bateria deve ser removida o mais
rápido possível depois que a luz indicadora de
fim de carga tiver se acendido. Qualquer carregamento
pulsante prolongado irá danificar a bateria. Este
cuidado se aplica especialmente às baterias de
NiMH porque ela não absorve a
sobrecarga muito bem. De fato, uma
NiMH com alta carga pulsante pode esfriar até a
temperatura de toque e ainda estar em uma condição de
dano por sobrecarga. Tal bateria teria uma baixa vida de
serviço.
Uma bateria à base de
Lítio nunca deve ficar quente em um carregador. Se isto
acontece, a bateria está com problema ou o carregador
não está funcionando adequadamente. Pare de usar essa
bateria e/ou o carregador. É preferível armazenar as
baterias em uma prateleira e aplicar uma carga de pico
antes do uso do que deixar a bateria no carregador por
dias. Até a uma aparente carga pulsante correta, as
baterias de NiCd produzem uma
formação cristalina (também conhecida como “memória”)
quando deixada no carregador. Por causa da elevada
autodescarga, uma corrente
de pico é necessária antes do uso. A maioria dos
carregadores de Li-Íon
permite que a bateria permaneça conectada sem infligir
dano.
Existem
3 tipos de carregadores para
baterias à base de Níquel:
1)
Carregadores Lentos
Também conhecidos por
“Carregadores Normais”, aplicam uma taxa de carga fixa
em aproximadamente 0,1 C. O tempo médio de carga para
esse tipo de carregador é de 14 a 16 horas. Na maioria
dos casos não ocorre detecção de carga completa para
alterar a bateria para uma taxa de carga mais baixa no
final do ciclo de carga.
Se a corrente de carga
é ajustada corretamente, a bateria em um carregador
lento se mantém morna ao toque quando completamente
carregada. Neste caso, a bateria não precisa ser
removida imediatamente após estar totalmente carregada,
mas não deve ficar no carregador por mais de um dia.
Quanto mais cedo a bateria for removida após estar
completamente carregada, melhor é.
Um problema surge se
uma bateria de menor capacidade é carregada com um
carregador projetado para baterias de maiores
capacidades. Embora o carregador execute bem a fase
inicial de carga, a bateria começa a se esquentar
passados 70% do nível de carga. Pelo fato de não haver
condições de diminuir a corrente de carga ou de terminar
de carregar, na segunda fase do ciclo de carga irá
ocorrer sobrecarga devido ao aquecimento.
Se um carregador
alternativo não estiver disponível, o usuário é
aconselhado a observar a temperatura da bateria que está
sendo carregada e desconectar a bateria quando estiver
quente ao toque.
O oposto pode ocorrer
quando uma bateria de maior capacidade é carregada em um
aparelho projetado para carregar baterias de menor
capacidade. Em tal caso, um carregamento completo nunca
será alcançado. As baterias permanecem frias durante a
carga e não irão render o esperado. Uma bateria à base
de Níquel que seja continuamente
sub-carregada irá eventualmente perder sua
habilidade de aceitar uma carga completa devido à
“memória”.
2)
Carregadores Rápidos
É um dos mais
populares. Está posicionado entre os carregadores lentos
e os carregadores super-rápidos tanto quanto ao tempo de
carga como quanto ao preço. O tempo de carga médio é de
3 a 6 horas e a taxa de carga é de aproximadamente 0,3
C. Controle de carga é necessário para terminar a carga
quando a bateria estiver carregada. O carregador rápido
bem projetado fornece melhor serviço para baterias à
base de Níquel do que os carregadores lentos. Baterias
duram mais se carregadas com altas correntes, previsto
que elas permaneçam frias e não são sobrecarregadas.
3)
Carregadores Super-Rápidos
Os carregadores
super-rápidos oferecem várias vantagens em relação aos
outros carregadores; o mais óbvio é ummenor tempo de
carga. Por causa do maior fornecimento de energia e dos
circuitos de controle necessários serem mais
caros, o carregador super-rápido
custa mais que os carregadores lentos, mas o
investimento é retornado no fornecimento de uma boa
performance das baterias, que duram mais. A uma taxa de
carga de 1 C, uma bateria
vazia de NiCd tipicamente
carrega em pouco mais de uma hora. Quando a bateria está
completamente carregada, alguns carregadores comutam
para um modo de carga de pico administrado por um
temporizador que completa o
ciclo de carga a uma corrente de carga reduzida. Uma vez
completamente carregada, o carregador altera para a
carga pulsante. Esta carga de manutenção compensa a
autodescarga da bateria.
Modernos carregadores
super-rápidos geralmente utilizam baterias de
NiCd e
NiMH. Devido à alta corrente gerada pelos
carregadores e a necessidade de monitorar a bateria
durante a carga, é importante carregar apenas baterias
especificadas pelo fabricante.Alguns fabricantes de
baterias codificam as baterias eletricamente para
identificarem sua química e a taxa de carga. O
carregador então ajusta a corrente de carga correta e o
algoritmo para a bateria apropriada. As baterias de
Chumbo-Ácido e lítio-íon são carregadas com diferentes
algoritmos e não são compatíveis com os métodos de carga
usados para baterias à base de Níquel.
É melhor o carregamento
rápido de baterias à base de Níquel. Sabe-se que ao
carregar no modo lento, é criada uma formação cristalina
em baterias à base de Níquel, um fenômeno que diminui a
performance da bateria e encurta seu tempo de vida útil.
A temperatura da bateria durante a carga deve ser
razoável e o pico de temperatura deve ser mantido o
menor possível.
Não é recomendável
deixar baterias à base de Níquel no carregador por mais
de poucos dias, até com uma correta ajustagem da
corrente de carga pulsante.
UM CARREGADOR PROJETADO PARA CARREGAR
BATERIAS DE NiMH PODE TAMBÉM
UTILIZAR BATERIAS DE NiCd,
MAS O CONTRÁRIO NÃO É VÁLIDO. UM CARREGADOR APENAS FEITO
PARA BATERIAS DE NiCd PODE
SOBRECARREGAR AS BATERIAS DE NiMH.
Carregadores para
baterias à base de Lítio são mais definidos em termos de
método de carga e tempo de carga. Isto é, em parte,
devido ao regime de carga estreito e às condições
exigidas por essas baterias.
Métodos de carga rápida
não diminuem significativamente o tempo de carga. Uma
taxa de carga superior a 1 C
deve ser evitada porque tal corrente alta pode induzir
ao depósito de Lítio. Com a maioria das baterias, uma
taxa acima de 1 C não é
possível. O circuito de proteção limita a quantidade de
corrente que a bateria pode aceitar. A bateria à base de
lítio tem um lento metabolismo e pode levar tempo para
absorver a energia.
Carregadores de chumbo
ácido servem a mercados industriais tais como hospitais
e unidades de cuidados de saúde. Os tempos de carga são
muito grandes e não podem ser encurtados. A maioria dos
carregadores de Chumbo-Ácido carrega a bateria em 14
horas. Por causa de sua baixa densidade de energia, esse
tipo de bateria não é usado em pequenos dispositivos
portáteis.
Carregando
Baterias de Níquel-Cádmio
Fabricantes de baterias
de NiCd recomendam que novas
baterias sejam carregadas em modo lento por 24 horas
antes do uso. Uma carga lenta ajuda a conduzir às
células dentro das baterias um nível de carga igual,
porque cada célula se auto
descarrega a diferentes níveis de capacidade.
Durante longa armazenagem, o eletrólito tende a ir para
o fundo da célula.
Alguns fabricantes de
baterias não carregam completamente suas baterias antes
da expedição. Estas baterias atingem seu potencial total
apenas depois de o cliente ter realizado diversos ciclos
de carga e descarga, com um analisador de bateria ou
através do uso normal.
Em muitos casos, de 50
a 100 ciclos de carga e descarga são necessários para se
carregar completamente uma bateria à base de Níquel.
Células de qualidade, tais como as produzidas pela Sanyo
e pela Panasonic, são conhecidas por atenderem à
especificação completa após pouco mais de 5 a
7 ciclos de carga e descarga.
A
maioria das células recarregáveis são equipadas com uma
abertura de segurança para liberar excesso de pressão se
carregadas incorretamente.
A abertura de segurança em uma célula de
NiCd abre de 1034 a 1379
kPa (150 a 200 psi). Em
comparação, a pressão de um pneu de carro é tipicamente
240 kPa (35 psi).
Carregadores rápidos
comerciais freqüentemente não são projetados para
proteger a bateria. É especialmente verdade que
carregadores de baterias de NiCd
medem o estado de carga da bateria exclusivamente
através da sensibilidade de temperatura. Embora simples
e barata no projeto, a terminação de carga por
sensibilidade de temperatura não é precisa.
Os
termistores usados, comumente apresentam ampla
tolerância; seus posicionamentos com respeito às células
não são consistentes. Temperaturas ambientes e exposição
ao sol enquanto carregando também afetam a precisão da
detecção de carga cheia. Para prevenir o risco de
interrupção(cut-off)
e assegurar carga cheia sob a maioria das condições,
fabricantes de carregadores usam 50°C(122°F) como
temperatura recomendada para interrupção(cut-off).
Embora uma prolongada temperatura acima de 45°C (113°F)
seja prejudicial para a bateria, um curto pico de
temperatura acima desse nível é freqüentemente
inevitável.
Carregadores de
NiCd mais avançados sentem a
taxa de temperatura aumentar, definido como
dT/dt, ou a mudança na
temperatura acima do tempo de carga, em vez de responder
a uma temperatura absoluta. dT/dt
é definido como “delta Temperature
/ delta time” (Temperatura delta / tempo delta).
Por causa da massa
relativamente grande de uma célula e da propagação
vagarosa do calor, usando esse método de carga, a
bateria irá também entrar em uma curta condição de
sobrecarga antes de uma carga cheia ser detectada.O
método dT/dt
apenas funciona com carregadores rápidos.
A detecção mais precisa
de carga cheia para baterias de NiCd
pode ser alcançada com o uso de um micro controlador que
monitora a tensão da bateria e termina a carga quando um
certo sinal de tensão ocorre.
Uma queda na tensão
significa que a bateria atingiu carga completa. Isso é
conhecido como “Negative
Delta V” (NDV) (Delta Negativo V).
NDV é o método de
detecção de carga cheia recomendado para carregadores de
NiCd de carga aberta porque
ele oferece um rápido tempo de resposta. A detecção de
carga NDV também funciona bem com uma bateria
parcialmente ou totalmente carregada. Se uma bateria
totalmente carregada é inserida, a tensão final aumenta
rapidamente, depois cai rispidamente.
Tal carga dura apenas poucos minutos
e as células permanecem frias. Carregadores de
NiCd baseados em detecção de
carga completa NDV, tipicamente respondem a uma queda de
tensão de 10 a 30 mV por
célula. São preferidos carregadores que respondem a um
decréscimo de tensão muito pequeno aos que requerem uma
queda maior.
Para obter uma queda de
tensão suficiente, a taxa de carga deve ser de 0,5 C ou
maior. Taxas de carga menores que 0,5 C produzem um
decréscimo de tensão muito superficial, que é geralmente
muito difícil de ser medido. Carregadores usando o NDV
devem incluir outros métodos de terminação de carga para
fornecerem carregamento de segurança sob todas as
condições. A maioria dos carregadores também monitora a
temperatura da bateria.
O fator de eficiência
de carga de um NiCd padrão é
melhor em carga rápida do que em carga lenta.A uma taxa
de carga de 1 C, a eficiência
de carga típica é 1.1 ou 91%. Em uma carga lenta (0,1
C), a eficiência cai para 71%.
