“APRENDENDO FOTOGRAFIA”
INDICE:

História da fotografia
* O daguerreótipo
* A descoberta do negativo
* As primeiras fotos em cores
* A face escura da fotografia
* O invento da Kodak
* Curso de Fotografia Digital
* Curso de Photophop
* Fotografia Preto e Branco
* Fotografia de Moda
* Fotografia Publicitaria
* Estudio de Publicidade
* Casamentos e Eventos
* Fotojornalismo
* Curso de fotografia Sao Paulo
* Curso de fotografia Rio de Janeiro
* Curso de fotografia BH
* Curso de fotografia Brasilia
* Curso de fotografia Salvador
* Curso de fotografia Curitiba
* Curso de fotografia Manaus
* Curso de fotografia Porto Alegre
* Curso de fotografia Japao
* Curso de fotografia Estados Unidos
* Curso de fotografia Portugal

A FOTOGRAFIA:

* As câmeras reflex, monoreflex, camera digital e seus controles
* Câmeras manuais e eletrônicas
* Focalização
* Foco automático e infra-vermelho
* O diafragma (número f)
* O obturador (velocidade de disparo)
* O fotômetro (medição da luz)
* Profundidade de Campo (nitidez da área em foco)
* Distância focal e distância hiperfocal
* Como empunhar a câmera corretamente
* Como colocar o filme em uma câmera

Luz e fotografia
* Luz natural e artificial
* Luz “dura e luz suave”
* Luz de tungstênio e fluorescente
* Tudo o que a câmera registra se deve à luz.

O filme fotográfico
* Sensibilidades ISO
* O código DX
* A classificação dos filmes pelas suas sensibilidades (lentos, médios e rápidos)
* Granulação
* O filme preto e branco
* O filme APS
* Os formatos de filmes (formato, tipo e sensibilidade)

As Objetivas
* Acoplamento das objetivas
* Tipos de objetivas (normal, grande-angular, tele, zoom, olho de peixe, macro, etc).
* Tabela do ângulo de cobertura das objetivas (sistema 35 mm)
* Luminosidade, potência e aberturas.
* Objetivas, não lentes, lentes são componentes óticos internos da objetiva.

O Flash
* Flash embutido
* Flash externo
* Cálculo do número guia (NG)
* Posicionamento e direcionamento do flash para fotografar
* O flash rebatido com enchimento
* Tipos de flash (flash de dois tubos)
* Flash dedicado (TTL)
* Flash anular para macrofotografia
* Reflexos, olhos vermelhos, manuseio e cuidados.

Enquadramento e composição
* Compor com a câmera
* O centro de interesse
* Regra dos terços
* Composição e perspectiva
* Pontos de fuga

Tabela de filtros
* Filtros coloridos
* Filtros com efeitos especiais
* Filtros para preto e branco
* Lentes Close-ups

As câmeras compactas de filme
* Erro de paralaxe
* Cuidados básicos
* Como fotografar corretamente com uma compacta

Acessórios
* Tripés
* Filtro polarizador
* Cabos de extensão para flash
* Disparador de cabo
* Fotocélula
* Fotômetro manual eletrônico
* Pára sol
* Tubos de extensão
* Ar comprimido para limpeza
* Malas e maletas
* Haze-Light (difusor de luz)
* Rebatedor para flash
* Tele conversor
* Batery pack

Acessórios para macrofotografia e close-up
* Fole de extensão
* Tubo de extensão
* Anel de inversão
* Filtros close-up


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“Historia da Fotografia”
A invenção que mudou o mundo
 
Desde o momento de sua invenção, a fotografia se incorporou ao mundo como um divertimento. Esse meio reprodutor de imagens parecia destinado apenas a satisfazer a curiosidade das pessoas - principalmente o próprio fotógrafo - e a entretê-las. Mas, superados os primeiros obstáculos e incorporados alguns aperfeiçoamentos técnicos que facilitaram a obtenção e a reprodução de imagens, a fotografia ganhou lugar de destaque no registro da vida cotidiana. Com tal influência, hoje seria difícil imaginar o mundo sem sua presença e dos meios derivados, como o cinema e a televisão.

Em meados do século XIX, pouca gente podia dar-se ao luxo de possuir um retrato familiar ou individual, teria de ser um quadro pintado, pendurado na parede. Fatores econômicos impediam que a maior parte dos cidadãos pudesse satisfazer esse desejo, até que a fotografia popularizou o retrato, tornando-o mais barato. É difícil, hoje, encontrar alguém que não tenha nenhuma fotografia de si próprio.


Joseph-Nicéphore Niepce retratado por L. Berger. Joseph-Nicéphore Niepce (1765 - 1833) era conhecido, sobretudo como litógrafo, atividade que lhe proporcionou muitos êxitos. Foi precisamente trabalhando nesse campo que ele concebeu a idéia de aplicar na pedra de impressão (litografia) não só os desenhos feitos por artistas, mas também as imagens obtidas com a câmera escura. Essas imagens produzidas pela luz e batizadas por Niepce de heliografias (registros do sol) são as primeiras fotografias que se conhecem. Ele reuniu o principio da câmera escura e seus conhecimentos de substâncias fotossensíveis para conseguir uma imagem estável e totalmente “desenhada pela luz”. Para fixar as imagens, algo que o inglês Wedgwood nunca conseguiu, o francês Niepce tratou com uma solução de ácido nítrico as imagens obtidas sobre papel banhado em cloreto de prata. Na prática, a heliografia consiste em utilizar uma lâmina de zinco ou pedra litográfica sobre a qual se estende protegendo-a da luz, uma camada de asfalto dissolvido em essência de lavanda. Põe-se ao sol, sob um positivo e revela-se. No preparo da lâmina, usam-se processos litográficos. Com Niepce, estava inventada a fotografia.  
A foto aqui mostrada é a mais antiga que se conhece. Obtida por Niepce em 1826, é uma vista tomada da janela da casa de campo do inventor em Gras, França. Nela podem-se observar, embora de forma imperfeita, as construções que presumivelmente eram os paióis do sitio.  
No entanto, ainda faltavam muitos passos para aprimorar o invento. Enquanto Niepce encontrava o processo para fixar as imagens produzidas na câmara escura, seu compatriota Jacques Mandé Daguerre pesquisava na mesma direção. No princípio, Niepce se mostrou avesso em colaborar com Daguerre e até 1829 não se concretizou a parceria entre ambos. Nesse mesmo ano, no dia 14 de dezembro constituiu-se uma sociedade cujo objetivo era investigar e aperfeiçoar o novo invento. A entidade, todavia, pouco durou: Niepce faleceu de apoplexia em julho de 1833. Foi Daguerre quem prosseguiu as pesquisas, dando o impulso necessário para que a fotografia se popularizasse de forma definitiva.

O daguerreótipo

Nascido em Cornellies-en-Paris, França, em 1787, Louis Jacques Mandé Daguerre foi pintor e decorador, mas só ganhou fama graças à invenção do diorama, que explorava em Paris com seu sócio Charles Marie Bouton. Em 1826, ciente das pesquisas de Niepce, Daguerre não descansou até conseguir uma entrevista com ele e um acordo para formar uma sociedade destinada ao aprimoramento da heliografia. Depois da morte de Niepce, em 1833, Daguerre continuou trabalhando e aperfeiçoando a técnica heliográfica. Isso durou até 1838, ano em que deu por terminadas suas experiências e batizou o novo método com o nome de daguerreótipo. Esqueceu-se, um tanto injustamente, de seu ex-sócio Niepce. Entrou em contato com François Arago, cientista e deputado pelos Pirineus Orientais, a quem fez participar da divulgação do daguerreótipo. Bastante entusiasmado, François Arago se ocupou pessoalmente de levar o invento ao conhecimento da Academia de Ciências de Paris, em sessão realizada no dia 7 de janeiro de 1839. Todos os detalhes técnicos do procedimento se tornaram públicos naquela academia, em meados de agosto do mesmo ano.


Câmera fotográfica antiga Produzia-se o daguerreótipo mediante uma placa de cobre polido e prateado sobre a qual se passava uma camada de iodeto de prata sensível à luz. Essa placa era impressionada por longas exposições, submetida a vapores de mercúrio e a imagem recebia fixação por meio de hipossulfito de sódio.
 
A partir de então, a notícia da invenção da fotografia repercutiu pelo mundo civilizado. Os jornais de todos os países comentaram exaustivamente aquela histórica sessão da academia. Poucos anos mais tarde, em 1846 e somente na cidade de Paris, foram vendidos 200 aparelhos fotográficos e meio milhão de placas. O sucesso mundial da fotografia estava apenas começando.  
A descoberta do negativo

Assim que se tornou público o processo do daguerreótipo, muitos inventores apresentaram as pesquisas que haviam realizado nesse mesmo sentido. Todos reivindicavam para si a grande honra de serem considerados os autênticos inventores da fotografia. Os casos mais interessantes registrados pela história foram os de Hippolyte Bayard e Willian Henry Fox Talbot.


William Henry Fox Talbot fotografado
 por John Moffat em 1860. Hippolyte Bayard nasceu em Breteuil-sur-Noye, França, em 1801. Grande aficionado das experiências científicas, em junho de 1839, antes da apresentação oficial do daguerreótipo na Academia de Paris, ele já havia mostrado uma coleção de imagens fotográficas obtidas por um sistema próprio e original. As imagens eram gravadas em papel, mas não podiam ser reproduzidas. No entanto, após o invento de Daguerre, e depois de repetidas e infrutíferas tentativas de conseguir o reconhecimento de seu trabalho, Bayard abandonou suas pesquisas.  
Na Inglaterra, Willian Henry Fox Talbot, físico e matemático nascido em Melbury em 1800, também reivindicava a paternidade do invento, ao qual havia chamado de calótipo e que tinha a grande vantagem de permitir usar a primeira imagem negativa para obter quantas cópias positivas se desejassem. Assim, embora Fox Talbot não tenha passado à História como o pai da fotografia, mérito que corresponde a Niepce e Daguerre, ele comparece nela como inventor do processo negativo-positivo, o mesmo que chegaria até nossos dias e que, uma vez convenientemente aperfeiçoado, formaria a base da fotografia contemporânea.

