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A FOTOGRAFIA
COMPARADA:
Um dos maiores inventos da humanidade, que atingiu
excepcional qualidade, fruto de mais de 180 anos de
pesquisa (em máquina e filme), está com a sua existência
abalada, empurrada para a extinção por uma indústria que
só pensa em lucros. A fotografia analógica ou de filme
pode, um dia, deixar de existir, o que será um
desserviço para a humanidade.
A fotografia analógica é ainda é a melhor e mais segura
forma de se registrar imagens. E sem prejuízo de uma
omissão aqui das qualidades e vantagens da foto digital,
estamos aqui para dizer que ela, a foto analógica, está
"sofrendo" da mesma difamação comercial inverídica que o
áudio analógico sofreu na época do surgimento do CD.
Isso porque temos uma mídia de indústria que não sabe
fazer propaganda sem fazer o outro produto ou invento
como degrau, literalmente, "pisando em cima". Uma mídia
comercial que não raro inescrupulosamente e
desonestamente não admite a coexistência de tecnologias.
Uma cultura enganosa de substituição "lógica". A seguir,
falaremos de uma e outra, e também das máquinas digitais
(que não são câmeras [!], pois não possuem uma...) e das
câmeras analógicas, as que usam filme fotográfico e...
revelam!
O FILME COM SUA ESTRUTURA MOLECULAR E A IMAGEM DO
MONITOR E A IMPRESSÃO, COM SUA ESTRUTURA MACROSCÓPICA.
Primeiramente, a revelação é um processo muito mais
perfeito do que uma impressão: Enquanto uma revelação
gera pontos em nível microscópico, formado por outros
"pontos" moleculares (moléculas mesmo), que são os
cristais de haleto de prata, tanto a imagem de um
monitor como a impressão tem seus pontos facilmente
visíveis (basta uma gota d'água cair na tela do monitor
e você terá uma lente, vendo o ponto colorido; ou, no
caso da impressão em papel, com o uso de uma simples
lente de aumento). E o que é que isso significa?
Qualidade. Ou seja, quanto menores os pontos que formam
uma imagem correta, desde que em foco, maior nitidez
teremos. Enquanto se discute no balcão da loja se
compraremos uma máquina de 5 megapixels (5.000.000
pontos por polegada quadrada), 7 megapixels (7.000.000
pontos por polegada quadrada) ou 10 megapixels
(10.000.000 pontos por polegada quadrada), por exemplo,
uma simples máquina fotográfica de filme, de R$40,
possui uma resolução muito maior que isso, e que pode
variar, dependendo do filme, de 60 milhões de pontos por
polegada quadrada (100 ASA), 100 milhões de pontos por
polegada quadrada (60 ASA). Isso, é claro, numa
comparação em sentido figurado, pois fotos de filmes não
possuem pixels, mas pontos formados pelos seus cristais,
o que contudo, são a mesma coisa em termos de efeito
visual, sendo a diferença apenas uma questão de
semântica técnica, pois poderíamos usar, para ambas,
para esclarecer melhor, a expressão abreviada "dpi", que
significa dot per inch, que em inglês significa "ponto
por polegada quadrada" (Em português, a sigla abreviada
ppp). Ainda temos filmes de 25 ASA, com 140 milhões de
pontos por polegada quadrada, o que seria equivalente a
140 megapixels e filmes de 8 ASA, equivalente a mais de
300 megapixels!
MEGAPIXELS E GIGAPIXELS
Pois é, por aí já começam as diferenças: enquanto as
máquinas digitais estão ainda na escala das dezenas de
milhões, as câmeras analógicas situam-se na escala das
centenas de milhões. Ou seja, os 8 megapixels de uma
excelente máquina digital é igual a 8 milhões de pontos.