A uma taxa de
1 C, o tempo de carga de uma
NiCd é superficialmente
maior que 60 minutos (66 minutos em uma eficiência de
carga assumida em 1.1). O tempo de carga em uma bateria
que é parcialmente descarregada ou não pode manter a
capacidade completa devido à memória ou outra degradação
é conseqüentemente menor. A uma taxa de carga de 0,1 C,
o tempo de carga de uma NiCd
vazia é de aproximadamente 14 horas.
Durante os primeiros
70% do ciclo de carga, a eficiência de carga de uma
bateria de NiCd é perto de
100%. Quase toda a energia é absorvida e a bateria
permanece fria.
Passado o limiar de
carga dos 70%, a bateria gradualmente perde a habilidade
de aceitar carga. As células começam a gerar gases, a
pressão aumenta e a temperatura cai. A aceitação de
carga diminui quando a bateria alcança o estado de carga
de 80 a 90%. Uma vez alcançada a carga completa, a
bateria entra em sobrecarga. A figura a seguir mostra a
relação da tensão da célula, pressão e temperatura
quando uma NiCd está sendo
carregada (essas características são similares em
baterias de NiMH).
Baterias de
NiCd de altíssima capacidade
tendem a se aquecer mais do que as
NiCd padrão se carregadas a 1 C ou mais. Isto é
parcialmente devido a mais alta resistência interna da
bateria de muito alta capacidade. Performance de carga
otimizada pode ser alcançada aplicando-se corrente no
estado inicial de carga, depois reduzindo a uma taxa
menor conforme a aceitação decresce. Isso evita aumento
de temperatura excessivo e ainda assegura baterias
completamente carregadas.
Intercalar pulsos de
descarga entre pulsos de carga melhora a aceitação de
carga das baterias à base de Níquel. Comumente referida
como ”carregamento reverso”; esse método de carga
estimula a área de superfície nos eletrodos, resultando
em uma performance elevada e aumento da vida de serviço.
O carregamento reverso também melhora o carregamento
rápido porque ele ajuda a recombinar os gases gerados
durante a carga. O resultado é uma carga mais fria e
mais eficiente do que os carregadores DC convencionais.
Carregar pelo método de
carregamento reverso minimiza a formação cristalina.
Pesquisas realizadas na Alemanha têm mostrado que o
método de carregamento reverso adiciona 15% na vida da
bateria de NiCd.
Após carga completa, a
bateria é mantida com uma carga pulsante para compensar
a autodescarga. A carga
pulsante para baterias de NiCd
fica entre 0,05 e 0,1 C. Em um esforço de reduzir o
fenômeno de memória, existe uma tendência a correntes de
carga pulsante menores.
Carregando
Baterias de Níquel Metal Hidreto
Os carregadores de
NiMH são muito similares aos
de NiCd, mas a eletrônica
interna é geralmente mais complexa. Para começar, a
NiMH produz uma queda de
tensão muito pequena quando completamente carregada.
Este NDV é quase não existente em taxas de carga abaixo
de 0,5°C e em temperaturas elevadas.
O NDV de um carregador
de NiMH deve responder a uma
queda de tensão de 16mV ou menos. Aumentar a
sensitividade do carregador para responder à pequena
queda de tensão, freqüentemente termina a carga rápida
por erro incompletamente através do ciclo de carga.
Flutuações de tensão e barulho induzido pela bateria e
pelo carregador podem enganar o circuito de detecção NDV
se ajustado muito precisamente.
A popularidade das
baterias de NiMH introduziu
muitas técnicas de carregamento inovadoras.
Baterias de
NiMH que usam o método NDV ou
controle de interrupção térmico tendem a entregar
maiores capacidades que aquelas carregadas por métodos
menos agressivos. Este ganho é de aproximadamente 6% em
uma boa bateria. Este aumento de capacidade é devido à
curta sobrecarga a que a bateria é exposta. O aspecto
negativo é um menor ciclo de vida.Ao invés de se esperar
de 350 a 400 ciclos de serviço, essa bateria pode estar
esgotada com 300 ciclos.
Similar aos métodos de
carga NiCd, a maioria dos
carregadores rápidos de NiMH
funcionam com o aumento da taxa de temperatura (dT/dt).
Uma elevação de temperatura em 1°C(1,8°F) por minuto é
comumente usada para terminar a carga. A interrupção da
temperatura absoluta é 60°C(140°F). Uma carga de pico de
0,1 C é adicionada por aproximadamente 30 minutos para
maximizar a carga. A carga pulsante contínua que segue
mantém a bateria no estado de carga completa.
Aplicar uma carga
rápida inicial de 1 C
funciona bem. Períodos de resfriamento de poucos minutos
são adicionados quando certos picos de tensão são
alcançados. A carga então continua a uma corrente mais
baixa. Quando alcançar o começo da próxima carga, a
corrente cai mais ainda. Este processo é repetido até
que a bateria esteja completamente carregada.
Conhecida como “carga
de etapa diferencial”, esse método de carga funciona bem
com baterias de NiCd e
NiMH. A corrente de carga se
ajusta para o estado da carga, permitindo alta corrente
no início e corrente mais moderada no final da carga.
Isto evita o acúmulo excessivo de temperatura para o fim
do ciclo de carga quando a bateria é menos capaz de
aceitar carga.
As baterias de
NiMH devem ser carregadas em
modo rápido, ao invés do modo lento. A quantidade de
carga pulsante aplicada para manter carga completa é
especialmente crítica. Pelo fato das baterias de
NiMH não absorverem bem a
sobrecarga, a carga pulsante deve ser ajustada mais
baixa que a de NiCd. A carga
pulsante recomendada para a bateria de
NiMH é uma baixa carga de
0,05 C. Isto é o porquê do carregador original de
NiCd não poder ser usado
para carregar baterias de NiMH.
A baixa taxa de carga pulsante é aceitável para a
NiCd.
É difícil, se não
impossível, de carregar uma bateria de
NiMH em modo lento. A uma
taxa de 0,1 C e 0,3 C, os perfis de temperatura e tensão
não exibem características definidas para medir
precisamente o estado de carga cheia e o carregador deve
depender de um temporizador.
Pode ocorrer uma sobrecarga prejudicial se uma bateria
parcialmente ou totalmente carregada for carregada em um
carregador com um temporizador
fixo. O mesmo ocorre se a bateria tiver perdido a
aceitação de carga devido à idade e puder reter apenas
50% da carga. Um temporizador
fixo que entregue sempre uma carga de 100% sem
considerar a condição da bateria, finalmente aplicaria
muita carga. Sobrecarga poderia ocorrer até mesmo se a
bateria de NiMH estivesse
fria ao toque.
Alguns carregadores
mais baratos podem não aplicar uma carga completamente
saturada. Nesses carregadores econômicos, a detecção de
carga cheia pode ocorrer imediatamente depois de um pico
de tensão ter sido alcançado ou o limiar de temperatura
ser detectado. A estes carregadores comumente são
promovidos os méritos de pequenos tempos de carga e
preço razoável.
A figura a seguir
resume as características de carregadores lentos,
rápidos e super-rápidos. Uma corrente de carga mais alta
permite melhor detecção de carga cheia. Esses valores
também se aplicam às baterias de
NiMH e NiCd.
|
|
Taxa de Carga |
Tempo Típico |
Método de carga |
|
Carregador Lento |
0.1C |
14h |
Temporizador
fixo. Sujeito à sobrecarga. Remover a
bateria quando carregada. |
|
Carregador Rápido |
0.3-0.5C |
4h |
NDV ajustado para 10mV/célula, usa platô de
tensão, temperatura absoluta e
TIME-OUT-TIMER. (A 0.3C,
dT/dt não
consegue elevar suficientemente a
temperatura para terminar a carga.) |
|
Carregador Super-Rápido |
1C |
1h+ |
NDV responde a configurações maiores, usa
dT/dt,
platô de tensão, temperatura absoluta e
TIME-OUT-TIMER. |
Carregando
Baterias Chumbo-Ácido
O algoritmo de carga
para baterias de Chumbo-Ácido difere das de
NiCd no limite de tensão, ao
invés do limite de corrente ser usado.O tempo de carga
de uma bateria de Chumbo-Ácido (selada) é de 12 a 16
horas.Com correntes de carga maiores, e métodos de carga
multi-estágios, o tempo de
carga pode ser reduzido para 10 horas ou menos. As
baterias de Chumbo-Ácido não podem ser totalmente
carregadas tão rapidamente quanto às de
NiCd.
Um carregador
multi-estágio aplica carga
de corrente constante, carga de pico e carga de
flutuação, como mostrado na figura abaixo:
Durante a carga de
corrente constante, a bateria carrega 70% em
aproximadamente 5 horas; os 30% restantes são
completados por uma lenta carga de pico. A corrente de
pico dura outras 5 horas e é
essencial para o bem estar da bateria. Isto pode ser
comparado a um pequeno descanso após uma boa refeição
antes de recomeçar o trabalho. Se a bateria não estiver
completamente saturada, a bateria de Chumbo-Ácido irá
eventualmente perder sua habilidade de aceitar uma carga
completa e a performance da bateria será reduzida. O
terceiro estágio é a carga de flutuação, que compensa a
autodescarga depois da
bateria ter sido carregada completamente.
É crítico o ajuste
correto do limite de tensão da célula. Um limite de
tensão crítico é de 2,30 Volts até 2,45 Volts. Se uma
carga lenta é aceitável, ou se a temperatura ambiente
puder exceder 30°C(86°F), o limite de tensão
recomendável é 2,35 Volts por célula. Se for preciso um
carregador rápido e a temperatura ambiente permanecer
abaixo de 30°C, poderá ser usado de 2,40 a 2,45 Volts
por célula.
O limite de tensão de
carga indicado na figura acima é uma tensão momentânea
de pico e a bateria não pode permanecer nesse nível.
Esta crista de tensão é usada apenas quando aplicar um
ciclo de carga completa para uma bateria que tenha sido
descarregada. Uma vez completamente carregada e pronta
para uso, uma carga de flutuação é aplicada, que é
mantida constante a um nível de tensão mais baixo. A
tensão de carga de flutuação recomendada para a maioria
das baterias de Chumbo-Ácido de baixa pressão é entre
2,25 a 2,30 Volts por célula. Um bom acordo é 2,27
Volts.
A tensão de carga de
flutuação ótima muda com a temperatura. Uma temperatura
maior exige tensões superficialmente inferiores e uma
temperatura inferior exige tensões maiores. Carregadores
que são expostos a grandes flutuações de temperatura são
equipados com sensores de temperatura para otimizarem a
tensão de flutuação.
Independentemente de
quão boa a tensão de
flutuação possa ser compensada, existe sempre um acordo.
Carregar uma bateria selada de Chumbo-Ácido usando
técnicas de corrente de flutuação tradicional é como
“dançar na cabeça de um alfinete”. A bateria quer estar
carregada completamente para evitar
sulfação na placa negativa, mas não quer estar
supersaturada, que causa corrosão na grade na placa
positiva.
Diferenças no
envelhecimento das células criam outro desafio em achar
a tensão de carga de flutuação otimizada. Com o
desenvolvimento de bolsas de ar dentro das células,
algumas baterias mostram evolução de hidrogênio a partir
da sobrecarga. Outros sofrem recombinação de oxigênio.
Uma vez as células conectadas em série, o controle da
tensão individual da célula é virtualmente impossível.
Se a tensão aplicada na célula é muito alta ou muito
baixa para uma dada célula, a célula mais fraca se
deteriora mais e a condição dela se torna mais
pronunciada com o tempo. Empresas têm desenvolvido
dispositivos de balanceamento de células que corrigem
alguns desses problemas, mas esses dispositivos apenas
podem ser aplicados se o acesso às células individuais
for possível.
A tensão de ondulação
imposta na tensão de carga também causa problemas em
baterias de Chumbo-Ácido, especialmente nas de
Chumbo-Ácido reguladas por válvulas. O pico da tensão de
ondulação constitui uma sobrecarga, causando evolução de
hidrogênio.