As primeiras fotos em cores

Logo depois que Niepce e Daguerre conseguiram fixar a imagem obtida numa câmara escura, eles mesmos se propuseram outro desafio: fazer com que essa imagem, que reproduzia fielmente os contornos e a gama de tons cinzentos do tema fotografado, fosse também capaz de captar as cores naturais.
As primeiras tentativas na busca da fotografia em cores fracassaram. Por algum tempo, os fotógrafos pioneiros tiveram de contentar-se com o processo de colorir seus trabalhos à mão. Os pesquisadores redobraram seus esforços. Os trabalhos de Seebeck em 1810 (coloração seletiva do cloreto de prata), ou de Maxwell em 1859 (sistema aditivo de cores), deram frutos. No mesmo dia, 2 de maio de 1869, dois inventores apresentaram, perante a Sociedade Francesa de Fotografia, seus comunicados sobre a descoberta da fotografia em cores. Tratava-se dos franceses Louis Ducos du Hauron e Charles Cros. Os processos dos dois eram muitos parecidos, ambos se baseavam na tricromia, ou seja, na decomposição do tema da foto em três cores primárias, cada um deles em uma placa distinta, que ao serem superpostas reproduziam toda a gama cromática existente na realidade natural.
Com o passar dos anos, as pesquisas nesse campo específico avançaram de modo notável e logo surgiram sistemas muito mais fáceis para manuseio e mais fiéis ao cromatismo real: o invento dos irmãos Lumière em 1907, do Kodachrome em 1935, etc.

Apesar dos seus atrativos, a tricromia não deixava de ser um processo primitivo e complicado. O passo seguinte necessário era, portanto, a obtenção de um material que permitisse a fotografia em cores numa só impressão e num só suporte, exatamente como no caso da fotografia em preto e branco.

Da solução desse problema encarregaram-se os irmãos franceses Auguste e Louis Lumière, nascidos em 1862 e 1864 respectivamente e que se tornariam mundialmente famosos pela invenção, em 1894, do cinematógrafo. Antoine Lumière, pai de Auguste e Louis, trabalhou como fotógrafo em Lyon. Os seus filhos viveram muito de perto os problemas da profissão, investigando em profundidade as emulsões, a luminosidade e diversos materiais fotográficos, embora esse não tenha sido o único campo em que aplicaram os seus conhecimentos e a sua imaginação.

Em 30 de maio de 1904, na Academia des Sciences de Paris, foi apresentado o processo conhecido como autocromia. Tratava-se de uma emulsão única à base de microscópicos grãos de fécula de batata tingidos com as três cores básicas, que eram espalhados sobre uma placa de vidro previamente sensibilizada com uma emulsão em preto e branco. Com essa placa obtinha-se uma imagem diapositiva que devia ser observada por transparência e que oferecia uma extraordinária riqueza cromática.
O processo dos irmãos Lumière foi muito utilizado por mais de três décadas, sendo gradualmente substituído por emulsões mais aperfeiçoadas. Mesmo assim, a grande qualidade do colorido das placas autocromáticas continua a surpreender e encantar nos nossos dias.

A face escura da fotografia

No início, a fotografia era considerada uma espécie de brincadeira mágica e inofensiva. Mágica porque a reprodução exata que apresentava da realidade abria as portas de um mundo de imagens até então desconhecidas. Especialmente mágica no retrato, pois nenhum pintor era capaz de representar o aspecto físico de uma pessoa com tanto requinte de detalhes e verossimilhança. Inofensiva porque ninguém era capaz de imaginar que aquele invento posto a serviço do ser humano pudesse também ser utilizado contra ele.

Durante a guerra franco-prussiana de 1870-71, ocorreu em Paris a revolução da Comuna. Os defensores da Comuna não hesitaram e deixaram-se fotografar nas barricadas. Quando a rebelião foi esmagada, a polícia utilizou essas fotografias para efetuar a sua ação repressiva e quase todos os que foram reconhecidos acabaram sendo executados dentro de poucos dias. Pela primeira vez, a fotografia tornava-se um instrumento policial. Mais tarde foi utilizada com freqüência em todos os países do mundo nos métodos de reconhecimento e perseguição de pessoas. Por outro lado, fotomontagens e imagens de possível leitura tendenciosa foram utilizadas muitas vezes com fins políticos de duvidosa honestidade. A fotografia tem desempenhado um importante papel na propaganda, a serviço de diferentes causas, tendências e regimes políticos.
Talvez esse uso manipulador e delator que dela se pode fazer constitua, definitivamente, o mais triste dos usos da fotografia.

O invento da Kodak

Na seqüência dos avanços técnicos da fotografia, o instantâneo abriu novos horizontes aos apaixonados pela arte da fotografia. O material negativo era agora mais duradouro e a sua sensibilidade aumentara de forma notável. Com boas condições de luz já não era imprescindível o uso do tripé, o que, combinado com o desenho de câmeras menores e mais leves, transformava o equipamento fotográfico necessário num instrumento portátil, pouco volumoso e ao alcance de qualquer amador.

Na fotografia de Fred Church (1890), George Eastman a bordo do Gallia, rumo à Europa, com uma câmera de 100 fotografias nas mãos. Em 1888, o industrial norte-americano George Eastman fabricou uma pequena câmera fotográfica de 82 x 95 x 165 mm, com uma objetiva de f/9 e com uma velocidade de obturação de 1/20s. Essa câmera era carregada com um rolo de papel sensibilizado que permitia a obtenção de 100 imagens de formato redondo, de 63 mm de diâmetro. Esse artefato foi batizado com o nome KODAK, uma palavra que correspondia à onomatopéia do som do obturador e que se pronunciava de maneira quase idêntica em todos os idiomas do mundo.
 
O usuário da Kodak obtinha as imagens sem esforço, por causa do reduzido volume e peso da máquina (cerca de 680 g) e da facilidade de uso. Depois de impressionadas as 100 imagens, a câmera era mandada para a fábrica, onde a película era revelada e montadas, eram remetidas ao cliente juntamente com a câmera recarregada, pelo preço total de 10 dólares. O slogan publicitário criado para o lançamento dessa pequena maravilha foi: “Você aperta o botão. Nós fazemos o resto”. Nascia fotografia amadora.  
No início do século XX foram postas à disposição do público novas máquinas simples, dobráveis graças a um fole e de tamanho mais reduzido. Fabricantes europeus, como Agfa-Gevaert e Voigtlander, deram com elas um grande impulso ao mercado da fotografia para amadores (batizados, casamentos, festas e férias).
A partir de então, a fotografia deixou de ser somente artística e passou a fazer parte dos documentários sociais.

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“As câmeras reflex e seus controles”



reflex eletrônica
reflex mecânica
Denominadas SLR Reflex ou Monoreflex (mono por que possuem uma única objetiva).

A denominação vem do inglês, SLR (Single Lens Reflex), esse tipo de câmera é dividido em duas categorias. As mecânicas – nas quais o fotógrafo tem total controle sobre as regulagens – e as eletrônicas, que fazem tudo o que as manuais permitem, além de oferecer programações mais avançadas, como o motordrive, opções de fotometria, entre outras.

A SLR possui um uma única objetiva intercambiável (fotos acima) e há também as antigas TLR (Two Lens Reflex) que possui duas objetivas intercambiáveis, todas permitem a substituição de suas objetivas (lentes).


Câmera reflex TLR (duas objetivas)

Reflex (câmera), do inglês, reflexo; câmera SLR com um espelho ótico que permite que uma cena seja vista através da lente da câmera de modo que o usuário vê exatamente o que está fotografando (veja exemplo na foto abaixo):



A imagem é vista através da objetiva
 
Uma câmera típica é constituída basicamente de quatro elementos: caixa, mecanismo de avanço do filme, visor e objetiva.

A caixa, ou corpo da câmera é totalmente hermética e está pintada de preto por dentro, para evitar reflexos.
  
Controles da câmera:



Para conhecer melhor sua câmera fotográfica, leia
atentamente o manual de instruções antes de utilizá-la.

FOCALIZAÇÃO: O anel de focalização dá nitidez à imagem, nas reflex, algumas possuem autofoco (focagem automática), outras possuem focagem manual ou ambas opções. A maioria das boas câmeras conta com um dispositivo ótico, o telêmetro – que facilita a focagem e se situa dentro do visor, no centro deste, ao olhar pelo visor nas reflex mecânicas, observará uma imagem partida ou embaçada, que o usuário deve fundir ou tornar nítida girando o anel de focalização. 

Deixar nítida só uma parte da imagem enquanto o resto fica desfocado, pode ser um recurso para destacar o centro de interesse da foto, essa escolha se chama “focalização seletiva” (ver regra de profundidade de campo).

Lembre-se que o autofoco não funciona com superfícies claras e uniformes, sem pontos de contraste e também nas fotos em contra-luz ou com refletores apontados para a câmera, neste caso procure no assunto fotografado algum ponto com contraste e reenquadre. 
Ao focalizar grupos de pessoas em “meia-lua” ou ao redor de mesas, focalize na pessoa situada no primeiro terço do grupo, nunca na frente, no meio ou atrás, isso garante uma boa profundidade de campo.

Apesar de exigir paciência e atenção, especialmente no começo, trabalhar o foco não é nada difícil. Ao contrário, basta mirar a câmera para o assunto principal e ir girando o anel de foco até encontrar o ajuste ideal. Pratique bastante esta ação, se você dispor de câmera manual sem autofoco.

O foco automático por raios infravermelhos é um sistema recente, já bem difundido. Um componente eletrônico chamado diodo, ou o flash incorporado à câmera, emite um raio de luz infravermelho que sai por uma “janela”, reflete-se no tema e volta. Um sensor reage à posição do raio refletido e age, por meio de um eletroímã, sobre o mecanismo de focalização da objetiva, ajustando a distância. A grande vantagem desse sistema é que ele não depende da iluminação externa e funciona até mesmo na penumbra.
 
