MOSTEIRO DE SÃO BENTO DE SÃO PAULO Os monges beneditinos chegaram à São Paulo em 1598. A Companhia de Jesus e a Ordem do Carmo eram as únicas ordens religiosas em São Paulo. O primeiro fato histórico significativo e pitoresco dos autos do mosteiro se deu por ocasião da proclamação do paulistano Amador Bueno de Ribeira como rei de São Paulo. Após a separação das coroas lusa e espanhola, e iniciada a restauração do Reino de Portugal, em 1640, parte da população da cidade, em geral de origem espanhola, ao saber da aclamação de Luiz Dias Leme como rei da cidade de São Vicente, capital da capitania, decide proclamar rei um de seus filhos mais ilustres. Alguns desejavam continuar fiéis ao reino de Castella, pois acreditavam que em breve estariam de novo sob sua autoridade. Mas, para não dar mostras de seu intento, esse grupo dizia apenas proclamar um filho de São Paulo como seu Rei. Amador Bueno, entretanto, consciencioso e percebendo a artimanha das famílias espanholas, declinou o convite. Porém, a massa já estava convencida, de que essa era a melhor medida para a população paulistana. Chegaram a jurá-lo de morte, caso ele não aceitasse a coroa paulistana. Ele, então, já seguido pelos gritos de muitos, refugia-se no Mosteiro de São Bento. O Abade e a comunidade monástica saíram para deter a multidão, que logo conteve-se em respeito aos religiosos. Bastava gritar ao lado de fora do mosteiro sua aclamação. Aos poucos, os religiosos foram convencendo a população da falacidade do intento, até acalmarem-se e desistirem de vez do que planejavam fazer. Este palco da história paulistana e patrimônio histórico de São Paulo foi documentado pelo aluno André Pitelli: |