Muito tem sido dito
sobre carregar baterias de Chumbo-Ácido por pulsos.
Embora existam vantagens óbvias de reduzida corrosão de
célula, fabricantes e técnicos de serviço não estão de
acordo a respeito das vantagens de tal método de carga.
Algumas vantagens são aparentes se a carga por pulsos é
aplicada corretamente, mas os resultados são
não-conclusivos.
Considerando que os
ajustes de tensão da figura anterior se aplicam a
baterias de Chumbo-Ácido de baixa pressão com uma
válvula de escape de pressão de aproximadamente
34kPa(5psi), as baterias cilíndricas seladas de
Chumbo-Ácido (Hawker)
requerem maiores ajustes de tensão. Estes limites de
tensão devem ser ajustados de acordo com as
especificações do fabricante. A não aplicação do limiar
de tensão recomendado para essas baterias causa uma
queda gradual na capacidade devido à
sulfação. Tipicamente, a
célula Hawker tem um ajuste
de escape de pressão de 345kPa (50psi). Isso permite
alguma recombinação dos gases durante a carga.
Uma bateria selada de
Chumbo-Ácido deve ser armazenada em estado carregado.
Uma carga de pico deve ser aplicada a cada
6 meses para evitar que a
tensão caia para menos de 2,10 Volts por célula. As
exigências da corrente de pico podem ser diferentes para
cada fabricante. Sempre siga os intervalos de tempo
recomendados pelo fabricante.
Medindo a tensão de uma
célula aberta enquanto armazenada, uma indicação de
nível de carga aproximada pode ser obtida. A tensão de
2,11 Volts, se medida à temperatura ambiente, revela que
a célula tem uma carga de 50% ou mais. Se a tensão está
no limiar, ou abaixo dele, a bateria está em uma boa
condição e apenas precisa de um prévio ciclo de carga
completo para ser usada. Se a tensão cai para menos de
2,10 Volts, vários ciclos de carga e descarga podem ser
necessários para fazer a bateria ter performance total.
Quando medir a tensão terminal de qualquer célula, a
temperatura de armazenamento deve ser observada. Uma
bateria fria aumenta a tensão superficialmente e uma
morna, diminui a tensão.
Baterias plásticas
seladas de Chumbo-Ácido que chegam dos vendedores com
menos de 2,10 Volts por célula são rejeitadas por alguns
compradores que inspecionam a bateria durante o controle
de qualidade. Tensão baixa sugere que a bateria pode ter
um suave curto, um defeito que não pode ser corrigido
com a ciclagem. Embora a ciclagem possa aumentar a
capacidade dessas baterias, os ciclos extras comprometem
a vida de serviço da bateria. Além disso, o tempo e o
equipamento exigidos para fazer a bateria estar
completamente funcional adicionam ao custo operacional.
A célula
Hawker pode ser armazenada a
voltagens menores que 1,81 Volts.
Contudo, quando estiver reativando as células, uma
tensão de carga maior que a normal pode ser exigida para
converter os grandes cristais de
sulfite de volta a um bom material ativo.
O preço de uma célula
Hawker é um pouco maior que
a da equivalente de plástico, mas é mais barata que a de
NiCd. Também conhecida como
“Ciclone”, essa célula é similar à de
NiCd cilíndrica. Esta
construção melhora a estabilidade da célula e fornece
correntes de descarga maiores quando comparada com a
selada de Chumbo-Ácido de placa plana.
As baterias de
Chumbo-Ácido são preferidas para utilização em sistemas
de “No-Break”. Durante carga
de flutuação prolongada, uma carga de pico periódica,
também conhecida como “carga de equalização”, é
recomendável carregar completamente as placas e prevenir
sulfação.
Uma carga de
equalização aumenta a tensão da bateria por várias horas
para um nível de tensão acima do especificado pelo
fabricante. Perda de eletrólito através da temperatura
elevada pode ocorrer se a carga de equalização não for
administrada corretamente. Pelo fato de não se poder
adicionar nenhum líquido nos sistemas de baterias
seladas de Chumbo-Ácido e nas de Chumbo-Ácido reguladas
por válvula, uma redução do eletrólito causará um dano
irreversível. Fabricantes e o pessoal de serviços estão
freqüentemente divididos em relação aos benefícios da
carga de equalização.
Acredita-se que algum
exercício, ou breve descarga periódica possa prolongar a
vida da bateria de Chumbo-Ácido. Se aplicada uma vez por
mês como parte de um programa de exercício, a
profundidade de descarga deve apenas ser aproximadamente
10% da capacidade total. Uma descarga total como parte
de uma manutenção regular não é recomendada porque cada
ciclo profundo de descarga rouba a vida de serviço da
bateria.
Mais experimentos são
necessários para verificar as vantagens de exercitar
baterias de Chumbo Ácido. Novamente, fabricantes e
técnicos de serviço expressam diferentes visões de como
manutenções preventivas devem ser executadas.Alguns
especialistas preferem carga de pico enquanto que outros
recomendam descargas programadas.
Desconectar a carga de
flutuação enquanto a bateria de Chumbo-Ácido regulada
por válvula está em espera é outro método de prolongar a
vida da bateria. De tempos em tempos, uma carga de pico
é aplicada para reabastecer a energia perdida através da
auto-descarga. Isso é feito
para diminuir a corrosão da célula e prolongar a vida da
bateria. A bateria é mantida como se estivesse em
armazenamento. Isto apenas funciona em aplicações que
não extraiam uma corrente de carga durante a espera. Em
algumas aplicações, a bateria age como um amortecedor de
energia e precisa estar abaixo da carga contínua.
IMPORTANTE: EM CASO DE RUPTURA,
ELETRÓLITO VAZANDO OU QUALQUER OUTRA CAUSA DE EXPOSIÇÃO
AO ELETRÓLITO, JOGUE ÁGUA IMEDIATAMENTE. SE OCORRER
EXPOSIÇÃO AOS OLHOS, LAVE-OS POR 15 MINUTOS E CONSULTE
UM MÉDICO IMEDIATAMENTE.
Carregando baterias de Lítio-Íon
O carregador de
baterias de Lítio-Íon é um dispositivo limitador de
tensão similar ao carregador de baterias de
Chumbo-Ácido. A diferença está em uma maior tensão por
célula, uma tolerância de tensão menor e a ausência de
carga de flutuação ou pulsante quando a carga completa é
alcançada.
Enquanto as baterias de
Chumbo-Ácido oferecem alguma flexibilidade em termos de
interrupção de tensão, fabricantes de células de
Lítio-Íon são muito rígidos em ajustar a tensão correta.
Quando o Lítio-Íon foi introduzido pela primeira vez, o
sistema de grafite exigia um limite de tensão de carga
de 4,10 Volts por célula. Embora tensões maiores
entreguem densidades de energia maiores, a oxidação da
célula limita a vida de serviço das células de grafite
que foram carregadas abaixo do limiar de 4,10 Volts por
célula. Esse efeito tem sido solucionado com aditivos
químicos. A maioria das células de Lítio-Íon comerciais
pode agora ser carregada a 4,20 Volts. A tolerância para
todas as baterias de Lítio-Íon é um apertado +/- 0,05
Volts por célula.
Baterias de Lítio-Íon
militares e industriais projetadas para máximo ciclo de
vida usam um limiar de tensão de fim de carga em torno
de 3,90 Volts por célula.
O tempo de carga de
todas as baterias de Lítio-Íon, quando carregadas a uma
corrente inicial de 1 C, é de
aproximadamente 3 horas. A bateria permanece fria
durante a carga. A carga completa é alcançada depois que
a tensão alcança o limiar de tensão superior e a
corrente ter caído e se igualado a 3% da corrente de
carga nominal.
Aumentar a corrente de
carga em um carregador de Lítio-Íon não faz diminuir
muito o tempo de carga. Embora o pico de tensão seja
alcançado mais rápido com correntes maiores, a carga de
pico irá demorar mais.
Alguns carregadores
afirmam carregar em modo rápido uma bateria de Lítio-Íon
em 1 hora ou menos
Nenhuma carga pulsante
é aplicada porque a Lítio-Íon é incapaz de absorver
sobrecarga. Uma carga pulsante poderia causar depósito
de lítio metálico, uma condição que torna a célula
instável. Ao invés disso, uma breve carga de pico é
aplicada para compensar a pequena quantidade de
autodescarga da bateria.
Dependendo do
carregador e da autodescarga
da bateria, uma carga de pico pode ser implementada uma
vez a cada 500 horas ou 20 dias.
O que acontece se uma
bateria é inadvertidamente sobrecarregada?
Baterias de Lítio-Íon
são projetadas para operar seguramente dentro da sua
tensão normal de operação, mas tornam-se cada vez mais
instáveis se carregadas em voltagens maiores. Em uma
tensão de carga acima de 4,3 Volts, a célula causa
depósito de metal de lítio no anodo. Além disso, o
material do catodo se torna um agente oxidante, perde
instabilidade e libera oxigênio. Sobrecarga faz a célula
se aquecer.
Muita atenção tem sido
aplicada na segurança das baterias de Lítio-Íon.
Baterias de Lítio-Íon comerciais contém um circuito de
proteção que previne a tensão da célula de ficar muito
alta enquanto estiver sendo carregada. O típico limiar
de segurança é ajustado para 4,30 Volts por célula. Além
disso, um sensor de temperatura desconecta a carga se a
temperatura interna se aproxima de 90°C(194°F). A
maioria das células tem como característica uma mudança
de pressão mecânica que permanentemente interrompe o
caminho da corrente se um limiar de segurança é
excedido. Circuitos internos de controle de tensão
interrompem a bateria em sub-tensão
ou sobre-tensão.
IMPORTANTE: EM CASO DE RUPTURA,
ELETRÓLITO VAZANDO OU QUALQUER OUTRA CAUSA DE EXPOSIÇÃO
AO ELETRÓLITO, JOGUE ÁGUA IMEDIATAMENTE. SE OCORRER
EXPOSIÇÃO AOS OLHOS, LAVE-OS POR 15 MINUTOS E CONSULTE
UM MÉDICO IMEDIATAMENTE.
A figura a seguir
mostra os estágios de carga em uma bateria de Lítio-Íon:
Carregando Baterias de Lítio-Polímero
O processo de carga das
baterias de Lítio-Polímero é similar ao de Lítio-Íon.
Lítio-Polímero usa
eletrólito seco e demora de 3 a 5 horas para carregar.
Lítio-Íon Polímero com
eletrólito de colóide (com gel), por outro lado, é quase
idêntico ao de Lítio-Íon. De fato,o
mesmo algoritmo de carga pode ser aplicado. Com a
maioria dos carregadores, o usuário não precisa saber se
a bateria que está sendo carregada é de Lítio-Íon ou
Lítio-Íon polímero.
Quase todas as baterias
comerciais vendidas sob a tão chamada categoria Polímero
são uma variedade da Lítio-Íon
polímero usando algum tipo de eletrólito com gel.
Carregando
baterias em altas e baixas temperaturas
Devem-se tomar alguns
cuidados para se carregar baterias em ambientes
submetidos a altas e baixas temperaturas. As baterias
recarregáveis podem ser usadas sob uma razoável faixa de
temperaturas. Isso, de qualquer modo, não significa
automaticamente que as baterias podem também
ser carregadas a essas
condições de temperatura. Embora o uso de baterias sob
altas e baixas temperaturas não possa sempre ser
evitado, o tempo de carga deve ser controlado pelo
usuário. Esforços devem ser feitos para carregar as
baterias apenas sob temperaturas ambientes.
Em geral, tecnologias
mais antigas, tais como as de NiCd
são mais tolerantes para carregar as baterias em
temperaturas altas e baixas do que os sistemas mais
avançados.