DIAFRAGMA (passagem da luz): O diafragma situa-se no interior da objetiva e é formado por uma série de lâminas que permitem uma maior ou menor entrada de luz. A escala de abertura (ou escala de diafragmas) que aparece no anel de controle é a seguinte: 1 – 1,4 – 2 – 2,8 – 4 – 5,6 – 8 – 11 – 16 – 22 (Essa numeração pode variar de acordo com a distância focal da objetiva utilizada). Cada valor corresponde a uma posição das lâminas e uma determinada abertura. 

Os valores pequenos referem-se a grandes aberturas; os valores altos correspondem a pequenas aberturas e deixam passar menos luz. 

O diafragma sempre será representado pela letra f (simbologia), Ex. f/5,6 – f/8, etc.

A abertura relativa ou número-f é um símbolo usado para identificar as diferentes aberturas do diafragma. 

O número-f costuma ser um número decimal, pois resulta da divisão entre os dois fatores que intervêm na luminosidade da imagem (distância focal e diâmetro da abertura).


 
Acima, algumas medidas de diafragma e exemplos de aberturas.

REGRA: um diafragma mais aberto aumenta a quantidade de luz que chega ao filme, mas diminui a área de nitidez da imagem, (ver profundidade de campo), um diafragma mais fechado diminui a quantidade de luz, mas aumenta a área de nitidez da imagem.


1 - Escala de distâncias
2 - Anel de focalização
3 - Anel de regulagem dos diafragmas


OBTURADOR (velocidade de disparo): O obturador situa-se geralmente no interior do corpo da câmera, nele a luz penetra no vão formado por cortinas que se movem permitindo a exposição do filme por pouco ou bastante tempo. Enquanto o obturador estiver aberto, a luz agirá sobre o filme.
O tempo de duração dessa abertura é o tempo de exposição, a escala de tempos de exposição que aparece no botão de controle pode ser a seguinte: B - 1 – 2 – 4 – 8 – 15 – 30 – 60 – 125 – 250 – 500 – 1000 – 2000. O número 1 significa 1 segundo e os demais valores são frações de segundo: ½ (meio segundo), ¼ (um quarto de segundo), 1/15 (um quinze avos de segundo), etc.


Obturador vertical de cortina
Vista interna



Anel de regulagem de
velocidade do obturador
 
Para se fotografar motivos em movimento (veículos, aviões, pessoa correndo, etc) utiliza-se velocidades de 1/125 ou superiores, senão a foto ficará tremida, para se fotografar motivos parados, ou com pouca iluminação, utiliza-se velocidades de 1/60 ou inferiores, nunca esquecendo da combinação com a abertura do diafragma e utilização de um tripé para velocidades inferiores a 1/15.

FOTÔMETRO: Esse é o nome de um aparelho que mede a luz refletida pelo tema e cujas indicações são lidas em um canto do visor. Antes de bater a foto o usuário regula a sensibilidade do filme no seletor de sensibilidade e depois ajusta a exposição, conferindo no fotômetro se a medição está correta para a foto.

Os tipos de fotômetros variam de acordo com o fabricante da câmera, alguns possuem uma agulha entre um sinal de + e de -, indicando se a exposição à luz está para mais ou para menos, a agulha deverá permanecer no centro para se evitar uma super exposição ou sub exposição. Regula-se girando o anel de diafragmas ou do tempo de exposição, para se obter a exposição correta. 

Geralmente os fotômetros embutidos das câmeras correspondem ao resultado esperado, embora em fotos noturnas ele seja enganado pelo fundo escuro da cena.

PROFUNDIDADE DE CAMPO (Área nítida da imagem): A expressão profundidade de campo se refere ao espaço que está em foco numa imagem fotográfica, na frente e atrás do ponto central da focagem. Se uma foto apresenta apenas uma pequena área em foco, enquanto o resto aparece borrado e desfocado, diz-se que ela tem pouca profundidade de campo, se toda imagem está em foco, a fotografia tem muita profundidade de campo.

A profundidade de campo é um conceito preciso, sempre é a mesma para determinada abertura de diafragma, objetiva e distância da tomada. 

Assim, pode-se resumir em três os fatores dos quais depende a profundidade de campo:

1) A abertura do diafragma (veja regra do diafragma acima);

2) Distância Focal (Diz-se da medida das objetivas. Ex. 35mm, 50mm, teleobjetivas de 100, 300, 500mm, etc) ela é expressa em milímetros, mede a capacidade da objetiva para refratar os raios luminosos, mas ao fotógrafo interessa, mais do que a distância focal em si, o efeito que esta tem sobre as características finais da imagem, quanto maior a distância focal, menor será a profundidade de campo;

3) Distância da câmera ao tema (quanto mais distante estiver do tema, maior será a profundidade de campo).

Quando se realiza um retrato e se quer realçar o modelo sobre o fundo, uma mínima profundidade de campo ajuda a destacar a figura e evita que elementos distantes tenham muita “presença” na foto. Isso é conseguido pela combinação de diafragma aberto (números menores de diafragma), grande distância focal (ex. teleobjetivas) e curta distância da tomada (proximidade do motivo).
 
Observe nas três fotografias logo mais abaixo onde a pessoa que empunha a câmera está destacada do fundo da imagem (fundo borrado).

Distância hiperfocal: Quando regulamos a objetiva no infinito, existe uma distância entre ele e a câmera em que a imagem fica em foco. A distância entre este ponto máximo de foco e a câmera fotográfica é chamada distância hiperfocal. A distância hiperfocal serve para o fotógrafo controlar a área em foco na imagem através do anel de escala de distâncias da objetiva.

Ex.: na figura abaixo (anel de escala de distâncias da objetiva) para uma abertura f 11 conseguimos uma profundidade de campo (área em foco) que vai de 1 a 5 metros.


 
 
Empunhando corretamente a câmera:


Empunhadura com apoio lateral

Posição vertical

 Posição Horizontal

Observe que a mão de apoio sempre permanece sob a objetiva, facilitando a manipulação dos controles e o equilíbrio da câmera.
 
Uma das maiores vantagens das câmeras reflex é a possibilidade de poder trocar de lentes e a infinidade de filtros e acessórios que são a elas acoplados, o que não é conseguido com outros tipos de câmeras fotográficas.

Carregamento do filme
(película 135 em câmeras reflex manuais)
 
Puxa-se a alavanca de rebobinagem para que ela suba:


 
...e deixa-se livre o compartimento do filme:


 
Coloca-se aí o novo rolo, com o eixo saliente para baixo e insere-se a película no carretel receptor:


 
Faz-se avançar o filme usando o disparador se necessário, até que as duas fileiras de perfurações entrem nas rodas de avanço à direita:

  
 
Fecha-se a tampa e estica-se o filme ligeiramente girando a alavanca de rebobinagem no sentido horário para eliminar o trecho velado da película.
E já está pronto para bater as fotos.
 
Carregamento automático:

Em alguns modelos de câmeras, basta colocar o filme no compartimento próprio, com o eixo saliente para baixo e introduzir a ponta livre do filme na ranhura. Ao fechar-se a tampa a câmera põe o filme na posição correta.

Luz e fotografia

Em Grego, Foto quer dizer luz. Grafia, escrita. Dentro desse conceito etimológico, fotografia significa escrita com luz ou escrever com a luz. Ou seja, a habilidade do fotógrafo em manejar a luz é crucial para o bom resultado de uma foto.

Uma Imagem fotográfica é basicamente formada por micro pontos agrupados, chamados de grãos, daí o termo “granulação da imagem”, que veremos mais adiante. (olhando uma fotografia com uma boa lente poderemos enxergar os micro pontos).

O motivo (pessoa, paisagem, objeto) a ser fotografado é iluminado por uma quantidade de luz, essa luz é refletida através da objetiva, a qual por sua vez, através das lentes, realiza correção das cores e granulação da imagem refletida até sua impressão no filme, este situado no interior do corpo da câmara
.
Ao fotógrafo interessa em especial, a “qualidade” e a “cor” da luz, a luz pode ser dura ou suave.
 
A primeira é uma luz direta que vem de uma só fonte (ex.: sol, flash) e acentua as sombras e os detalhes dos objetos.
 
A luz suave (ex.: dia nublado, difusores, etc) é indireta e dá sombras delicadas e zonas de penumbra, sendo muito adequada para o retrato. A cor da luz depende da hora do dia: é alaranjada ao amanhecer e ao pôr-do-sol, e branca nas horas centrais do dia.
 
O flash emite uma luz branca e dura semelhante à luz solar.

A luz pode ser:

Natural - luz do sol (aumenta o contraste das cores e acentua as sombras)
Artificial - luz incandescente de tungstênio, fluorescente, flash etc.


 
A luz que sensibiliza o filme é refletida pelo assunto fotografado. Portanto, observe com cuidado a maneira pela qual o assunto está refletindo a luz.

Os objetos polidos e brilhantes produzem fortes reflexos, que podem comprometer a qualidade da foto. 
As áreas com diferenças de iluminação, isto é, partes com muita reflexão de luz - ou muito claras - e partes com pouca reflexão - ou muito escuras - resultarão em fotos muito contrastadas.

Procure manter sempre uniformidade de iluminação no motivo a ser fotografado.

Os controles da câmera que influenciam na luz que chega à película são o diafragma e o obturador. (ver câmeras reflex)
.
Nas câmeras que dispõem de regulagem manual, a relação entre esses controles constitui a arma mais importante do fotógrafo para obter boas imagens.

Tudo o que a câmera registra se deve à luz, natural ou artificial, como já vimos a própria palavra “fotografia” significa “escrever com a luz” é um conceito tão óbvio que costuma ser esquecido, causando decepções entre os amantes da fotografia.

Luz de tungstênio e fluorescente (cor da luz):

Lâmpadas comuns, de tungstênio, (aquelas caseiras, redondas, não as fluorescentes) apesar de não apresentarem diferença alguma para os nossos olhos, na fotografia fornecem uma tonalidade alaranjada forte, desagradável para muitos assuntos.

Isso acontece porque o filme utilizado pela maior parte das pessoas, o daylight (luz do dia), é balanceado para a luz do dia que apresenta uma temperatura diferente das lâmpadas de tungstênio.