O popular filme de 100 ASA é igual a 60 milhões de
pontos. Sim, a maquininha de filme de 40 reais pode ter
60 megabytes, 100 megabytes ou 140 megabytes, dependendo
do filme que você usa! É claro e já vou avisando que
necessariamente isto não é nitidez, ou seja, vamos a
algumas explicações: a nitidez de uma foto não está
obrigatoriamente relacionada com a quantidade de pontos
em cada polegada quadrada, mas sim com a sua relação
entre si; ou seja, com a relação que esses pontos têm
entre si na imagem. E essa relação é determinada pelo
foco da lente: Se correto, teremos nitidez. Se incorreta
a focalização, teremos pouca nitidez ou até nenhuma.
Além da nitidez, temos também a qualidade da foto
influenciada pela "claridade" (transparência da lente),
conseguida pela combinação de várias delas em um corpo
só, o que é encontrado nas melhores, intercabiáveis ou
fixas. Mas ultrapassando essa questão da foto fora de
foco, milhões de pontos farão diferença, especialmente
na nitidez das ampliações e na "maciez" da textura
fotográfica.
MONITORES
A nitidez que você visualiza no monitor é baixa: pode
variar de 72 dpi a 96 dpi, nos monitores de tubo de
imagem, e de, em média, 4.800 x 1.200 dpi (pode ser
menos) nos monitores de cristal líquido. Os monitores de
plasma são os piores: cada ponto não pode ser menor do
que 1mm x 1mm. Só possuem um bom efeito se enxergados à
distância. Isto sem falar na distorção lateral da imagem
que é proposital para encher o vídeo todo. Mas falei de
monitores para chamar atenção para o seguinte: O que
você vê no seu monitor nem sempre pode ser impresso com
a qualidade que você está vendo (!), pois, além da
questão da quantidade de pontos mínima para determinados
tamanhos de fotos (ampliações - nas lojas existem
tabelas), monitores são telas iluminadas e a luz
produzida pelas suas células de luminosas (pontos)
produzem um reforço ótico que não existe no papel onde
será impressa sua foto. Ou seja: você pode estar vendo
uma bela imagem grande no seu monitor produzida pela sua
máquina de 5 mgapixels, porém, uma imagem que não poderá
ser impressa do mesmo tamanho em que ela aparece no seu
monitor, com qualidade.
PROCESSADORES E A DISTORÇÃO DA COR
Outra questão que é escondida pela mídia comercial (e a
forma deles esconderem é não chamar a atenção para o
fato) é a qualidade do processador de imagem e a sua a
durabilidade com integridade até o fim de sua vida útil.
Os processadores, (não sem muita frequência) das
máquinas digitais disponíveis no mercado, costumam
distorcer as cores, não as reproduzindo com fidelidade
em relação a cor original, portanto, prejudicando a
qualidade. São comuns os relatos de fotógrafos,
obrigados por força da profissão, a utilizar máquinas
digitais do mesmo nível das analógicas (pelo menos no
preço e na marca) de que, numa foto coletiva, como por
exemplo, várias pessoas sentadas em um sofá de cor
forte, como o vermelho por exemplo, verem a cor da foto
ser alterada pela simples troca de pessoas com cor de
pele diferente. Explicando melhor: O rosto de uma pessoa
branca, levemente rosado, pode perder essa cor para o
outro tom quando uma pessoa, por exemplo, de pele mais
escura entra uma foto. Ou seja, a cor dos elementos da
foto pode variar discretamente, diante da mesma luz e
mesma condição fotográfica, com a simples permuta desses
elementos na cena. E isso é perda de qualidade. Esta
situação não ocorre em uma máquina de filme analógico.
Leia revistas especializadas e v. verá vários testes
entre máquinas digitais batendo a mesma foto, nas
mesmíssimas condições de luz e tendo resultados diversos
em relação às cores nas fotos. São problemas de
processador, problemas inerentes à digitalização
(quantização, etc.). Na imagem digitais em vídeo, DVD's,
etc., a perda está em relação ao brilho: há perda de
brilho nas imagens digitais não só pelo problema da
quantização imperfeita (incapacidade de reproduzir
fielmente valores elétricos em memórias digitais, pela
limitação dos valores binários - 0 e 1), como pelo
problema do espaço, pois o brilho ocupa espaço.