A figura a seguir
mostra as temperaturas permissíveis (carga lenta e
rápida) para as baterias de NiCd,
NiMH, Chumbo-Ácido e
Lítio-Íon.
|
|
Carga Lenta - 0,1 C |
Carga Rápida-0,5 a 1 C |
|
Níquel Cádmio
|
0°C a 45°C |
5°C a 45°C |
|
Níquel Metal Hidreto
|
0°C a 45°C |
10C° a 45°C |
|
Chumbo Ácido |
0°C a 45°C |
5C° a 45°C |
|
Lítio-Íon
|
0°C a 45°C |
5C° a 45°C |
Baterias de
NiCd podem ser carregadas em
modo rápido em uma hora ou pouco mais, contudo, uma
carga tão rápida somente pode ser aplicada em
temperaturas entre 5°C e 45°C (41°F e 113°F).
Temperaturas mais
moderadas produzem melhores resultados. Quando carregar
uma NiCd abaixo de 5°C
(41°F), a habilidade de recombinar oxigênio e hidrogênio
é extremamente reduzida e como resultado ocorre a
criação de pressão. Em alguns casos, as células se
abrem, liberando oxigênio e hidrogênio. Não somente os
gases que escapam esvaziam o eletrólito, mas também o
hidrogênio é altamente inflamável!
Carregadores utilizando
o NDV para terminarem a carga completa fornecem algum
nível de proteção quando carregados em modo rápido em
baixas temperaturas. Por causa da pobre aceitação de
carga da bateria em baixas temperaturas, a energia da
carga é convertida em oxigênio e em uma quantidade menor
de hidrogênio. Essa reação causa queda de tensão na
célula, terminando a carga através da detecção NDV.
Quando isso ocorre, a bateria não pode ser totalmente
carregada, mas a abertura é evitada ou minimizada.
Para compensar a reação
mais lenta a temperaturas abaixo de 5°C, uma taxa de
carga baixa deve ser aplicada. Métodos de carga
especiais estão disponíveis para carregar a temperaturas
bem frias. Baterias industriais que precisam ser
rapidamente carregadas em baixas temperaturas incluem um
cobertor térmico que aquece a bateria para uma
temperatura aceitável. Entre baterias comerciais, as de
NiCd são as únicas baterias
que aceitam carga em temperaturas extremamente baixas.
Carregar em altas
temperaturas reduz a geração de oxigênio. Isto reduz o
efeito NDV e dá uma maior precisão na detecção de carga
completa.
A aceitação de carga de
uma NiCd em altas
temperaturas é drasticamente reduzida. Uma bateria que
forneça uma capacidade de 100% se carregada numa
temperatura ambiente moderada pode apenas aceitar 70% se
carregada a 45°C(113°F), e 45% se carregada a
60°C(140°F), conforme a figura abaixo.
Condições similares se
aplicam às baterias de NiMH.
Uma razão para a pobre performance de baterias,
especialmente se carregadas em altas temperaturas
ambientes, é a prematura interrupção de carga. Isso é
comum com os carregadores que usam temperatura absoluta
para terminar a carga rápida.
A
NiMH é menos indulgente que a de
NiCd se carregada sob altas
e baixas temperaturas. A de NiMH
não pode ser carregada em modo rápido abaixo de
10°C(45°F), nem pode ser carregada em modo lento abaixo
de 0°C(32°F). A sensibilidade nos preços de carregadores
para consumidores não permite elaborar características
de controle de temperatura.
A figura acima,
mostra a tensão de pico otimizada em várias temperaturas
quando recarregando e
carregando em modo de flutuação uma bateria selada de
Chumbo-Ácido. Implementar compensação de temperatura no
carregador para ajustar a extremas temperaturas prolonga
a vida da bateria em até 15%. Isso é especialmente
verdade quando está operando em altas temperaturas.
|
|
0°C |
25°C |
40°C |
|
Limite de tensão na
recarga |
2.55Volts / célula |
2.45Volts / célula |
2.35Volts / célula |
|
Tensão de flutuação contínua |
2.35Volts / célula |
2.30Volts / célula |
2.25Volts /célula |
Esses limites de tensão
devem ser aplicados quando operam em altas temperaturas.
Nunca se deve
permitir que uma bateria selada de Chumbo-Ácido se
congele. Se isto acontecesse, a bateria seria
permanentemente danificada e apenas forneceria poucos
ciclos quando tivesse retornado à temperatura normal.
Para aumentar a
aceitação de carga de baterias seladas de Chumbo-Ácido
em baixas temperaturas e evitar a fuga térmica em
temperaturas mais quentes, o limite de tensão de um
carregador deve ser compensado em aproximadamente 3mV
por célula por grau Celsius. O ajuste de tensão tem um
coeficiente negativo, significando que o limiar de
tensão cai à medida que a temperatura aumenta. Por
exemplo, se o limite de tensão é ajustado para 2,40
Volts / célula a 20°C, o ajuste deve ser abaixado para
2,37 Volts / célula a 30°C e aumentado para 2,43 Volts /
célula a 10°C. Isto representa uma correção de 30
mV por célula por 10 graus
Celsius.
As baterias de
Lítio-Íon oferecem boa performance ao serem carregadas
em baixas e altas temperaturas. Algumas células permitem
carregar a 1 C de 0°C a 45°C
(32°F a 113°F). A maioria das células de Lítio-Íon
prefere uma corrente de carga menor quando a temperatura
vai para baixo de 5°C (41°F) ou mais frio. Deve-se
evitar carregar a temperaturas abaixo de 0°C porque pode
ocorrer depósito de metal de lítio.
Carregadores Ultra-Rápidos
Alguns fabricantes de
carregadores pretendem surpreendentemente reduzir os
tempos de carga para 30 minutos ou menos. Com células
bem balanceadas e operando em temperaturas ambientes
razoáveis, baterias de NiCd
projetadas para carregamento rápido podem de fato serem
carregadas em um período muito curto. Isso é feito
simplesmente despejando uma alta corrente de carga
durante os primeiros 70% do ciclo de carga. Algumas
baterias de NiCd podem
receber até 10 C. Detecção de estado de carga precisa e
monitoramento de temperatura são essenciais.
A alta corrente de
carga deve ser reduzida a níveis mais baixos na segunda
fase do ciclo de carga porque a eficiência de absorver
carga é progressivamente reduzida a
medida que a bateria passa para um estado de carga
maior. Se a corrente de carga permanece muito alta em
uma posterior fase do ciclo de carga, a energia
excessiva se transforma em calor e pressão.
Eventualmente ocorrem aberturas, liberando gás
hidrogênio. Não somente os gases que escapam esvaziam o
eletrólito, como também eles são altamente inflamáveis!
Diversos fabricantes
oferecem carregadores que creditam carregar
completamente uma bateria de NiCd
em metade do tempo dos carregadores convencionais.
Baseado na tecnologia de carga por pulsos, esses
carregadores intercalam um ou vários curtos pulsos de
descarga entre cada pulso de carga. Isso promove a
recombinação de gases de oxigênio e hidrogênio,
resultando um reduzido acúmulo de pressão e uma
temperatura da célula mais baixa. Carregadores
ultra rápidos baseados nesse
princípio podem carregar uma bateria à base de Níquel em
um tempo menor que os carregadores regulares, mas apenas
aproximadamente até 90% do estado de carga. Uma carga
pulsante é necessária para elevar a carga para 100%.
Sabe-se que
carregadores de pulsos reduzem a formação cristalina
(memória) em baterias à base de Níquel. Usando esses
carregadores, alguma melhoria na performance da bateria
pode ser realizada, especialmente se a bateria é afetada
pela memória. O método de carga por pulsos não substitui
uma periódica descarga completa. Para formações
cristalinas mais severas em baterias à base de Níquel,
uma descarga completa ou ciclo de recondicionamento é
recomendável para recuperar a bateria.
O carregamento
ultra-rápido pode apenas ser aplicado para baterias em
bom estado e aquelas projetadas para carregamento
rápido. Algumas células simplesmente não são construídas
para carregarem alta corrente.
Outro problema com carregadores ultra-rápidos acontece
quando estão sendo carregadas baterias envelhecidas que
comumente possuem alta resistência interna. Uma pobre
condutividade se transforma em calor, que mais tarde
acaba deteriorando as células. Conjuntos de baterias com
células mal combinadas colocam um outro desafio. As
células fracas que armazenam menos capacidade são
carregadas antes daquelas com capacidades maiores e
começam a se aquecer. Este processo as torna vulneráveis
a danos futuros.
O carregador
ultra-rápido ideal primeiro verifica o tipo de bateria,
mede seu estado de “saúde” e então aplica uma corrente
de carga tolerável. Baterias de capacidade ultra-alta e
aquelas que estão envelhecidas são identificadas, e o
tempo de carga é prolongado por causa de uma resistência
interna mais elevada.
O carregador deve
prevenir o acúmulo excessivo de temperatura. Detecção
lenta do calor, especialmente ao carregar acontece a um
passo muito rápido, torna-se fácil de sobrecarregar uma
bateria antes da carga ser terminada. Isso é
especialmente verdade para carregadores que controlam
carga rápida usando exclusivamente detecção de
temperatura. Se o aumento da temperatura é medido
corretamente na “pele” da célula, uma razoável e precisa
detecção do estado de carga torna-se possível. Se feita
na superfície externa da bateria, futuros atrasos
ocorrerão. Qualquer exposição prolongada a uma
temperatura de 45°C (113°F) prejudica a bateria.
Novos conceitos de
carregadores estão sendo estudados, o qual regula a
corrente de carga de acordo com a aceitação de carga. Na
carga inicial de uma bateria vazia, quando a aceitação
está alta e pouco gás é
gerado, uma corrente muito alta pode ser aplicada. Perto
do final da carga, a corrente é diminuída.
Carregadores inteligentes
Novos sistemas de
baterias exigem carregadores mais complexos do que
baterias com químicas mais antigas. Com os chips de
carga de hoje, projetar um carregador ficou mais
simples. Esses chips aplicam algoritmos de carga de
prova e são capazes de servir a maioria das químicas de
baterias. A medida que o
preço desses chips abaixa, engenheiros de projeto fazem
um maior uso desse produto. Com o chip, um engenheiro
pode focar totalmente no equipamento portátil ao invés
de dedicar tempo para desenvolver um circuito de carga.
O chip tem algumas
limitações. O algoritmo de carga é fixado e não permite
sintonia fina. Se uma carga pulsante é necessária para
aumentar a tensão de uma Lítio-Íon
que caiu abaixo de 2,5 Volts por célula para sua tensão
de operação normal, a carga IC pode não ser capaz de
realizar essa função. Do mesmo modo, se uma carga
ultra-rápida é necessária para baterias à base de
Níquel, o chip aplica uma corrente de carga fixa e não
leva em consideração o estado de “saúde” da bateria.
Além disso, uma carga de compensação de temperatura
seria difícil de administrar se o chip não fornecesse
essa característica.
Usar um pequeno
micro-controlador é uma alternativa. O custo do
“Hardware” é aproximadamente o mesmo. Quando optar por
um micro controlador, uma atualização interna
personalizada (firmware)
será necessária. Algumas características extras podem
ser acrescentadas com um pequeno custo extra. Eles são
carregadores rápidos baseados no estado de “saúde” da
bateria. Temperaturas ambientes podem também
ser levadas em conta. Se um
chip ou micro-controlador é usado, componentes
periféricos são exigidos.
Descarga de
Baterias – Taxa C
(
C-rate
)
O propósito de uma
bateria é o de armazenar energia e liberá-la em um tempo
apropriado de uma maneira controlada. Ser capaz de
armazenar uma grande quantidade de energia é uma coisa,
a habilidade de satisfazer a capacidade de demanda é
outra. O terceiro critério é o de ser capaz de entregar
toda a energia disponível sem deixar energia preciosa
para trás quando o equipamento é interrompido.