Embora muitas pessoas gostem dessa tonalidade alaranjada, fugir delas é simples. Há duas opções: adquirir um filme balanceado para esse tipo de luz (possui um T no nome), ou então, acoplar um filtro azul da série 80, que dependendo da potência pode suavizar ou anular a tonalidade alaranjada. Caso não possua nenhum dos dois, bata a foto assim mesmo. 

O importante é não perder o clique!.

As lâmpadas fluorescentes dão uma tonalidade mais artificial à fotografia, num tom esverdeado e não alaranjado. A melhor maneira de produzir belas fotos em ambientes iluminados com lâmpadas fluorescentes, é a utilização de um filtro FL-D (fluorescent day-light), ele reduz a tonalidade esverdeada, dando uma aparência mais natural à cena e um resultado muito mais agradável, seja qual for o assunto.

Como geralmente as pessoas costumam utilizar o flash para fotos em ambientes internos, não se nota as tonalidades de cores acima descritas, pois o clarão do flash elimina a iluminação ambiente. 

O resultado alaranjado ou esverdeado poderá ser conseguido se você realizar uma fotografia em ambiente interno iluminado artificialmente, durante à noite, utilizando a regulagem do diafragma  com uma baixa velocidade de disparo, geralmente aquela indicada pelo fotômetro, no modo manual da câmera, sem utilizar o flash sincronizado.

O Filme fotográfico


 
Os filmes funcionam basicamente da seguinte forma em relação à luz: Há uma base de acetato na película, revestida por uma emulsão sensível à luz. Essa emulsão é composta por partículas de sal de prata e outros componentes.

Quando a luz chega no filme, ela modifica a estrutura química das partículas, criando um registro invisível do motivo, chamado de imagem latente, este registro se torna visível quando exposto aos produtos químicos da revelação.

O processo de sensibilização da prata do filme em reação à luz é semelhante ao que ocorre em uma bandeja de prata que escurece sob a ação da luminosidade ambiente.

A sensibilidade de um filme é sua capacidade de reagir ante a luz. É indicada de acordo com seu número ISO (25, 50, 64, 100, 200, 400, 800, 1600, etc). A sigla ISO indica a intensidade de luz que o filme precisa receber para que as imagens fiquem bem expostas.

Um filme muito sensível tem o poder de, com pouca luz ou com uma exposição muito rápida, dar um bom negativo, enquanto o filme de pouca sensibilidade necessita de luz mais intensa ou de exposição mais prolongada para proporcionar os mesmos resultados.

Em linhas gerais, quanto maior o ISO de um filme, mais sensível à luz ele será, ou seja, um filme de ISO 400 precisa de menos luz do que um de ISO 100 para ser sensibilizado.

Pela Regra, o filme de ISO 50 requer o dobro de luz ou o dobro do tempo de exposição do filme de ISO 100 para produzir um negativo correto, o de ISO 100 requer o dobro do ISO 200, o de ISO 400 é quatro vezes mais sensível que o ISO 100 e assim por diante.

A sigla ISO vem do inglês International Organization for Standardzation, substituindo as antigas medições ASA (American Standards Association) e DIN, do alemão, Deutsche Industrie Norme, padronizando mundialmente os filmes fotográficos para ISO.


 
ISO/DIN representado em uma caixa de filme fotográfico

A Sensibilidade do filme e a qualidade da imagem estão intimamente relacionados, além da sensibilidade, os filmes diferem na maneira como são feitos. Os mais sensíveis possuem cristais de haletos de prata maiores do que os de baixa sensibilidade, criando uma diferença na granulação da imagem. 

Os filmes mais rápidos são mais granulados e possui uma distribuição de grãos menos homogênea do que os lentos. Atualmente, por conta de avanços tecnológicos, já existem filmes de ISO alto com grãos mais organizados, garantindo melhor definição de imagens.
 
“O código DX”

Após a automatização das câmeras fotográficas, o ajuste manual do ISO do filme viu-se substituído pelo “código DX”. 

O código DX é formado por duas colunas de quadrados, prateados e pretos, impressos no carretel do filme. A coluna mais próxima da entrada do carretel informa ao fotômetro embutido a sensibilidade do negativo; a outra coluna passa dados sobre o comprimento do rolo (quantidade de chapas) e a latitude da emulsão.

Os diversos valores se expressam por meio do diferente arranjo geométrico dos quadrados prateados e pretos, os primeiros deixam passar a corrente elétrica e os pretos não. A câmera dispõe de contatos capazes de detectar os quadrados, além de circuitos que modificam os mecanismos de controle para adaptá-los ao filme que foi carregado na máquina.


Bobina de filme na qual se pode visualizar o código DX.
 
A classificação dos filmes pela sensibilidade é:

Filmes muito lentos.................................................de 6 a 25 ISO
Filmes lentos..........................................................de 25 a 64 ISO
Filmes de sensibilidade média..................................de 80 a 200 ISO
Filmes rápidos........................................................de 400 a 1000 ISO
Filmes muito rápidos...............................................de 1600 a 3200 ISSO

Comumente utiliza-se uma pequena variante para a classificação: fala-se de sensibilidade baixa, média e alta como sinônimos das expressões agrupadas acima.

Em cada grupo existem negativos tanto para preto e branco como para cores, embora no primeiro e no último grupo - ou seja, o dos filmes lentos e dos muitos rápidos - as possibilidades de escolha sejam mais limitadas.
Em termos amplos, pode-se dizer que existe um negativo para cada tema. De acordo com as classificações convencionais, as combinações mais habituais são a seguinte:

Filmes lentos:  objetos e naturezas-mortas, paisagens.
Filmes de sensibilidade média:  objetos, paisagens e retratos.
Filmes rápidos:  reportagem e esportes.
 
O uso do tripé é imprescindível para a utilização dos filmes lentos.

SENSIBILIDADE LENTA (DE 25 A 64 ISO)

Vantagens:
- Proporcionam bom detalhamento, nitidez e grão muito fino.
- Com os negativos em cores desta categoria obtêm-se boa saturação.
- Permitem ampliações de grande formato sem perda visível de qualidade.
Inconvenientes:
- Por causa da baixa sensibilidade, o tempo de exposição aumenta e às vezes se torna indispensável o tripé para evitar vibração da câmera.
- Propiciam maior contraste, o qual pode representar um problema quando se usa esses filmes com uma iluminação já contrastada.

SENSIBILIDADE MÉDIA (DE 80 A 200 ISO)

Vantagens:
- Graças a versatilidade, servem para quase todos os temas.
- Mantêm uma boa relação entre o grão, a nitidez e a saturação das cores.
- Dentro desse grupo, algumas marcas oferecem diferentes qualidades de negativos em cores, preparados para paisagem, retratos, etc.
Inconvenientes:
- Por ficarem no meio termo, esses filmes quase não apresentam desvantagens, exceto no caso de luz muito precária, em que o trabalho fica bastante dificultado.

SENSIBILIDADE RÁPIDA (DE 400 A 1000 ISO)

Vantagens:
- Permitem trabalhar sem tripé em condições de luz precária.
- São adequados para fotos de turismo e viagens, ou quando as condições do clima se tornam desfavoráveis.
- Facilitam o congelamento do movimento em fotografias de ação.
Inconvenientes:
- Tem um grão muito grosso que limita a possibilidade de apreciar vários detalhes do tema (embora os modernos de 400 ISO já apresentam boa qualidade).
- Com eles se obtêm fotografias menos contrastadas e, por vezes, conferem um aspecto plano e pesado à imagem, quando a cena original também apresenta pouco contraste (caso de dias nublados).
- Com os filmes em cores, a saturação destas deixa a desejar.
Existe ainda o filme para “Slide, aqueles que se vê em projetores de slides dentro de uma moldurinha, ou naqueles antigos binóculos”, são denominados de positivos ou cromos.
Ele garante uma definição melhor às imagens, oferecendo mais precisão nos detalhes e nas cores, é por isso, o preferido no uso profissional, são ideais para grandes ampliações e aplicação em fotografias de produtos. Sua sensibilidade varia de ISO 50 a 1600, mas não nos apegaremos a eles nesta matéria, já que seu uso pelo fotógrafo amador é muito raro.

Só para conhecimento, há também os filmes infra-vermelhos, estes produzem resultados surpreendentes ao alterar a escala tonal, na fotografia preto e branco e a escala cromática, no caso das cores. Esse filme costuma exigir filtros, sendo três os mais habituais: o infravermelho, o vermelho e o amarelo. Mas também não abordaremos esse assunto, haja vista ser um filme quase não utilizado.

O Filme

O Preto e branco

Ainda que rejeitado pela maior parte dos fotógrafos, esses filmes têm lugar garantido no coração de alguns usuários.

A falta de cor, por exemplo, que para alguns é um grande prejuízo, para outros é um benefício imenso, uma vez que leva o olhar diretamente para o assunto principal da cena - motivo pelo qual esses filmes são tão usados para reportagens.

Por não possuir cores para dispersar a atenção de quem vê a foto, as imagens monocromáticas (P&B) acabam concentrando toda a atenção do leitor na textura, na forma e no contraste da cena.

Com o filme P&B a aparência da cena pode ser modificada ( escurecidas, clareadas, acentuar ou diminuir o contraste, tonalizadas com uma leve camada de cor, etc) em um laboratório, que o próprio fotógrafo pode montar em sua casa e com pouco dinheiro, mesmo que não tenha experiência alguma.

A utilização de filmes P&B não têm segredo algum, sendo utilizadas as mesmas regulagens da câmera nos filmes em cores. 

Abaixo alguns tipos de filmes P&B bastante utilizados:

* Kodak T-MAX - ISO 100 e 400
* Fuji Neopan 400
* Fuji Neopan SS ISO 100
* Ilford HP5 ISO 400
* Ilford Delta 400
 
O preto e branco em Minilabs
“Revelação em 1 hora”
 
Fotos P&B sempre foram sinônimo de caras e demoradas revelações manuais. E, justamente por isso, muita gente acaba desistindo delas.

Felizmente para o fãs deste tipo de fotografia, já é possível contornar esse problema.

Os filmes 35mm: XP2 Super da Ilford e T400 CN da Kodak, utilizam o processo de revelação C-41, o mesmo dos filmes negativos coloridos e por isso podem ser levados para qualquer laboratório “uma hora”, inclusive sendo ampliados em papel para cópias coloridas.