PERDA DE PROFUNDIDADE - ACHATAMENTO DA IMAGEM
Na foto digital existe uma perceptível perda de
profundidade da foto, quando impressa. Um achatamento da
imagem. Esse efeito em analógica, pode ser conseguido,
mas se o fotógrafo quiser: basta usar uma teleobjetiva.
Sem teleobjetiva, as fotos de filme tem uma profundidade
normal, sem problemas. Não deixe de ler o site http://www.colorfotos.com.br/digital_ana.htm
Um outro detalhe é que o grão diminuiu e ficou em forma
de "T", na foto de filme. Uma evolução. Antes, eles eram
cúbicos, mais ou menos. E maiores. Boa leitura
(excepcional) é a do site http://macrofotografia.com.br/
e evidentemente, o site da Novacon - do engenheiro L.
Paracampo - o http://www.novacom.com.br/
CÂMERA E MÁQUINA
Jamais digam que tem uma câmera digital. Elas não tem
uma em seu interior! As máquinas fotográficas analógicas
foram chamadas câmeras por terem seu interior tem uma
câmera escura para que o filme seja sensibilizado pela
luz. Máquinas digitais tem processadores em seu
interior, não são ôcas! Elas não tem uma câmera escura
dentro de si para sensibilizar nada. Sobre a etimologia
(origem) da palavra câmera, veja, por exemplo, em http://pt.wikipedia.org/wiki/Câmera
IMPRESSORAS E PLOTTERS
De nada adianta a sua máquina ter 10 megapixels por
polegada quadrada na imagem, se as impressoras não
passam de 5 mil e poucos pontos por polegada quadrada. E
isso sem falar nos plotters, cuja maioria não passa dos
2.400 ppp (ou dpi) por 1.200 ppp. Três, cinco ou dez
megapixels "só vão te dizer" o seguinte: até onde você
vai poder ampliar. O tamanho que você vai poder ampliar.
Uma foto digital ampliada por um plotter pode ser até do
tamanho de um edifício, mas cada polegada quadrada sua
vai continuar contendo apenas 2.400 pontos, por exemplo.
Ou seja, tamanho não é documento! Mesmo que haja
plotters com mais ponto por polegada quadrada, esta
imagem estará distante e muito, em termos de resolução,
se comparada a um filme. Contudo, fazendo justiça ao
mundo digital, aqui sim, se nota uma verdadeira
revolução em favor do sistema digital versus analógico,
que se dará nas impressoras (ou "plotters"): A
tecnologia de ampliação de filme não conseguiu a
viabilidade técnico-comercial que as ampliações dos
sistemas digitais conseguiram. Ou seja, é inviável
economicamente e tecnicamente ampliar-se uma foto até as
dimensões da largura de um edifício, como vemos nos
cartazes externos de propaganda, impressos por plotters.
DURABILIDADE DE UM FILME VERSUS DURABILIDADE DE UMA
IMPRESSÃO. QUALIDADE DE UM FILME E QUALIDADE DE UMA
IMPRESSÃO E DE SUAS TINTAS
A Kodak está há mais de um século no mercado. A Fuji
também. Konica, Agfa... São mais de cem anos de
pesquisa. Quanto dura uma impressão à tinta? Quanto dura
um papel para impressão com qualidade fotográfica?
Claro, estamos falando de fotos bem conservadas e de
impressões a serem de igual modo também. Por enquanto,
só há testes e pesquisas. Não existe foto digital de 50
anos. Então, espere pra ver se chegarão até lá,
íntegras.