A corrente de carga e
descarga de uma bateria é medida em Taxa C (C-Rate).
A maioria das baterias portáteis, com exceção das de
Chumbo-Ácido, são taxadas em 1 C. Uma descarga de
1 C extrai uma corrente igual
à capacidade nominal. Por exemplo, uma bateria fixada em
1000mAh fornece 1000mA por 1 hora se descarregada à taxa
de 1 C. A mesma bateria
descarregada a 0,5 C fornece 500 mA por 2 horas. A
2 C, a mesma bateria entrega
2000mA por 30 minutos. 1 C é
freqüentemente atribuído como uma descarga de 1 hora;
0,5 C como 2 horas, e uma de 0,1 C como uma descarga de
10 horas.
A capacidade da bateria
é comumente medida com um analisador de bateria. Se a
leitura de capacidade do analisador é dada em
porcentagem da taxa nominal, é
indicado 100% se 1000mA puderem ser retirados de
uma bateria com capacidade de 1000mAh para uma hora. Se
a bateria dura apenas 30 minutos
antes da interrupção, 50% é indicado.
Uma nova bateria às
vezes fornece mais do que 100% da capacidade. Em tal
caso, a bateria é cautelosamente calculada e pode
suportar tempo de descarga maior do que o especificado
pelo fabricante.
Quando descarregar uma
bateria com um analisador de bateria que permita ajustar
diferentes Taxas C (C-Rates)
de descarga, uma leitura de capacidade maior é observada
se a bateria for descarregada à
uma Taxa C mais baixa e vice-versa. Ao descarregar uma
bateria de 1000mAh a 2 C, ou
2000mA, o analisador recebe a capacidade total em 30
minutos. Teoricamente, a capacidade de leitura deve ser
a mesma de uma descarga lenta, desde que a idêntica
quantidade de energia seja entregue, somente sobre um
tempo mais curto. Devido à perda de energia que acontece
dentro da bateria e a queda de tensão que faz com que a
bateria alcance brevemente a interrupção de tensão “low-end”,
a leitura de capacidade é menor e pode ser de 97%.
Descarregar a mesma bateria a 0,5 C, ou 500mA acima de 2
horas, aumentaria a capacidade de leitura para
aproximadamente 103%.
A
discrepância nas leituras de capacidade com diferentes
Taxas C depende
amplamente da resistência interna da bateria. Em uma
nova bateria com uma boa característica de capacidade de
corrente ou baixa resistência interna, a diferença nas
leituras é apenas de poucos pontos porcentuais. Em uma
bateria que apresente uma alta resistência interna, a
diferença nas leituras de capacidade pode oscilar em ±
10% ou mais.
Uma bateria que não
trabalha bem a uma taxa de descarga de
1 C é a selada de
Chumbo-Ácido. Para obter uma leitura de capacidade
prática, os fabricantes comumente taxam essas baterias
em 0,05 C ou descarga de 20 horas. Até
à esta taxa de descarga
lenta, é freqüentemente difícil de alcançar a capacidade
de 100%. Ao descarregar uma bateria selada de
Chumbo-Ácido a uma descarga de 5 horas (0,2 C), as
leituras de capacidade são correspondentemente menores.
Para compensar as diferentes leituras em várias
correntes de carga, os fabricantes oferecem um
equilíbrio de capacidade.
Baterias de
Lítio-Íon/Polímero são protegidas eletronicamente contra
altas descargas de corrente. Dependendo do tipo de
bateria, a corrente de descarga é limitada algo em torno
de 1 e 2 C. Essa proteção
torna a Lítio-Íon inadequada para equipamentos
biomédicos, ferramentas de energia e transceptores de
alta potência. Essas aplicações são comumente reservadas
para baterias de NiCd.
Profundidade da Descarga
A típica tensão de
“fim de descarga” para baterias à base de Níquel é de
1 Volt por célula. Neste
nível de tensão, aproximadamente 99% da energia é gasto
e a tensão começa a cair rapidamente se a descarga
continuar. Deve-se evitar descarregar além da tensão de
interrupção, especialmente sob carga pesada.
Desde que as células
em um conjunto de baterias não possam ser perfeitamente
combinadas, ocorre um potencial de tensão negativo
(reversão de célula) através de uma célula mais fraca se
a descarga for permitida a continuar além do ponto de
interrupção. Quanto maior for o número de células
conectadas em série, maior a probabilidade disto
acontecer.
Uma bateria de
NiCd pode tolerar uma
quantidade limitada de reversão de célula, que é
tipicamente de 0,2 Volts. Durante esse tempo, a
polaridade do eletrodo positivo é invertida. Tal
condição pode apenas ser sustentada por um breve momento
porque a evolução de hidrogênio acontece no eletrodo
positivo. Isto conduz ao acúmulo de pressão e abertura
da célula.
Se a célula é
empurrada para a reversão de voltagem, a polaridade de
ambos os eletrodos está sendo invertida, resultando um
curto elétrico. Tal erro não pode ser corrigido e o
conjunto precisará ser trocado.
Se a bateria é
descarregada a uma taxa maior que 1
C, o mais comum ponto de fim de descarga de uma bateria
a base de Níquel é 0,9 Volts por célula. Isso é feito
para compensar a queda de tensão induzida pela
resistência interna da célula, a fiação, dispositivos de
proteção e contatos do conjunto. Um ponto de interrupção
mais baixo também oferece melhor performance em baixas
temperaturas.
A tensão de fim de
descarga recomendada para a bateria selada de
Chumbo-Ácido é de 1,75 Volts
por célula. Diferente da curva de descarga horizontal da
NiCd, a bateria selada de
Chumbo-Ácido tem uma queda de tensão gradual com um
rápido declive em direção ao fim da descarga como
mostrado na figura abaixo.
Características de
descarga de baterias de NiCd,
NiMH e de Chumbo-Ácido
Embora esse decréscimo
estável na tensão seja desvantajoso, ele tem uma
vantagem porque o nível de tensão pode ser utilizado
para mostrar o estado da carga da bateria. Contudo, as
leituras de tensão flutuam com carga e as leituras do
estado da carga são imprecisas.
O
ciclo de vida de uma bateria selada de Chumbo-Ácido está
diretamente relacionada com a profundidade de descarga.
O típico número de ciclos de carga/descarga a 25°C(77°F)
no que diz respeito à profundidade de descarga é:
1.
150 a 200
ciclos com 100% de profundidade de descarga (descarga
completa);
2.
400 a 500
ciclos com 50% de profundidade de descarga (descarga
parcial);
3.
1000
ciclos ou mais com 30% de profundidade de descarga
(descarga rasa).
A bateria selada de
Chumbo-Ácido não deve ser descarregada além de
1,75 Volts por célula, nem
pode ser armazenada em um estado descarregado. As
células de uma bateria selada de Chumbo-Ácido
“sulfatam”, uma condição que torna a bateria inútil se
deixada nesse estado por alguns dias.
Uma bateria de
Lítio-Íon tipicamente descarrega para 3 volts por
célula. Alguns modelos (“spinel”
e “coke”) podem ser
descarregados para 2,5 Volts por célula. Quanto mais
baixa tensão de fim de descarga, a bateria ganha alguns
pontos porcentuais extras. Desde que os fabricantes de
equipamento não possam especificar que tipo de bateria
pode ser usado, a maioria dos equipamentos é projetado
para uma interrupção de 3
Volts.
Deve-se tomar cuidado
para não descarregar muito uma bateria à base de Lítio.
Descarregar uma bateria à base de Lítio abaixo de 2,5
Volts pode interromper o circuito de proteção da
bateria.
Algumas baterias de
Lítio-Íon possuem uma interrupção de tensão muitíssimo
baixa que permanentemente desconecta o conjunto se uma
célula cair para 1,5 Volts.
Esse cuidado proíbe recarga se a bateria tiver
permanecido em um estado de tensão ilegal. Uma descarga
muito profunda pode causar a formação de derivação de
cobre, que pode conduzir a um curto elétrico parcial ou
total. O mesmo ocorre se a célula é levada para
polaridade negativa e é mantida nesse estado por um
instante. Uma bateria totalmente descarregada deve ser
carregada a 0,1 C. Carregar uma bateria com uma
derivação de cobre a uma taxa de 1
C causaria um excessivo aquecimento. Tal bateria deveria
ser inutilizada.
Descarregar uma bateria
muito profundamente é um problema; equipamento que
interrompe antes da energia ser consumida é outro.
Alguns dispositivos portáteis não são adequadamente
adaptados para colher a
energia otimizada armazenada dentro de uma bateria.
Energia valiosa pode ser deixada para trás se o ponto de
interrupção de tensão for ajustado muito alto.
Dispositivos
digitais estão exigindo muito da bateria. Descargas
pulsadas momentâneas causam uma breve queda na tensão, o
que pode empurrar a tensão para a região de interrupção.
Baterias com alta resistência interna são
particularmente vulneráveis à interrupção prematura. Se
tal bateria é removida do equipamento e descarregada
para um ponto de interrupção com um analisador de
bateria em carga DC, um alto nível de capacidade
residual pode ainda ser obtido.
A maioria das
baterias recarregáveis prefere uma descarga parcial ao
invés de uma descarga completa. Descargas completas
repetidas roubam a capacidade das baterias. A química da
bateria que é a mais afetada por repetida descarga
profunda é a de Chumbo-Ácido.
Similar às baterias de
Chumbo-Ácido, as baterias de Lítio-Íon preferem
ser descarregadas
superficialmente. Até 1000 ciclos podem ser alcançados
se a bateria for parcialmente descarregada. Além dos
ciclos, a performance das baterias de Lítio-Íon também é
afetada pelo envelhecimento. Perda de capacidade por
envelhecimento é independente do uso. Contudo, em uso
diário, existe a combinação de ambos.
As baterias de
NiCd são as menos afetadas
por repetidos ciclos de descarga completa. Vários
milhares de ciclos carga/descarga podem ser obtidos com
esse sistema de bateria. Esta é a razão pela qual as
baterias de NiCd funcionam
bem, por exemplo, em rádios de duas vias que estão em
constante uso. As de NiMH são
mais delicadas no que dizem respeito a ciclos repetidos
de descarga profunda.
Descarga por Pulsos
Químicas de baterias
reagem diferentemente às exigências de carregamento
específico. Pelo fato de baterias
serem dispositivos químicos que devem converter
materiais ativos de maior nível em um estado alternado
durante a descarga, a velocidade de tal transação
determina as características de descarga de uma bateria.
As
baterias de Chumbo-Ácido funcionam melhor
a descargas lentas de 20 horas. Uma descarga por pulsos
também trabalha bem porque os períodos de descanso entre
pulsos ajudam a dispersar as concentrações ácidas
esgotadas de volta à placa do eletrodo. Em termos de
capacidade, esses dois métodos de descarga fornecem a
máxima eficiência para essas químicas de baterias.
Uma descarga
à uma capacidade de 1 C
fornece a mais pobre eficiência para baterias de
Chumbo-Ácido. O menor nível de conversão, ou polarização
aumentada, manifestam-se em uma momentânea resistência
interna maior devido à depleção de material ativo na
reação.
Diferentes métodos de
descarga, especialmente descargas por pulsos, também
afetam a longevidade de alguns tipos de baterias.
Enquanto as de NiCd e
Li-Íon são robustas e
mostram deterioração mínima quando carregadas por
pulsos, as de NiMh mostram
um ciclo de vida reduzido quando alimentam cargas
digitais.
Em estudo recente, a
longevidade da bateria de NiMH
foi observada descarregando-se essas baterias com cargas
digitais e analógicas. Em ambos os testes a bateria se
descarregou para 1,04 Volts
por célula. A corrente de descarga analógica era de
500mA; o modo digital simulou as exigências do protocolo
“Global System for
Mobile
Communications (GSM) e aplicou 1,65
amperes de corrente de pico
por 12 milisegundos a cada
100 milisegundos. A corrente
entre os picos era de 270 mA.