Além disso, ambos são ISO 400, o que garante a versatilidade em diferentes condições de luminosidade.

O Filme APS

O sistema APS (Advanced Photo System) é um formato diferente de película, mede 16,7 x 30,2 mm, diferente do conhecido 35 mm que mede 24 x 36 mm, porém possui a mesma qualidade. O que muda é que o filme APS apresenta uma fina camada magnética na parte de trás, que permite serem gravadas informações na hora do clique. Esta característica, conhecida por Information Exchange (troca de informações) é muito útil no momento em que o filme está sendo processado, para que a imagem fique mais fiel possível à cena fotografada.

As câmeras que utilizam esse formato de filme, também são conhecidas como “Câmeras APS”, embora o APS seja um sistema novo, ele não é tão difundido no meio fotográfico, o que fez com que perdesse a “luta” contra o já conhecido 35 mm, cá pra nós, quase impossível derrotá-lo, especialmente no ramo amador.

O filme APS é especialmente fabricado para câmeras que utilizam esse sistema. O negativo não fica exposto, como o 35 mm, e mesmo depois de revelado permanece dentro da bobina. Após a ampliação, o usuário recebe um cartão com um índice (miniaturas das fotos), o qual pode consultar posteriormente, para realizar novas ampliações.

Ao carregar a câmera com o APS, não é preciso puxar o filme e ver se ele foi bem colocado, basta inserir a bobina no local adequado da câmera e, assim que o compartimento é fechado, automaticamente, o filme vai para a posição do clique.


Colocando um filme APS em uma câmera APS.

O formato dos filmes:
 
Conheça alguns dos formatos de filmes mais utilizados:

 

   
O filme 110
Os filmes 110 (ao lado) medem 16 mm de largura. Cada negativo, de 13 X 17 mm, leva uma perfuração na borda. São fornecidos em cartuchos para 12 ou 24 poses.
 
O filme 126
Este formato é similar ao 110, mas tem 35 mm de largura. Também apresentado em cartuchos.
   

  Interior do cartucho 110  

  O filme 135
 
Tem 35 mm de largura e perfurações dos dois lados. Com este filme se obtêm negativos de 18 X 24 mm ou de 24 X 36 mm. Esses últimos, os mais usados, são conhecidos também como negativos de uso universal. O 135 é comumente vendido em rolos com 12, 24 ou 36 chapas.   O filme 120
 
Película sem perfurações, de 6 cm de largura. Serve para quatro tamanhos de negativos, sendo o 6 X 6 e o 6 X 7 cm os mais utilizados.
Esta película é utilizada nas câmeras de médio formato.
Os filmes fotográficos se distinguem por três características básicas: o formato, o tipo e a sensibilidade.

O formato se refere tanto à largura da película como às perfurações das bordas, sendo representado por um número.

Quanto ao tipo, os filmes podem ser para cores ou para preto e branco, para amadores ou profissionais e para negativos ou diapositivos (slides), estes últimos destinados à projeção sobre uma tela e usados preferencialmente para impressão gráfica.

Quanto à sensibilidade, já tratamos do assunto no início desta matéria.

Os filmes são divididos em “para amadores e para profissionais”, os filmes para amadores são comumente encontrados em qualquer loja de equipamentos, já os profissionais, por custarem um pouco mais caro, só são encontrados em lojas especializadas.

Para retratos (book) e fotografias de casamentos são recomendados filmes profissionais, pois possuem melhor definição das cores, principalmente nos tons de pele.

Veja abaixo alguns filmes profissionais recomendados para tais fotografias:
* Agfa portrait 160
* Kodak portra
* Fujicolor NPS 160

Os filmes profissionais devem ser levados para revelação em laboratórios profissionais, pois os minilabs só servem para filmes amadores.

As Objetivas


As características principais das objetivas são: a distância focal, o ângulo de cobertura e a luminosidade.
Para formar uma imagem do tema, as objetivas fazem com que os raios de luz se “entortem”, ou sofram refração.
 
A distância focal, que se expressa em milímetros, mede a capacidade da objetiva para refratar os raios luminosos, mas ao fotógrafo interessa, mais do que a distância focal em si, o efeito que esta tem sobre as características finais da imagem.

As objetivas são conhecidas, conforme sua distância focal, como:

Objetivas normais: São as que possuem distância focal aproximadamente igual a diagonal do negativo, captam uma imagem semelhante à que a vista humana percebe. A objetiva normal mais utilizada é a de 50mm.

Objetivas grande-angulares: Possuem distância focal inferior à medida da diagonal do negativo e projetam sobre o filme imagens menos ampliada que a objetiva normal e assim incluem cenas maiores, maior ângulo de cobertura. As mais utilizadas são as de 24mm, 28mm e 35mm.

Teleobjetivas: Possuem distâncias focais superiores à medida da diagonal do negativo e projetam sobre o filme imagens mais ampliadas, por que captam uma cena mais reduzida.

Zoom: As lentes zoom podem abrir-se para aumentar a distância focal ou fechar-se para diminuí-la. O padrão universal é uma zoom de 35-105 mm que atua como grande-angular, normal e tele, enquanto uma zoom de 70-200 mm funciona sempre como teleobjetiva.


Tele-zoom

Macro: Essas se destinam a trabalhos a pequena distância, por exemplo, desde 50 cm a poucos milímetros de distância do tema, quando não é possível conseguir foco com as objetivas comuns. Empregam-se objetivas macro para fotografar temas muito pequenos, como insetos, flores, moedas, etc.

Olho-de-peixe: Essa é uma objetiva grande-angular capaz de cobrir 180 graus ou mais, em compensação, introduz grandes deformações na imagem. Há dois tipos: a grande- angular extrema e a verdadeira olho-de-peixe.
A primeira tem, como padrão universal, 17 mm de distância focal e abrange até 180 graus, cobre o negativo completo, mas as linhas retas aparecem curvadas. A olho-de-peixe verdadeira imprime sobre o negativo uma imagem circular, cobrindo de 180 a 220 graus, costuma ter entre 6, 8 ou 12 mm.

Resultado de uma fotografia obtida com a objetiva olho-de-peixe:



A olho-de-peixe é uma objetiva cara, mas tem diversas aplicações técnicas e criativas. Ela é indicada para temas como a paisagem, a arquitetura e os esportes, não é indicada para o retrato nem para a natureza-morta. Angulações oblíquas da câmera, elevadas ou baixas, acentuam ainda mais a distorção do tema.

Luminosidade: chama-se luminosidade de uma objetiva o número do diafragma mais aberto de que ela dispõe. O valor da luminosidade e a distância focal aparecem gravados no anel da objetiva. As objetivas zoom são menos luminosas que as de distância focal fixa.

Ângulo de cobertura: É aquele formado pelo centro da objetiva e as laterais da cena fotografada. O ângulo de cobertura indica a amplitude da cena projetada pela lente sobre o filme.

Pode-se afirmar que a parte mais importante de uma câmera é a objetiva e por isso sua escolha é da máxima importância.

Acoplamento das Objetivas na câmera:

   
Montagem em baioneta
 
Montagem em rosca

Conforme se verifica nas imagens acima, com exceção das  reflex com duplas objetivas, os restantes dos modelos monoreflex, com objetivas intercambiáveis, empregam dois tipos de montagem das lentes: em baioneta ou em rosca.

Há muita diferença entre as objetivas encontradas no mercado, apesar de serem extremamente parecidas. O processo de fabricação, a qualidade, o funcionamento, a durabilidade, a precisão ótica e, claro, o preço, variam conforme a marca e modelo.

As mais baratas são produzidas com lentes e componentes mais simples, já as mais caras recebem componentes de melhor qualidade, lentes com tratamento e materiais especiais, além de ser mais luminosas, porém, devido ao avanço tecnológico, são poucas as objetivas atuais que podem ser consideradas ruins.

Na parte frontal das objetivas pode-se conferir a potência e a abertura máxima:

Os primeiros números, ou seja 28-70, indicam uma medida em milímetros e se referem à distância focal da objetiva, (no caso acima, uma objetiva zoom de 28 a 70 mm). Já os números seguintes: 3,5-4,5, indicam as aberturas máximas do diafragma da objetiva. Portanto, quando a objetiva se encontra na distância 28 mm, a maior abertura do diafragma será f/3,5 e se estiver em 70 mm, será f/4,5.

As objetivas fixas, aquelas que não são zoom, apresentam apenas um número de distância focal (Ex.: 50 mm) e abertura máxima que não se altera.

TABELA DO ÂNGULO DE COBERTURA DAS OBJETIVAS (Sistema 35 mm):

Distância Focal (mm) Ângulo de cobertura 6 149.0° 8 139.4° 13 117.9° 15 110.5° 18 100.4° 20 94.4° 24 84.0° 28 75.3° 35 63.4° 50 46.8° 70 34.3° 80 30.2° 85 28.5° 105 23.3° 135 18.2° 180 13.7° 200 12.3° 300 8.2° 400 6.2° 500 5.0° 600 4.1° 1000 2.5° 2000 1.2°
Esta Tabela vale apenas para o sistema 35 mm (filmes).

Sobre as siglas constantes no corpo das objetivas você encontrará no site. Link relacionado.


O Flash


 
O pequeno flash embutido nas máquinas atuais são bastante úteis para uma distância máxima de até quatro metros – ou um pouco mais, no caso se usar filme ISO 400 – Também mostra eficiência quando usado como fill-flash (luz de enchimento) para clarear assuntos sombreados ou na contra-luz (veja exemplo abaixo). A regulagem é automática tanto da máquina quanto do flash, para evitar o fundo escuro.

Mas não há nada que substitua um flash bem mais potente encaixado sobre a máquina.

Os recursos de um flash dependem em boa parte de sua potência, a qual se mede em joules (J), unidade elétrica equivalente ao consumo de 1 watt durante 1 segundo.

Os flashes podem ser de lâmpadas ou eletrônicos. Os primeiros praticamente desapareceram do mercado.
Os flashes eletrônicos se classificam segundo a sua potência, da menor para a maior potência, podem ser: para amadores, recarregáveis, compactos e de estúdio. Merecem também especial atenção os flashes automáticos.