O CUSTO DA IMPRESSÃO - EQUIPAMENTO - DURABILIDADE DE
UM EQUIPAMENTO PARTICULAR
As impressões tem um custo muito alto. E por essa razão,
as pessoas, desinformadas, estão conservando suas fotos
(os ditos álbuns digitais) em frágeis HD's ou CD's. O
primeiro tem o calcanhar de aquiles no circuito e nos "bad
blocks" (setores defeituosos) (blocks - setores de
bits): quando um circuito de um HD "queima", ele não
presta mais. Não funciona e suas fotos restarão
perdidas. Mas o HD pode não queimar (curtocircuitar),
pode apenas corromper dados nos setores de bits. Só que
esses dados corrompidos fazem com que determinada foto
da coleção não abra ou seja gerada uma interpolação, que
a fará aparecer no vídeo como uma "foto suja". O
segundo, o CD, de fragilidade já reconhecida, também o
levará a perder o tão precioso álbum (Nem que seja usado
um CD de ouro legítimo, pelo fato da construção de um CD
ser complexa, este poderá ser atacado por fungo ou ter
problemas no policarbonato). E isso sem falar na
dependência de um computador ou de uma televisão com DVD
para você ver. E aí? O que você faz? Paga 99 centavos
por foto 9 x 15 cm impressa, se mais de 40; ou R$1,20,
se seu lote de fotos for menor que 20 fotos? Claro, se
você tiver dinheiro, sem dúvida. Não custa lembrar que
se a ampliação for para o tamanho seguinte, 15 x 20 cm,
nada tão especial, você pagará a "módica" quantia de
R$5,00 por foto! Vai? (Os preços são reais, de uma
determinada loja). Enquanto isso, a foto "de filme"
(analógica), neste mesmo lugar estará a R$0,70 a 9 x 15
cm, e apenas a R$1,60, a 15 por 20 cm! Vantagem? Bom,
mas há quem prefira a moda...
A FOTO COMO PROVA MATERIAL OU PROVA CONCRETA OU
APENAS COMO PROVA TESTEMUNHAL - O PHOTOSHOP E OUTROS
EDITORES DE IMAGEM
A credibilidade da fotografia está abalada no mundo
inteiro. Hoje você não sabe se confia numa imagem ou
não. Tudo é 'duvidável' hoje numa foto. Na época das
máquinas de filme, quando você abria uma revista, via
uma foto de um rosto, um corpo ou um acontecimento, você
tinha certeza do que estava vendo. No caso do rosto, no
máximo uma maquiagem, uma luz bem posicionada, era o que
poderia melhorar. Lentes enevoadas eram percebidas e
nesse caso se sabia que se tratava de efeito.
Acontecimentos fotografados, inclusive discos voadores,
tinham credibilidade imediata (estes últimos, mais do
que hoje), pois não se tinha como se acrescentar nada
numa foto que ela não tivesse no momento da fotografia.
Negativos são indeléveis, sabe-se. Mas o que falar hoje
das fotos digitais? No caso do corpo feminino, esse é
"mais grave": sumiram magicamente as celulites, as "pochetes",
as marcas, manchas, mudança na cor da pele, coisa e
tal... Ou seja, pintura eletrônica! (se se pode
manipular, não é foto, ora, é pintura!) Bom, mas e as
fotos digitais destinadas a informar que veridicamente?
É a fotoshopada... Não, não é uma reunião p'ra tomar
chopp, até porque chope é com "c". As mulheres ganharam
(será?), a imprensa, não. Sabe-se, é de conhecimento
público, que um programa de computador pode "construir"
ou modificar uma foto digital com evidente perfeição (o
mesmo nos filmes de cinema e e TV!). Será que o fato da
praticidade de uma foto ser enviada instantaneamente
para um outro ponto do planeta justificou a perda da
devida credibilidade inquestionável, a veracidade que
devia ter este instrumento de informação social? Pelo
menos, no mundo jurídico, as coisas permanecem nos seus
devidos lugares, e as fotos digitais têm um lugar
especial: somente são aceitas como prova testemunhal,
podendo ser impugnadas facilmente, estando a partir daí
a depender de perícia técnica. Enquanto isso, as fotos
analógicas ou de filme são consideradas prova material
(o que equivale a prova concreta), que, embora também
possam ser impugnadas e submetidas à perícia de seu
papel e negativos, não são alvo desse expediente por
parte dos advogados, porque, tanto juiz, quanto
advogados, sabem que é praticamente impossível
falsificar um negativo ou uma foto de maneira eficiente,
de modo a passar despercebida a um simples passar de
olhos leigos. O software (programa de computador) de
edição de imagens tem suas vantagens, evidentemente,
quando o assunto é arte final, propaganda, filmes, etc.,
mas sem dúvida abalou a credibilidade da informação por
imagens. O que você vê, agora, neste século, nem sempre
é.