(Note que o pulso GSM para voz é de aproximadamente
550µs a cada 4,5 milisegundos.
Com a descarga
analógica, a bateria de NiMH
se desgastou gradualmente, fornecendo uma vida de
serviço acima da média. A 700 ciclos, a bateria ainda
fornecia 80% da capacidade. Em contraste, as células se
enfraqueceram mais rapidamente com uma descarga digital.
O limiar de capacidade de 80% foi alcançado depois de
300 ciclos. Este fenômeno indica que as características
cinéticas para as de NiMH se
deterioram mais rapidamente com uma carga digital ao
invés de uma carga analógica.
Descarga em altas e baixas
temperaturas
Baterias funcionam
melhor em temperaturas ambientes. A operação de baterias
em locais de temperaturas elevadas, diminui suas vidas.
Embora as baterias de Chumbo-Ácido forneçam a maior
capacidade a temperaturas acima de 30° C, o prolongado
uso sob tais condições diminuem a vida da bateria.
Da mesma forma, as
baterias Li-Íon funcionam
melhor a altas temperaturas. Temperaturas elevadas
temporariamente neutralizam a
resistência interna da bateria, que é resultado do
envelhecimento. A energia ganha tem uma vida
curta porque a elevação de temperatura estimula o
envelhecimento por futuro aumento da resistência
interna.
A química da
NiMH se degrada rapidamente
se carregada/descarregada (ciclo) em maiores
temperaturas ambientes. A melhor
vida de bateria e contagem de ciclo são alcançadas
a 20°C (68°F). Cargas e descargas repetidas em
temperaturas mais altas causarão perda de capacidade
irreversível. Por exemplo, se operada a 30°C (86°F), o
ciclo de vida é reduzido em 20%. A 40°C (104°F), a perda
salta para enormes 40%. Se carregado e descarregado a
45°C (113°F), o ciclo de vida é apenas metade do que
pode ser esperado se usado a uma temperatura ambiente
razoável. Uma NiCd é também
afetada pela operação em alta temperatura, mas para um
grau menor.
Em baixas temperaturas,
a performance de todas as químicas de baterias cai
drasticamente.
É importante lembrar
que embora uma bateria seja capaz de operar em baixas
temperaturas, isto automaticamente não significa que ela
possa ser carregada sob essas condições. A aceitação de
carga para a maioria das baterias em baixas temperaturas
é extremamente restrita. Muitas baterias precisam estar
acima de 0°C para se carregarem. Baterias de
NiCd podem ser recarregadas a
temperaturas abaixo de 0°C caso a taxa de carga seja
reduzida para 0,1 C.
Os segredos
da vida útil da bateria
A vida útil de um
dispositivo portátil está relacionada com o tamanho da
bateria e com a energia que ela pode reter? Na maioria
dos casos, a resposta é sim. Mas com equipamento
digital, a duração de tempo que uma bateria pode operar
não é necessariamente linear à quantidade de energia
armazenada na bateria.
Nesse capítulo
examinaremos como o tempo de vida específico para um
dispositivo portátil não pode ser alcançado,
especialmente após a bateria ter envelhecido. Listamos
4 motivos que afetam a
performance da bateria: declínio de capacidade, aumento
da resistência interna, elevada auto-descarga, e
prematura interrupção de tensão na descarga.
Declínio da Capacidade
A quantidade de
carga que uma bateria pode reter gradualmente diminui
devido ao uso, envelhecimento, e com algumas químicas,
falta de manutenção. Especificado para fornecer
aproximadamente 100% da capacidade quando nova, a
bateria eventualmente requer substituição quando a
capacidade cai para o nível de 60 a 70%. O limiar de
garantia é tipicamente de 80%.
O armazenamento de
energia de uma bateria pode ser dividido em 3 seções
imaginárias consistindo em energia disponível, zona
vazia (que pode ser utilizada novamente) e zona
inutilizável. A figura a seguir ilustra essas
3 seções da bateria.
Em baterias à base
de Níquel, a zona inutilizável pode estar na forma de
uma formação cristalina, também chamada de memória.
Ciclo profundo pode freqüentemente restaurar a
capacidade para serviço completo.
A perda de aceitação
de carga de baterias de Lítio-Íon/Polímero é devido
a oxidação da célula, que
ocorre naturalmente durante o uso e como parte do
envelhecimento. A perda de capacidade é permanente
porque os metais usados nas células são designados para
funcionarem por um tempo específico e estão sendo
consumidos durantes seus tempos de serviço.
A degradação do
desempenho da bateria de Chumbo-Ácido é freqüentemente
causada por sulfação, uma
fina camada que se forma nas placas negativas das
células, que inibem o fluxo de corrente. Além disso,
existe a corrosão da grade que se inicia na placa
positiva.
Aumento da Resistência Interna
A resistência
interna, também conhecida como impedância, determina a
performance e o tempo de vida da bateria. Se medido com
um sinal AC, a resistência interna da bateria é também
atribuída como impedância. A alta resistência interna
corta o fluxo de energia da bateria da bateria para o
equipamento.
Enquanto uma bateria
com baixa resistência interna pode entregar alta
corrente quando exigida, uma bateria com alta
resistência “desmorona” com corrente pesada. Embora a
bateria possa reter capacidade suficiente, a tensão cai
para a linha de interrupção e o indicador de “bateria
fraca” é acionado. O equipamento pára de funcionar e a
energia que permanece não é entregue.
Uma bateria com baixa
impedância fornece irrestrito fluxo de corrente e
entrega toda a energia disponível. Uma bateria com
impedância elevada não pode entregar os estouros de
alta-energia devido a um trajeto restrito, e o
equipamento pode interromper prematuramente.
A figura a seguir
ilustra os efeitos da impedância na carga da bateria.
A bateria de
NiCd tem a menor resistência
interna de todos os sistemas de baterias comerciais, até
após fornecer 1000 ciclos. Em comparação, a bateria de
NiMH começa com uma
resistência superficialmente maior e as leituras
aumentam rapidamente após 300 a 400 ciclos.
Manter uma bateria a
uma baixa resistência interna é importante,
especialmente com dispositivos digitais. Falta de
manutenção em baterias à base de Níquel pode aumentar a
resistência interna. Leituras de mais que o dobro da
resistência normal têm sido observadas em baterias mal
cuidadas. O recondicionamento livra as placas das
células de indesejáveis formações cristalinas, que
restaura o adequado fluxo de corrente.
A bateria de
Lítio-Íon oferece características de resistência interna
que estão entre as de NiMh e
NiCd. O uso não contribui
muito para o aumento da resistência, mas o
envelhecimento contribui. A vida típica de uma bateria
de Lítio-Íon é de 2 a 3 anos,
estando ou não em uso. Armazenar em local fresco e
manter a bateria em um estado parcialmente carregado,
quando não estiverem sendo usadas, retardam o processo
de envelhecimento.
A resistência
interna das baterias de Lítio-Íon não pode ser melhorada
com carga/descarga. A oxidação da célula, que causa alta
resistência, é irreversível. A causa final de falha é a
alta resistência interna. Alguma energia pode ainda
estar presente na bateria, mas não poderá ser entregue
por muito tempo devido à pobre condutividade.
Com esforço e
paciência, baterias de Chumbo-Ácido
podem às vezes serem melhoradas por
carga/descarga, ou aplicando uma carga de pico ou de
equalização.
Similar a uma bola
macia que se deforma quando apertada, a tensão de uma
bateria com alta resistência interna modula a tensão de
fornecimento. Os pulsos de corrente empurram a tensão em
direção à linha de fim de descarga, resultando em uma
interrupção prematura.
Quando medir a
bateria com um voltímetro depois que o equipamento tiver
interrompido e a carga tiver sido removida, a tensão
terminal comumente se recupera e a leitura de tensão
parece normal. Medir a tensão terminal aberta é um
método não confiável para estabelecer o estado da carga
da bateria.
Uma bateria com alta
impedância pode funcionar bem se carregada com uma baixa
corrente DC tal como uma lanterna, um toca CDs portátil
ou um relógio de parede. Com tal carga delicada,
virtualmente toda a energia armazenada pode ser
recuperada e a deficiência de alta impedância é
camuflada.
A resistência
interna de uma bateria pode ser medida com dedicados
medidores de impedância. Vários métodos estão
disponíveis, porém o mais comum é aplicar cargas DC e
sinais AC. O método AC pode ser feito com diferentes
freqüências. Dependendo do nível de perda de capacidade,
cada técnica fornece leituras superficialmente
diferentes. Em uma boa bateria, as medições são
razoalmente próximas; em uma
bateria fraca, as leituras entre os métodos podem
dispersar mais drasticamente.
Modernos
analisadores de bateria oferecem medições de resistência
interna como um teste rápido de bateria. Tais testes
podem identificar baterias que falhariam devido à alta
resistência interna, apesar da capacidade poder ainda
ser aceitável.
Auto-Descarga Elevada
Todas as baterias
exibem uma certa quantidade de
auto-descarga; a maior é vista em baterias à base
de Níquel. Como regra, uma bateria à base de Níquel
descarrega 10 a 15% da sua capacidade nas primeiras 24
horas depois da carga, seguido por 10 a 15% a cada mês
após isso.
A
auto-descarga na bateria de Lítio-Íon é mais
baixa comparada aos sistemas à base de Níquel. A bateria
de Lítio-Íon se auto-descarrega
aproximadamente 5% nas primeiras 24 horas e 1 a 2% após
isso. Adicionar o circuito de proteção aumenta a
auto-descarga para 10% por
mês.
Uma das melhores
baterias em termos de auto-descarga
é o sistema de Chumbo-Ácido; ela apenas se
auto-descarrega 5% por mês. Isso deveria ser notado,
contudo, que a família de Chumbo-Ácido tem também a
menor densidade de energia entre os atuais sistemas de
energia. Isso torna o sistema inadequado para a maioria
das aplicações portáteis de mão.
A altas
temperaturas, a auto-descarga
aumenta em todas as químicas de baterias. Tipicamente, a
taxa dobra a cada 10°C (18°F). Grandes perdas de energia
ocorrem através da auto-descarga
se uma bateria é deixada em um veículo quente. Em
algumas baterias mais antigas, a energia armazenada pode
ir embora durante o decorrer do dia, através da
auto-descarga.
A
auto-descarga de uma bateria
aumenta com a idade e com o uso. Por exemplo, uma
bateria de NiMH é boa para
300 a 400 ciclos, ao passo que uma de
NiCd funciona adequadamente
acima de 1000 ciclos antes que a auto-descarga afete a
performance da bateria. Uma vez que a bateria apresente
elevada auto-descarga, nenhum
remédio está disponível para reverter o efeito. Os
fatores que aceleram a auto-descarga
em baterias à base de Níquel são separadores
danificados, e alta contagem de ciclo, que promove
inchaço na célula.
No presente, nenhum
teste rápido simples está disponível para medir a
auto-descarga da bateria. Um
analisador de bateria pode ser usado para primeiro ler a
capacidade inicial após carga completa, e depois medir a
capacidade novamente após um período de descanso de 12
horas.
Prematura interrupção de tensão
Alguns equipamentos
portáteis não utilizam completamente o espectro de
tensão “baixo-final” da bateria. O equipamento
interrompe antes que a designada tensão de fim de
descarga seja alcançada e alguma energia preciosa da
bateria permanece inutilizada.