Os flashes externos possuem um número denominado: Número Guia (NG), através deste número se calcula a regulagem a ser utilizada nos flashes eletrônicos manuais, para uma correta exposição.

Cálculo do número guia (NG):

O número guia é um índice do flash que depende de sua potência e da sensibilidade do filme empregado. Obtém-se o NG multiplicando a distância da cena pelo diafragma necessário para conseguir a exposição correta. Por exemplo, se com determinado flash se usa um diafragma 8 para um tema situado a 3 m, o NG do flash para o filme utilizado é de 3 X 8 = 24, porém, normalmente o usuário já conhece o NG de seu flash, que pode vir indicado em uma tabela impressa no acessório ou em seu manual facilitando assim o cálculo do diafragma.

Exemplo: se o seu flash possui o número guia 22 para um filme de ISO 100 e o tema a ser fotografado está a uma distância de 2 metros:

Ficará assim: 22/2 = 11

O diafragma utilizado para a foto será f=11

Lembre-se, para cada sensibilidade (ISO) de filme, deve-se verificar o NG indicado no manual de instruções do seu flash para se calcular o diafragma a ser utilizado, nunca se esquecendo, também, de usar a velocidade de sincronismo do flash com a sua máquina, a qual é indicada no manual de instruções da câmera fotográfica, ou no próprio seletor de velocidades da câmera, geralmente com a letra “X” ao lado do número indicador de velocidade de exposição. 

Toda câmera possui uma velocidade de sincronismo com o flash, a qual nunca poderá ser superior a indicada, para se obter uma foto perfeita, no entanto poderão ser utilizadas velocidades “inferiores” à indicada pela sua máquina fotográfica, sem problemas.
Os flashes embutidos das câmeras automáticas não necessitam qualquer regulagem.
 
Há também os flashes chamados inteligentes, “TTL (through the lens)” que fazem a leitura através da lente, custam um pouco mais caro, mas são equipamentos excelentes, indicados principalmente para as câmeras reflex automatizadas, estes também fazem todo o trabalho de regulagens sozinho.




Flash Automático
Flash Dedicado TTL  


Flash manual e bateria  
Deve-se procurar usar o flash em cenas de um só plano (o tema e plano da câmera em paralelo), pois se as pessoas e os objetos aparecerem em perspectiva, o resultado não será satisfatório, pois o motivo mais próximo à câmera ficará mais ou muito mais iluminado que os motivos mais distantes. 

Para macro fotografias (fotografar pequenos objetos a curta distância), é utilizado um flash anular ou circular, que é encaixado na parte dianteira da objetiva, este possui menor intensidade de luz e ilumina o motivo uniformemente.

Flash anular para macros
Flash anular acoplado  
Reflexos - Preste atenção quando houver fundos brilhantes ou óculos na cena, pois produzirão brilhos desagradáveis quando o flash estiver apontando diretamente para eles. Coloque-se em ângulo quando fotografar com fundos tais como: espelho, vidraças ou revestimentos brilhantes, para que o clarão do flash não retorne à máquina. Peça às pessoas com óculos para virar um pouco a cabeça ou tirar os óculos.

Olhos vermelhos - Os olhos de algumas pessoas (e dos animais) podem refletir a luz do flash com um brilho vermelho. Para evitar este reflexo interno do olho, acenda todas as luzes do aposento - a maior luminosidade ajudará a diminuir o tamanho da pupila. Além disso, se for possível, aumente a distância entre o flash e a objetiva da câmara. Em algumas câmaras é possível usar um extensor para o flash. Finalmente, afaste-se, nos limites permitidos pelo flash, para que os reflexos fiquem menos intensos. Os flashes de cabeça móvel permitem ser apontados e a luz rebatida no teto ou em um rebatedor, o que certamente eliminará o efeito “olhos vermelhos”, porém deve-se atentar para o local onde será rebatido, pois a cor do rebatedor (parede, teto, papel, etc) refletirá na dominante de cor da imagem.

Manuseio e cuidado - Os piores inimigos de um flash eletrônico são pilhas gastas e uso esporádico. Particularmente no caso dos modelos recarregáveis é importante fotografar com flash todos os meses. O ideal é tirar as pilhas e guardá-las em local arejado e fresco. Assim, você aumenta a duração das pilhas e protege os contatos do flash. Tire as pilhas com o flash ligado e com carga total nos capacitores, para proteger o flash enquanto estiver guardado. Ao usar novamente, coloque-as no flash e prepare o capacitor disparando o flash, manualmente, várias vezes. Lembre-se que as pilhas fracas podem diminuir a vida de seu flash.

O flash também é muito útil quando utilizado como “luz de enchimento” durante um retrato sob luz do sol, o qual causa sombras acentuadas no rosto da pessoa fotografada. Utilizando a regulagem da máquina para a luz ambiente e acionando o disparo do flash em concordância obtemos um ótimo resultado, como podemos ver no exemplo abaixo:


Utilização do flash como luz de enchimento,
eliminando as sombras da luz do sol, veja o
resultado à direita.
 
A correta utilização de flashes é um pouco complexa e exige muito treino e conhecimento, portanto leia bastantes matérias sobre o assunto, faça testes e compare o resultado. Um flash pode resolver aquele problema de pouca luz para uma fotografia, porém, seu uso pode mudar o contraste da cena, modificar a atmosfera e produzir sombras desagradáveis no motivo ou em seu entorno. Mas é também um recurso que, se utilizado corretamente, permite obter resultados magníficos.

Posicionamento e direção do flash:

O posicionamento e a direção do flash podem ser muito variados, mas sempre têm relação com os seguintes parâmetros:

* Direto sobre a câmera  (produz iluminação dura e frontal)
* Direto e de um dos lados da câmera  (produz iluminação dura e frontal-lateral)
* Rebatido no teto  (produz iluminação difusa sem sombras acentuadas)
* Rebatido em uma superfície lateral  (mesmo resultado da anterior)
 
Observando que para a utilização do “flash rebatido”, deve se observar a cor da superfície rebatedoura e a distância em que se encontra da unidade de flash, conforme o caso, convém aumentar a abertura do diafragma em 1 ou 2 pontos para compensar a dispersão da luz do flash. É uma técnica excelente para o “Retrato”.

O flash rebatido com enchimento:

O flash pode ser utilizado em múltiplas situações e com diferentes finalidades: como luz principal, de efeito, de enchimento, etc.

Essas possibilidades aumentam ou diminuem conforme a potência e  versatilidade da unidade de flash.
Os flashes que possuem uma gama maior de possibilidades são os de dois tubos (veja figura abaixo), neles, o refletor superior, mais potente, é orientável e permite direcionamento para o teto ou para um anteparo rebatedor, acima ou ao lado do flash, abaixo, no corpo da unidade, há um pequeno flash que emite uma luz frontal, mais fraca, produzindo um resultado intermediário com relação ao flash direto e o refletido somente no anteparo rebatedor, melhorando a qualidade de iluminação no motivo, isso é, se este for o interesse do fotógrafo.

Lembrando que, qualquer modificação no direcionamento da luz do flash (frontal, lateral, rebatida, com filtro difusor, etc.) altera a cor e o ambiente da cena a ser fotografada, cabendo ao fotógrafo escolher a melhor opção para a sua fotografia e o real motivo de sua utilização.


Flash automático de dois
tubos com cabeça móvel


Enquadramento e composição

Compor com a câmera:

Em fotografia, compor consiste em dispor os elementos num determinado espaço. A composição é um recurso artístico e expressivo dos mais importantes para dar força à foto.

Por meio da composição, pode-se provocar sensações e sentimentos, isso significa que, para fazer boas fotografias deve-se ter, além de conhecimentos técnicos, certa sensibilidade estética, ambos se conseguem com estudo, trabalho e disciplina, os quais, por sua vez são parte de um árduo treinamento.

Nas fotografias de esportes ou de ação é exigido do fotógrafo uma reação rápida ante certas situações, enquanto as naturezas-mortas, o retrato ou mesmo a paisagem pedem uma atitude mais calma e meditativa.

É habitual o amador de fotografia abusar de planos gerais que impedem a apreciação de detalhes importantes: por exemplo, a expressão facial das pessoas no momento de uma passeata, ou o portal de uma igreja gótica numa foto mais repousada. Diante de cada tema o fotógrafo deve pensar se convém destacar certos detalhes.
Enquadrar é determinar através do visor os limites que irão demarcar o tema da foto. É um modo de “isolar” o tema do contexto que o rodeia, decidindo o que deve e o que não deve aparecer.

Deve-se prestar especial atenção para que o tema escolhido esteja bem situado no quadro e com algum espaço de sobra entre a imagem e os limites do visor, a fim de evitar que pessoas, por exemplo, saiam com os pés ou a cabeça cortados.

O centro de interesse:

Denomina-se centro de interesse o elemento que mais se destaca, ou se deseja destacar em uma fotografia. Pode ser uma pessoa, um animal, um objeto, um edifício, um monumento ou, simplesmente, uma parte do cenário.

O centro de interesse fotográfico se estabelece por meio de uma composição que “obriga” a vista do observador a concentrar-se nesse motivo principal. Uma vez definido pelo fotógrafo, o centro de interesse não precisa necessariamente situar-se no centro da imagem nem no primeiro plano, o aproveitamento dos elementos que integram o entorno do motivo é de grande valia para fixar nele o centro de interesse.
A criatividade do fotógrafo é essencial tanto para escolher o tema principal como para definir seu enquadramento e composição.

No retrato, ao realizar uma foto de busto ou de meio corpo da pessoa fotografada (exemplo de foto de busto é a conhecida 3X4 para documentos), recomenda-se utilizar a máquina em posição vertical, para que todo o quadro fique ocupado pela imagem, já em uma foto de uma pessoa caminhando ou correndo, é aconselhável utilizar a posição horizontal de maneira que sobre mais espaço diante do motivo, situando-o na cena.

Cuidado ao fotografar pessoas, sempre que for realizar fotografias próximas ao modelo, procure enquadrar realizando o corte da imagem da pessoa a ser fotografada preferencialmente nas juntas dos cotovelos, joelhos e quadris, nunca corte as mãos, os pés, a canela e principalmente a cabeça.