O FOTÓGRAFO E O EDITOR DE IMAGENS: A ARTE FOTOGRÁFICA
E A ARTE GRÁFICA
O fotógrafo, como ele é concebido, com habilidades que
só com a experiência são conseguidas, também está sendo
confundido com o captador de imagens. Como já salientei,
na fotografia analógica, o fotógrafo não é um simples
enquadrador de imagens: ele procura a melhor luz, porque
sabe que o seu fotômetro interno não fará milagres,
procura "retirar" da frente da lente objetos ou detalhes
indesejáveis, o nivelamento da imagem e sempre está
sensível ao melhor sorriso, à melhor face, quando se
trata da foto de uma pessoa. Com o advento da máquina
digital, principalmente aos que não aprenderam na
analógica, isto está gradativamente mudando, pois os
novos fotógrafos não se preocupam mais em capturar o
melhor momento, segundo eles, p'ra que? Se a foto não
ficou boa, deleta-se! Então bate-se várias fotos com a
mesma pose sem tanta preocupação com a "cara da foto" e
photoshopa-se no final. Até porque a maioria dos novos
fotógrafos dispensa o visor ótico (que infinitamente tem
maior riqueza de detalhes, já que é uma imagem ao vivo e
que tem uma visão direta da imagem, sem intermediários,
como o processador, e, passa a preferir a imagem deste,
na minúscula telinha colorida, incapaz de mostrar as
emoções como a ótica mostra. Trata-se de dispensar uma
ferramenta indispensável para a boa fotografia, enfim.
Mas o pior não é isso: é a falsificação da foto... a
foto, antes da digitalização, era um "congelamento do
tempo", pois tudo que estava revelado no papel
fotográfico era real... hoje, o programa de edição de
imagem, o photoshop (o mais usado) "retira" ou "limpa"
tudo aquilo que você (cliente ou mesmo "fotógrafo"), não
quer ver na foto! Pois é, é um falso testemunho do
momento - isso sim, em nome da vaidade e do "perfecionismo"
que o ser humano e seu mundo não tem e nunca terão. A
foto não está mais revelando a vida como ela é, mas
imprimindo a vida que o ser humano gostaria de ter e
aquilo que ele gostaria de ser... E p'ra concluir, há
ainda que se fazer mais justiça: fotógrafo é quem
captura emoções, momentos numa foto, usando sua
inteligência para uma foto correta (luz, foco, ângulo,
enquadramento, nivelamento etc.). E editor de imagens é
aquele que apenas se dá ao trabalho de enquadrar uma
imagem, porque na sua desktop o photoshop fará o resto,
que ele não teve talento e sensibilidade para fazer.
Poderíamos até dizer, sem medo de errar, numa divertida
mas séria linguagem figurada, que o fotógrafo agora é o
computador e o homem, seu auxiliar.
Há que diferenciarmos o fotógrafo de máquina analógica,
que é quem faz a arte fotográfica, e aquele que capta
imgens em uma máquina digital e eventualmente faz arte
gráfica, com uso de software. O primeiro só tem entre o
filme e a luz, o seu talento. O segundo, tem entre a luz
e o seu processador, um software. Mesmo que haja talento
no uso do software, sabemos que ele faz quase tudo
sozinho, é indutivo, instrutivo, hiper-didático. E
trabalha os números que compõe a luz dos pixels. Nada
que se compare como trabalhar a luz in natura, real,
mutante (basta passar uma nuvem e o fotômetro se
inclina, muda). O fotógrafo que faz arte fotográfica
procura uma intimidade com a luz real, e não com um
software. Isso é fotografia. O resto é arte gráfica. A
fotografia em si é única e não mudará seu conceito,
mesmo que levada a desaparecer pela indústria que não
leva em conta valores mais nobres, que o puro e simples
lucro. Não me desfaço da arte gráfica - ela é muito útil
na propaganda - mas NÃO é fotografia, não é ARTE
FOTOGRÁFICA. A arte fotográfica não é só a composição de
elementos da foto, é o trabalho incessante e
gratificador de lidar com as sutilezas e surpresas da
luz. Isso: Entre a Luz e o Filme, ele, o fotógrafo. E a
sua foto.