O problema da
interrupção de tensão é mais difundido do que é
comumente suposto. Por exemplo, uma certa marca de
telefone celular que é alimentado com uma bateria de
Lítio-Íon de célula simples interrompe a 3,3 Volts. A
bateria de Lítio-Íon pode ser projetada para ser usada a
3 Volts ou menos. Com uma
descarga para 3,3 Volts, apenas aproximadamente 70% da
esperada capacidade de 100% é utilizada. Outro telefone
celular que use baterias de NiMH
e NiCd interrompe a 5,7
Volts. As baterias à base de Níquel de
4 células são projetadas para
descarregar até 5 Volts.
Ao descarregar essas
baterias para seus respectivos limiares de fim de
descarga com um analisador de bateria depois do
equipamento ter interrompido, até 60% das leituras de
capacidade residual podem ser recuperadas. Alta
capacidade residual é dominante com baterias que têm
resistência interna elevada e são operadas a
temperaturas ambientes mornas. Dispositivos digitais que
carregam a bateria com “estouros” de correntes são mais
receptivos à interrupção de tensão prematura do que
equipamento analógico.
Em muitos casos o
problema de interrupção prematuro é induzido por uma
bateria com baixa tensão. Uma baixa tensão de tabela é
freqüentemente causada por um conjunto de baterias que
contém uma célula com um curto elétrico. A memória
também causa um decréscimo na tensão; contudo, isso está
apenas presente em sistemas à base de Níquel. Além
disso, a temperatura elevada diminui o nível de tensão
em todos os sistemas de baterias. A redução de tensão
devido a altas temperaturas é temporária e se normaliza
uma vez que a bateria se esfrie.
Baterias
Inteligentes
Uma bateria comum ou
‘muda’ tem o problema de não ser capaz de mostrar a
quantidade de energia de reserva que ela retém. Nem
peso, cor, nem tamanho fornecem qualquer indicação do
estado de carga e de “saúde” da bateria. O usuário está
“a mercê” da bateria quando se retira do carregador uma
bateria recém carregada.
A ajuda está às
mãos. Um crescente número de novas baterias
recarregáveis é fabricado com “inteligência”. Equipadas
com um microchip, essas
baterias são capazes de se comunicarem com o carregador
e com o usuário para fornecerem informações
estatísticas. Típicas aplicações para baterias
inteligentes são notebooks e
câmeras de vídeo. Cada vez mais, essas baterias também
são usadas em avançados dispositivos biomédicos e
aplicações de defesa.
Existem vários tipos
de baterias inteligentes, cada uma oferecendo diferentes
complexidades, desempenho e custo. A mais básica bateria
inteligente pode conter apenas um chip para identificar
sua química e dizer ao carregador qual algoritmo de
carga aplicar. Outras baterias afirmam ser inteligente
simplesmente porque eles fornecem proteção contra
sobrecarga, sob-descarga e curto-circuito.
O que então torna
uma bateria inteligente? Definições ainda variam entre
organizações e fabricantes. Uma bateria inteligente deve
ser capaz de fornecer indicações do estado de carga.
Recentes chips de circuito integrado datam em torno de
1990. Diversos fabricantes se adequaram e produziram
chips inteligentes para baterias.
Durante os recentes
anos 90, numerosas arquiteturas de baterias inteligentes
com leitura do estado de carga tem emergido. Elas se
classificam em sistema de cabo único, sistema de dois
cabos e
Barramento
de Gerenciamento do Sistema (SMBus).
A maioria dos sistemas de dois cabos são baseados no
protocolo SMBus. Iremos
apenas falar sobre o sistema de cabo único e sobre o
SMBus.
Sistema de cabo único
O sistema de cabo
único é o mais simples e faz toda a comunicação de dados
através de um único cabo. Uma bateria equipada com um
sistema de cabo único usa apenas três cabos: o terminal
positivo, o negativo e o terminal de dados. Por razões
de segurança, a maioria dos fabricantes de baterias
coloca um cabo separado para a medição da temperatura. A
figura a seguir mostra o esquema de um sistema de cabo
único.
O moderno sistema de
cabo único armazena dados específicos da bateria e segue
parâmetros da bateria, incluindo temperatura, tensão,
corrente e carga restante. Por causa da simplicidade e
do custo de hardware relativamente baixo, o cabo único
tem uma ampla aceitação de mercado para telefones móveis
de alta qualidade, rádios de comunicação em duas vias e
filmadoras.
O
SMBus
O
SMBus é o mais completo de
todos os sistemas. Ele representa um grande esforço da
indústria de eletrônicos portáteis em padronizar para um
protocolo de comunicações e uma configuração de dados. O
SMBus é um sistema de
interface de dois cabos através do qual simples chips
referentes à energia podem se comunicar com o resto do
sistema. Um cabo controla os dados; o segundo é o
relógio.
A
Duracell/ Intel SBS, em uso hoje, foi padronizada
em 1993. Em anos anteriores, fabricantes de computadores
tinham desenvolvido suas próprias baterias inteligentes.
Com a nova especificação SBS, um padrão de interface
maior se tornou possível.
Projeto – A filosofia
de projeto por trás da bateria SMBus
é a de remover o controle de carga do carregador e fixar
na bateria. Com um verdadeiro sistema
SMBus, a bateria torna-se o
mestre e o carregador serve de escravo que deve seguir
as ordens da bateria.
O sistema
SMBus permite que novas
químicas de baterias sejam introduzidas sem que o
carregador se torne obsoleto. Pelo fato da bateria
controlar o carregador, a bateria gerencia os níveis de
tensão e corrente, bem como os limiares de interrupção.
O usuário não precisa saber qual química de bateria está
sendo usada.
Arquitetura – Uma
bateria SMBus contém dados
permanentes e temporários. Os dados permanentes são
programados dentro da bateria no momento em que são
fabricadas e incluem o número de identificação (ID) da
bateria, tipo de bateria, número serial, nome do
fabricante e data de fabricação. Os dados temporários
são obtidos durante o uso e consistem na contagem de
ciclo, padrões do usuário e exigências de manutenção.
Alguns dos dados temporários estão sendo substituídos e
renovados durante a vida da bateria.
O
SMBus é dividido em Nível 1,
2 e 3. O nível 1 tem sido eliminado porque ele não
fornece carregamento de química independente. O nível
2 é projetado para o
carregamento do circuito interno. Um laptop que carregue
sua bateria dentro da unidade é um típico exemplo de
nível 2. Outra aplicação de
nível 2 é uma bateria que contenha o circuito de carga
dentro do conjunto. O nível 3
é reservado para carregadores externos com funções
complexas.
A maioria dos
carregadores SMBus externos
são baseados no nível 3. Infelizmente, esse nível é
complexo e os carregadores são caros de se fabricar.
Alguns carregadores mais baratos têm surgido, que
acomodam baterias SMBus mas
não são totalmente SBS. Fabricantes de baterias
SMBus prontamente não aprovam
esse atalho. A segurança é sempre uma preocupação, mas
os clientes compram esses carregadores econômicos por
causa do preço mais baixo.
A seguir é mostrado
o esquema do sistema SMBus de
dois cabos.
Entre as mais
populares baterias SMBus para
computadores portáteis são a “35” e “202”. Fabricadas
pela Sony, Hitachi, GP Batteries,
Moltech (anteriormente
Energizer),
Moli
Energy e muitas outras, essa bateria funciona
(deve funcionar) em todos os equipamentos projetados
para esse sistema.
A figura a seguir
mostra as baterias inteligentes “35” e “202”.
Indicador de estado de
carga
A maioria das
baterias SMBus é equipada com
um indicador de nível de carga. Quando se pressiona um
botão de estado de carga em uma bateria que está
completamente carregada, todas as luzes de sinalização
são iluminadas. Em uma bateria parcialmente
descarregada, metade das luzes é iluminada, e em uma
bateria vazia, todas as luzes permanecem apagadas,
conforme figura abaixo:
Enquanto a
informação de estado de carga mostrada em uma bateria ou
tela de computador é útil, o medidor de carga retorna a
100% cada vez que a bateria é recarregada, independente
do estado de “saúde” da bateria. Um sério erro de
cálculo ocorre se uma bateria envelhecida mostrar 100%
após uma carga completa, quando de fato a aceitação de
carga caiu para 50% ou menos. A questão permanece: “100%
de quê?” Um usuário não familiarizado com essa bateria
tem menos informação sobre a vida útil do conjunto.
O que
estraga a bateria definitivamente
Os problemas não
corrigíveis da bateria são aqueles que não podem ser
melhorados através de meios externos tal como dar à
bateria uma carga completa ou aplicar repetidos ciclos
de carga/descarga.
Deficiências que denotam o estado de não correção são:
alta resistência interna, elevada
autodescarga, curto elétrico
de uma ou várias pilhas, perda de eletrólito, oxidação,
corrosão e avarias químicas gerais. Esses efeitos
degenerativos não são causados apenas por uso normal e
envelhecimento, mas eles incluem menos que condições de
campo ideais e um elemento de descuido. O usuário pode
ter um pobre equipamento de carregamento, pode operar e
armazenar a bateria em temperaturas adversas e, no caso
de baterias à base de Níquel, não podem manter a bateria
adequadamente.
Elevada Auto Descarga
A
autodescarga é um fenômeno
natural de qualquer bateria. Não é um defeito de
fabricação, embora pobres práticas de fabricação,
manutenção inapropriada e armazenamento pelo consumidor
aumentem o problema.
O nível de
autodescarga difere em cada
química e modelo de pilha. Baterias à base de Níquel de
alto desempenho com aumentada área de superfície de
eletrodo e eletrólitos supercondutores são sujeitas a
maiores autodescargas que as
pilhas padrão com menores densidades de energia. A
autodescarga é não linear e
é a mais alta exatamente após a carga, quando a bateria
retém a capacidade total.
Baterias de
NiCd e
NiMH exibem um alto nível de
autodescarga. Se deixada na prateleira, uma
bateria nova de NiCd perde
aproximadamente 10% da sua capacidade nas primeiras 24
horas após ter sido removida do carregador. A taxa de
autodescarga se fixa em 10%
por mês mais tarde. A uma temperatura mais elevada, a
taxa de autodescarga dobra a
cada aumento de 10°C (18°F). A
autodescarga de uma NiMH
é aproximadamente 30% maior que a de
NiCd.
O principal
contribuidor para
autodescarga em baterias de
Níquel e à base de Lítio é uma alta contagem de ciclo
e/ou idade avançada. Com
ciclos aumentados, as placas da bateria tendem a se
inchar. Uma vez aumentadas, as placas pressionam mais
firmemente contra o delicado separador, resultando em
uma aumentada autodescarga.
Isso é comum no envelhecimento de baterias de
NiCd e
NiMH, mas pode também ser visto em sistemas de
Chumbo Ácido.
Carregar materiais
menos ativos nas placas pode reduzir o inchaço da placa
nas baterias à base de Níquel. Isso melhora a expansão e
contração enquanto carregando e descarregando. Além
disso, a característica de carga é aumentada e o ciclo
de vida é prolongado.
A
autodescarga da bateria de
Lítio-Íon é de 5% nas primeiras 24 horas após a carga e
em média de 1 a 2% por mês depois disso.
Alta contagem de ciclo e
envelhecimento têm pouco efeito na
autodescarga em baterias à
base de Lítio.
Uma bateria selada
de Chumbo-Ácido se autodescarrega
a uma taxa de apenas 5% por mês ou 50% por ano.
Repetidos ciclos profundos aumentam a
autodescarga. Ao se dar
ciclos profundos, o eletrólito é arrastado para dentro
do separador, resultando em uma formação cristalina
similar à de uma bateria de NiCd.
A
autodescarga de uma bateria
é mais bem medida com um analisador de bateria. O
procedimento se inicia carregando-se a bateria. A
capacidade é lida aplicando-se uma descarga controlada.
A bateria é então recarregada e colocada na prateleira
por 24 horas, após o que a capacidade é medida
novamente. A discrepância entre as leituras de
capacidade revela o nível de
autodescarga.