A fotografia também é um meio de expressão e comunicação, onde através de uma imagem o fotógrafo transmite um sentimento ou um acontecimento, portanto a composição, o enquadramento, a perspectiva (Ex.: sensação de profundidade, sensação de altura, sensação de grandeza na imagem fotografada), devem ser observados criteriosamente, a fim de que a fotografia possa transmitir uma mensagem para quem a observa. Vemos em fotos de publicidade que muitas imagens parecem “falar” com o espectador, não precisam conter mensagens escritas, só a imagem já é suficiente para se saber do que se trata.

A Regra dos terços:

O conteúdo expressivo de uma fotografia está relacionada com a organização dos elementos que nela figuram, isto é, com a composição. Uma foto é mais interessante quando seus elementos estão situados de modo harmonioso dentro do quadro.

Uma das fórmulas eficazes para organizar a composição de um tema consiste em aplicar a regra dos terços (terças partes). Para tanto, divide-se mentalmente a imagem em terços, traçando linhas no sentido horizontal e vertical. As interseções (junções) dessas linhas são os pontos de maior interesse e impacto visual. 

Enquadrar o tema principal em uma interseção ou em um lado dela (acima ou abaixo do formato) é mais interessante do que situá-lo no centro do quadro. 

Nas fotos de paisagem, o horizonte no terço superior ou inferior resulta mais sugestivo do que se aparecer na faixa central. 

Emoldurar o tema também é importante, você pode utilizar algo que estiver ao lado do motivo principal ou no primeiro plano para atuar como uma “moldura” no enquadramento, como podemos ver na imagem abaixo, a utilização dos coqueiros utilizados como “moldura”, já em um retrato podemos utilizar uma janela, um batente de porta, etc. Aqui vale a criatividade do fotógrafo.

Essa regra é válida para todos os formatos de imagens: horizontal, vertical ou quadrado.

 
Observe que a linha do horizonte foi situada no terço inferior dando um clima mais harmonioso à imagem e os coqueiros nos terços laterais, emoldurando o tema (pôr do sol).
 
Nunca se esqueça de “situar” o tema principal na cena, de modo que a imagem se torne sugestiva, às vezes, o tema situado em um dos cantos da foto ficará mais interessante do que no centro dela.

Nas fotografias de paisagem deve-se tomar cuidado em especial, para que a linha do horizonte não fique torta, “inclinada”, dando a impressão que tudo o que há na cena irá cair.

Composição e Perspectiva:

A composição e a perspectiva formam uma dupla difícil de separar. Tanto na fotografia como no desenho, a perspectiva é a forma pela qual os objetos são representados no espaço em termos de profundidade.

O realismo de uma fotografia está muito ligado a como se representou a perspectiva, se esta se reproduz de maneira fiel e correta, a foto tem maior capacidade para transmitir a realidade, porém nem sempre o fotógrafo procura essa ilusão, há casos em que ele precisa de imagens planas, sem nenhuma sensação de profundidade.

A perspectiva serve para cativar a atenção do observador desde o primeiro plano até o infinito.

Pontos de Fuga:

O ponto de fuga é o lugar para o qual convergem todas as linhas retas que seguem uma mesma direção.

Conforme este se desloque para cima ou para baixo, o ponto de fuga aparece mais ou menos distante. Isso quer dizer que, de acordo com a posição do horizonte, a sensação de perspectiva diminui ou aumenta, pois é ali que se encontram os pontos de fuga.

Veja nas fotos abaixo como são dadas as perspectivas de acordo com os pontos de fuga. Principalmente em fotos de paisagens a utilização da perspectiva é fundamental para embelezar um tema.
 



 
As linhas em azul no esquema acima demonstram os pontos de fuga e a perspectiva causada às imagens.

Um dos grandes recursos de que dispõe o fotógrafo para controlar a perspectiva é o ponto de vista, com ele, se potencializa ou enfraquece a sensação de profundidade, ao mudar a relação entre o tamanho real e a proporção dos elementos que compõem uma foto. Pode-se comprovar isso através do visor, quando nos aproximamos ou afastamos dos motivos. Se a câmera está mais perto do tema, este ganha importância e se destaca do fundo, se ela está longe, o tema diminui e tende a confundir-se com o fundo.

Tabela de filtros

Esta é a Tabela de alguns filtros utilizados para filmes coloridos e preto-e-branco. Os filtros são rosqueados na parte dianteira da objetiva da câmera fotográfica.

Antes de adquirir um, saiba qual o efeito que ele produz:


 
 
FILTROS PARA FILMES COLORIDOS:

Tipo Cor Fator Efeitos 1ª

1B Skylight
 
Skylight 1.0

1.0 Absorvem os raios ultra-violetas do sol e alguns raios azuis, evitando que a foto pareça excessivamente azulada. Permanentemente acoplado serve como protetor da lente da objetiva. 85ª

85B Coral tipo A (âmbar)
 
Coral tipo B (âmbar) 2.2

2.2 85ª - Compensa o filme tipo A (3400° K) para uso na luz do dia. Sem o filtro a foto ficará excessivamente azulada.
85B - Converte o filme tipo B (3200° K) para uso na luz do dia. Sem o filtro a foto ficará muito azulada. 80ª

80B Azul Escuro
 
Azul Crescente médio 3.2

3.0 80ª - Compensa o filme tipo luz do dia para fotos sob luz incandescente a 3200° K ou lâmpadas domésticas comuns. Sem o filtro a foto ficará muito alaranjada.
80B - Converte o filme tipo luz do dia para fotografias sob lâmpadas a 3400°K, tais como lâmpadas foto-flood. Sem o filtro a foto fica bastante avermelhada. 81ª


81B Coral claro amarelado (âmbar)
 
 
Coral claro (âmbar) 1.2


1.2 81ª - Compensa o filme tipo B para o uso com lâmpadas foto-flood a 3400 K° ou similares, também funciona como um filtro de efeito aquecedor em um dia encoberto, ou para fotos com flash eletrônico.
81B - Compensa filme tipo A ou B para uso com flash tipo transparente, também funciona como um filtro de feito aquecedor, útil para fotos na sombra ou sombra aberta em dias ensolarados. Melhora as cores em objetos em contra-luz, retro iluminados e sob a luz do sol. 82ª Azul Claro (morning/evening) 1.5 Compensa filmes tipo A sob luz, com uma temperatura de cor de 3200 K°, tal como lâmpadas domésticas normais. Também usado para compensar a temperatura da cor em condições avermelhada, pela manhã bem cedo ou no final da tarde. ND2
ND4
ND8 Cinza claro
Cinza médio
Cinza escuro 2.0
4.0
8.0 O filtro de Densidade Neutra (ND) é utilizado para reduzir a quantidade de luz sem alterar a versão das cores. Utilizados tanto em filmes coloridos com em PB
O ND2 transmite 50% da luz, o ND4 25% e o ND8 12,5%.  
FILTROS COM EFEITOS ESPECIAIS:

Polarizador (tipo linear) P-L 3.0 O filtro polarizador muda a luz natural para uma condição polarizada ou regula a intensidade de luz polarizada proveniente da rotação do eixo do filtro. Elimina reflexos de superfícies não metálicas, tais como água, vidro, etc, ou luz de céus azuis. Polarizador Circular PL-C 2.0 É similar ao filtro polarizador comum (linear), exceto pelo fato dos raios incidirem de maneira circular e não linear. Ele elimina possíveis erros de exposição, que podem ser causados pela leve polarização de raios em câmeras do “sistema TTL” utilizando espelhos fixos. CC F-TB
 
CC F-DL 2.5

2.0 Os filtros CC F-TB e CC F-DL são projetados para serem usados em conjunto com os filmes coloridos tipo Tungstênio (Tipo B) e Luz do dia, respectivamente. Cada tipo reduz o esverdeado comum à iluminação fluorescente e produz resultados naturais agradáveis, especialmente em tons superficiais. DIFFUSION (Difusor) 1.0 Este filtro é feito de vidro ótico transparente e incolor possuindo uma superfície irregular causada por tratamento especial. A sua refração rápida de luz cria efeitos de focos leves. Particularmente em fotos de mulheres, ele expressa mais eficientemente uma atmosfera delicada de foco leve. DUTO
DIFF-II 1.0
1.0 O “DUTO” é um filtro de vidro incolor com círculos concêntricos na superfície, enquanto que o “DIFF-II” possui uma superfície com ondas, para produzir efeitos de foco leve. CROSS SCREEN - 4X  “Estrela”
CROSS - 6X
CROSS - 8X 1.2
1.2
1.2 Adiciona um belo brilho de formato cruzado para destacar uma seção na foto, através de linhas cruzadas desenhadas na superfície, produzindo um efeito de estrela em fontes de luzes. Utilizado para fotografias noturnas.
O 4x produz brilho de quatro pontas, o 6X de seis pontas e assim por diante. FOGGILIZER (Efeito neblina) 1.0 Cria um efeito de foco suave de neblina, que destaca o jogo sutil de cores. Não é necessária a compensação de exposição ao utilizar o filtro neblinador. COLOR VIGNETE (Vinheta colorida) 1.0~1.5 Possui extremidades coloridas e centro transparente. Disponíveis nas cores Amarelo (Y-V), Laranja (O-V), Vermelho (R-V), Verde (G-V), Violeta (V-V) e Azul (B-V). Utilizados para fotografias de retratos e paisagens. DUAL IMAGE (Imagem dupla) 1.0 Filtro com uma metade completamente preta e outra transparente. Projetado para fotografia de múltipla exposição.
1. Gire o filtro para a posição desejada a fim de bloquear uma metade do enquadramento.
2. Tire a primeira foto e sem avançar o filme:
3. Gire o filtro para bloquear a outra metade do enquadramento e tire a segunda foto.
Desta forma você poderá incluir a mesma pessoa, duas vezes na mesma foto. Algumas câmeras não permitem fotografar em dupla exposição, sobre o mesmo quadro da película. RAINBOW-CIRCLE (Arco-íris circular) 1.2 Ele faz com que os destaques enfocados de um cenário explodam em um espectro de cores, enquanto mantém definição total do objeto. GC FILTERS (Filtros graduados) 1.0 Uma metade é colorida e a outra é transparente. Utilizado em fotos de paisagens. Disponíveis nas cores Marrom, Vinho, Cinza, Violeta, Rosa, Verde, Amarelo, Lilás, Azul. SPOT 1.0 O filtro Spot torna possível circundar o objeto com um atraente fundo fora de foco, deixando o centro transparente. SAND SPOT
SOFT SPOT 1.0
1.0 O SAND SPOT possui uma superfície de aparência fumê com um ponto transparente no centro, enquanto que o SOFT SPOT possui superfície irregular e ponto central transparente. BI-COLOR e TRI-COLOR 4.0 Filtros com várias cores em um único elemento. Usado para fotos paisagísticas. SÉPIA Proporciona um efeito à foto deixando a imagem com aspecto envelhecido. VERMELHO Este filtro proporciona um efeito especial, dando ênfase à cor vermelha nas fotos. ODD-OUT É um filtro que permite que sejam feitas brincadeiras com as fotografias. Girando-se o filtro, você pode apagar, intencionalmente, a pessoa ou o objeto, por completo ou parte dele.  
FILTROS APROPRIADOS PARA FILMES PRETO E BRANCO:

UV Ultra-violeta 1.0 Absorve com eficiência os raios ultra-violeta e azuis, sem aumentar e exposição. Também usados como protetor de lentes. Y2 Amarelo médio 2.0 Absorve raios ultra-violetas e azul-violeta para contrastes fortes, especialmente em fotos cênicas. YA2 Laranja médio 4.0 Absorve raios violeta, azul e verde. Usado principalmente para cenas distantes ou nuvens. R2 Vermelho médio 8.0 Absorve raios violeta, azul, verde e amarelo. Útil também para fotografia infra-vermelha. P00 Amarelo esverdeado 2.0 É recomendado para fotos externas com filme tipo pancromático, para produzir fotos similares àquelas vistas a olho nu. P01 Verde 4.0 Absorve raios ultra-violeta, violeta, alguns raios azuis e vermelhos escuros, para tornar o verde mais brilhante e o vermelho mais escuro. Muito bom para fotos de delineação da tonalidade da pele e folhas verdes.
Há também as lentes de ampliação (erroneamente chamados de filtros) CLOSE-UP (+1, +2, +3, +4), são transparentes e permitem que sejam fotografados temas a curtas distâncias quando não se dispõe de uma objetiva macro ou anéis de reversão, podem ser utilizados cumulativamente acoplados para aumentar a ampliação do tema. Não são filtros, pois não filtram nada, ou seja, somente ampliam a imagem. Nada mais são do que lentes de aumento para a objetiva.

Câmeras compactas

São as mais utilizadas pela maioria das pessoas em férias e eventos familiares pela sua praticidade e tamanho. Elas não permitem ao fotógrafo muita opção de escolha e manipulação dos controles, geralmente possuem foco fixo e autofoco no caso das zoom, flash embutido, controle de velocidade e diafragma controlados eletronicamente pela câmera, não permitem a utilização de filtros e objetivas intercambiáveis, além de suas objetivas possuírem menor qualidade na resolução das imagens, em relação às reflex. 


Câmera automática simples
Câmera automática com zoom  
Existe ainda o fato de que o fotógrafo não enxerga o motivo através da objetiva e sim pelo visor (O que se está vendo não é o que será precisamente fotografado), pois o visor é independente, situado acima da objetiva, o que causa o denominado “erro de paralaxe”, obrigando a tomarmos alguns cuidados no momento do enquadramento, para que parte da cena não fique fora da fotografia na hora do “clique”, bem como, cabeças e pés não sejam cortados.

Outro cuidado básico é com relação ao enquadramento, quando se olha pelo visor não se vê o que está adiante da pequena objetiva, o que pode levar o fotógrafo a acabar cometendo um dos mais tristes erros na fotografia - deixar o dedo, alça ou cabelo, na frente da lente. Para resolver esse problema basta segurar a câmera corretamente utilizando a mão e os dedos fechados na lateral da câmera, como suporte e ficar atento para que nada obstrua a lente.

A câmera compacta simples possui objetiva de foco fixo que produzem imagens razoavelmente nítidas de todos os temas situados a 1 metro de distância aproximadamente e a modesta nitidez dos negativos, aceitáveis somente para fotos amadoras e que não serão muito ampliadas. Já as compactas com zoom possui auto foco, o que permite em alguns modelos, aproximar-se mais do tema a ser fotografado sem perder a nitidez da imagem e suas pequenas objetivas possuem melhor qualidade em resolução do que as compactas simples.

Com câmeras compactas simples não tente fotografar a curta distância (menos do que 1,20 cm) do tema, pois certamente a imagem ficará desfocada. 


Acessórios para fotografar:

Tripé: Utilizado para fixação da câmera. Quando se utiliza a posição “B” (longas exposições) ou baixas velocidades, é utilizado para evitar que a máquina balance e a foto fique tremida. Utilizado também para auto-retrato, etc.

Tripé de mesa: Utilizado para serviços que não é possível a utilização de um tripé convencional. Filtro Polarizador: Utilizado para eliminar reflexos de água e superfícies não metálicas, também acentua o azul do céu. Muito apropriado para paisagens.
Além deste, existem inúmeros tipos de filtros adaptáveis à objetiva da câmera, com diversas finalidades. Cabo de extensão do flash: Utilizado para manusear o flash separado da máquina. Disparador de Cabo: Utilizado especialmente quando a máquina está fixa em um tripé e se utiliza baixas velocidades de obturação. Com ele evita-se balançar a câmera.

Fotocélula: É usada para disparar um segundo flash sem necessidade de se conectar à máquina, ela é ligada diretamente na sapata do flash. Fotômetro manual eletrônico: Em substituição aos fotômetros embutidos das câmeras, asseguram uma medição mais precisa de luz refletida e incidente no tema.

Pára sol: Sua função principal é evitar que os raios do sol (ou de lâmpadas fortes) atinjam a lente exposta da objetiva, causando reflexos coloridos no filme. Existem diversos modelos e tamanhos. Tubos de extensão: uma vez acoplados entre a objetiva e o corpo da câmera, também permitem fazer macros de assuntos pequenos, como os filtros close-up. Só que com os tubos de extensão é possível uma aproximação muito maior, o que é ideal para macro fotografia e , melhor, mantendo a qualidade ótica da objetiva. Os tubos de extensão possuem várias medidas. Ar comprimido: utilizados para limpeza das partes internas da câmera e da objetiva, sem necessidade de tocar seus componentes. Utilizar a uma distância aproximada de uns 20 cm. Fuc-fuc: bombinha de ar manual com um pincel na ponta, opção barata para limpar objetivas e partes internas da câmera, quando não se tem ar comprimido. Malas e Maletas: utilizadas para acomodar a câmera fotográfica e diversos equipamentos, mantendo-os protegidos e armazenados de forma organizada facilitando a utilização e transporte. Haze-light: Difusor utilizado em estúdio para suavizar a iluminação do flash (em seu interior) sobre o modelo ou motivo a ser fotografado, suavizando as sombras e iluminando uniformemente o motivo. É totalmente desmontável. Existem também as conhecidas sombrinhas de flash que causam efeito semelhante. Flash com rebatedor: Para não utilizar luz direta do flash no motivo, um macete simples é fixar um papel branco com elástico no tubo do flash e direcioná-lo para cima (entre 45° e 90°), assim a luz será difusa e não causará sombras profundas, brilhos e olhos vermelhos. Há flashes que já vem com um pequeno rebatedor acoplado, do fabricante.  
Tele conversor: Utilizado para aumentar a distância focal da objetiva. Encontrados nas medias 1,4x  (amplia 40%) e 2x (amplia 100%). Ex.: uma objetiva de 50 mm pode ser transformada em uma meia tele de 100 mm utilizando o tele conversor fator 2x. Opção barata para quem não pode comprar teleobjetivas. É acoplado entre a objetiva e o corpo da câmera. Battery Pack: Substitui a bateria original da reflex autofocus por pilhas comuns AA, mais baratas e fáceis de se encontrar. As alcalinas têm longa durabilidade no acessório. Sapata com contato PC: Para ser instalada na sapata de câmeras que não têm o contato “PC” para cabo de sincronismo usado com flashes independentes ou de estúdio. Power Pack: Pequena caixinha com seis pilhas ligada por cabo ao flash e que pode ser levada no bolso ou presa ao cinto. Com a carga adicional, reduz-se o tempo de reciclagem do flash e aumenta-se o número de disparos.
Acessórios para macrofotografia e close-up:

Além das objetivas marco, existem alguns acessórios úteis para a macro fotografia:
 
Fole: O princípio do uso do fole é o mesmo do anel de extensão: serve para aumentar a distância entre a objetiva e o plano do filme. O fole garante o foco a curtíssimas distâncias e amplia a imagem bem mais que os tubos. A maioria pode ser “esticado” até 30 cm.
 
  Tubos de extensão: Como já foram vistos anteriormente, são encaixados entre a objetiva e a câmera, aumentam a distância entre o filme e a objetiva para permitir o foco a uma distância curta, mesmo efeito produzido pelo fole, porém não chegam a 30 cm, como os foles. Anel de inversão: É um anel utilizado entre a câmera e a objetiva, o que permite inverter a objetiva e permitir que o objeto fotografado fique bem ampliado e com boa resolução ótica, no entanto a profundidade de campo é mínima e os controles de diafragma, obturador e foco devem ser feitos manualmente. É uma opção barata para os iniciantes em macro fotografia, porém tal acessório é raramente encontrado nas lojas especializadas. Filtros close-up: Outra opção barata para iniciantes realizarem macros até a uma determinada distância do tema. Funciona como uma lupa que, rosqueada à frente da objetiva permite a ampliação do tema. A potência de cada filtro é medida em dioptrias. Os mais comuns são os de medidas: +1, +2 e +4, podem ser utilizados acoplados um no outro para aumentar a medida para +7. A única desvantagem destes filtros é a qualidade da imagem que não se pode comparar com os Tubos e Foles.

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