COLECIONANDO ELETRICIDADE
Realmente: As pessoas estão colecionando eletricidade em
forma de banco de dados e dizendo que tem fotos... Foto
é coisa física, que se vê com a luz natural. E a
possibilidade de perda das "fotos" (arquivos digitais de
imagens) é muito grande com a possibilidade de pane de
um HD (queima dos circuitos elétricos de rotação) ou com
a corrupção de dados de um CD-R.
DEPENDÊNCIA
ETERNA DA ELETRICIDADE
Em lugares onde não se vende eletricidade (pilhas,
baterias) (lugares remotos, distantes da civilização ou
de baixa civilização, como a África do Sul) certamente
será difícil levar adiante projetos de pesquisa de longa
duração, sendo o mais adequado uma máquina de filme, e
das manuais, com avanço de filme por alavanca, como a
Nikon FM2, a Pratica Alemã, a Mamya e outros modelos
totalmente manuais, completamente independentes. É como
o professor L. Paracampo diz: não existe tecnologia
atrasada, existe tecnologia inadequada. E eu
acrescentaria: não existe tecnologia antiga - existe
tecnologia anterior. Toda tecnologia é útil desde que se
a adeque perfeitamente ao seu uso. E nenhuma tecnologia
substitui 100% as utilidades de sua antecessora. Veja os
exemplos da história: Como você faz fogo? Percebeu?
Você, cidadão do século 21, depende eternamente de uma
caixa de fósforos ou de um isqueiro, ou ainda da
eletricidade de um acendedor elétrico ou mecânico
(aquele que estala). Há centenas de anos o homem
abandonou a tecnologia de se acender fogo com atrito...
Ficou dependente da indústria. Como você faria fogo para
assar uma carne de animal se você estivesse na selva
amazônica? Já sei: Comeria carne crua. Pois é, ali, na
amazônia, a tecnologia adequada é a do atrito com
pauzinhos, como fazem os índios. Então, realmente o que
existe é tecnologia adequada ou inadequada para cada
caso. No caso da Amazônia, sobreviverá quem dominar
aquela tecnologia.
LIMITAÇÕES DAS
MÁQUINAS FOTOGRÁFICAS DIGITAIS
Segundo o Engenheiro L. Paracampo, (NOVACON), há sérias
limitações na tecnologia das máquinas digitais: é seu o
seguinte texto, tirado de seu site http://novacon.com.br/sitemap.htm
: "Conforme vimos no texto, apesar das qualidades
alardeadas, existem limitações no sistema digital. Estas
limitações inclusive estão presentes nas câmaras
profissionais e se assemelham às existentes nas câmaras
point and shoot para amadores, que mesmo assim, possuem
um espectro mais amplo na fotografia em geral. No
sistema digital, estas limitações estão no âmago da sua
concepção, restringindo seriamente a fotografia técnica
e cientifica. Sem enunciarmos as sucessivas alterações
de processos de formação da imagem nos últimos 20 anos (softs
e hards).
LIMITAÇÕES DA
FOTOGRAFIA DIGITAL
Atualmente temos limites que não permitem sua aplicação
em vários usos. Citamos aqui 25 casos mais comuns:
1) Fotografia noturna (em B ou "bulb").
2) Fotografia em baixas luzes.
3) Fotografia astronômica.