Medidas de
autodescarga mais precisas
podem ser obtidas permitindo-se que a bateria descanse
pelo menos 72 horas antes de efetuar a leitura. O
período de descanso maior compensa a relativamente
elevada autodescarga
imediatamente após a carga. A
72 horas, a autodescarga
deve estar entre 15 e 20%. As mais uniformes leituras de
autodescarga são obtidas
após 7 dias. Em alguns
analisadores de bateria, o usuário pode escolher ajustar
os períodos de descansos desejados em que a
autodescarga será medida.
Pesquisas estão
sendo conduzidas a encontrar uma maneira de se medir a
autodescarga de uma bateria
em minutos, se não em segundos. A precisão e a
repetibilidade de tal
tecnologia são ainda desconhecidos. O desafio é
encontrar uma fórmula que aplique em todas as baterias
principais e que inclua as químicas comuns.
Má
combinação da pilha
A má combinação da
pilha pode ser encontrada tanto em conjuntos de pilha
novíssimos quanto em conjuntos envelhecidos. Um pobre
controle de qualidade no nível de fabricação da pilha e
inadequada combinação da pilha quando se montam
as baterias causam pilhas
desigualmente combinadas. Se
estiverem apenas superficialmente fora, as pilhas
em um novo conjunto se adaptam após alguns ciclos de
carga/descarga.
Uma pilha fraca
armazena menos capacidade e é descarregada mais
rapidamente que uma pilha forte. Esse
desbalanço causa reversão da
pilha em uma célula fraca se a bateria for descarregada
abaixo de 1
Volt/célula. A pilha fraca
alcança carga completa primeiramente e entra em uma
sobrecarga geradora de calor enquanto uma pilha mais
forte ainda aceita carga e permanece fresca. Em ambas
situações, a pilha fraca está em desvantagem, tornando-a
mais fraca e contribuindo para uma condição mais aguda
de má combinação da pilha.
Fabricantes de
ferramentas de energia escolhem pilhas de alta qualidade
por causa da sua durabilidade sob duras condições de
carga e temperaturas extremas. Pilhas mais baratas têm
sido tentadas, mas falha prematura e reposição
conseqüente são mais custosas que o investimento
inicial.
A capacidade de
combinação entre as pilhas em um conjunto de baterias
deve estar dentro de mais ou menos 2,5%. Existe uma
forte correlação entre pilhas bem balanceadas e a
longevidade da bateria.
Pilhas à base de
Lítio possuem tolerâncias de combinação mais severas que
as pilhas à base de Níquel. A combinação justa de todas
as pilhas do conjunto é especialmente importante em
químicas à base de Lítio. Todas as pilhas devem alcançar
o limiar de tensão de fim de descarga ao mesmo tempo. O
ponto de carga completa deve ser alcançado em
unissonância por todas as pilhas. Se as pilhas forem
permitidas a não se combinar,
a mais fraca será descarregada a um ponto de tensão mais
baixo antes da interrupção ocorrer. Na carga, essa pilha
mais fraca irá atingir o estado de carga completa antes
das outras, fazendo com que a tensão aumente mais que
nas pilhas mais fortes. Esse balanço de tensão maior
colocará indevido esforço na pilha mais fraca.
Cada pilha em um
conjunto à base de Lítio é monitorada eletronicamente
para garantir apropriada combinação da pilha durante a
vida da bateria. Um circuito eletrônico é adicionado em
alguns conjuntos que compensam as diferenças nas tensões
da pilha.
A bateria de
Lítio-Íon é controlada abaixo do nível da pilha para
garantir segurança a toda hora. Pelo fato dessa química
ainda ser relativamente nova e
imprevisível sob condições extremas, os fabricantes
não querem correr riscos indevido. Já aconteceram
algumas falhas, mas tais irregularidades são
freqüentemente mantidas em segredo. Essa química é
considerada muito segura, considerando o grande número
de baterias de Lítio-Íon que estão em uso.
Pilhas em curto
Os fabricantes são
incapazes de explicar porque algumas pilhas desenvolvem
alto vazamento elétrico ou um curto elétrico quando as
baterias estão ainda relativamente novas. Há um número
de razões possíveis que contribuem para essa forma
irreversível de falha da pilha.
Suspeita-se que seja
causado por partículas estranhas que contaminam as
pilhas durante a fabricação. Outra causa possível são
manchas ásperas nas placas, que danificam o separador.
Melhor controle de qualidade no nível de matéria prima e
mínima interface humana durante o processo de fabricação
têm amplamente reduzido a taxa de “mortalidade infantil”
das modernas pilhas recarregáveis.
Reversão da pilha
causada por descargas profundas também contribui para
pilhas em curto. Isso comumente ocorre se uma bateria à
base de Níquel estiver sendo completamente esvaziada sob
uma carga pesada. Uma bateria de
NiCd é projetada com alguma proteção de tensão
reversa e uma pequena corrente reversa da grandeza de
miliamperes pode ser
tolerada. Uma alta corrente, contudo, faz com que uma
pilha reversamente
polarizada desenvolva um permanente curto elétrico.
Outra causa de curto circuito é deteriorar o separador
através de uma formação cristalina incontrolada.
Aplicar momentâneos
picos de alta corrente em uma tentativa de reparar
pilhas em curto tem tido sucesso limitado. O curto pode
temporariamente desaparecer, mas o dano ao material do
separador permanece. A pilha reparada geralmente exibe
uma elevada autodescarga e o
curto freqüentemente retorna.
Substituir uma pilha
em curto em um conjunto envelhecido não é recomendado, a
menos que a nova pilha seja combinada com as outras em
termos de tensão e capacidade. Senão, um
desbalanço pode ocorrer.
Tentativas de substituir pilhas defeituosas têm
comumente conduzido a falhas de bateria após
aproximadamente 6 meses de
uso. É melhor não perturbar as pilhas em um conjunto de
baterias, mas permitir que elas envelheçam naturalmente.
Manter as baterias enquanto elas estão ainda em boa
condição de funcionamento ajudarão a prevenir falha
prematura.
Curtos em uma pilha
de Lítio-Íon são incomuns. Circuitos de proteção
monitoram uma pilha de Lítio-Íon “doente” e torna o
conjunto inútil se sérias irregularidades de tensão
forem detectadas. Carregar tal conjunto geraria calor
excessivo (caso o circuito de proteção permita). Os
circuitos de controle de temperatura da bateria são
projetados para terminar a carga.
Perda de eletrólito
Embora selada, as
células da bateria podem perder um pouco de eletrólito
durante sua vida. Perda típica de umidade ocorre se o
lacre abre devido à pressão excessiva. Isso ocorre se a
bateria for carregada em temperaturas muito baixas ou
muito altas. Uma vez aberto, o lacre das baterias à base
de Níquel pode nunca mais fechar adequadamente,
resultando em um depósito de pó branco em volta da
abertura do lacre. Perdas podem também ocorrer se a capa
da pilha não for corretamente lacrada no processo de
fabricação. A perda de eletrólito resulta em uma
diminuição da capacidade, um defeito que não pode ser
corrigido.
Permeação, ou perda
de eletrólito em baterias seladas de chumbo-ácido é um
problema ocorrido. A sobrecarga é a principal causa. O
ajuste cauteloso de carga e tensões de flutuação reduz a
perda de eletrólito. Além disso, a bateria deve operar
em temperaturas moderadas. O condicionamento de ar é um
pré-requisito para baterias de chumbo-ácido reguladas
por válvula (VRLA), especialmente em climas mais mornos.
Reabastecer líquido
perdido em baterias VRLA adicionando-se água tem tido
sucesso limitado. Embora a capacidade perdida possa ser
readquirida com um catalisador, o desempenho da pilha é
de curta duração. Após alterar as pilhas, foi observado
que as baterias entraram em um modo de alta manutenção e
precisaram ser cautelosamente supervisionadas.
Uma pilha de Lítio-Íon corretamente carregada, e
adequadamente projetada nunca deve gerar gases.
Como resultado, a bateria de Lítio-Íon não perde
eletrólito através da abertura.
Mas apesar do que está
sendo dito, as pilhas à base de Lítio podem gerar uma
pressão interna sob certas condições. Provisões são
feitas para manter a segurança da bateria e do
equipamento caso isso ocorra. Algumas pilhas incluem um
comutador elétrico que se abre se a pressão da célula
alcançar um nível crítico. Outras células possuem uma
membrana que libera os gases com segurança se houver
necessidade. A liberação controlada da pressão previne o
inchaço da pilha durante a geração de pressão.
A maioria das
características de segurança das baterias à base de
Lítio é unidirecional; significando que uma vez ativada,
as pilhas são inoperáveis depois disso. Isso é feito por
razões de segurança.
Cuidados com as baterias
Armazenamento
As baterias são
produtos perecíveis e começam a se deteriorarem
exatamente na hora em que elas deixam a fábrica. Por
essa razão, não é aconselhável estocar baterias para uso
futuro. Isso é especialmente verdade com baterias à base
de Lítio. O comprador deve também estar ciente da data
de fabricação. Evite adquirir estoque velho.
Mantenha as baterias
em um local fresco e em uma área de armazenamento seca.
Refrigeradores são recomendados, mas congeladores devem
ser evitados porque a maioria das químicas das baterias
não é adequada para armazenamento em temperaturas abaixo
do ponto de congelamento. Quando refrigerada, a bateria
deve ser colocada em uma mala plástica para protegê-la
contra condensação.
A bateria de
NiCd pode ser armazenada não
vigiada por 5 anos ou mais. Para melhores resultados,
uma bateria de NiCd deve ser
completamente carregada, depois descarregada para 0
volts. Se esse procedimento for impraticável, uma
descarga para 1 V/célula
é aceitável. Uma bateria de NiCd
completamente carregada que é permitida a se
autodescarregar durante o
armazenamento está sujeita à formação cristalina
(memória).
A maioria das
baterias é enviada com um estado de carga de 40%. Após
seis meses de armazenagem ou mais, uma bateria à base de
Níquel precisa ser preparada antes do uso.
Uma carga lenta, seguida por
um ou vários ciclos de
carga/descarga, fará essa preparação. Dependendo
da duração do armazenamento e temperatura, a bateria
pode requerer dois ou mais ciclos para readquir
desempenho total. Quanto maior a temperatura de
armazenamento, mais ciclos serão necessários.
A bateria de
Lítio-Íon não gosta de armazenamento prolongado. Perda
de capacidade irreversível ocorre após 6 a 12 meses,
especialmente se a bateria for armazenada completamente
cheia em temperaturas mornas. É freqüentemente
necessário manter a bateria completamente carregada como
no caso de resposta de emergência, segurança pública e
defesa. Usar um laptop (ou algum outro dispositivo
portátil) continuamente em uma fonte de energia externa
com a bateria acoplada terá o mesmo efeito. A figura a
seguir mostra a capacidade recuperável após
armazenamento em diferentes níveis de carga e
temperaturas.
|
Temperatura |
Nível de carga de 40%
(nível recomendado de carga de
armazenamento) |
Nível de carga de 100%
(nível típico de carga do usuário) |
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0°C |
98% após 1 ano |
94% após 1 ano |
|
25°C |
96% após 1 ano |
80% após 1 ano |
|
40°C |
85% após 1 ano |
65% após 1 ano |
|
60°C |
75% após 1 ano |
60% após 3 meses |
A combinação de uma
condição de carga completa e alta temperatura não pode
sempre ser evitada. Tal é o caso ao se manter uma
bateria sobressalente no carro para um telefone móvel.
As químicas de NiMH e
Lítio-Íon são as mais severamente afetadas por
armazenamento quente e operação. Entre a família de
Lítio-Íon, o cobalto tem uma vantagem sobre o manganês
em termos de armazenamento em temperaturas elevadas.
|