OPINIÃO

NÃO PERCA DO BONDE DO MERCADO

Texto de: Eduardo Becker

Fonte: uol

Pressionado por questões econômicas e de tempo, o mercado tem apresentado mudanças cada vez maiores e mais freqüentes, fazendo com que os clientes de fotografia aumentem cada vez mais seu nível de exigência. Soma-se a isso, o aumento da concorrência entre os próprios fotógrafos.

Hoje, qualquer pessoa que se interesse por fotografia pode adquirir seu equipamento digital por um valor relativamente baixo, ler meia dúzia de revistas, montar um portfólio e sair vendendo seu trabalho.

Entretanto, não basta que o fotógrafo seja capaz de criar belas imagens utilizando equipamentos modernos.

Existem muitas coisas que um fotógrafo precisa saber para atender as exigências crescentes do consumidor final de fotografia. O fotógrafo tem hoje o papel de consultor de produção de imagem, orientando o cliente sobre como realizar um trabalho tecnicamente adequado, no menor prazo possível, e ao menor custo para o cliente.

Mas para que o fotógrafo seja capaz de atingir esse nível de excelência, ele deve entrar em contato com uma quantidade enorme de informações, conhecer sua aplicabilidade, aprendendo a utilizar cada conhecimento da maneira correta e efetiva a fim de que possa atender as necessidades de seus clientes. E todo esse conhecimento pode ser obtido de duas maneiras: formal ou informalmente.

Ao optar pelo caminho informal, ou seja, do autodidatismo, a aparente vantagem econômica que obtém se perde facilmente. Isto porque o autodidata tem que investir tempo e dinheiro na busca dos conhecimentos necessários, para só então colocá-los em prática. Ele tem, de certa forma, que percorrer sozinho todo o caminho que a escola já percorreu para ele e que coloca à sua disposição de forma concentrada, a um custo financeiro e de tempo muito menores.

No ensino formal, todas as informações estão reunidas em um único local, dadas por gente especializada em coletar, organizar e distribuir os conhecimentos necessários ao correto exercício da profissão.

No caminho informal, corre-se o risco de não se saber separar o joio do trigo, levando muitas vezes ao acúmulo de informações inúteis, ou pior, informações erradas.

Colocar no mercado um fotógrafo sem uma sólida formação, é ruim para o cliente que acaba sendo mal atendido e pior ainda para o fotógrafo, que continuamente perde oportunidades de trabalho para aqueles que investiram na própria carreira.

O fotógrafo que pretende fazer da profissão seu meio econômico de vida, tem que acompanhar as mudanças cada vez mais rápidas e freqüentes que ocorrem no mercado, investindo não só em sua formação básica, como também na atualização constante de seus conhecimentos, sob pena de ficar para trás, perdendo assim o bonde do mercado.

Eduardo Becker é fotógrafo profissional e consultor de marketing e vendas de serviços fotográficos.
 

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