4) Fotografia de registro atômico (insensibilidade a
radiação).
5) Fotografia de micro detalhes (pelo ruído inerente ao
principio digital).
6) Fotografia em tempo real (há uma demora variável
entre a ativação e o disparo - captura da imagem).
7) Fotografia rápida e ultra rápida. (paralisação de
movimentos).
8) Fotografia seqüencial e burst. (esportiva e de
movimentos)
9) Fotografia estroboscópica (com flash seqüencial).
10) Fotografia estereoscópica (com câmaras
sincronizadas).
11) Fotografia em grande angular (devido a vinhetação)
12) Fotografia panorâmica por varredura.
13) Fotografia P/B (com riqueza de tons - a foto de
filme tem 11 níveis de preto contra 8 da imagem
digital).
14) Fotografia em cores com meios tons.
15) Fotografia em pôster. (com alta definição).
16) Fotografia pontual. (Dot photo).
17) Fotografia pericial e jurídica (a foto de filme é
prova concreta ou material).
18) Fotografia de reconhecimento. (para uso militar)
19) Fotografia de mapeamento geodésico (aerofotografia)
20) Fotografia de modas (pela dificuldade em reproduzir
padrões finos)
21) Falta de lógica evidente para quem esta acostumado a
fotografia convencional.
22) Eterna dependência de baterias ou pilhas: fotos em
lugares onde não se vende eletricidade.
23) Falhas causadas por “tilts e jammings” (emperramento
eletrônico eventual).
24) Durabilidade limitada do equipamento.
25) Incerteza na permanência dos cards, soft, e hards
necessários para prepetuação do registro".
(Dentro do site em
http://www.novacon.com.br/digicam.htm).
QUEM CONTINUA
FABRICANDO SUAS ANALÓGICAS
A Canon continua fabricando cinco de seus modelos de
analógicas: veja em
http://www.canon.co.uk/For_Home/Product_Finder/Cameras/SLR/index.asp
A Nikon só está fabricando dois modelos: a F6 e a FM10:
http://www.nikonusa.com/template.php?cat=1&grp=6 A
Pentax, fabrica vários: três câmeras do tipo SLR
http://www.pentax.co.jp/english/products/filmcamera/35mm/
Duas câmeras tipo medium (profissionais, que usam cromos 6 x 7) http://www.pentax.co.jp/english/products/filmcamera/medium/http://www.pentax.co.jp/english/products/filmcamera/compact/
e as compactas:
http://www.pentax.co.jp/english/products/filmcamera/
A Olympus tem 5 modelos ainda em fabricação -
http://www.olympusamericalatina.com/Showsection.asp?section=2®ion=3
.
CONCLUSÕES:
O que se pretende com estas informações não é
fazer propaganda negativa da tecnologia digital para
fotos. Mas é colocar cada tecnologia no seu devido
lugar, prestando informações, dentro do possível, mais
aproximadas da realidade científica. A foto digital e a
máquina digital - não se discute: trouxeram enormes
vantagens para a rotina e para a vida do ser humano.
Noticiar fatos com uma velocidade incrível, permitir ao
ser humano que compartilhe quase que instantaneamente
seus momentos através de fotos com seus entes queridos
são apenas poucos exemplos que podemos dar dessa
tecnologia. Mas não podemos permitir a "lavagem
cerebral" que a indústria pretende quando o negócio é
dinheiro, lucro. Sabe-se que quanto mais a indústria
convence alguém a aposentar sua SLR ou simples máquina
tipo "caixotinho", são milionárias cifras que irão parar
dentro de suas contas correntes. Não lhes interessa a
cultura da coexistência, e sim a da substituição.
Invenções novas nem sempre são avanços no assunto, pois
o que é essencial quase sempre não faz parte da
propaganda. Esta escola continuará a aprofundar no
assunto, sempre com a ajuda de colaboradores e
responsáveis pesquisa.
"Não temos que servir a indústria, a indústria é que
tem que nos servir."
Enio Leite
http://www.escolafocus.net
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